Pensamento, Egregoras e Tulpa

O que são formas pensamento, egregoras e tulpa?

Forma-pensamento

Segundo a teosofia formas-pensamento são criações mentais que utilizam a matéria fluídica ou matéria astral e,ou sutil para compor as características de acordo com a natureza do pensamento. Deste ponto de vista, encarnados e desencarnados podem criar formas-pensamento, com características boas ou ruins, positivas ou negativas. As formas-pensamento são supostamente criadas através da ação da mente sobre as energias mais sutis, criando formas que correspondem a natureza do pensamento gerado.

Mecanismo

Pensamento abstrato

“Quando um homem dirige o pensamento para um objeto concreto, uma caneta, uma casa, um livro ou uma paisagem, forma-se na parte superior de seu corpo mental uma pequena imagem do objeto, que flutua em frente ao seu rosto, ao nível dos olhos. Enquanto a pessoa mantiver fixo o pensamento sobre o objeto a imagem vai permanecer, e persiste mesmo algum tempo depois.

O tempo de duração desta imagem dependerá da intensidade e também da clareza do pensamento. Além disso, essa imagem é inteiramente real e poderá ser vista por aqueles que tenham desenvolvido suficientemente a visão de seu próprio corpo mental. Do mesmo modo como ocorre com os objetos, quando pensamos em um dos nossos semelhantes, criamos em nosso corpo mental o seu retrato miniaturizado. (do livro Compêndio de Teosofia)

Quando o nosso pensamento é puramente contemplativo e não encerra um determinado sentimento como a afeição, inveja ou a avareza, nem um determinado desejo, como por exemplo, o desejo de ver a pessoa em quem pensamos, o pensamento não possui energia suficiente para afetar sensivelmente essa pessoa.” Da mesma forma enquanto ele estiver neste estado contemplativo ou meditativo ele também não será influenciado por nenhuma forma pensamento de outro e de si mesmo (que sempre já carrega a influencia de forma pensamento anterior).

Oceano de Pensamento

“Cada pensamento produz uma forma. Quando visa uma outra pessoa, viaja em direção a essa. Se é um pensamento pessoal, permanece na vizinhança do pensador. Se não pertence nem a uma, nem a outra categoria, anda errante por um certo tempo e pouco a pouco de descarrega, se desfazendo no éter.

Cada um de nós deixa atrás de si por toda parte onde caminha, uma série de formas-pensamentos. Nas ruas flutuam quantidades inumeráveis. Caminhamos no meio deles.

Quando o homem momentaneamente faz o vácuo em sua mente, os pensamentos que lhe não pertencem o assaltam; em geral, porém, o impressionam fracamente. Algumas vezes, todavia, um pensamento surge e atrai a sua atenção de um modo particular. O homem comum se apodera-se dele e o considera como coisa própria, fortifica-o pela ação de sua própria força, e, por fim, o expele em estado de ir afetar outra pessoa. O homem não é responsável pelo pensamento que lhe atravessa a mente, porquanto pode não lhe pertencer. Porém, torna-se responsável quando se apodera de um pensamento e o fixa em si e depois o reenvia fortalecido.”

Pensamento egoísta

“Os pensamentos egoístas de qualquer espécie vagueiam pela vizinhança daqueles que os emitem. O corpo mental da maior parte dos homens está envolto por eles, como por uma espécie de concha. Esta concha obscurece a visão mental e facilita a formação de preconceitos. Cada forma-pensamento é uma entidade temporária. Pode-se compará-la a uma bateria elétrica carregada, esperando a ocasião de fazer a descarga. Determina sempre no corpo mental que atinge, um número de vibrações igual à sua e faz nascer um pensamento idêntico. Portanto, se as partículas desse corpo já vibram com uma certa rapidez, em consequência de pensamentos de uma outra ordem, o pensamento que chega, espera a sua hora vagueando ao redor da pessoa visada até que o corpo mental dela esteja em suficiênte repouso para lhe permitir entrar. Então, descarrega-se e cessa instantaneamente de existir.”

Pensamento pessoal

“O pensamento, quando é pessoal, atua inteiramente do mesmo modo em relação à pessoa que o engendrou e se descarrega sobre ela quando a ocasião se apresenta. Quando o pensamento é mau, a própria pessoa que o gerou pode considera-lo como obra de um demônio tentador, quando, de fato, essa pessoa é o seu próprio tentador. Em geral pode-se dizer que cada pensamento produz uma nova forma-pensamento. Porém, sob o império de certas circunstâncias e a repetição constante de um mesmo pensamento, em lugar de produzir uma nova forma, funde-se com a primeira forma-pensamento e a fortifica. De sorte que o assunto, através de continuada meditação gera, muitas vezes, uma forma-pensamento de um poder formidável. Quando é má, pode-se tornar maléfico e durar muitos anos. Formas-pensamento deste tipo possuem a aparência e os poderes de uma entidade realmente viva.” Podem ser facilmente confundidas com outras entidades astrais, pois possuem uma forma e um movimento que lembra seres vivos.

Pensamentos benfeitores

“O tipo de pensamentos tratados acima são os que nascem da mente sem nenhuma premeditação. Existem, porém, forma-pensamento elaboradas intencionalmente com o fim de auxiliar os outros. São peculiares aos benfeitores da humanidade. Pensamentos vigorosos, dirigidos inteligentemente, podem constituir um grande socorro para quem os recebe. São verdadeiros anjos da guarda; protegem contra a impureza, a irritabilidade, o medo.”

Orações, contemplações positivas, mantras, canções são produzem formas pensamentos benfeitoras poderosas  e até mesmo com com mensagens positivas também são muito positivas e poderosas.

Quando um grande numero de pessoas, por exemplo  recita mantras ou faz orações com intenções positivas para uma pessoa ou situação com certeza isso é um grande ‘remédio’ com força inimaginável de cura ou solução.

Os símbolos que são previamente definidos para representar algo também acabam por carregar formas pensamento poderosas daquilo que foi relacionado com o símbolo, mesmo que antes tal símbolo não tivesse nada a ver com o que foi representado depois. Por exemplo, o simbolo da cruz, antes de ser altamente relacionado a Jesus e o cristianismo, já era usado em diversas culturas espiritualistas egípcias, suméria, celta e até mesmo indianas, tibetanas etc. cada uma com sua particularidade, mas na sua maioria representando um equilíbrio, por ligar o céu e a terra (linha vertical) e todos os seres (linha ou linhas horizontais), por exemplo e ao mesmo tempo algo superior, divino e transformação. Porém atualmente, principalmente para o ocidente a cruz carrega muito mais a idéia de sofrimento, sacrifício, martírio e morte. Isso não quer dizer que tenha perdido as idéias originais ou eternas do símbolo. Os simbolos não possuem interpretação definida e limitada e por isso tem essa flexibilidade de diversas representações. Desta forma o uso de símbolos, formas simbólicas, acompanhados por orações ou mantras (palavras de poder – sanscrito) indianos, canticos hebraicos etc.. ajudam a criar, manter e definir formas pensamentos e egrégoras.

Egrégora

Egrégora, ou egrégoro para outros, (do grego egrêgorein, Velar, vigiar), é como se denomina a entidade criada a partir do coletivo pertencente a uma grupo, ou seja, é um campo de força criado no Plano Sutil a partir da energia emitida por um grupo de pessoas através dos seus padrões mentais e emocionais.

História

Forma pensada (tulpa).

Segundo as linhas espiritualista (religiosas ou não) que aceitam a existência de egrégoros, estão presentes em todas as coletividades, sejam nas mais simples associações, ou mesmo nas assembleias religiosas. É gerado pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade.

Assim, todos os agrupamentos humanos possuem seus egrégoros característicos: as empresas, clubes, igrejas, famílias, partidos, nos quais as energias dos indivíduos se unem formando uma entidade autônoma e mais poderosa, o egrégoro, capaz de realizar no mundo visível as suas aspirações transmitidas ao mundo invisível pela coletividade geradora. Em miúdos, um egrégoro participa ativamente de qualquer meio, físico ou abstrato.

Quando a energia é deliberadamente gerada, ela forma um padrão, ou seja, tem a tendência de se manter como está e de influenciar o meio ao seu redor. No mais, os egrégoros são esferas ou concentrações de energia comum. Quando várias pessoas têm um mesmo objetivo comum, a energia se agrupa e se aglomera em um egrégoro. Trata-se de um conceito místico-filosófico com vínculos muito próximos à teoria das formas-pensamento, onde todo pensamento e energia gerada têm existência, podendo circular livremente pelo cosmo.

Pode-se exemplificar o egrégoro ao analisar um ambiente de uma missa, ou um encontro de algumas ou muitas pessoas voltadas para promover um mesmo fim, seja a cura de alguém, o fim de um problema ou a superação de uma perda tem um grande poder de formar egrégoros.

Um egrégoro se caracteriza, em última análise, pelo ‘espírito’ ou ‘consciência’ formado pela congregação, maior do que a soma de seus membros e cujas existências são cruciais para a sua formação.

Quanto mais tempo e organização (foco, estrutira) tiver este egregora, mais poderoso ele será e assim mais influenciador para aqueles que entrarem em sintonia com ele, tanto alimentando como sendo alimentado por ele.

Um livro, ou varios livros que repetem o mesmo tema de um mesmo autor ou de autores com a mesma linha de pensamento formam egregoras que terão um grande poder sobre aquele que entra em contato, sem que seja com apenas um livro.

Egrégora, do grego egrégoroi e designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade.
Pode ser a aura de um lugar onde há reuniões de grupo ou até mesmo uma entidade autônoma formada por energias mentais combinadas.

Assim, egrégora é uma forma criada por pensamentos e sentimentos, que adquire vida e que é alimentada pelas mentalizações e energias psíquicas. É uma entidade autônoma que se forma pela persistência e intensidade de correntes emocionais e mentais. Pensamentos e sentimentos fracos criam egrégoras mal definidos e de pouca vida ou duração, porém pensamentos e sentimentos fortes criam egrégoras poderosíssimos e de longa duração.

