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Curso Essencial de Umbanda

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Gaia – Potência Feminina

Gaia é a matriz da maioria das culturas que denominamos indo-européias. Há, em todas as mitologias, a crença no “sagrado” na divindade da Terra, a “Grande-Mãe”. Na mitologia grega, Gaia (Géia) é a personificação divina da Terra (como elemento primitivo e latente de uma fecundidade devastadora e infindável). Segundo Hesíodo e sua Teogonia, ela é a segunda divindade primordial, nascendo após Caos e foi uma uma das primeiras habitantes do Olimpo. Como dissemos, sua potenciadade progenitora é tão intensa que, sem intervenção masculina, dá a luz a Urano (seu filho e esposo), às Montanhas e ao Mar. Casada com o Céu, a Terra gera também os Titãs e os Ciclopes. Absolutamente tudo que cai em seu ventre fértil ganha vida.Potência feminina:Livre de nascimento ou destruição, de tempo e espaço, de forma ou condição, é o Vazio. Do Vazio eterno, Gaia surgiu dançando e girando sobre si como uma esfera em rotação. Ela moldou as montanhas ao longo de Sua espinha e vales nos buracos de Sua pele. Um ritmo de morros e planícies seguia Seus contornos. De Sua quente umidade, Ela fez nascer um fluxo de chuva que alimentou a Sua superfície e trouxe vida.Criaturas sinuosas desovaram nas correntezas das piscinas naturais, enquanto pequenos filhotes verdes se lançaram através de seus poros. Ela encheu os oceanos e lagoas e fez os rios correrem através de profundos sulcos. Gaia observava suas plantas e animais crescerem. Então Ela trouxe à luz de Seu útero seis mulheres e seis homens.Os mortais prosperaram ao longo do tempo, mas estavam continuamente preocupados com seu futuro. No início, Gaia pensou que era uma espantosa excentricidade de sua parte, contudo, vendo que sua preocupação com o futuro consumia algumas de suas crianças, Ela inaugurou entre eles um oráculo. Nos morros do local chamado Delfos, Gaia fez brotar vapores de Seu mundo interior. Eles subiram por uma fenda nas rochas, envolvendo uma sacerdotisa. Gaia instruiu-a a entrar em transe e interpretar as mensagens que surgiam da escuridão de sua terra-útero. Os mortais viajavam longas distâncias para consultar o oráculo: Será o nascimento do meu filho auspicioso? Será nossa colheita recompensadora? Trará a caça suficiente comida? Conseguirá minha mãe sobreviver a sua doença? Gaia estava tão comovida com sua torrente de ansiedades, que trouxe outros prodígios ao futuro para Atenas e o Egeu.Incessantemente, a Mãe-Terra manifestou presentes em sua superfície e aceitou os mortos em seu corpo. Em retribuição ela era reverenciada por todos os mortais. Oferendas a Gaia de bolos e mel e cevada, eram deixados em pequenos buracos no chão à frente dos locais onde eram realizadas as colheitas. Muitos dos seus templos eram construídos próximo a pequenas fendas, onde anualmente os mortais ofereciam bolos doces através de seu útero, e do interior da escuridão do seu segredo, Gaia aceitava seus presentes.A separação do Céu e da TerraUrano, o senhor do Céu, temia de seus filhos o destronassem, de forma que prendia-os no Tártaro. Revoltada com essa ação mesquinha e cruel do esposo, Gaia decidiu armar um dos filhos, Kronos, com uma foice. No momento em que Urano fora unir-se à esposa, em um ciclo perene de criação, Cronos atacou-o e castrou-o, separando assim o Céu e a Terra. O filho lançou às aguás marinhas os testículos do pai… Ainda assim, algumas gotas do líquido gerador divino recaíram sobre Gaia, que fertilizada, concebeu as divindades Erínias (as Fúrias). Significado mitológico:Gaia, na mitologia clássica, personificava a origem do mundo, o triunfo e ordenamento do cosmos frente ao caos (ainda que sua fertilidade parecesse “caótica” devido a sua força primitiva). Manancial dos sonhos, a protetora da fecundidade é comumente relacionada à juventude.Gaia Ciência:O nome Gaia, ou Géia, é utilizado como prefixo para designar as diversas ciências relacionadas com o estudo do planeta. HáA mãe de todas as coisas uma teoria científica chamada “Teoria de Gaia” (1969) que empreende estudos relacionados a ramos da Biologia tais como a Ecologia e que afirma ser o planeta “um ser vivo”. Essa crença prevê a inter-relação dos organismos que manifestam-se em uma correlação infinita. Ainda segundo essa teoria, seria a própria Terra quem criaria suas condições de sobrevivência. Friedrich Nietzsche também se dedicou a Gaia em Gaia Ciência (1882). Nesse livro, há a presença constante do afã de conhecimento do mundo e a obra traz à luz a discussão sobre as Artes (o nome Gaia, nesse caso, é uma lembrança às origens da poesia provençal medieva e significa “feliz”). Fonte de “Potência Feminina”

