Tratamento espiritual, conhecimento velado ou revelado?

Há muito se pergunta se as ações de tratamentos espirituais de saúde, são exclusivas de uma inteligência puramente espiritual desconhecida ou existem elementos de caráter científico ou culturais envolvidos.

Sabe-se que, em muito, os tratamentos podem ser explicados através de estudos das varias culturas, isto, porque podemos perceber que os Guias espirituais, muitas vezes utilizam elementos e procedimentos, os quais são encontrados ou citados em culturas variadas, se não idênticas, com grande semelhança.

Tomemos como exemplo inicial a meditação, usada amplamente pelas culturas orientais, com enfoque na cultura Hindu, que utiliza a meditação não somente para busca de elevação espiritual, mas também como terapia, para as mais variadas situações de saúde; mas onde encontramos similaridades entre meditação e espiritualidade e suas ações de tratamentos de saúde?

Antes porém, tentemos identificar a espiritualidade e a meditação, para tal citamos uma das várias explicações:

A Espiritualidade é uma dimensão da pessoa humana que traduz, segundo diversas religiões e confissões religiosas, o modo de viver característico de um crente que busca alcançar a plenitude da sua relação com o transcendental. Cada uma das referidas religiões comporta uma dimensão específica a esta descrição geral, mas, em todos os casos, se pode dizer que a “espiritualidade” «traduz uma dimensão do homem, enquanto é visto como ser naturalmente religioso, que constitui, de modo temático ou implícito, a sua mais profunda essência e aspiração».( Wikipédia)

A Meditação,(do latin meditare), significa voltar-se para o centro, no sentido de desligar-se do mundo exterior e de entregar-se à contemplação ou reflexão (PINNA, 2008). Em sânscrito, é chamada de dhyāna, conhecida por ch’an na tradição chinesa e zen na tradição japonesa (SUZUKI, 2007). Segundo o dicionário Houaiss (2010), meditação é um ato ou efeito de meditar e de pensar com grande concentração de espírito; é uma prática de concentração mental que se propõe a levar, através de uma sucessão de estádios, à liberação espiritual dos laços do mundo material. A meditação é um método que objetiva o autoconhecimento e a manutenção do equilíbrio do ser em sua multidimensionalidade (física, mental/emocional, interpessoal e espiritual), e pode ser comparada a uma prece mental feita para alcançar a transcendência e a iluminação (MERTON, 1960). Possui raízes orientais descritas em textos hindus e taoistas entre 1500 e 300 a.C., mas sua origem exata diverge entre a comunidade científica e especula-se que a prática de meditação seja datada por volta de 5.000 a 8.000 anos (OSPINA e cols., 2007; CHIESA e cols., 2010).

Pois bem, sabemos que no processo de desenvolvimento mediúnico, um dos quesitos básicos para o trabalho espiritual é a dedicação no aprendizado em, reformular o íntimo humano, controlar sua condição psíquica e alta concentração mental, desta forma, atingindo a ligação com os planos superiores, o que não foge ao princípio para a prática da meditação, onde ambas são controlados pelo sétimo Chakra ou Chakra Coronário, que tem relação com a glândula pineal, e faz conexão direta com a espiritualidade, com o ego superior, governando as expressões superiores do ser humano, “a meditação e a espiritualidade”.

Já sabiam os Yogues que a meditação é a experiência da espiritualidade direta, sem conexão, entre o yogue e Deuse, sendo a meditação a experiência da espiritualidade e esta última, a busca da plenitude transcendental, onde e de que maneira elas podem ajudar nosso corpo físico?

A resposta nos vem quando identificamos que cada vez mais a meditação está deixando de ser exclusividade de Ashrams* e mosteiros para se tornar uma importante aliada na melhoria da qualidade de vida e desenvolvimento espiritual dos ocidentais. Também, que ela atua de forma ativa na saúde do corpo de quem a pratica, melhorando a auto-estima, a criatividade, a percepção, a concentração, controla a ansiedade e mantém o equilíbrio emocional reduzindo, inclusive, os níveis de depressão e melhora sensível na condição de saúde orgânica.

Tais efeitos também são encontrados quando pessoas assistidas em tratamentos espirituais, recebem a aplicação de passes realizados pelos Guias espirituais, bem como por médiuns desenvolvidos, contudo, os experimentando de forma passiva.

 

Podemos citar também, a particular semelhança em outro processo ligado ao bem estar e ao tratamento, pessoal ou de outrem, a exemplo do estudo oriental da reflexologia, que surgiu na China há mais de 5000 anos, dentro de um contexto único de busca do equilíbrio integral, “holístico”, onde foram identificados nos pés e mãos, pontos referentes a órgãos e regiões do corpo humano, bem como Chakras os quais são utilizados como correspondentes para vários tratamentos, que podem ser com uso de equipamentos, agulhas de acupuntura ou pressionados pelos dedos ou mãos do aplicador, isto, com a intensão de harmonizar, equilibrar, desbloquear energias e etc.

