EKEDI – SUAS FUNÇÕES E VESTIMENTAS

Olá meus Irmãos,

Quem já não ouviu dizer que trabalho espiritual mediúnico só é realizado por encorporação ou manifestação através de um médium? Pois bem, irmãos, já sabemos que são muitas as formas de mediunidade e, na Umbanda temos uma gama de possibilidades de aplicar cada uma delas, tomando como exemplo o trabalho dos Ogãs e Ekedis, funções herdadas do Culto de Nação em algumas casas de Umbanda, temos a clara utilização de mediunidade intuitiva, ou em outras palavras irradiação, onde ambos se sintonizam a corrente vibratória, Oriás e Guias, atendendo as necessidades do trabalho espiritual, cada qual dentro de sua função. Para entendermos melhor, vamos falar um pouco das Ekedis, Eu os convido a leitura. Adriano D’Ogum Sacerdote de Umbanda.

Ekedi, Ajoiê e Makota nomes dados de acordo com a nação do candomblé, é um cargo feminino de grande valor, escolhida e confirmada pelo Orixá do Terreiro de candomblé (não entram em transe). Na Casa Branca do Engenho Velho, as ajoiés são chamadas de ekedis. No Terreiro do Gantois, de “Iyárobá” e nos terreiros de Angola do candomblé Bantu, é chamada de “makota de angúzo”, “ekedi” é nome de origem Jeje, que se popularizou e é conhecido em todas as casas de Candomblé do Brasil.

Dentre os cargos femininos na hierarquia do candomblé no Brasil, o mais conhecido é da Ekedi, como os ogans, elas não são possuídas por seu orixá de cabeça, ou seja, não entram em transe, pois necessitam estar acordada para atender as necessidades dos Orixás, Voduns ou Inkices para os quais foram devidamente preparadas para servir.

A ekedi na maioria das casas também é chamada de mãe, exerce a função de dama de honra do Orixá regente da casa. É dela a função de zelar, acompanhar, dançar, cuidar das roupas e apetrechos do Orixá da casa, além dos demais Orixás, dos filhos e até mesmo dos visitantes.

É uma espécie de “camareira” que atua sempre ao lado do Orixá e que também cuida dos objectos pessoais do babalorixá ou iyalorixá. O cargo de ekedi é muito importante, pois será ela a condutora dos Orixás incorporados no Egbê (barracão ou sala de festividades) e dela é a responsabilidade de recolhê-los e “desvirá-los”, observando as condições físicas daqueles que “desviraram”.

Para se tornar uma ekedi, ela primeiramente é apresentada e não suspensa como o Ogan, e logo depois será confirmada, com as obrigações de Roncó.

Existe muita diferença de uma casa para outra e mesmo de uma nação para outra, na forma de se vestir. Na Casa Branca do Engenho Velho a ajoiê não usa roupa de baiana e nem dança na roda do xirê, o traje tradicional da ajoiê é um vestido discreto, um fio-de-contas e um pano da costa dobrado sobre um ombro ou na cintura. Sempre tem uma toalha ou tecido à mão para secar o rosto do filho-de-santo que está em transe, no dia a dia usa uma roupa de ração como todas as participantes do candomblé.

Já em outras casas, vai depender do babalorixá ou iyalorixá deliberar o uso da roupa de baiana pelas ekedis. Em muitos candomblés de Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo é muito comum encontrar ekedis vestidas de baiana e dançando na roda do xirê.

 

 

A Arte de ser Mãe

A Ekedi em seu papel de Mãe exerce a função de Dama de Honra do Orixá regente da Casa. É dela a função de zelar, acompanhar, dançar, cuidar das roupas e apetrechos do Orixá da Casa, além dos demais Orixás, dos filhos e até mesmo dos visitantes. É uma espécie de “noiva” que actua sempre ao lado do Orixá e que também cuida dos objectos pessoais do Babalorixá ou Iyalorixá. O cargo de Ekedi é muito importante, pois será ela a condutora dos Orixás incorporados no Egbê (barracão ou sala de festividades) e dela é a responsabilidade de recolhê-los e “desvirá-los”, observando as condições físicas daqueles que “desviraram”. O procedimento para se tornar Ekedi é o seguinte: primeiramente ela é apresentada – não suspensa, como o Ogan – e logo depois será confirmada, com as obrigações de Roncó. •Ekedi e Ajoié: A palavra “ajoié” é correspondente feminino de ogan, pois, a palavra ekedi, ou ekejí, vem do dialeto ewe, falado pelos negros fons, ou jeje. Portanto, o correspondente yorubá de ekedi é ajoié, onde a palavra ajoié significa “mãe que o orixá, escolheu e confirmou”. Assim como os demais oloyés, uma ajoié tem o direito a uma cadeira no barracão.

Deve ser sempre chamada “mãe”, por todos os componentes da casa de orixá, devendo-se trocar com ela pedidos de bênçãos. Os comportamentos determinados para os ogans devem ser seguidos pelas ajoié. Em dias de festas, uma ajoié deverá vestir-se com seus trajes rituais, seus fios de contas, um ojá na cabeça e trazendo no ombro sua inseparável toalha, sua principal ferramenta de trabalho no barracão e também símbolo do óyé, ou cargo que ocupa.

A toalha de uma ajoié destina-se, entre outras coisas, a enxugar o rosto dos Omo-orixás manifestados. Uma ajoié ainda é responsável pela arrumação e organização das roupas que vestirão os omos-orixás nos dias de festas, como também, pelos ojás que enfeitarão várias partes do barracão nestes dias.

Mas, a tarefa de uma ajoié não se restringe apenas a cuidar dos orixás, roupas e outras coisas. Uma ajoié também é porta-voz do orixá em terra. È ela que em muitas das vezes transmite ao Babalorixá ou Yalorixá o recado deixado pelo próprio orixá da casa.

Fonte: Wikipédia

Uma resposta em “EKEDI – SUAS FUNÇÕES E VESTIMENTAS

  1. Gostei sim mas, gostaria de que nesses artigos falando da cultura Africana, fosse colocado um Glossário para que possamos nos familiarizarmos com esses vocábulos e nomes Africamos.

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