O Problema do Destino

destinoUma questão que se apresenta para todos os seres humanos é o “porquê” do seu destino. Por que alguns são tão afortunados e outros não? Qual a razão de termos tantas diferenças de nascimento entre os seres humanos, principalmente a grande desigualdade dos talentos e das fortunas? Por que tanta diferença na vida, onde para uns parece sorrir a sorte e para outros tudo sair errado ?

A resposta para esta questão, intimamente ligada ao problema da existência da dor e do mal, parece impossível de ser encontrada pela mente ocidental. Como compatibilizar tanto sofrimento, tanta injustiça, com a existência de Deus?

Pois bem, a questão do destino não é tão complicada como se imagina ! Sua solução escapa dos pensadores quando estes restringem o seu próprio campo de visão, seja pelas doutrinas materialistas que professam – doutrinas que nada admitem além da morte – seja por apegarem-se a antigos dogmas religiosos, para os quais o homem vive apenas uma vez sobre a terra.

Uma vez que se admita a pré-existência do espírito, e sua jornada evolutiva através das reencarnações, o problema se coloca em outro prisma. Nosso destino atual nada mais é do que o resultado do que fizemos ontem e o nosso dia de amanhã será determinado pelo nosso modo de agir no agora. A lei de causa e efeito, dando a cada um conforme suas obras, estabelece o equilíbrio na criação e garante justiça para todos os seres.

O problema da existência do mal, também deixa de ser tão impressionante, para se revelar o resultado da existência em nosso planeta de uma população de espíritos endividados perante a lei eterna, recapitulando experiências difíceis, que deixaram de aprender pelos caminhos do bem. O mal, em si mesmo, é apenas o resultado da ausência de bem, da ignorância, do mesmo modo que as trevas são apenas a ausência de luz e não um poder antagônico a ela.

Determinando o destino, além da lei de “Causa e Efeito”, há a lei do “Progresso”, que impulsiona todos os seres para a perfeição. Na sua forma mais visível é esta lei que leva instintivamente todos os seres a buscarem a felicidade e a libertação do sofrimento. Nesta busca incessante desenvolvem suas capacidades e progridem.

Assim, o destino do homem é construído por ele mesmo. Da mesma forma o destino das sociedades é o resultado das ações coletivas de seus membros. A história, em essência, é o registro das causas e efeitos provocados ao longo do tempo pelo esforço das coletividades humanas em busca do progresso.

Como nem sempre o progresso intelectual é feito ao mesmo tempo que o moral, as circunstâncias variam enormemente na história dos povos. Grandes progressos intelectuais podem ser seguidos de grandes catástrofes morais. Outras vezes séculos de penúria material trazem grandes progressos morais. A trama do destino é complexa e seu conjunto completo escapa da nossa visão restrita. Presos ao plano material perdemos a visão dos atos intermediários que se passam no plano espiritual e não temos a capacidade de abranger em nossa análise todos os milênios de aprendizado que cada um de nós tem por detrás de si.