Mas em que se assemelha a atividade espiritual, aos processos utilizados pelos Guias espirituais?

Vejamos então, dentre os vários procedimentos usados pelos Guias um deles nos chama atenção:

O Estalar de Dedos:

Porque as entidades estalam os dedos? Esta é uma das coisas que vemos e geralmente não nos perguntamos, talvez por parecer algo de importância mínima, mas esse ato encerra alguns detalhes esotéricos de grande importância.

Como já foi dito nossas mãos possuem terminais nervosos que se comunicam com cada um dos chakras de nosso corpo, onde foram identificados:

(Trecho acima: Revista Umbanda nº 3 – Editora Escala)

 

Vejamos o que diz Ramatís sobre esta questão:

Ramatís afirma:” A verdade é que vossas mãos, como vossos pés, possuem terminais nervosos, que se comunicam com cada um dos gânglios e plexos nervosos do corpo físico e com os chacras do complexo etérico-astral, como demonstramos a seguir:

1. dedo polegar – chacra esplênico (região do baço);

2. indicador – cardíaco (coração);

3. médio – coronário (alto da cabeça);

4. anular – genésico ou básico (base da coluna);

5. mínimo – laríngeo (garganta);

6. na região quase central da mão, chacra do plexo solar (estômago);

7. próximo ao Monte de Vênus (região mais carnuda logo abaixo do polegar) – chacra frontal (testa).

Essas terminações nervosas das palmas das mãos são há muito conhecidas da Quiromancia e das filosofias orientais. 

O estalo dos dedos se dá sobre o Monte de Vênus e dentre as inúmeras funções conhecidas disso, está a retomada de rotação e frequência do corpo astral, “compensando-o” em relação às vibrações do duplo etérico, aumentando a exsudação 1 (liberação, doação) de energia animal – ectoplasma – pela aceleração dos chacras. Com isso se descarregam densas energias áuricas negativas, além do estabelecimento de certas condições psíquicas ativadoras de faculdades propiciatórias à magia e à intercessão no Plano Astral. São fundamentadas nas condensações do fluido cósmico universal, imprescindíveis para a dinâmica apométrica, e muito potencializadas pela sincronicidade entre o estalar de dedos e as contagens pausadas de pulsos magnéticos”

Continua Ramatís: “Já quando bateis palmas, sendo vossas mão pólos eletromagnéticos, a esquerda (-) e a direita (+), quando as duas mãos ou pólos se tocam é como se formassem um curto-circuito, saíndo faíscas etéricas de vossas palmas. Quando os pretos velhos em suas manifestações batem palmas, durante os atendimentos de Apometria, é como se essas faíscas fossem “detonadores” de verdadeiras “bombas” ectoplásmicas que desmancham as construções astrais, laboratórios e amuletos dos magos negros.

“Apômetras” e Umbandistas, uni-vos. Continuai estalando os dedos e  batendo palmas, sabedores do que estais fazendo, despreocupados, conscientes e seguros de que as críticas se perderão como pólen ao vento.”

Face ao exposto e, lembrando que estas colocações se dão a partir do entendimento deste que as expõe, sem prejuízo de entendimentos diversos, não podemos deixar de lado a grande importância destas observações na prática para o bem estar e evolução do Homem, onde, como descrito acima, o ocidente esta comprovando o que o oriente já ensinava há milênios, da mesma forma que os Guias Espirituais nos trazem experiências de conhecimentos ancestrais, assim, eu os convido a pesquisar.

“A nossa mente é um microcosmo, é uma área infinita, é uma lavoura de proporções indescritíveis. E tudo nos é dado para cultivar esse campo sem limites. Se quiserdes experimentar começai hoje mesmo.”
(Miramez – Livro: Horizontes de Mente – página 75)

Adriano D’Ogum

 

Notas de referência:

1- KALYAMA, Acharya, Yoga: repensando a tradição

São Paulo; IBRASA, 2003 p.66-67

2- SIVANANDA, Swami: A ciênciado pranayama.

São Paulo; Ed. Pensamento p.15

3- Revista Super-interessante; janeiro de 2001

4-Wikipédia;

5- Revista Umbanda nº 3 – Editora Escala

2 respostas em “Tratamento espiritual, conhecimento velado ou revelado?

  1. Aprendizes do conhecimento divino é uma fonte de sabedoria e aprendizado que eu recomendo a todos, sem nenhuma excessão. é Muito bôa leitura. Uma fonte inesgotável.

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