No mundo físico tudo possui forma, que são percebidas pelos cinco sentidos possuem forma. No plano astral também são bem definidas as formas dos corpos vitais dos seres vivos, assim como as formas dos elementais (gnomos, fadas, salamandras, ondinas, duendes, silfos e outros)
Também possuem forma no plano astral os desejos, vícios, sentimentos e emoções. São formas coloridas que lembram animais, que se juntam às formas de almas de encarnados e de desencarnados, e às formas de seres e entidades típicas do astral. No plano mental, os pensamentos de objetos e coisas concretas possuem formas definidas similares às do plano físico, e pensamentos abstratos são vistos por símbolos típicos que podem ser interpretados pela linguagem simbólica superior estudada e pesquisada na Iniciação. Estas explicações são necessárias para entendimento do egrégora, e principalmente para permitir a criação de egrégoras pessoais e coletivos.

Já aconteceu com você de sentir-se particularmente feliz num lugar qualquer, sem razão aparente?
Por outro lado, aconteceu com você de sentir-me oprimido ao pisar nos restos de um campo de concentração ou num terreno onde houve violento combate?  Diz-se que o sangue dos mártires clama ao céu sua dor e que a imagem dos acidentes impregna os cruzamentos onde se produziram.
Esses estados de espírito podem vir de nossa percepção do egrégora do lugar.

Existem egrégoras positivos que protegem, atraem boas energias e afastam cargas negativas, e egrégoras negativos que fortalecem o mal, canalizam forças negativas e repelem forças positivas. O egrégora pode ser coletivo ou pessoal. Locais sagrados como Aparecida, Lourdes e Fátima, têm egrégoras poderosíssimos, formados pela fé e mentalizações dos devotos, que acumulam as energias psíquicas dos fiéis, e quando alguém consegue canalizar para si as energias psíquicas acumuladas no egrégora, provoca o conhecido milagre. Esta é a explicação oculta da realização de grande parte dos milagres que acontecem. Os locais possuem egrégoras formados pelas energias psíquicas de seus freqüentadores. O egrégora pessoal é formado pelas energias psíquicas da pessoa e principalmente pelos seus pensamentos. Assim, uma pessoa psiquicamente equilibrada e com pensamentos positivos, cria um egrégora positivo. Do mesmo modo, uma pessoa desequilibrada emocionalmente e negativa cria um egrégora negativo.

A mente é o limite de nossas possibilidades, poderemos ser o que a mente determinar que sejamos. Poderemos ter saúde, alegria, felicidade, sorte e amor, basta usar o poder da mente. Nós somos primeiro o que pensamos ser, e depois o que sentimos e o que agimos na vida. Esta é a chave que abre as portas para uma vida plena de sucessos e evolução.

EGRÉGORA PESSOAL DE PROTEÇÃO

A yoga (yoga meditativa) do globo ou esfera azul é um exercício indicado para formar uma egrégora pessoal de proteção contra energias negativas, que harmoniza a mente e as emoções. Possibilita a ligação com um egrégora milenar criado pelas escolas de Iniciação e por Adeptos e Mestres ligados às hierarquias espirituais que acompanham e orientam a evolução humana, em busca do bem, do belo e da verdade; a Confraternidade Universal.

Preparação :

Fique em pé ou sentado(a), com as mãos pendendo para os lados sem obstruir as regiões do tronco, voltando-se para o norte (apontando o braço direito aberto para o nascer do sol, o norte fica à frente), e com os olhos suavemente fechados para evitar que imagens exteriores perturbem a mentalização. Sinta-se confortável com as roupas frouxas, relaxe os músculos mantendo sempre o tronco ereto, e respire de forma cadenciada e tranqüila sem forçar os pulmões. A prática do pranayama neste caso é ideal (vide outro exercício que já preparamos). O melhor horário é às 6 hs. da manhã, seguindo-se 12 e 18 hs. Às 6 hs. da manhã, todos os Adeptos, Mestres e Iniciados estão emitindo fortes vibrações para a humanidade e nesta hora começa a vibrar o tattwa ou energia do dia, e fazendo yoga neste horário entra-se em sintonia com a energia do dia da semana e sua tônica correspondente, o que possibilita um verdadeiro equilíbrio de energias. Se não for possível, deve-se fazer a yoga em qualquer horário, das 3 às 22 horas.

Esfera ou Globo Azul:

Mentalize durante 1,5 até 3 minutos (no mínimo), um globo ou esfera azul envolvendo-se externamente toda a região do seu corpo (compreendendo o espaço do tamanho de seus braços abertos e com espaço de mais de 35 cm acima da cabeça e abaixo dos pés) , com a palavra PAX ou AUM em amarelo ouro na forma triangular em seu interior, pronunciando ao mesmo tempo a silaba sagrada ¨OM¨, longa e repetidamente e de forma a sentir a vibração do ¨OM¨ na boca, narinas e no peito. Para potencializar em muito o efeito, durante a mentalização e a pronúncia do ¨OM¨ faça tocar o acorde perfeito, o Do-Mi-Sol (as três notas da região central do piano ou do órgão, tocadas ao mesmo tempo), ao vivo pela própria pessoa, ou usando uma fita gravada. Outra possibilidade menos adequada mantrar enquanto se toca as notas em separado com instrumentos de sopro ou de corda, e até diapasão de boca (tipo gaita circular de notas).

Mentalizar significa criar uma imagem e não simplesmente ver. A esfera ou globo azul deve ser criado mentalmente como sendo algo vivo, vibrando como se tivesse vida própria e envolvendo a cabeça e se expandindo envolvendo todo o corpo e depois o ambiente. O azul é o azul índigo vivo, similar ao de descargas elétricas e relâmpagos. O PAX em amarelo ouro na forma triangular é o P acima do AX, formando um triângulo ( a imagem é de quem olha para vc). PAX tem o significado latino de paz ou o mesmo na língua sânscrita pakshm, e sintetiza o nome de três divindades expressão de Deus Trino. Procure fazer que alguém grave o acorde perfeito, para potencializar a yoga, mas se não conseguir, não deixe de fazer a yoga e compense o efeito repetindo-a a maior número de vezes e com maior poder mental. A cor azul visa dar a atividade de rajas e a amarelo ouro a vibração e harmonia de sattwa. Rajas e sattwa são gunas ou qualidades de matéria, o ¨OM¨é o mantram dos mantrans, é um som primordial, uma evocação que nos põe em contato com o nosso Eu Interno, superior, com Potestades cósmicas superiores e atrai presenças e forças espirituais altamente positivas. Assim, nas primeiras práticas do yoga, podem ocorrer arrepios e algumas vezes tonturas e calor. Estes efeitos são naturais e normais, não devem causar medo e equilibram gradativamente com a mentalização mais profunda e demorada do Globo Azul. O ¨OM¨ atrai forças ocultas, e por isso não deve ser pronunciado em estados de ódio, rancor, inveja ou semelhantes, para não atrair forças negativas. O globo ou esfera azul pode, após meses de prática, para não causar dor de cabeça, ser mentalizado sobre pessoas que necessitam, e mesmo ser enviado a qualquer distância, sendo que neste caso é necessário mentalizá-lo com duas asas para enviá-lo mentalmente.

 

PENSAMENTO POSITIVO: 

Nós somos o que nós pensamos, e um pensamento positivo cria um egrégora positivo, que aliado ao egrégora criado pela yoga da Esfera ou Globo Azul, atrai forças positivas que ajudam no dia a dia, no aperfeiçoamento pessoal, social e profissional. Gradativamente nosso destino é mudado para melhor pela transformação pessoal, e o que falamos ou desejamos como mérito e direito passa a acontecer, e assim, nossos objetivos são sempre conseguidos. Saúde, emprego, felicidade, equilíbrio, paz, sucesso, amor, entre outros, são objetivos perfeitamente atingíveis, se criarmos um egrégora forte e se nossa mente realmente conduzir o processo com todo o seu potencial

 

 

 

Tulpa

Tulpa é uma entidade ou objeto que, segundo o budismo tibetano, pode ser criado unicamente pela força de vontade, envolvendo meditação, concentração e visualização intensas. Em outras palavras, a tulpa seria um pensamento tornado tão real pelo praticante que chegaria a assumir uma forma física, material.
(construir “ou” construir “) é um conceito de misticismo de um ser ou objeto que é criado através de pura disciplina sozinho. É um pensamento materializada que tomou forma física e é geralmente considerado como sinônimo de pensamento. [3]
Tulpa é uma disciplina espiritual e ensinamentos conceito no budismo tibetano e Bon . O termo “forma pensamento” é usado logo em 1927 em Evans-Wentz tradução do Livro Tibetano dos Mortos , descrito como “dando palpável ser para uma visualização, em muito da mesma maneira que um arquiteto concretiza em três dimensões para […] seu azul-print “. [4]Budismo Tibetano

John Myrdhin Reynolds em uma nota à sua tradução Inglês da história de vida de Garab Dorje define um tulpa assim:

A Nirmita (sprul-PA) é uma emanação ou uma manifestação. Um Buda ou outro percebeu ser é capaz de projetar muitas Nirmitas tais simultaneamente em uma variedade infinita de formas. [1]

O termo é usado nos trabalhos de Alexandra David-Neel , que afirmaram ter criado um tulpa na imagem de um alegre Frei Tuck -como monge , que mais tarde desenvolveu uma vida própria e teve que ser destruído. [5]

Pensamento

Uma forma de pensamento é o conceito equivalente a uma tulpamas dentro da tradição oculta ocidental . A compreensão ocidental acredita-se que orignated como uma interpretação do conceito tibetano. [3] O seu conceito está relacionado com a filosofia ocidental ea prática da magia . [6]

 