A filosofia Espírita respondendo ao problema do destino, coloca diante do homem a responsabilidade de mudá-lo. Se nós mesmos fazemos nosso destino, é a nós que cabe criar o mundo melhor do amanhã. Ao espírita não basta apenas o conhecimento, é imprescindível a vivência desse conhecimento.

Aproveitamos também este editorial, que trata do problema do destino, para homenagear Léon Denis, que no livro “O problema do ser, do destino e da dor” (titulo da tradução da FEB), trata longamente deste tema. É uma pena que as obras de Léon Denis não sejam mais amplamente conhecidas e estudadas, grande divulgador da Doutrina e grande filósofo, soube explorar com maestria os grandes problemas respondidos pelo Espiritismo e que podem mudar os rumos da humanidade.

Muita Paz,

Grupo de Estudos Avançados Espíritas

(Publicado no Boletim GEAE Número 451 de 11 de março de 2003 )

O que nos é permitido?

JESUS

“Não, Deus não permite que ao homem tudo seja revelado neste mundo.”

Não é permitido ao homem conhecer o princípio das coisas na sua profundidade absoluta. Se o macrocosmo é infinito diante dos sentidos dos seres humanos, o microcosmo igualmente o é, na estrutura que lhe foi dada por Deus. O Espírito, na faixa em que se encontra na Terra, não desenvolveu sentidos ainda, para conhecer o que pretende, para pesquisar a infra-estrutura da matéria e desvendar os seus segredos.

A força poderosa que se esconde na forma não poderá, por enquanto, ser conhecida e dominada pelos homens, por lhes faltar amor no coração, o bastante para não usar sua expansão dinâmica nas guerras fratricidas, e contra a própria vida no planeta em que habitam. Basta o que já conhecem, como sendo uma misericórdia.

A fome que se passa na Terra, as necessidades de veste e de instrução, não significam falta, na realidade. Tudo isso existe com abundância em todos os pontos da casa terrena; somente o que falta é a fraternidade entre os povos e a educação entre as criaturas. Quando o amor for uma força dominante no seio dos homens, nada faltará, na sua expressão de todos os suprimentos. E a vida tomará nova feição em todos os ângulos do mundo, como sendo um reino de Deus florindo no reino dos homens.

A revelação é gradativa e o será sempre. A evolução científica deve acompanhar a moral, para que haja equilíbrio em todos os pontos de elevação e despertar. E justo que notemos, neste fechar de século, o interesse que os homens e Espíritos desencarnados têm pela difusão do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo e o esforço que se faz em todas as nações para a melhoria do homem, em todos os seus aspectos. Só não dá para se notar esse esforço com mais evidência, por estar ele no começo; no entanto, o terceiro milênio que se aproxima revelará essa verdade com acentuação expressiva, pois já existe uma preocupação de certos governantes na educação dos povos, no que se relaciona aos preceitos incomparáveis da Boa Nova do Mestre. Sem o Evangelho no coração das criaturas, jamais haverá paz no mundo, porque ele faculta a conquista da paz, em primeiro lugar, na intimidade de cada um.

Podemos observar no ar que respiramos e na luz que nos dá alegria de viver, o anúncio do fim dos tempos, dos tempos de inquietações, para que possa surgir o ambiente de verdadeira paz, aquele que deveremos conquistar juntamente com o Cristo à frente dos nossos destinos. Não é permitido às almas recuarem no tempo e no espaço. As leis de Deus estabelecem e comandam: a ordem é somente de avanço.

A escola do conhecer é infinita e livre na sua conjuntura educativa, entretanto, marca para todos os seres, conforme a sua escala evolutiva, pontos vermelhos, indicando basta, para que não venhamos a cair em novas tentações, pois o conhecimento sem amor pode nos levar à derrocada. De agora em diante o cerco está se fechando, para que possamos nos prevenir contra as grandes calamidades, pela força da educação, e aumentar a nossa confiança pelo muito que devemos amar. O Evangelho deve ser conhecido por todos os povos e disseminado para todas as criaturas, porque ele é força que nos garante a paz nos caminhos que percorremos.

