Musicoterapia II – Como a Música é Percebida no Cérebro Humano

Provavelmente o desenvolvimento mais importante na investigação científica sobre a música foi a descoberta de que a música é percebida através da parte do cérebro que recebe os estímulos das emoções, sensações e sentimentos, sem antes ser submetida aos centros cerebrais envolvidos com a razão e a inteligência. Schullian e Schoen explicam este fenômeno: “Música, que não depende das funções superiores do cérebro para franquear entrada ao organismo, ainda pode excitar por meio do tálamo – o posto de intercomunicação de todas as emoções, sensações e sentimentos. Uma vez que um estímulo foi capaz de alcançar o tálamo, o cérebro superior é automaticamente invadido, e, se o estímulo é mantido por algum tempo, um contato íntimo entre o cérebro superior e o mundo da realidade pode ser desta forma estabelecido.”

Tempo e espaço não permitem uma abordagem completa da percepção musical. É suficiente dizer que estudos nos últimos cinqüenta anos tem trazido à luz algumas descobertas bastante significativas, que podem ser resumidas como se segue:

(1) A música é percebida e desfrutada sem necessariamente ser interpretada pelos centros superiores do cérebro que envolvem a razão e o julgamento.

(2) A resposta à música é mensurável, mesmo quando o ouvinte não está dando uma atenção consciente a ela.

(3) Há evidencias de que a música pode levar a mudanças de estados de espírito pela alteração da química corporal e do equilíbrio dos eletrólitos.

(4) Rebaixando o nível de percepção sensorial, a música amplifica as respostas às cores, toque e outras percepções sensoriais.

(5) tem sido demonstrado que os efeitos da música alteram a energia muscular e promovem ou inibem o movimento corporal.

(6) Música rítmica altamente repetitiva tem um efeito hipnótico.

(7) O sentido da audição tem um efeito maior sobre o sistema nervoso autônomo do que qualquer outro sentido.

Pode-se concluir que a música por si mesma, e não apenas o texto, é uma questão chave para a sua aceitação.

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5 respostas em “Musicoterapia II – Como a Música é Percebida no Cérebro Humano

  1. ADOREI BASTANTE! PERCEBO QUE COMIGO QUANDO ESTOU ME SENTINDO CANSADA MEU CORPO PARECE PEDIR MÚSICAS CALMAS OU TAMBÉM QUANDO ESTOU PENSATIVA SINTO NECESSIDADE DE OUVIR ALGO! NÃO SEI SE ISSO TEM ALGUMA LIGAÇÃO , MAS TODA VEZ QUE ACABO REALIZANDO ESSA VONTADE E ESCUTO ALGUM TIPO DE MÚSICA , GERALMENTE AS QUE GOSTO MAIS , MEU ÂNIMO MELHORA E LOGO PASSA ESSES SENTIMENTOS ESTRANHOS!

    AH! MÚSICA CLÁSSICA EM VEZ DE ME ACALMAR ME DEIXA EXTREMAMENTE IRRITADA! ISSO DARIA UM ÓTIMO CASO DE ESTUDO NÃO!

    AGUARDO RESPOSTAS , SE POSSÍVEL!
    ABRAÇOS

    • Olá Amanda, bom para responder suas perguntas vamos a principio remeter questões fisiológicas certo? Em primeiro lugar nosso coração, bem como as musicas são medidos através dos BPMs (batimentos por minuto) e nossos batimentos em estado normal, ou seja sem alterações como cansaço, irritação ou euforia varia normalmente entre 80 e 98 bpms, o que nos leva a procurar musicas mais amenas é o fato dessas composições girarem em torno desses bpms também, causando assim naturalmente um alinhamento dos bpms do nosso coração com os da musica, esse processo também pode acontecer em inversa onde quando estamos em estado normal e queremos atingir picos de euforia procuramos sempre composições mais aceleradas.
      Agora quanto a irritação com musica classica, deve-se a dois fatores iniciais o primeiro pode estar relacionado a utilização do excesso de notas agudas ou sincopas na composição ouvida o que nos tira daquele estado normal da qual haviamos falado anteriormente, bem como em uma segunda situação a contexto histórico e pessoal da composição não agradar ao seu ouvido, por exemplo musicas referentes ao periodo barroco (Bach) as vezes não agradam a ouvidos incoscientemente ligados ao periodo romantico de Beethoven a questão é encontrar o compositor e periodo que inicialmente lhe agradam.

      Espero ter ajudado.

      Arthur Sinnhofer

      • Obrigada pela resposta!

        Auxiliou bastante , realmente prefiro as composições do período Romântico! Mil vezes mais do que Barroco e isso é em tudo de música a literatura!

        Abraços

  2. O habito e o “acostumar os ouvidos” nao seriam também, fatores a serem considerados
    (isto e uma pergunta–desculpem meu teclado esta lele sem acentos e sinais graficos)

    • Claro, isso jamais pode ser desconsiderado, tratando-se de um primeiro contato e levando em consideração o histórico social do individuo, no entanto há notas musicais, acordes, andamentos e ritmos que inconscientemente nos incomodam o que nos leva a mapear todo o gosto pessoal de cada um, para ai sim indicar o periodo que a pessoa mais adequa-se, isso se levarmos em consideração que todo movimento artistico é composto por musica, literatura, artes plasticas e teatro (ex. romantismo, iluminismo, barroco) cada qual com seus representantes e nós temos as nossas predilições vezes intuitivas ou incoscientes.

      Espero ter ajudado

      Arthur Sinnhofer

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