Referências

  1. um b Reynolds, John Myrdhin (1996) as letras douradas:. das três declarações de Garab Dorje, o primeiro professor de Dzogchen, juntamente com um comentário da Dza Patrul Rinpoche intitulado “O Ensino Especial do rei sábio e Glorioso”. Com Prefácio de Namkhai Norbu Rinpoche. Nova Iorque, EUA: Snow Lion Publications. ISBN 1-55939-050-6 . p.350
  2. ^ Rinbochay, Lati; Rinbochay, Denma Lochö; Zahler, Leah (tradutor); & Hopkins, Jeffrey (tradutor) (1983, 1997) estados meditativos no Budismo Tibetano..Somerville, Massachusetts, EUA:. Wisdom Publications ISBN 0-86171-119-X . p.188
  3. um b Campbell, Eileen; Brennan, JH; Holt-Underwood, Fran (Fevereiro de 1994) Mind Body & Spirit:. Dicionário de idéias da Nova Era, Pessoas, Lugares e Condições. Tuttle Pub. ISBN 0-8048-3010-X
  4. ^ O livro tibetano da grande libertação, ou, o método de execução nirvana através de conhecer a mente, precedido por um epítome da biografia de Padma-Sambhava e seguido pelos ensinamentos de Guru Phadampa Sangay de acordo com renderings inglês por Sardar Bahadur SW Laden La e pelo Lamas Karma Sumdhon Paulo, Lobzang Mingyur Dorje, e Kazi Dawa-Samdup. Apresentações, anotações e edição por WY Evans-Wentz. Com comentários psicológica por CG Jung . Londres, Nova York, Oxford University Press, 1954.
  5. ^ Reader Digest;. (1990) Mistérios do inexplicável. Readers Digest Association. ISBN 0-89577-146-2 . Page 176 descreve a experiência de Alexandra David-Neel, como lembra em seu livro Magia e Mistério 1929 publicado no Tibete.
  6. ^ Cunningham, David Michael, Criando Entidades: Magickal. Um guia completo para criação de entidade, Egrégora Publishing ISBN 1-932517-44-8

 

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Você conhece AYAHUASCA?

Existem varias formas e ritos utilizados para a conexão com o plano espiritual, uma delas é o uso de preparados de plantas, muitos dos quais já eram utilizados pelos indígenas há muito mais tempo que se imagina. Um desses preparados é a Ayahuasca, contudo, é importante conhecer sobre ela, assim, sem querer tecer opiniões, façamos uma breve leitura.

OS NOMES DA AYAHUASCA:

Existem pelo menos 42 nomes indígenas para este preparado. É notável e significativo que pelo menos 72 tribos indígenas diferentes da Amazônia, não obstante as distâncias de suas separações geográficas, de idiomas e culturais, manifestem um conhecimento tão comum e detalhado da ayahuasca e de seu uso. Eis os principais nomes pelos quais a conhecem:

Natema, Yagé, Nepe, Ayahuasca, Santo Daime, Vegetal, Dapa, Pinde, Runipan, Bejuco Bravo; Bejuco de Oro; Caapi (Tupi, Brazil); Mado, Mado Bidada e Rami-Wetsem (Culina); Nucnu Huasca e Shimbaya Huasca (Quechua); Kamalampi (Piro); Punga Huasca; Rambi e Shuri (Sharanahua); Ayahuasca Amarillo; Ayawasca; Nishi e Oni (Shipibo); Ayahuasca Negro; Ayahuasca Blanco; Ayahuasca Trueno, Cielo Ayahuasca; Népe; Xono; Datém; Kamarampi; Pindé (Cayapa); Natema (Jivaro); Iona; Mii; Nixi; Pae; Ka-Hee’ (Makuna); Mi-Hi (Kubeo); Kuma-Basere; Wai-Bu-Ku-Kihoa-Ma; Wenan-Duri-Guda-Hubea-Ma; Yaiya-Suava-Kahi-Ma; Wai-Buhua-Guda-Hebea-Ma; Myoki-Buku-Guda-Hubea-Ma (Barasana); Ka-Hee-Riama; Mene’-Kají-Ma; Yaiya-Suána-Kahi-Ma; Kahí-Vaibucuru-Rijoma; Kaju’uri-Kahi-Ma; Mene’-Kají-Ma; Kahí-Somoma’ (Tucano); Tsiputsueni, Tsipu-Wetseni; Tsipu-Makuni; Amarrón Huasca, Inde Huasca (Ingano); Oó-Fa; Yahé (Kofan); Bi’-ã-Yahé; Sia-Sewi-Yahé; Sese-Yahé; Weki-Yajé; Yai-Yajé; Nea-Yajé; Noro-Yajé; Sise-Yajé (Shushufindi Siona); Shillinto (Peru); Nepi (Colorado); Wai-Yajé; Yajé-Oco; Beji-Yajé; So’-Om-Wa-Wai-Yajé; Kwi-Ku-Yajé; Aso-Yajé; Wati-Yajé; Kido-Yajé; Weko-Yajé; Weki-Yajé; Usebo-Yajé; Yai-Yajé; Ga-Tokama-Yai-Yajé; Zi-Simi-Yajé; Hamo-Weko-Yajé (Sionas do Putomayo); Shuri-Fisopa; Shuri-Oshinipa; Shuri-Oshpa (Sharananahua).

Ayahuasca ou Ayawasca ou cayahuasca, jayahuasca ou xayahuasca, aioasca, auasca, uasca é uma palavra do idioma Quéchua que significa “cipó dos espíritos”, “chicote da alma” ou ainda “vinho dos espíritos” ou mesmo “vinho da vida”. É o nome mais usado pelos índios do Altiplano Andino que falavam o Quéchua, e foi dado em homenagem a um dos últimos Incas, o Príncipe Huaskar, que desapareceu por ocasião da conquista espanhola. O conquistador Cortez se aproveitou disso para acusar o irmão de Huaskár – o Imperador Inca Atahualpa – pelo seu desaparecimento e suposto assassinato, e assim justificar a tortura e a morte em praça publica do Imperador, a mando do tribunal da Santa Inquisição. Na verdade o tal assassinato jamais ocorreu, pois o Inca Huaskar, segundo a lenda, fugiu para a Floresta Amazônica, onde se integrou, e depois de sua morte seu nome passou a ser dado ao chá feito a partir da cocção do CIPÓ MARIRI ou JAGUBE (Banisteriopsis Caapi) com a folha da CHACRONA (Psychotria Viridis). Aya significa ALMA e Huaska significa CHICOTE, significando, pois CHICOTE DA ALMA.

NATEMA é o nome dado pelos nativos Jivaro. O termo espanhol significa, literalmente, corda da morte (corda = cipó).

YAGÉ significa em língua tupy pronuncia Ya-hay “sonho azul”, devido à coloração azul de suas mirações. A origem indígena do Yagé é a tribo dos Putumayos, do norte do Peru e da floresta amazônica brasileira.

SANTO DAIME é o nome dado pelo Mestre Raimundo Irineu Serra a Ayahuasca, quando cristianizou o chá para uso no contexto urbano.

VEGETAL – HOASKA é o nome adotado pelo Mestre José Gabriel da Costa, quando criou a União do Vegetal.

ESTADOS ALTERADOS DA CONSCIÊNCIA PELA AYAHUASCA:

A Ayahuasca é um meio de expansão da consciência, sendo que o estado de transe e extase é parte da prática religiosa de milhões de pessoas.

Para o espiritismo o transe é condição necessária para possibilitar a comunicação com os espíritos dos mortos; o médium, em transe, emprestaria seu corpo para que um espírito o usasse como veículo de sua manifestação.

A Ayahuaska joga rapidamente as ondas cerebrais de ALFA para TETA, levando para uma zona da memória onde toda a vivencia irá se desenvolver, buscando e rememorando a vida interior do corpo (genética e hereditária) e a vida exterior ou social da pessoa, no presente, passado e futuro, e abrindo para a paranormalidade.

MUDANÇAS INTERNAS DO ORGANISMO DURANTE O TRANSE:

A ingestão da Ayahuasca provoca uma mudança física, afetando diretamente o cérebro, cuja freqüência de ondas passa do nível BETA (ativo) para o nível ALFA (relaxado, entre 8 e 12 Hz) ou TETA (profundamente relaxado, entre 5 e 8 Hz). Simultaneamente ocorre redução do ritmo respiratório de 12-14 para 4-6 vezes por minuto, redução de oxigenação em até 20 por cento, redução do ritmo metabólico de 25 a 30 por cento, redução da pressão sangüínea, mudança no pH e nos níveis de bicarbonato de sódio do sangue, aumento da resistência da pele, bem como aumento da acuidade e sensibilidade da audição, da visão, e do tato. Ou a DELTA quando atingimos o ÊXTASE.

REAÇÕES FÍSICAS do CORPO DURANTE O TRANSE:

Dificilmente as ondas do cérebro serão alteradas sem alterar o organismo físico como um todo. Um está ligado ao outro, e naturalmente a alteração vai afetar todo o sistema nervoso. Sendo assim é inevitável que também os movimentos do esôfago e dos nossos intestinos sejam alterados, dependendo mais ou menos do estado de ansiedade e das condições físicas em que o indivíduo em questão se encontra no momento que passa pela experiência, podendo ocorrer eliminação de líquidos e substâncias aquosas retidas em algumas das dobras profundas dos mesmos, ocasionando um intenso bem estar em seguida.

REAÇÕES DURANTE O TRANSE QUE OCORREM NO CÉREBRO:

Passando para o estado ALFA o cérebro passa naturalmente a funcionar com ondas mais calmas do que as do dia-a-dia, as BETAS, e tem a natural tendência de deter o fluxo dos pensamentos vagabundos, duais, que o habitam; trazendo um inegável bem estar, repassado para o corpo físico todo, tanto que mesmo a dor e as infecções tendem a diminuir durante o tempo em que a mente permanece em estado ALFA.

Quando estas mudanças celulares eletroquímicas ocorrem, o aumento da atividade dos neurônios é inevitável, tendo a pessoa à impressão clara de que estava dormindo e acordou de repente, remodelando as redes neurais que estavam desconexas, fazendo com que o neocórtex (pensamento e intelecto), o sistema límbico e o tálamo (sensação e emoção) e o bulbo raquiano (intuição e inconsciente) se comuniquem. Restabelecida esta conexão, costumamos sentir que “estamos salvos”, no plural.