Quanto ao interesse de conhecer a intimidade da matéria, não deve ser apagado, porém, esse saber vai surgindo pelo impulso da nossa evolução e as necessidades que forem surgindo no nosso aprendizado. Oremos juntos, homens e Espíritos livres da matéria, para que o equilíbrio não nos falte no nosso despertar para Deus.

fonte: Filosofia Espirita – Volume I (Miramez)

O Passe

passe magnético“Ao por do sol todos os que tinham enfermos de diferentes moléstias, lhos traziam; e, pondo as mãos sobre a cabeça de cada um deles, os curava”. (Lc.4:40).

“E ele, estendendo a mão, tocava-lhe dizendo: quero; sê limpo e logo a lepra desapareceu dele”. (Lc.5:13).

Estas passagens do Evangelho de Lucas nada mais são do que a confirmação da existência do passe, que nada mais é do que uma “transfusão”de energia psíquica e espiritual, ou seja, a passagem de energia fluídicas vital de um para outro indivíduo. O PASSE é modalidade de socorro fraterno, é a terapêutica revivida e explicada, em sua mecânica e em sua vital importância, pelo Espiritismo-cristão.

A prática do Passe sempre foi de todos os lugares e de todos os tempos, mesmo que revestidos de diversas formas e ritos, ajustados ao degrau mental de quem o pratica. Havia entre os índios cânticos de evocação em torno do paciente; nos médiuns naturais há as “benzeduras” e “rezas”, feitos sempre com pureza d’alma e com intercâmbio de energia; culminando com os Templos do espiritismo-cristão da atualidade.

Como permuta de energias universais, quer entre desencarnados, quer entre encarnados – elege-se como delicado e precioso auxiliar como remédio nas crises, principalmente bruscas e repentinas de dor e no combate às chamadas doenças fantasmas; perturbações espirituais transitórias que sofrem as almas encarnadas; nas enfermidades da mente, no reequilibrio de si mesmo, nas terapias dos complexos…

O Passe atua diretamente sobre o perispírito, ou seja, onde se localizam as raízes profundas de nossos distúrbios somáticos. É o passe o mais importante elemento para a produção de equilíbrio perdido ou não conquistado, sempre que qualquer desajuste se instale ou revele.

O passe, como dissemos, é derivado de fluídos que são formas energéticas de elementos do Universo cósmico, que o perispírito automaticamente absorve do meio ambiente. Quanto mais elevado o pensamento e as ações os fluídos são mais harmônicos, agradáveis, luminosos, saudáveis. Quanto mais inferior o pensamento mais deixa em estado de desarmonia, doentio, desagradável e violento. Normalmente irradiamos de nós o que somos e impregnamos o ambiente de nossa energia.

No fenômeno mediúnico, durante o transe, ocorre uma exteriorização mais ou menos acentuada em face do estreitamento vibratório que o corpo físico condiciona. A percepção do médium, neste estado, fica mais acurada e ele sente esta energia por todo o corpo.

