Rituais e ferramentas de trabalho

Punhal

Sem dúvida, os espíritos são atraídos pelos pensamentos afins e pelos sentimentos similares. Considerai então nossa habitual desconcentração mental e concluiremos que as palavras sacramentais, os mantras, os cânticos, as preces iniciais, os sinais geométricos e cabalísticos, talismãs, as guias, as imagens, o congá, o altar, o santo de fé e a água fluidificada são recursos válidos para nós encarnados acalmarmos nossas agitadas mentes, nos concentrarmos e assim conseguir ter um fluxo de pensamento continuo e concentrado para a sintonia com os espíritos do “lado de lá”.

            Aliado a esse fato, servem de pontos de fixação e apoio mental para a elaboração de formas de pensamento que, quando nos reunimos em grupo, criam as egrégoras, potentes aglutinações energéticas manifestadas no fluido cósmico universal peculiar ao plano astral. Conjugadas com nosso fluido animal criam o amálgama que se requer para a cura dos sofredores desencarnados, retorcidos de dores por membros esfacelados, ferimentos e perturbações diversas. Ainda permitem plasmarem-se objetos, instrumentos, benfeitorias e habitações exigidas pelos centros socorristas no Umbral inferior.

            Como é o pensamento que age, os talismãs e as outras formas materiais são apenas sinais que ajudam a direcioná-lo, obviamente, isso não deve nos conduzir excessivamente a esses objetivos materiais, e sim aos valores alicerçados na moral e na conduta evangélica.

            Claro que o conhecimento do esoterismo, da astrologia, dos orixás, do magnetismo, da física, da química, da apometria, das escolas orientalistas, da magia e do ocultismo, de maneira geral, contribuirão para que tenhamos fundamentos no manuseio desses elementos materiais, tão importantes no mundo das formas para nossa concentração. Todavia, não devemos nos deixar aprisionar pela manipulação desses recursos, ou tornamo-nos dependentes dos rituais.

            Avaliemos sempre, em nossa conduta, os trabalhos que são realizados em desdobramento astral durante o sono físico, em que podemos criar, através do ectoplasma, as formas necessárias para socorrer, respeitando as peculiaridades de cada consciência que está evoluindo. Assim, a inferioridade e a fraqueza de ideias que nos expõem aos espíritos zombeteiros, que abusam de nossa credulidade, não está em usar ou não ferramentas materiais, e sim em nossas intenções íntimas. Ao dispensar-se a manipulação dos elementos materiais e as formas verbalizadas, não nos consideremos superiores aos nossos irmãos da seara evolutiva do trabalho espiritual, como os da apometria e da umbanda. De nada adianta o mentalismo ao espiritualista desprovido de fraternidade, amor, humildade e solidariedade crística.

Arthur Sinnhofer

fonte: Umbanda Pé no Chão - Ramatís

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