O TRANSE LEVA À PARANORMALIDADE. Os TIPOS de Paranormalidade são:

Telepatia – Faculdade onde o sensitivo mantém comunicação com outra pessoa à distância. Pode também se comunicar com espíritos, elementais ou “coisas”.

Clariaudiência – Captação hiperfísica nos ouvidos humanos, podendo ser ouvidos até sons de outras galáxias.

Clarividência ou Miração – O sensitivo consegue ver o que se passa em outros planos, como seres ou “coisas” que dele se aproximam no campo astral.

Psicometria – Captação pelo toque das mãos em qualquer objeto ou superfície.

Psicografia – Capacidade paranormal de “receber mensagens por escrito” de outros planos (como os Ícones cantados nos Trabalhos)

Inspiração – O sensitivo consegue captar idéias que fluem pelo espaço, dentro de uma vibração semelhante à sua.

Intuição – Manifestação vinda do Mestre Interior.

Incorporação – Manifesta-se através do movimento do corpo, podendo haver também uma manifestação simultânea de clariaudiência e/ou de clarividência.

Transfiguração – Mudança de aspecto físico.

Hiperestesia Indireta do Pensamento (HIP) – “Leitura” do pensamento (através da linguagem corporal; capacidade de “ouvir” o pensamento à curta distância, poucos metros).

Pantomnésia – Capacidade do Inconsciente de se lembrar de tudo.

Talento do Inconsciente – Inteligência e raciocínio do Inconsciente.

EFEITOS ESPIRITUAIS DO ÊXTASE:

O Êxtase, do grego “ex stasis”, significa literalmente “ficar fora”, “estar fora”, isto é, “libertar-se” da dicotomia da maior parte das atividades humanas. Êxtase é o termo exato para a intensidade de consciência que ocorre no ato criativo. Não é algo irracional: é supra-racional. Une o desempenho das funções intelectuais, volitivas e emotivas, provocando instantânea mudanças de comportamento.

O cérebro ao entrar em Êxtase vai começar a funcionar em ondas celebrais TETA profundo, não raro inconsciente sem a Ayahuasca com o chá este estado fica plenamente concentrado intensamente e consciente. Quando inconsciente e porque entrou em DELTA, que sobre efeito do chá são poucos minutos, levando a experiência da imitação da morte.

O ÊXTASE elimina a separação entre objeto e sujeito alargando as fronteiras da consciência humana, levando o sujeito à CRIATIVIDADE.

Seus efeitos são:

Oferece a certeza, a sensação de que “nada pode nos acontecer que já não nos pertença, guardado no nosso ser mais secreto”.

Unidade, pois o individuo sente que a separação entre ele e um objeto exterior não se faz mais presente, embora saiba, ao mesmo tempo, que, num outro nível ele e os objetos (animados e inanimados) estão separados.

Transcendência do Tempo e do Espaço, ao experimentar a sensação de eternidade ou infinidade.

Altruísmo (transcendência do EGO) e sentimento de Humildade, pois a pessoa está mais capacitada a ouvir seu SER interior, superando a ansiedade, a inibição, a defesa, o controle, o conflito da loucura e da morte, e isto vale dizer que o medo diminui na vida pratica.

Profunda sensação Interior de positividade, despertando alegria, bem-aventurança e PAZ.

Sacralidade, o respeito e admiração em relação à presença de realidades inspiradoras.

Objetividade e realidade, dadas pelos insights, ou iluminação a nível não racional, obtida por experiência direta

Paradoxalidade, experiências místicas que podem ser contraditórias, como “O Eu Existe e Não Existe”.

Persistentes Mudanças de Comportamento em relação ao EU, em relação à VIDA, em relação à própria experiência mística.

Livre-arbítrio ampliado devido à sensação de estar ativo, de se tornar o centro criativo de suas próprias atividades e de suas próprias percepções, mais autônomo, um agente livre, desta forma ampliando os próprios horizontes e conseqüentemente o LIVRE-ARBÍTRIO.

SOBRE A PURIFICAÇÂO:

PURIFICAÇÂO é o nome dado ao processo de descondicionamento de antigas couraças, musculares e psíquicas, tanto no plano físico, como no plano do corpo astral.

A PURIFICAÇÂO pode ocorrer em qualquer momento do Trabalho, ela atua tanto física, quanto mental e espiritualmente, através das aberturas do corpo.

Os Xamãs a chamam “Peia”, ou “Chicote de DEUS”. Ela desbloqueia as nossas resistências físicas, há muito enraizadas nos músculos, como também a RESISTÊNCIA interna a mudanças, ao novo.

A) A PURIFICAÇÂO PROMOVE ELIMINAÇÃO DE FLUÍDOS EXISTENTES NAS DOBRAS DO ESTÔMAGO QUE GERAM DOENÇAS. É crença geral que no momento em que contraímos a IDÉIA de uma doença ou de um mal, seja ele qual for, este pressentimento impregna o ar e vem em nossa direção, criando a energia geradora daquele mal, gerado nas entranhas dos intestinos. Enquanto esta energia não for expelida, a doença não pára de ativar seus efeitos, atraindo coisas específicas daquela vibração para o nosso corpo.

B) A AYAHUASKA PROMOVE A PURIFICAÇÂO NA LINGUAGEM-PENSAMENTO. Devido à fragmentação da linguagem (que provoca a desestrutura do pensamento) os pensamentos e as emoções se fragmentaram, causando grande dano mental e emocional, seja por qual razão ocorra. Quais os EFEITOS desta fragmentação e como agem em longo prazo? Agem sozinhos, nas horas menos previsíveis: parecem ter vontade própria. É o VERBO em estado caótico procurando se acomodar na nova ordem mental da mistura das letras geradas no mecanismo automático do pensamento.

C) A AYAHUASKA PROMOVE A PURIFICAÇÂO NAS FORMAS FRAGMENTADAS DE EMOÇÕES. Trata-se de formas de EMOÇÃO não domesticadas, desprendidas e atraídas pela EMOÇÃO e que ganham vida pela palavra. São o que figuradamente podemos chamar do lixo das palavras que sobraram no plano mental coletivo.

OUTROS EFEITOS DA AYAHUASCA:

DIMINUI A DEPRESSÃO, religando ao Principio Divino, gradualmente.

AJUSTA OS CORPOS SUTIS, pois são sete os planos de manifestação da vida neste planeta que nos permitem viver num corpo físico. Os sete planos, juntos, compõem o nosso corpo astral. A religação consiste em ajustar ou religar os sete corpos sutis criando HARMONIA, que se manifesta, no campo físico, pela harmonia entre pensamentos, sentimentos e a linguagem ou fala.

ATIVA a MEMÓRIA, estimulando os neurônios. Para isso são usados cantos arcaicos, de sílabas sonorizadas, que expressam a linguagem simbólica e têm como objetivo trazer as forças da Natureza e do Cosmos para a experiência humana que, desde o começo de sua presença na Terra, insiste em restabelecer o contato com o Divino.

O canto reconecta a Memória com o Sagrado, principalmente quando pronunciamos as sílabas dirigidas para o topo da cabeça. Está técnica ajuda a diminuir os pensamentos “vagabundos” que povoam a nossa imaginação.

Os CANTOS ou ÍCONES são usados no sentido de buscar a consciência das palavras e das estruturas lingüísticas, com percepção clara do Poder da Linguagem formulada pelo cérebro, assim como da Palavra dita em Voz Alta. Estudando a estrutura das palavras saberemos porque um povo age de determinada maneira e não de outra forma.

A música é capaz de ativar o fluxo de memórias acumuladas, através do “corpus callosum” – uma porção de fibras que ligam os hemisférios direito e esquerdo do cérebro – ajudando ambos a trabalhar em harmonia, estimulando as endorfinas, opiáceos naturais segregados pelo hipotálamo, que produzem um sentimento de embriaguez, como o de estar apaixonado.

Ajustando desta forma a emoção e a razão, acabamos de vez com a guerra existente entre estes dois lados da cabeça. Não há como acabarmos com as guerras exteriores e mundiais se não acabarmos primeiro com as desavenças dentro de nosso próprio cérebro.

O SOM DO MARACÁ COMO ELEMENTO DE RESTAURAÇÃO:

Nas técnicas xamânicas usam-se os Maracás, pois eles possuem o poder de restauração da saúde, eliminando obsessões de origem astral vindas de forças estranhas ao ser humano. Esses obsessores tanto podem ter origem em elementos da natureza, como em pensamentos das pessoas, e acabam ganhando vida própria.

O resultado geral do uso da Ayahuasca pode ser descrito como a pacificação gradual da personalidade, diminuindo a ansiedade, eliminando o mau humor, e equilibrando o sistema nervoso – a razão e a emoção.

 

Texto: Ana Vitória – Universo Místico

A ERA DE AQUÁRIO E AS 7 CIDADES SAGRADAS

Olá irmãos, como sempre dizemos…são vários os caminhos do conhecimento Divino…; pois bem, para os que ainda não tem idéia, um dos caminhos passa por nossas terras brasileiras. É importante dizer que o Brazil, junto a outros paises, faz parte de um grande plano estratégico para evolução humana. Que tal caminhar por ele? Eu os convido à leitura. (…Adriano D’Ogum…)

Fonte: texto  Prof. Nilton Schultz 

Para começarmos a refletir… quando falamos sobre as Eras uma palavra que logo vem é “Avatara ou Avatar” cuja origem é do Oriente…Ava = descida…Tara =  Torá = Lei……”Descida da Lei”…a consciência dos anjos e deuses se projetando na evolução e criando com suas hierarquias o universo……………”em cima como embaixo” como nos ensina o princípio hermético…

O que é ou onde está um “Avatara” ?…….basta lembrarmos de Krishna, Buda, Cristo entre tantos outros nomes que poderiam ser ditos…cada qual correspondente a sua Era e missão…….e no atual momento vivemos o início da Era de Aquário…

Como as Eras são formadas e porque estão no sentido contrário dos signos ? Pois saímos da Era de Peixes e entramos na de Aquário demonstrando que elas estão no sentido contrário do que conhecemos ?…

Inicialmente devemos entender o que é o Ponto Vernal ou Áries…

 

 

Como podemos observar na ilustração acima vemos o sistema simbólico “geocêntrico”…ou seja..a terra no centro  como ponto parado de observação ( esfera violeta central ) e o sol ( esfera amarela ) realizando seu movimento anual pela eclíptica ( faixa vermelha = 12 signos do zodíaco ).