Os fluidos emanados de uma pessoa misturam-se ao ambiente e combinam-se aos de outra pessoa e, principalmente, com os fluídos dos espíritos desencarnados presentes , formando assim um ambiente fluídico local que pode ser percebido pelo médium que está com seus sentimentos mais aguçados e dependendo do estado de evolução mental do médium ele pode identificar a espécie de fluídos ali emanados, sabendo e compreendendo se bons ou maus. Os bons fluídos tornam-nos leves, com sensação agradável, calma, harmônica. Os maus irradiam fluídos pesados, desagradáveis, cabeça pesada e bocejos, até freqüentes arrepios. Há várias formas de passes. O Apóstolo Paulo nos falava da importância da impostação das mãos (Atos 8:17-19). Aliás ele também se referia aos Corintos “Dom de curar”. (I Cor.12.9-10 e 28). Recordamos Anchieta colocando as mãos por sobre as cabeças dos enfermos. Em uma de suas cartas, de sua obra “Cartas Inéditas”, encontramos um trecho significativos às pag. 52: “Esta e uma outra que estava doente eram visitadas por nós e uma delas se restabeleceu, após alguns dias, e perguntou-lhe a mãe como estava, ela respondeu que ia muito bem, e que não havia o que admirar, visto que o “padre lhe havia imposto a mão.” O passe pode ser ministrado independentemente de qualquer faculdade ou Dom especial no homem, o passe enriquece-se quando o passista venha a conhecer-lhe o mecanismo. Recursos há que por vezes ignoramos, quais sejam:

Repulsão: O enfermo, Não raro, repele as providências somadas a seu favor e reverbera os fluidos que o envolvem, anulando o tratamento que se lhe ministra. Recusa o remédio que lhe é necessário. Para vencer essa repulsão faz-se imperativa a conversação sadia, tornando-se tão agradável quanto possível, procurando-lhe os pontos de penetração ou vulnerabilidade. Identificado este caminho de acesso e através dele o passista procura restabelecer a harmonia e afinação entre ele e o paciente para que pouco a pouco possa ofertar-lhe o tratamento e enfim seja eficaz .

Para que o passe realmente seja eficaz faz-se necessário a confiança do paciente no passista pois é ela o melhor veículo à canalização de fluídos salutares. Há também de haver o magnetismo do passista posto que toda doença é, no fundo, uma perturbação magnética das células orgânicas e perispirituais, cujo reequilibrio se alcança hipnotizando os órgãos enfermos e dirigindo-os à reorganização total.

A vontade é outro elemento manipulador de energia, sendo ela portanto um condutor para a edificação ou destruição destes fluídos.

O passe, como já sabemos, é transmissor de energias humanas somadas às energias Divinas, agindo em favor do reequilibrio continuamente rompido pela vivência do orgulho. A prece é elemento que auxilia os necessitados de fluídos. O passista aceita sugestões de seus mentores espirituais e recebem o concurso Divino que lhe responde positivamente aos rogos silenciosos. O passe nem sempre é uma oração mas a oração é sempre um passe, um auto-passe. Sustentando-se com a prece o passista torna-se um intermediário consciente que, com humildade se ergue ao Alto afinizando-se com as ondas imaculadas do Universo, canalizando sua potencialidade em favor do doente. Quem ora é quem se utiliza dos melhores laboratórios.

Ao bom passe não é exigido um ambiente próprio. Entretanto é importante aos “templos” Espíritas o isolamento da visitação pública, por longo período, de um cômodo que deverá estar higienizado e com iluminação natural, salvo a noite que deverá conter uma semi iluminação azul.. Este lugar chama-se câmara de passe e se presta à reflexão do passista que, em oração abrirá os canais para os fluídos puros, que alimentarão o serviço dos passes. A demora no local equivalerá a um banho às suas disfunções e anomalias. “A virtude sempre repousa no equilíbrio…”

Ao passista é recomendável o repouso e o equilíbrio do espírito e para isto é necessário o uso equilibrado das energias sexuais para suas reais conquistas para o campo do bem. A medida que o homem se envilece, mais destacando o seu instinto animalesco, ele organiza suas satisfações grosseiras pelas vias sexuais. A medida que se sublima, os impulsos vitais de sua organização genital ganham novos rumos, exercendo-se efetivamente a fortificação das vibrações mentais e a naturalidade sexual atingirá sua coluna celeste. O passista pois, que encontra suas radiações genitais um celeiro inesgotável de saúde e harmonia par si e para seus semelhantes, lutará consigo mesmo para reformar-se no íntimo, assegurando-se de que , pouco a pouco irá alcançando a otimização de seu passe. O passista também tem de ficar em harmonia com a sua alimentação. Relativamente aos passes emergenciais, os Mensageiros Divinos servem-se de quaisquer instrumentos que encontram às mãos, independentemente das condições interiores, mas esta será sempre transitória. O passista, portanto, que se imponha esta modalidade de amparo curativo e caritativo, deve empreender todos os esforços para aprimorar-se para que seja sempre um intermediário da Espiritualidade Maior. Para tanto o alimento é um dos detalhes. Quanto mais equilibrado o organismo, maior o rendimento de suas energias, que serão partilhadas ao próximo sem jamais atingir a exaustão. Há de cuidar da alimentação. Não deve pois o passista comer nem muita carne nem muita gordura; nem muito condimentos, nem pratos de digestão difícil…

