Preceitos e/ou mudança de hábitos?

Man with Gears in His HeadIniciaremos o artigo de hoje com algumas considerações sobre o livro “VOZES DE ARUANDA” do espirito Ramatis e psicografado por Norberto Peixoto. Nessa obra são esclarecidas a natureza e a diferença das iniciações da Grande Fraternidade Branca e aquelas dos médiuns da umbanda, assunto tão pouco conhecido como frequentemente distorcido, entre outros assuntos voltados aos trabalhos na seara umbandista. Esses artigos serão postados no blog todas as terças-feiras e assim que concluída essa obra daremos inicio a outra e assim sucessivamente, durante esse mês de abril trataremos dos Pontos de Fixação Mental na Umbanda.

Traremos à luz da discussão nesse mês de abril as questões ligadas aos pontos de fixação mental na Umbanda e nesse artigo especifico trataremos da visão oriental e do ponto de vista católico quanto ao que conhecemos no trabalho Umbandista como preceito.

Segundo Ramatís as diminuições dos excessos só veem a colaborar no nosso desenvolvimento como trabalhadores mediúnicos, demonstrando também cuidado pelo seu veiculo na matéria (o corpo), alinhando os trabalhos espirituais à cultura oriental e as suas iniciações e preceitos “… ensinamentos filosóficos que orientam a diminuir os excessos corpóreos do homem, como a glutonaria, os saraus etílicos, a baixeza moral em busca das satisfações animalescas descontroladas, caracterizando um roteiro a ser seguido junto com os conteúdos morais orientalistas…”, o ensinamento segue com palavras que refletem os perigos de uma vida desregrada a um trabalhador da seara espiritual, tendo sua conexão com os planos astrais mais elevadas, dificultada por esse estilo adotado “… As mentalidades doentias que são arrebatadas pelo ego inferior elaboram interpretações equivocadas na relação com os planos suprafísicos…”.

O sábio espirito remonta a grandes avatares serem tidos como exemplos para a execução de nossos trabalhos espirituais durante nossa estada nesse planeta de expiações e provas “… Mahatma Gandhi, Buda e Jesus, verdadeiros iniciados, vos levará a compreender que a frugalidade com as coisas materiais e corpóreas passa ao longe das radicalizações egoístas.”.

Ao buscar exemplo nesses avatares, Ramatis deixa claras questões quanto à posição adotada por religiões ocidentais não apenas no trato físico como também da necessidade de uma melhora moral do homem “… teólogos e sacerdotes católicos quase sempre colocaram a austeridade física como condição imprescindível à elevação espiritual. Como conceber a crença e o louvor a Deus proibindo, condenando e reprimindo a vida matrimonial de seus adeptos? A manifestação do espírito no corpo denso sexuado e a união entre os pares opostos foram criações do Pai para vos permitir a complementação espiritual e amorosa entre sexos diferentes na Terra, pálido arremedo, no plano material, morfológico, da Unidade universal além da forma, transcendente e assexuada.

            “Ocorreu que, diante de um paganismo degenerado, os clérigos do catolicismo, apavorados pela libertinagem, se refugiaram num falso ascetismo, pois o verdadeiro ato de transcender impõe equilíbrio dentro da civilização’ em que o espírito reencarnou.”. Em suma, não é possível interiorizar o que não temos em nós, por isso dos desmandos comportamentais muitas vezes vistos não só na Igreja, mas como nos demais simpatizantes desse método arbitrário.

Outro ponto levantado na questão estudada trata também dos aspectos morais elevados na cultura Oriental e seu respeito ao Cosmos, no entanto, sem ações práticas que levem a evolução daquele que busca o caminho do bem “… no Oriente, o ascetismo e a falta de obras práticas…” premonizando algo inerente a ambas as filosofias (Ocidental e Oriental) “… exemplos de doutrinas baseadas na falsa moral e frágeis costumes de uma época, em vez de sustentadas nos sólidos e verdadeiros princípios universais que regem a harmonia no Cosmo. Desaparecerão totalmente ao longo do tempo, embora refuljam lapsos atávicos em muitos cidadãos…”, nos levando a concluir que não basta a reforma intima moral e os cuidados com o corpo e a mente, faz-se necessário a edificação das obras caritativas, pois sem elas nosso trabalho não é pleno, afinal não vale de nada todo o conhecimento por nós adquirido através de magnificas lições de nossos guias e protetores se não a colocamos em prática no nosso dia a dia, finalizo esse primeiro estudo com um trecho para reflexão durante a semana que nos separará da próxima discussão “… De que adianta a um aprendiz iogue passar décadas numa vida isolada de eremita, se não há obras concretas que eduquem os sentimentos para o amor, o altruísmo e a fraternidade?”.

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