A entrada do Sol em 4 signos específicos durante o ano nos oferece os quatros Solstícios ou quatro estações: Quando o Sol entra no signo de Áries ( 1º signo do zodíaco ) temos o Solstício de Outono no Hemisfério Sul e de Primavera no Hemisfério Norte…isto sempre ocorre nos dias 20 ou 21 de março todo ano….aí está o Ponto Vernal ou Áries onde se comemora o famoso “Ano Novo Astrológico” em inúmeras tradições esotéricas ( sagrado oculto ) e também exotéricas ( sagrado profano )…

Posteriormente o Sol ingressa no signo de Câncer sendo Inverno no Sul e Verão no Norte…no signo de Libra originando o início da primavera no Sul e Outono no Norte e por fim no signo de Capricórnio com o Verão no Sul e Inverno no Norte…para entender isto basta observar com mais atenção a ilustração acima…mas o que realmente nos interessa durante esta reflexão é o ponto Vernal ou Áries onde se inicia o Ano Novo Astrológico que é o ponto principal e inicial para entendermos como se forma uma Era…

Os astrônomos, astrólogos, magos, sacerdotes e grandes observadores das estrelas perceberam que o Sol neste percurso anual sempre chega em torno de “50 segundos atrasado” no Ponto Vernal ou Áries…fazendo com que exista ao decorrer dos anos um movimento retrógrado “simbólico” tomando este ponto como base…reflitamos juntos: Se este Sol atrasa sempre 50 segundos por ano em sua chegada ao ponto Vernal ou Áries… em 2 anos 50 segundos do ano anterior mais 50 do ano presente e assim por diante…isto resulta que em 2250 anos sua chegada no ponto vernal passe de um signo para outro no sentido retrógrado…aí está o valor real de duração de “uma era”…por isto que a famosa precessão dos equinócios ( movimento da terra em relação as estrelas sobre seu próprio eixo ) comprovada pela ciência oficial possui aproximadamente um tempo total de retorno ao ponto original de 26000 anos…o correto é 27000 anos….pois 2250 anos por signo multiplicado pelos 12 signos resulta 27000 anos……..12 signos….12 apóstolos….12 cavaleiros do Rei Arthur ( Arthus = Sutra )…muito poderia ser refletido..

Sendo este conhecimento agregado a evolução humana podemos ver que as Eras possuem tônicas que são trabalhadas através da consciência unitária em 2250 anos…vejamos uma pequena cronologia que podemos dizer “conhecida” pela história humana através das Eras…

Era de Touro – Aproximadamente 3000 AC……Tivemos o Avatara Krishna…a verdadeira personificação da divindade com o amor venusiano ( regente de Touro ) firmando e estruturando ( vibrações de Touro ) a verdadeira religião oriental consolidada em valores verdadeiros em relação a Sabedoria iniciática das idades…assim como Cristo ficou conhecido como pescador….temos Krishna como o vaqueiro…animal adorado e respeitado na Índia até a atualidade…..Yeseus Krishna…Jesus Cristo….a mesma consciência avatárica…só que em Era diferente…

Era de Áries – Aproximadamente 1500 AC….Acompanhando os fatos avatáricos mais conhecidos da história da humanidade podemos citar agora Moisés…o grande condutor e libertador do povo Judeu…vibrava com o rigor Marciano ( regente de Áries )…teve suas canalizações divinas através da sarça ardente ( fogo = Áries )…a árvore da vida……..O fabuloso Michelangelo ( Anjo Miguel ou Mikael ) o ilustrou em uma escultura com chifres ( Carneiro )…muito ainda poderia ser falado sobre isto…………vemos ainda nesta Era o firmamento da Espada Romana…guerra e conquista…a força de Marte…tudo no projeto da Lei Divina…

  

Um grande ser que deve ser citado como possivelmente o concluidor da Era de Áries para o Início da Era de Peixes em aproximadamente 500 AC foi o Avatara Sidharta Gautama – O Buda ( totalmente desperto ) que meditou 7 dias abaixo da árvore para atingir sua iluminação…pregava o equilíbrio e o caminho do meio….a égide libriana no seu apogeu em prol do equilíbrio e harmonia………….Libra é o signo polar e complementar a Áries…

  

Era de Peixes – 7 AC foi o nascimento do Avatara da Era de Peixes Jeoshua Ben Pandira – Jesus Cristo bíblico…seu nascimento ocorreu 7 anos antes da data oficial como marco inicial zero  da humanidade pois neste ano ( 7 AC ) tivemos a conjunção dos planetas Júpiter e Saturno no signo de Peixes…a Estrela de Belém que guiou os 3 Reis magos que vieram saudar o Avatara de Peixes…sua mudra ( posição da mão quando abençoava ) era feita com os dedos de Júpiter ( indicador ) e Saturno ( médio )…foi batizado pelo seu anunciador João Batista ( JB – Joachim e Boaz – maçonaria e Jnana- conhecimento e Bakti- devoção na tradição oriental ) pelas águas de sua Era…multiplicou os pães e os peixes ( Pães – trigo – virgem…signo complementar a peixes )….lavou os pés dos apóstolos ( pés=  signo de peixes no corpo humano )… firmou com a docilidade e compreensão de Júpiter ( regente de peixes assim como Netuno ) a verdadeira religião e o Amor Universal como tônica principal de sua Era……

        

O Grande concluidor da Era de Peixes e iniciador/ preparador da Era de Aquário foi o ainda desconhecido para a maioria da humanidade Profº Henrique José de Souza ( JHS )…nascido em Salvador Bahia em 1883 e falecido em 1963………era do signo de Virgem ( 15 de Setembro )…polar e complementar ao signo de Peixes…..Saturno e Urano vibram na Era de Aquario…..o novo…o rompimento com consciências desgastadas que não religam mais a humanidade a verdade é a tônica…..o futuro e a tecnologia fazem a espiritualidade marchar junto da ciência….todos são “buscadores da verdade”……….O Profº Henrique José de Souza foi anunciado por Helena Petrovna Blavatsky…também uma manifestação avatárica da Era de Peixes…..Ela profetizou seu nascimento como uma grande consciência que se manifestaria no Ocidente realizando todo o transbordo das experiências do Oriente para o Ocidente….marco simbolizado pelo obelisco localizado na frente do Templo da Sociedade Brasileira de Eubiose em São Lourenço – Sul de Minas Gerais…seus dizeres gravados no obelisco são oferecidos para qualquer pessoa da parte do planeta que chegue a ele”………..São Lourenço é a 8ª Cidade das 7 sagradas representando a síntese evolucional cósmica….o grande instrumental geográfico ( cidades ) para se adquirir consciência no momento atual da evolução……..Preparou e anunciou o advento do Avatara da Era de Aquário que se deu a partir de 28 de setembro de 2005 em terras brasileiras e universalmente conforme a tradição que se iniciou no Oriente  e se firmou no Ocidente com seu manancial de conhecimentos passados…..O Avatara de Aquário chama-se Maitréia Buda….

  

 

AS 7 CIDADES SAGRADAS E SÃO LOURENÇO- MG

As 7 cidades sagradas são Pouso Alto, Itanhandú, Carmo de Minas, Maria da Fé, São Tomé das Letras, Conceição do Rio Verde e Aiuruoca, que sintetizam suas vibrações na 8ª cidade que é a Nova Jerusalém, a capital espiritual do Novo Milênio que é São Lourenço também no Sul de Minas Gerais. Lembremos sobre as 7 igrejas narradas no Apocalipse de São João.

Cada cidade possui uma tônica evolucional ligada à Era de Aquário, vamos a Elas:

 

Pouso Alto

Tem como Tônica a Alquimia, o poder de transformar a pedra bruta ( alma impura ) em pedra filosofal ( alma pura ). O anjo regente é Mikael, que como hierarquia dos Arcanjos na Cabala cuida das experiências dos povos e nações.

Plasmando a Alquimia sagrada no Sul de Minas a cidade de Pouso Alto possui ligações com a também cidade sagrada de Machu Picchu no Peru, que esparge suas vibrações para o mundo como um chacra. O chacra de referência no corpo humano é o básico/ raiz. Machu Picchu é o chacra da Terra da América do Sul.

 

Astrologicamente estas cidades são regidas pelo Planeta Sol, possuindo estreitas ligações com o signo de Leão, a força da individualidade em prol da criatividade e do renascimento de uma nova consciência.

  

Na tradição Oculta o Planeta Sol possui ligações com o Arcano 22 “O Mundo”, que vibra a síntese e a consciência integral que assimilou e revelou o segredo da esfinge, despertando a mente angélica.

O número 111, assim como a cor laranja ( tatwa ou força sutil da natureza chamado Pritivi ) também tem suas vibrações ligadas a Pouso Alto, reduzindo teosoficamente chegamos ao 3 ( 1+1+1 ), formando na cabala o quadrado mágico do Sol que somado em qualquer coluna seus números ( vertical, horizontal ou transversal ) chegando a um dígito resulta o 3.

Os caracteres do quadrado mágico estão em verde pois correspondem a Vaiú o tatwa do ar em correspondência a Saturno o planeta polar e complementar ao Sol.

 

 

Itanhandú

Tem como Tônica a Arte, o poder de transformar o que é feio, sem harmonia, em belezas e perfeições, tanto no plano físico como de alma, rumando para as belezas espirituais. O anjo regente é Gabriel, que como hierarquia dos Anjos na Cabala cuida dos reinos manifestados no estágio atual da evolução: mineral, vegetal, animal e humano.