O passista deve ser amigo do estudo edificante, nobre. A leitura é simbiose com Espíritos iluminados. Devem os passistas, portanto, selecionar as obras que devem ser “estudadas” e das que devem apenas ser lidas. Outros elementos que deve evitar o passista para a sua depuração: Os tóxicos, que ingeridos, lhe minarão a resistência e poderão, inclusive, turbar-lhe as radiações fluídicas sadias. Fazendo-se necessário a ausência de álcool, a diminuição do fumo, moderação das pimentas e temperos fortes, nenhum entorpecente. A isto incluem-se até a dosagem de ingestão de drogas que podem corresponder-lhes a viciação, pois os viciados atraem fluídos de outros viciados, promovendo assim desequilíbrio. Para a Doutrina Espírita o aprimoramento é uma constante inarredável. Mas por outro lado o espiritismo-cristão não foi feito para acolher apenas anjos. Precisamos com caridade ajudar ao aperfeiçoamento mas sem críticas ou ridicularizações.

Reconheçamo-nos deficientes mas tenhamos coragem de iniciar nossa própria remodelação.

por Vera Meira Bestene (Publicado no Boletim GEAE Número 315 de 20 de outubro de 1998)

Deus é espirito

Deus é espirito“A razão. Refleti maduramente e não vos será difícil reconhecer-lhe o absurdo.”

Se Deus é perfeito e é Espírito, não podemos compará-Lo com as formas mutáveis. E sob o empuxo do progresso, tudo que existe na imensidão indescritível do universo, do átomo ao ninho cósmico, é, pois, criação ideada pelo seu poder fantástico, que ainda não podemos perceber, por nos faltarem sentidos para isso. Estamos limitados, ou condicionados, no mínimo das nossas forças, que por enquanto dormem no centro da nossa consciência, sem poder participar dos nossos mais profundos interesses.

Somos crianças em comparação às grandes almas. Crivamos de perguntas, por vezes, de pouco interesse, aqueles que achamos situados em grau mais elevado do que nós, com fome e sede de saber, em se referindo às coisas do Espírito, e nem sempre avaliamos a luz que realmente suportamos, pelas trevas que ainda nos circundam. Se todo pedido é uma oração, na filosofia do Espírito, a resposta não se faz esperar e vem gota a gota para nos conscientizar da existência da bondade divina e do amor que Ele dispensa a todas as criaturas.

Já falamos muitas vezes, repetindo a fala dos benfeitores maiores, que Deus é uma personalidade individual, e não o conjunto de todas as coisas criadas por Ele. Entretanto, Ele, a majestosa força divina, está em toda parte por meios que desconheces, por se tratarem de fluidos sutis operando em uma faixa que somente as grandes almas poderão constatar, pelos poderes inerentes às suas perfeições.

A primeira idéia de se comparar a natureza como sendo diretamente Deus, é que ela manifesta em todas as suas nuances, perfeita harmonia em todos os sentidos da sua atuação, porém, cabe a nós pesquisar e entender, descobrir e divulgar, que toda essa simetria é participação das leis criadas por Ele, no vigor da sua mente incomparável. É pois, a sua imagem, como um canal de televisão que reflete no vídeo a perfeita estrutura do real, sendo que, no caso com a Divindade, a perfeição é a tônica do ambiente. As imagens do Senhor são vivas e demonstram os seus mais puros atributos, nunca falhando nos seus mais delicados cinetismos, no sustentar da vida. O visual do infinito não é Deus na sua unidade perfeita, como o quadro não é o pintor. Comparando a obra com o autor, a primeira constitui um pálido reflexo da sua personalidade, viva e distinta no lugar que ocupa.

