Omulu e Nanã no Evangelhos

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Omulu e Nanã Buruquê é a transformação, a necessidade de compreensão do carma, da regeneração e evolução. Representa o desconhecido e a morte, a terra para a qual voltam todos os corpos, a terra que não guarda apenas os componentes da vida, mas também o segredo do ciclo da vida, a transmutação.

Omulu conhece a dor da transformação, o desapego e a libertação do ego, para que haja compreensão do espírito imortal e livre, porque o espírito sopra aonde quer. A morte, não só no aspecto físico, mas a morte de crenças e valores arraigados que não servem mais e que acabam por enrijecer e estagnar a caminhada por medo de mudar, de conhecer a si mesmo.

0 (1)Nanã recolhe o espírito no momento do desencarne, logo após o corte do cordão de prata feito por Omulu, e o encaminha ao plano espiritual de forma amorosa e com a paciência de quem conhece as dores da alma e o receio de encontrar a si mesmo, respeitando a individualidade e o momento sagrado de cada um, no seu rito de passagem à outra dimensão.

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo (capítulo 4), Jesus disse a Nicodemus: “Em verdade, em verdade, digo-te que ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo”. “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é Espírito”. “Não te admires que eu tenha te dito que o espírito sopra aonde quer e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem ele, e nem para aonde vai: o mesmo se dá com o homem que é nascido do Espírito”. Nessa passagem, o Mestre nos esclarece que o homem é co-criador com Deus, gera o corpo carnal que vai abrigar o espírito que é de Deus, para que possa cumprir sua missão evolutiva na Terra. O corpo procede do corpo e o espírito independe deste.

Já a “pluralidade das existências” e a “reencarnação” estão subentendidas no trecho “o espírito sopra aonde quer”. A reencarnação é uma forma de fortalecer os laços de família, em que muitas criaturas se reúnem pela afeição e semelhança das inclinações, para trabalhar juntas pelo mútuo adiantamento. Mas, na maioria das vezes, a parentela carnal necessita reajustar-se e voltar a amar, pois este é um elo frágil como a matéria e com o passar do tempo se extingue. Por isso, muitas pessoas se sentem estranhas no lar onde habitam, pois ali estão para ajudar umas às outras até que esses laços se rompam de forma natural. Isso ocorre porque contraíram débitos em outras existências, e terão de pagar ceitil por ceitil, trabalhando a compreensão, o reajuste e a aceitação das imperfeições próprias e alheias.

Conforme o grau evolutivo de cada espírito, há um lugar para viver entre uma encarnação e outra. Quanto mais evoluído o espírito, mais liberdade tem em estado de ventura e amor. Quanto mais comprometido, mais reencarnações, mais necessidade tem de superar as suas dificuldades e dores. Porém, Deus em Sua infinita bondade e amor, não abandona os Seus filhos e enviou-nos Seu anjo de amor, para nos ensinar sobre o reino dos céus, que não é deste mundo, e em Seu momento de maior dor rogou a Deus por nós: “Pai, perdoai-vos porque eles não sabem o que fazem!”.

A umbanda, em seu trabalho de amor e caridade, leva a palavra de conforto e esclarecimento aos que sofrem, e se espelha nesta parábola de Jesus: “E o semeador saiu a semear…”, não importando se o terreno ainda é árido, se existem espinhos, se os pássaros comem as sementes, pois pode ser que a semente caia em um solo fértil, no terreno daqueles que sabem que precisam trabalhar dentro de si a compaixão, a humildade e o amor pelo próximo. Os benfeitores espirituais vão estar sempre a disseminar o Evangelho de Jesus e a nos assistir e orientar, incansavelmente, em nossa jornada terrena.

Nossa profunda gratidão pela oportunidade que nos é dada de despertar a consciência para o servir e o aprendizado do amor, que ainda é pequeno em nós, porque para eles somos crianças espirituais em aprendizado.

fonte: Umbanda pé no Chão – Ramatis / O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec

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