Plasmando a Arte sagrada no Sul de Minas a cidade de Itanhandú possui ligações com um local sagrado, o deserto de El Moro nos Estados Unidos, que esparge suas vibrações para o mundo como um chacra. O chacra de referência no corpo humano é o esplênico. El Moro é o chacra da Terra da América do Norte.

 

Astrologicamente a cidade de Itanhandú é regida pelo Planeta Lua, possuindo estreitas ligações com o signo de Câncer, a sensibilidade e psiqué vibrando para o renascimento de uma nova consciência.

     

Na tradição Oculta o Planeta Lua possui ligações com o Arcano 2 “A Sacerdotisa”, que vibra todos os segredos do universo, a benevolência e o amor universal, fazendo com que a humanidade possua o direito de adentrar o segredo divino velado em seu livro e chave.

O número 369, assim como a cor violeta ( tatwa ou força sutil da natureza chamado Apas) também tem suas vibrações ligadas a Itanhandú, reduzindo teosoficamente chegamos ao 9 ( 3+ 6+ 9 = 18…1+ 8 = 9 ), formando na cabala o quadrado mágico da Lua que somado em qualquer coluna seus números ( vertical, horizontal ou transversal ) chegando a um dígito resulta o 9.

A cidade de El Moro como polaridade e complemento a Itanhandú possui a regência de Saturno, este o motivo dos caracteres estarem em verde, tatwa Vaiú em relação ao planeta Saturno polar e complementar a Lua.

 

 

 

Carmo de Minas

Tem como Tônica a Ética e a Política, o poder dos valores morais e espirituais em prol da realização verdadeira, a arte guerreira como uma política ( poli- ética ) com valores sinárquicos ( governo espiritual ) . O anjo regente é Samael, que com a hierarquia das Potências na Cabala  imprimi e realiza o movimento dos astros.

Plasmando a Ética e a Política sagradas no Sul de Minas a cidade de Carmo de Minas possui ligações com a também cidade sagrada de Chichen Itzá no México, que esparge suas vibrações para o mundo como um chacra. O chacra de referência no corpo humano é o umbilical. Chichen Itzá é o chacra da Terra da América Central.

 

Astrologicamente a cidade de Carmo de Minas é regida pelo Planeta Marte, possuindo estreitas ligações com os signos de Áries e Escorpião, a auto afirmação, realização e força para o renascimento de uma nova consciência.

         

Na tradição Oculta o Planeta Marte possui ligações com o Arcano 11 “A Força”, o equilíbrio entre o espírito e o corpo, representando uma alma pura e harmônica com imenso poder de realização.

O número 65, assim como a cor vermelha ( tatwa ou força sutil da natureza chamado Tejas) também tem suas vibrações ligadas a Carmo de minas, reduzindo teosoficamente chegamos ao 2 ( 6 + 5 = 11 … 1+ 1 = 2 ), formando na cabala o quadrado mágico de Marte que somado em qualquer coluna seus números ( vertical, horizontal ou transversal ) chegando a um dígito resulta o 2.

A cidade de Chichén Itzá como polaridade e complemento a Carmo de Minas possui a regência de Vênus,este o motivo dos caracteres estarem em azul indigo, tatwa Akasha em relação ao planeta Vênus polar e complementar a Marte.

 

 

Maria da Fé

Tem como Tônica a Ciência e a Tecnologia, a espiritualidade aliada ao avanço humano concreto, gerando os maravilhosos frutos da Era de aquário. O anjo regente é Rafael, que como hierarquia das Virtudes na Cabala gera todo o universo da forma.

Plasmando a Ciência e a Tecnologia sagradas no Sul de Minas a cidade de Maria da Fé possui ligações com a também cidade sagrada de Sidney na Austrália, que esparge suas vibrações para o mundo como um chacra. O chacra de referência no corpo humano é o cardíaco. Sidney é o chacra da Terra da Oceania.

 

Astrologicamente a cidade de Maria da Fé é regida pelo Planeta Mercúrio, possuindo estreitas ligações com os signos de Gêmeos e Virgem, a força do intelecto para o renascimento de uma nova consciência.

             

Na tradição Oculta o Planeta Mercúrio possui ligações com o Arcano 17 “A Estrela”, a esperança de um futuro melhor, a humanidade semeando e germinando através do equilíbrio entre mente e coração, conhecimento e  cultura.

O número 260, assim como a cor amarela ( tatwa ou força sutil da natureza chamado Anupadaka ) também tem suas vibrações ligadas a Maria da Fé , reduzindo teosoficamente chegamos ao 8 ( 2 + 6 +0 = 8 ), formando na cabala o quadrado mágico de Mercúrio que somado em qualquer coluna seus números ( vertical, horizontal ou transversal ) chegando a um dígito resulta o 8.

A cidade de Sidney como polaridade e complemento a Maria da Fé possui a regência de Júpiter,este o motivo dos caracteres estarem em púrpura, tatwa Adi em relação ao planeta Júpiter polar e complementar a Mercúrio.

 

 

 

São Tomé das Letras

Tem como Tônica a Literatura, a espiritualidade na escrita, gerando os maravilhosos frutos da Era de aquário. O anjo regente é Saquiel, que como hierarquia das Dominações na Cabala cria e gera os sistemas evolucionais.

 

 

Plasmando a Literatura sagrada no Sul de Minas a cidade de São Tomé das Letras possui ligações com a também cidade sagrada de Sintra em Portugal, que esparge suas vibrações para o mundo como um chacra. O chacra de referência no corpo humano é o laríngeo. Sintra é o chacra da Terra Europeu.

 

Astrologicamente a cidade de São Tomé das Letras é regida pelo Planeta Júpiter, possuindo estreitas ligações com os signos de Sagitário e Peixes,a expansão da fé, espiritualidade e conexões superiores entre humano e Deus.

             

Na tradição Oculta o Planeta Júpiter possui ligações com o Arcano 4 “O Imperador”, a estrutura e a consolidação dos valores espirituais da Era de Aquário.

O número 43, assim como a cor púrpura ( tatwa ou força sutil da natureza chamado Adi ) também tem suas vibrações ligadas a São Tomé das Letras, reduzindo teosoficamente chegamos ao 7 ( 4 + 3 = 7 ), formando na cabala o quadrado mágico de Júpiter que somado em qualquer coluna seus números ( vertical, horizontal ou transversal ) chegando a um dígito resulta o 7.

A cidade de Sintra como polaridade e complemento a São Tomé das Letras possui a regência de Mercúrio, este o motivo dos caracteres estarem em amarelo, tatwa Anupadaka em relação ao planeta Mercúrio polar e complementar a Júpiter.

 

 

Conceição do Rio Verde

Tem como Tônica a Filosofia, a Religião como “Re- ligar”,  a espiritualidade no templo, gerando os maravilhosos frutos da Era de aquário. O anjo regente é Anael, que como hierarquia dos Principados na Cabala cuida das experiências evolutivas.

 

 

 

Plasmando a Filosofia e a Religião sagradas no Sul de Minas a cidade de Conceição do Rio Verde possui ligações com a também cidade sagrada do Cairo no Egito, que esparge suas vibrações para o mundo como um chacra. O chacra de referência no corpo humano é o frontal. Cairo é o chacra da Terra Africano.

 

Astrologicamente a cidade de Conceição do Rio Verde é regida pelo Planeta Vênus, possuindo estreitas ligações com os signos de Touro e Libra,o poder de atração da Lei Divina, a humanidade junta em prol de um ideal espiritual.

          

Na tradição Oculta o Planeta Vênus possui ligações com o Arcano 3 “A Imperatriz”, a geração e plasmação de novos valores filosóficos e religiosos integrados a Era de Aquário.

O número 175, assim como a cor índigo ( tatwa ou força sutil da natureza chamado Akasha ) também tem suas vibrações ligadas a Conceição do Rio Verde, reduzindo teosoficamente chegamos ao 4 ( 13= 1 + 3 = 4 ), formando na cabala o quadrado mágico de Vênus que somado em qualquer coluna seus números ( vertical, horizontal ou transversal ) chegando a um dígito resulta o 4.

A cidade do Cairo como polaridade e complemento a Conceição do Rio Verde possui a regência de Marte, este o motivo dos caracteres estarem em vermelho, tatwa Tejas em relação ao planeta Marte polar e complementar a Vênus.

Aiuruoca

Tem como Tônica a Teurgia/ Taumaturgia, a Medicina do futuro conectada com os anjos e devas. O anjo regente é Cassiel, que como hierarquia dos Tronos na Cabala gera a vida universal.

 

 

 

Plasmando a Teurgia e a Medicina sagradas no Sul de Minas a cidade de Aiuruoca possui ligações com a também cidade sagrada de Sri Nagar na Índia que esparge suas vibrações para o mundo como um chacra. O chacra de referência no corpo humano é o coronal. Sri Nagar é o chacra da Terra Asiático.

 

Astrologicamente a cidade de Aiuruoca é regida pelo Planeta Saturno, possuindo estreitas ligações com os signos de Capricórnio e Aquário,a estruturação e disciplina necessárias para o firmamento da Grande Obra Divina na face da terra.

          

Na tradição Oculta o Planeta Saturno possui ligações com o Arcano 20 “O Julgamento”, o renascimento e a libertação dos velhos valores para que surja a integração verdadeira na Era de Aquário.

O número 15, assim como a cor verde ( tatwa ou força sutil da natureza chamado Vayu) também tem suas vibrações ligadas a Aiuruoca, reduzindo teosoficamente chegamos ao 6 ( 15= 1 + 5 = 6 ), formando na cabala o quadrado mágico de Saturno que somado em qualquer coluna seus números ( vertical, horizontal ou transversal ) chegando a um dígito resulta o 6.

A cidade de Sri Nagar como polaridade e complemento à Aiuruoca possui a regência da Lua, este o motivo dos caracteres estarem em Violeta, tatwa Apas em relação ao planeta Lua polar e complementar a Saturno.

 São Lourenço – A Síntese – 8ª Cidade

Tem como Tônica a “Iluminação”. Todas hierarquias divinas vibram em São Lourenço. Todas as vibrações das 7 cidades sagradas contribuem com  a “Luz Síntese” que dela emana. É a Nova capital Espiritual do Mundo.