Parece que estamos falando muito sobre o Grande Arquiteto do Universo, mas esse é o nosso interesse, porque falar de Deus e viver na sua vibração constante é a coisa mais sublime da vida. Admiramos muito o Deus lhe pague, o Deus lhe ajude, o vai com Deus e A paz do Senhor seja convosco, muito usados pelos homens. São mantras sagrados que nos cobrem de luz, quando pronunciados com amor e respeito. A Doutrina
que faz de Deus um ser material, o faz por falta de notícias do mais além, ou por medo de pesquisar a verdade e seguir as rotas do progresso, que faz caírem os véus na gradação das forças humanas e espirituais Nada devemos temer, desde que estejamos em planos de mutações para o nosso próprio bem.

O mundo espiritual que nos dirige, nos atende de acordo com as nossas necessidades, e não deixa de guiar e instruir quem verdadeiramente deseja aprender. Não devemos esquecer que Deus é um sol de vida, que alimenta e dirige todas as vidas saídas das suas mãos luminosas, perfeitas.

fonte: Filosofia Espirita – Volume I (Miramez)

O Sono e os Sonhos

sonhos

O LIVRO DOS ESPÍRITOS Capítulo VIII – DA EMANCIPAÇÃO DA ALMA

O sono e os sonhos Visitas espíritas entre pessoas vivas Transmissão oculta do pensamento (Perguntas 400 à 421)

O corpo descansa… acontece o sono, o cochilo, ou mesmo não tendo nada para fazer fisicamente e estando só, o encarnado entra no seu costumeiro fluxo de pensamentos e sua alma, exclusiva e divinamente vinculada ao seu corpo, se vai. Neste momento a alma não necessita da presença física de seu corpo. A alma vai se relacionar. Vai aprender, vai fazer, vai ensinar, vai visitar, vai ajudar, vai a outros mundos permitidos, vai rememorar anteriores encarnações…mas tudo isso com o consentimento de Deus. Toda essa restrita mas salutar liberdade propicia à alma a oportunidade ideal de burilar-se no relacionamento, burilar-se na vida, consigo mesmo e com seus irmãos espíritos.

O sono chegou, momento do espírito encarnado, da alma, libertar-se do corpo até que se faça necessário seu retorno por mecanismos particulares da natureza do homem ou mesmo por situações adversas. Situações estas decorrentes talvez de forte emoção ou mesmo situações críticas em que se faça necessário o seu retorno ao corpo, passando este corpo a estar acordado ou mesmo ainda entorpecido pelo sono.

O sonho é a lembrança do que o espírito vivenciou durante o sono. Por vezes encontramos irmãos que o relatam como um sonho completamente descabido. Em outras vezes, e não raro, transmitindo profunda sensação de amor e fraternidade, de perdão, de reconciliação, de simpatia, de amizade. Também acontece o caso de se acordar, tomado por sentimentos angustiantes, sofridos, um pesadelo.

É muito importante e aconselhável, que antes de adormecer possamos sentir algo de elevado em nossos pensamentos, algo que nos faça crer que o Pai Celestial, misericordioso e justo, representado por seus mensageiros de luz que desde o nosso nascimento, conhecendo nossa história, estão sempre conosco e que eles são capazes de nos conduzir a nossa inescapável evolução moral e intelectual. Orar antes de repousar nosso corpo cansado é uma prática que produz maravilhas à nossa saúde física e mental.

