A magnetização de roupas dos consulentes

249180_223206767800973_1921611846_nContinuando nosso estudo quanto aos pontos de fixação mental na Umbanda, capitulo da obra “VOZES DE ARUANDA”, que você encontra disponível para download aqui no blog. Hoje trataremos de uma questão muitas vezes de difícil compreensão para nós trabalhadores da seara Umbandista e que traz demasiada desconfiança de pessoas que não adeptas, ou simples simpatizantes que acompanham de forma esporádica os trabalhos, a magnetização de roupas dos consulentes.

Iniciamos nosso artigo com um breve consideração sobre energia, a ciência vem pesquisando há várias décadas a força da mente e das emoções, comprovando-a em laboratório, e já fala em tipos de energia diferentes das conhecidas, já que não são detectáveis por instrumentos, nem explicáveis pelos conceitos comuns.

Nesse rol está aquela que denominamos energia psíquica ou “psicoenergia”, por ser gerada pela mente e as emoções e, tanto pode ser positiva, produzindo efeitos bons, quanto negativa, gerando efeitos maléficos. Pode também ser simplesmente neutra.

A existência dessa energia ficou plenamente demonstrada em experiências realizadas em universidades norte-americanas. Numa dessas experiências algumas plantas foram objeto de ódio por grupos de voluntários, enquanto outras recebiam vibrações de amor e carinho. As primeiras murcharam e algumas até morreram, ao passo que as outras, as que receberam pensamentos e sentimentos de amor ficaram cada vez mais exuberantes. Isto prova que há uma energia psíquica que pode ter efeitos benéficos ou maléficos, a depender dos sentimentos ou intenções do seu emissor, abrindo-nos outro precedente a questionamentos quando falamos de magnetismo.

O fluido magnético tem, pois, duas fontes muito distintas: os Espíritos encarnados e os Espíritos desencarnados. Essa diferença de origem produz uma diferença muito grande na qualidade do fluido e em seus efeitos.

O fluido humano é sempre mais ou menos impregnado das impurezas físicas e morais do encarnado; o dos bons Espíritos é necessariamente mais puro e, por isto mesmo, tem propriedades mais ativas que levam a uma cura mais rápida. Mas, passando por intermédio do encarnado, pode-se alterar como uma água límpida passando por um vaso impuro, como todo remédio se altera se permanece em um vaso impróprio, e perde em parte suas propriedades benfazejas.

Daí, para todo verdadeiro médium curador, a necessidade absoluta de trabalhar em sua depuração, quer dizer, em sua melhoria moral, segundo este princípio vulgar: limpai o vaso antes de vos servir dele, se quereis ter alguma coisa de bom. Só isto basta para mostrar que o primeiro que chega não poderia ser médium curador, na verdadeira acepção da palavra.

O fluido espiritual é tanto mais depurado e benfazejo quanto o Espírito que o fornece é, ele mesmo, mais puro e mais desligado da matéria. Concebe-se que o dos Espíritos inferiores deve se aproximar do homem e pode ter propriedades malfazejas, se o Espírito for impuro e animado de más intenções.

Pela mesma razão, as qualidades do fluido humano apresenta nuanças infinitas segundo as qualidades físicas e morais do indivíduo; é evidente que o fluido saindo de um corpo malsão pode inocular princípios mórbidos no magnetizado. As qualidades morais do magnetizador, quer dizer, a pureza de intenção e de sentimento, o desejo ardente e desinteressado de aliviar seu semelhante, unido à saúde do corpo, dão ao fluido um poder reparador que pode, em certos indivíduos se aproximar das qualidades do fluido espiritual.

Seria, pois, um erro considerar o magnetizador como uma simples máquina na transmissão fluídica. Nisto como em todas as coisas, o produto está em razão do instrumento e do agente produtor. Por estes motivos, haveria imprudência em se submeter à ação magnética do primeiro desconhecido; abstração feita dos conhecimentos práticos indispensáveis, o fluido do magnetizador é como o leite de uma nutriz: salutar ou insalubre.

O fluido humano sendo menos ativo exige uma magnetização prolongada e um verdadeiro tratamento, às vezes, muito longo; o magnetizador, dispensando seu próprio fluido, se esgota e se fatiga, porque é de seu próprio elemento vital que ele dá; é porque deve de tempos em tempos recuperar suas forças. O fluido espiritual, mais poderoso em razão de sua pureza, produz efeitos mais rápidos e, frequentemente, quase instantâneos. Esse fluido não sendo o do magnetizador, disto resulta que a fadiga é quase nula.

Tendo claro essas definições ainda podemos afirmar que o simples ato da magnetização de roupas ou objetos dos consulentes é valido e funcional como podemos ver no trecho que segue “Quando o médium magnetiza as roupas, por meio da imposição das mãos, assovia expelindo baforadas do charuto, balança o corpo como um caboclo xamã, encontra-se de cintura curvada em trejeitos de prelos velhos, ou faz as tradicionais cachimbadas, está agindo como veículo, mas o elemento fundamental para as curas está estabelecido nele, no próprio aparelho mediúnico. É o seu magnetismo animal, rico em ectoplasma liberado por esse tipo de catarse mediúnica, que será o intermediário entre os planos sutis, etéreos e astrais, onde muitas outras essências e vibrações serão acrescentadas pelos operosos espíritos que labutam nos terreiros. Por intermédio desse amálgama curativo, atingirão o complexo astral, etérico e físico do acamado que se encontra à distância.”. Entendemos então a partir desse ponto o médium como simples ferramenta de trabalho, porém não dispensando os preceitos necessários a preparação para participação no trabalho espiritual.

O mestre Ramatis complementa o ensinamento lembrando-nos que tudo por nós utilizados traz uma parcela de nossa energia impregnada “… as fibras dos tecidos que compõem vosso vestuário ficam “carregadas” do magnetismo peculiar dos que as usam. E, assim como vossas digitais ficam impressas no papel quando manchais os dedos de tinta, igualmente o magnetismo pessoal impregna os objetos quando há o direcionamento pela vontade educada, e também se fixam vibratoriamente nos objetos as “coordenadas físicas” dos que utilizam regularmente crucifixos, pingentes e correntes de diversos tipos de metais.”, cabendo a nossa elevação moral que tipo de energia está ali naquele objeto de uso pessoal, portanto, a ferramenta da reforma Íntima em um processo contínuo de autoanálise, de conhecimento de nossa intimidade espiritual, que nos liberta de nossas imperfeições e permite atingir o domínio de nós mesmos e por assim dizer melhorar as energias por nós acumuladas.

Concluímos o artigo dessa semana com a certeza que esses trabalhos têm fundamentos claros, “… esses vestuários servem de verdadeiras “coordenadas vibratórias”, através do magnetismo individual de cada um, para a movimentação espiritual dos socorristas até os locais em que se encontram os enfermos, como se fosse precisa posição de um ponto no espaço.”  . Logo, não podemos considerar um exagero fetichista, mas algo com fundamento no vasto campo de magnetismo.

Arthur Sinnhofer

Fontes
Livro - Vozes de Aruanda - Ramatis
Revista Espírita – Allan Kardec Ano 8 - Setembro de 1865 - Nº. 9
Livro - Energia – Robson Pinheiro

Uma resposta em “A magnetização de roupas dos consulentes

  1. excellent information. i have learned quite a few very helpful information from your blog. thank you very much.

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