 

 

 

Como foi revelado de forma profunda pelo Mestre Profº Henrique José de Souza ( JHS ), São Lourenço está conectada com as dimensões espirituais do planeta, os Mundos de Badagas, Duat, Agartha e Shamballah, sempre narrados nos conhecimentos sagrados do Oriente.

 

Astrologicamente poderíamos associar São Lourenço aos 3 planetas exteriores quando são vibrados como consciências espirituais: Plutão- A Vontade Universal ( Pai ), Netuno- O Amor Universal ( Mãe ) e Urano- A Mente Universal ( Filho ).

                    

Todos os 12 signos pertencem a São Lourenço, como se fosse a própria Mãe Divina e seu manto índigo com estrelas, gerando e protegendo tudo e todas as coisas como o Templo síntese de todas as religiões.

 

 

Na tradição Oculta, 3 Arcanos Maiores vibram as consciências de Causa- Arcano 1 – O Mago, Lei – Arcano 13 – A Morte e Efeito- Arcano 21 – O Louco, assim como as Letras Mães do Alfabeto Hebraico, Aleph com O Arcano 1, Men com o Arcano 13 e Shim com o Arcano 21.

 

         

                                                                                                  

 

O Simbolismo do “Olho do Grande Arquiteto do Universo” que a “tudo e todos vê” pode ser associado a São Lourenço, assim como a Rosa Cruz no Ocidente que representa o “Espírito na Carne”.

          

 

A Geografia das 7 cidades sagradas mais a central São Lourenço forma a Constelação de Órion, portal das Consciências espirituais e causais para o universo manifestado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: texto  Prof. Nilton Schultz 

 

Sobre Memphis e Misraïm

                            Rito Egípcio de Memphis e Misraïm – Mitologia

 

ADÃO: “O Primeiro”

Diz a Antiga Tradição que a vida surgiu em Thulé, quando Elfou  (provavelmente a mais antiga palavra para designar “Deus”) moldou uma forma e lhe conferiu o sopro da vida. A essa forma deu o nome de “Adão” (palavra aramaica que quer dizer “o primeiro”), e para consumar a Sua Obra instruiu-o nos “Mistérios da Vida”, que consistiam no conhecimento de “Tudo em Tudo”.

Quando se diz que “a Maçonaria é tão antiga quanto a própria humanidade” está-se a fazer alusão a esta mítica transmissão do “Segredo” ao Primeiro homem. Com efeito, o conhecimento de “Tudo em Tudo” continua a ser o mais antigo mistério da Maçonaria.

Desde sempre, o homem teve necessidade de se agrupar com outros homens da sua mais absoluta confiança, num espírito de solidariedade sem limites, com quem se sentia seguro e apoiado, e onde podia expor os seus conhecimentos e ideias sem receio de ser incompreendido ou mal interpretado. Não é difícil imaginar que grupos desta natureza se reunissem secretamente (para não indignar aqueles que não tivessem sido considerados dignos de os integrar), e que a sua preocupação pouco teria a ver com o simples bem-estar dos seus membros, pois o que provavelmente mais interessava a estes grupos discretos e filantrópicos era lutar pelo bem-estar de toda a comunidade, assegurar os princípios básicos da justiça social e promover o seu desenvolvimento cultural.

Para a sua própria segurança e discrição, os membros destes grupos tiveram necessidade de criar uma linguagem secreta, com recurso a símbolos, só por eles compreendida, a qual podia ser utilizada em praticamente todos os lugares e situações sem comprometer o seu sigilo.

Foi também nestes grupos restritos que, muito mais tarde, se viriam a desenvolver, preservar e transmitir as “Sete Ciências Livres”, também designadas por “Sete Artes”. Estas “Artes” são, em primeiro lugar, a Gramática, a Dialéctica e a Retórica (grupo de saberes designado por “Trivium”), e depois, a Aritmética, a Geometria, a Música e a “Astronomia” (o “Quadrivium”). O conjunto destes dois grupos (as Sete Artes) era designado por “Grande Ciência Sagrada”.

CAIM: “O Filho da Luz”

Recorrendo de novo à Tradição, constatamos um aspecto importante e pouco conhecido: Eva foi mãe de Caim, Abel e Seth (este último nascido em 930 da era antiga, no final da vida de Adão), mas apenas Abel e Seth eram filhos de Adão. Na verdade, Caim não pertence a uma pura genealogia terrena, mas sim a um cruzamento desta com a espiritual, tendo como pai Eblis (designado na Bíblia por Lúcifer).

Enquanto Caim é um “Filho da Luz”, um ser celestial ligado ao Cosmos, à investigação, ao desenvolvimento intelectual, à liberdade, ao domínio da natureza (agricultura, inventos, construção), Abel é um simples filho da matéria, portador de todos os defeitos humanos e dominado por preconceitos e superstições, não passando de um escravo da sua própria ignorância.

O Ser Radioso Eblis (ou Iblis), o pai de Caim, torna-se assim o progenitor de uma extensa dinastia paralela à humana e que se reproduz de forma idêntica. É a dinastia dos Filhos da Luz, que deu origem a Enoch, Hermes, Imhotep (construtor do templo de Edfou e da grande pirâmide de Kéops), Hiram Abif (construtor do Templo de Salomão), e a muitos outros Seres da mais elevada intelectualidade e espiritualidade.

Por se recusar a obedecer a Adão, um simples humano, O Espírito da Luz (Eblis, Lúcifer) foi expulso do paraíso terrestre. Porém, era tanto o seu brilho que só no firmamento encontrou local onde pudesse alojar-se. Por isso, converteu-se na estrela Polar, para irradiar alguma luz e ajudar a dispersar as trevas da humanidade.

Foi imensa a dor de Caim, que também era odiado pela família, a qual queria, a todo o custo, subjugá-lo e transformá-lo num ser acorrentado às limitações humanas. Quem o perseguia mais insistentemente para lograr estes propósitos era o seu irmão Abel, incumbido de tal missão por Adão. Por esta razão Caim foi obrigado a lutar pela liberdade da linhagem espiritual, negando-se a vê-la acorrentada à imperfeição e às fracas limitações humanas. Saiu vencedor desta luta, tendo sucumbido o seu irmão.

Esta passagem refere-se, como é óbvio, à luta que cada ser humano deve travar internamente, consigo próprio, no sentido de se libertar dos erros e vícios que são inerentes à condição humana.

Caim e Abel são designações de diferentes estados da evolução humana, os quais são antagónicos e irreconciliáveis. Representando Caim o BEM, a VIRTUDE e o ALTRUÍSMO, e Abel o MAL, o EGOCENTRISMO e a INVEJA, tudo isto no ser humano, é obrigação de cada um de nós “matar o mal” que em si reside. Por isso, Caim era filho do Espírito da Luz, de genealogia não humana. Fora despertado pelo seu “Pai Celeste”. Era o “novo homem” que despontava. E é também por essa razão que, explorando as antigas escrituras, chegamos ao terceiro filho de Adão – “Seth” –, que corresponde ao culminar da perfeição.

Percebemos assim que todos estes estados devem ocorrer em cada homem: começa por ser Abel (o profano), depois Caim (o iniciado), e mais tarde Seth (o iluminado). É por esta razão que a Maçonaria é “caimita”.

A incapacidade de interpretar o verdadeiro sentido (filosófico) dos textos dos antigos livros sagrados, levou ao estabelecimento de religiões contra-iniciáticas, que têm contribuído para perpetuar a ignorância.

HENOCH: “O Profeta”

Voltando à lenda bíblica…..

Dos descendentes de Caim e de sua esposa (Zila), que foram muitos e seria impossível mencionar todos, vamos agora referir o primeiro filho de Jared: Henoch (que por sua vez foi pai de Matusalém).

Henoch foi o sétimo patriarca de Israel. Nasceu no ano 1422 da era antiga. Segundo a tradição, durante um sonho foi-lhe revelado o verdadeiro nome de Deus, na condição de nunca o poder revelar ou sequer pronunciar, e noutro sonho foi informado acerca do dilúvio e da destruição que o mesmo implicava.

Perante isto, resolveu preservar da catástrofe a revelação do primeiro sonho, e gravou uma representação simbólica sobre um delta de ouro, que incrustou numa pedra cúbica (uma ágata). Esta relíquia foi guardada numa abóbada que escavou no interior de uma montanha.

JABAL, “O Artista” e TUBALCAIM, “O Mestre dos Metais” (ou “Alquimista”)

Continuando na “dinastia” de Caim, vamos destacar dois dos filhos do patriarca Lamec: Jabal e Tubalcaim (Lamec foi também pai de Noé, aos 182 anos).

A Jabal (o filho mais velho) foi revelado o segredo das Sete Artes e a Tubalcaim foram confiados os segredos da Ciência Secreta de forjar e transmutar os metais (a Alquimia).

Para preservar todos estes conhecimentos e impedir que fossem perdidos com o Dilúvio que se avizinhava (e cujos sinais os Sábios sabiam captar), os dois irmãos gravaram-nos sobre duas colunas, uma de pedra e a outra de tijolo.

O dilúvio teve lugar no ano 1657 da era antiga (2378 anos a.C.), quando as chuvas caíram ininterruptamente durante 40 dias e provocaram uma inundação que durou 160 dias.

MISRAÏM, “O Divulgador do Rito”

Misraïm era neto de Noé (filho de Cam).

Mas antes de falarmos de Misraïm torna-se necessário dar uma breve explicação da nossa interpretação de alguns aspectos importantes relativos à transmissão iniciática.

É frequente dizer-se que Adão foi o primeiro Maçom, pelo facto de ter recebido instrução sobre os Mistérios da Vida (o “Tudo em Tudo”).

Para nós, Adão não representa apenas um homem, mas a própria humanidade… de uma Era muito anterior à nossa.