Cuidado. Quando um problema à resolver nos deixa muito preocupado, existe ainda uma forte tendência de buscarmos, em qualquer ocorrência, situação ou fato, uma associação com o problema. É necessário equilíbrio e bom censo, é necessário vigiar. Pois senão, o nosso pensamento ao trans passar o prisma da verdadeira vida, erroneamente imprime apenas vibrações carregadas de maus pensamentos, como o duelo, a mentira, a malícia, ou apenas o medo… o medo da incerteza, o medo do amanhã. Creiamos pois que o equilíbrio é um dos ingredientes para a nossa harmonia interior e exterior. Equilibremos nossos pensamentos filtrando as ideias que passam, rejeitando as ideias fundamentadas em orgulho, egoísmo, ciúmes, vaidade. Adote as ideias fundamentadas na fraternidade, piedade, perdão, reconciliação e caridade, transforme-as em pensamentos e esses pensamentos em atitudes em ações. Leia algo edificante. Acreditem, esse procedimento já salvou e continua salvando muitas vidas.

O que pensar ? O que concluir de um sonho que tivemos ? Simples! Se lembrarmos do contexto e pudermos extrair uma conclusão baseada em atitudes coerentes com nosso estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo, foi um aprendizado com bons mestres. Caso seja um sonho sem nexo, cheio de incoerências físicas, aberrações, ilógico e irreal, provavelmente este desaparecerá de nossa mente. Aconteceu o esquecimento de trechos e passagens da vivencia de nossa alma talvez até mesmo em mundos regidos por outras leis físicas que apenas à nossa alma importa seu significado. Caso o sonho nos revele sensações de vaidade, orgulho, ganância, medo… Reflita sobre seus pensamentos e ações, ore pedindo que te seja dado entendimento a algo que ainda não percebeu. Repense seus passos com apenas amor no coração, encontre-os e de início à reparação dos erros cometidos pois sempre ainda haverá mais uma chance. Descubra, você mesmo, que você quer, pode e vai se aprimorar.

O sono nos propicia o recreio para nossa alma cerceada pelo corpo, a universidade para nosso espírito em busca do estudo orientado, o hospital para nossa alma desregrada, a casa de caridade para o nosso espírito carente. Assim pois é o sono, uma dádiva de Deus a seus filhos encarnados.

Quando a alma está liberta, ela está liberada para se relacionar e pode se encontrar com outras almas, outros encarnados, bem como também com espíritos desencarnados. Sua alma vai conviver na sociedade dos espíritos. Vai buscar e ser encontrada por aqueles que lhe são simpáticos aos pensamentos.

O estado espiritual da alma, do encarnado, ditará o tipo de companhia a que ele estará acessível. Veja bem! Sempre, sempre, sempre, os bons espíritos emitem boas vibrações mas apenas as capta aquele que vibrar junto com elas. Entre os encarnados, os encontros e as visitas de almas se dão por simpatia ou por necessidade. Por vezes a simpatia e a necessidade pode ser interpretada como afinidade e consequência no caso de baixarmos a vigilância para os irmãozinhos pobres de espírito onde certamente teremos como consequência suas companhias por afinidade de maus pensamentos.

A linguagem dos espíritos é o pensamento. De nossas almas emanam pensamentos. Nossas almas se comunicam conforme o grau de simpatia que trocam entre si, e que pode se dar até mesmo entre duas almas em estado de vigília. Digo, duas pessoas espiritualmente simpáticas entre si, dialogam, se comunicam sem o saberem a ponto de se fazer conhecer até mesmo informações resguardadas no mundo carnal. Nossas almas, espíritos encarnados, na grande maioria das vezes impuros, pensam diferente com a alma emancipada, pensam à melhor.

Enfim, nosso destino é o de conhecermos uns aos outros, aprendermos uns com os outros e trabalharmos juntos em prol de nós todos, despertos ou adormecidos. A vida é Relacionamento, é mais que um, é fraternidade.

por Cláudio Lourenço de Almeida (Publicado no Boletim GEAE Número 312 de 29 de setembro de 1998)