Alguns destes primeiros homens não se resignavam com o que os cinco sentidos físicos lhes permitiam perceber, e desejavam ardentemente saber mais. Devia haver uma explicação para a “Vida”, para o “Universo”, para a “Morte”. Enfim… deram-se conta da sua total e absoluta ignorância acerca de quase tudo o que se relacionava com a sua existência (situação que hoje ainda se mantém).

Servindo-se das faculdades mais importantes do ser humano – a capacidade de pensar e de meditar – foram procurando explicação para muitos dos fenómenos, e alguns destes homens terão atingido estados de “elevada espiritualidade” que lhes proporcionou experiências místicas muito gratificantes.

É durante este processo transformativo, do homem rude para o homem superior, que ocorre o conflito interno “Abel” – “Caim”. È quando o homem superior (Caim) desponta em plenitude, e nele já não há lugar a vícios nem baixezas humanas (designadas por “Abel”). Purifica-se totalmente (mata “Abel”).

É evidente que estas preocupações não atingiam todos os homens, e os que optaram por continuar nas trevas da ignorância achavam que estavam certos (e que os “iniciados nos mistérios” deviam ser dissuadidos das suas pesquisas e voltar a ser como eles).

Isto é referido na lenda bíblica quando refere que a família estava contra ele, por ter “morto Abel”.

Foi por isso que a transmissão dos segredos inerentes ao processo que conduz à “iluminação espiritual” teve que passar a efectuar-se secretamente (para evitar o confronto, inútil e desagradável, com os que preferem viver nas trevas da ignorância e cultivar os vícios e os prazeres insanos).

Vamos agora, finalmente, falar de Misraïm.

Os historiadores maçónicos da tradição “noaquita” afirmam que aquilo que veio a conhecer-se como Maçonaria Egípcia foi transmitido secretamente, pelos iniciados de todas as épocas, de geração em geração, até chegar a Noé. Este, por sua vez, transmitiu os ensinamentos aos seus filhos, e a cadeia iniciática nunca se perdeu. Misraïm levou o conhecimento secreto para o Egipto. Com ele criou o mais antigo Rito Maçónico e estabeleceu-o nas margens do Nilo. Os filhos de Misraïm prosseguiram a cadeia iniciática e instalaram o Rito nas cidades por eles fundadas no Egipto e na Palestina (a Bíblia refere-se à fundação de cidades pelos filhos de Misraïm (Génesis: 10, 13).

Hermes (a que nos referiremos a seguir) descobriu os segredos antes de ser formalmente “iniciado”.

HERMES TRIMEGISTO (Thoth, Mercúrio, Sírio ou Lugh)

Júpiter (ou Zeus), o mais poderoso dos deuses, teve sete esposas, para além de incontáveis amores com ninfas e mortais, de quem foram gerados diversos filhos.

Hermes nasceu dos seus amores com Maya (uma das filhas do Deus Atlas) e Lúcifer dos amores com Aurora.

Por esta razão, Hermes e Lúcifer são irmãos (ou melhor, meio-irmãos).

Hermes foi preceptor de Ísis (que era a filha mais velha do mais antigo dos deuses referidos na antiguidade: Cronos (ou Saturno, o Deus Humano e o Pai do Tempo). Diz-nos Plutarco que Hermes foi o inventor da linguagem secreta, foi o primeiro legislador, e foi quem ensinou à humanidade o culto dos deuses e o modo de construir os templos para a sua adoração.

Após o abaixamento das águas diluvianas, coube a Hermes a descoberta das duas colunas onde Jabal e Tubalcaim registaram o conhecimento das Ciências e das Artes Secretas.

Compreendendo a importância de tais conhecimentos, Hermes toma a iniciativa de os transmitir a um reduzido número de homens que ele considera suficientemente preparados, não apenas para os manter em segredo, mas para lhes dar utilidade, de forma discreta (e por sua vez transmiti-los a outros, que se encontrassem preparados para os receber).

Após a avaliação dos escolhidos para transmissão do conhecimento “hermético” (palavra que deriva do seu nome, e que entrou no léxico comum com o significado de “vedado”, “selado”, “bem fechado”, mas que em sentido iniciático quer dizer “secreto” ou “desconhecido dos profanos”), Hermes dá os primeiros passos nas revelações secretas, processo que culmina na ordenação dos seus discípulos como Sacerdotes do “Deus Vivo”. Estes homens tornam-se os detentores de todos os segredos das Ciências, das Artes, e dos Mistérios dos Símbolos. Alguns destes sábios vieram a tornar-se os mais altos dignitários do Estado egípcio e ocuparam cargos de relevo na administração do país.

Com o famoso aforismo “O que está em cima é como o que está em baixo”, Hermes revela a Lei da Analogia que permite compreender o macrocosmos a partir das observações do microcosmos e encerra a síntese de todo o saber hermético.

Ele referia-se também a uma força misteriosa, que designava por «forte força da força», a qual se encontra em todos os homens, mas que poucos se preocupam em despertar. Representou simbolicamente essa força no «caduceo», onde duas serpentes se entrelaçam num bastão.

Diz a tradição que foi o próprio Deus (seu pai) quem iniciou Hermes no conhecimento das ciências e das artes e o designou por “Trimegisto” ou “Três Vezes Grande” (Grande em qualidades humanas, Grande Sábio e Grande Mestre), inspirando-o a receber as mais altas iniciações em todos os templos de sabedoria do mundo (Índia, Tibete, Pérsia, Etiópia e Egipto), onde se tornaria conhecedor de todas as doutrinas e cerimónia sagradas. O propósito era torná-lo instrutor da humanidade e habilitá-la a deixar registos escritos dos seus saberes, pensamentos e emoções.

De acordo com a mesma tradição, Hermes terá sido o autor dos hieróglifos, que permitiram aos egípcios registar a sua cultura e a sua teologia.

Hermes (Thoth) é citado no Livro dos Mortos como “o que pesa as almas”: «…A tua alma foi pesada e foi encontrada falta de peso…».

Hermes foi também instrutor dos Gregos e venerado pelos Celtas.

Para os antigos egípcios Thoth foi classificado como o Deus da Sabedoria e da escrita, o guardião dos arquivos sagrados e da magia (que integrava a própria religião); para os gregos, Hermes foi o mais excelso de todos os Sábios. Também integrou o panteão celta, como “Lugh”, o Ser Superior e Mestre de todos os saberes, protector das almas dos mortos que passavam a barreira do desconhecido, e dos vivos que o evocavam pedindo a Sabedoria Ancestral.

A corrente iniciática tradicional da Maçonaria não é outra coisa que o «Hermetismo», porque em toda a sua história se tem ocupado da filosofia tradicional e da síntese de todos os conhecimentos, desde as épocas mais recuadas, reconhecendo no homem a síntese microcósmica de todas as cosas, como parte de um «Todo» Macrocósmico, e que está latente nele a capacidade para compreender as Verdades Superiores.

O estudo das primeiras civilizações da humanidade permite compreender a existência de uma espécie de hierarquia oculta. Diz a tradição que esta hierarquia é constituída por Reis Sacerdotes, iniciados nos mistérios, a qual forma uma fraternidade teocrática de Sábios. Esta fraternidade mereceu a designação genérica de «Grande Loja Branca», e a sua chefia esteve a cargo de Melquisedek (Melchisedech ou Melquizedech), “Rei Sacerdote”, “Rei de Salem”, “Mestre do «Deus Altíssimo”. (Estas coisas devem ser interpretadas e compreendidas…)

Ao longo dos séculos, a Grande Loja Branca (ou Grande Fraternidade Branca) tem sido a fiel guardiã de todos os segredos e mistérios do Universo e a transmissora da Doutrina Sagrada. Os “Magos” Melchior, Gaspar e Baltasar, citados na tradição Cristã, eram “Reis Sacerdotes” desta fraternidade.

O TRADICIONAL USO DOS SÍMBOLOS NA MAÇONARIA

Os obreiros especializados nas grandes obras de arquitectura encontravam-se espalhados por todos os povos e culturas, falando diferentes línguas.

Phalec (nome dado também ao anjo Camael), um famoso arquitecto da antiguidade (relacionado com a construção da torre Etemenanki, ou “Babel”, que em assírio que dizer “confusão”), vendo-se impossibilitado de comunicar com os mestres e obreiros com as palavras da sua língua natal, estabeleceu códigos através de símbolos e sinais.

Esta tradição de comunicar por símbolos é uma das mais antigas características da maçonaria egípcia, e terá sido justamente Misraïm quem a levou para o Egipto, tendo sido grande valia para a construção das pirâmides.

Misraïm foi o fundador da primeira dinastia egípcia, a que se refere a tradição quando fala do mitológico “rei escorpião”.

Vinte e cinco séculos antes da era Cristã, no reinado de Kéops, o uso dos símbolos e sinais, associado ao conhecimento astronómico, cosmológico e geométrico, permitiu revelar na grande pirâmide um manancial de impressionantes conhecimentos (nas medidas arquitectónicas, na estrutura, no aproveitamento dos espaços interiores, e na própria decoração).

Todos os construtores egípcios integravam sociedades secretas iniciáticas, destacando-se uma delas, fixada em Deir el Medineh, onde era praticada a antiga Maçonaria. Estas sociedades funcionavam não apenas com finalidade iniciática-ritualística, mas também como agremiações do tipo “sindical”, sendo ali estudadas as reivindicações a apresentar pelos obreiros e também todas as leis e códigos de actuação que lhes serviriam de guia.

No museu do Cairo existe documentação comprovativa destes factos, respeitante ao ano 29 do reinado de Ramsés II, na 19ª dinastia.

Todas as obras eram consagradas ao “Soberano Arquitecto dos Mundos”.

Para a Maçonaria Egípcia, a data da construção da grande pirâmide marca o primeiro ano do calendário Maçónico. E esta data corresponde ao ano4000 a.C..

 

O Caminho – Sai Baba

Caros irmãos,

Como parte dos ensinamentos que recebemos em nossos trabalhos, nos foi orientado a termos consciência do trabalho a ser realizado, da importância de que é necessario, antes de tudo, conhecermos a nós mesmos e o representamos no cenário das realizações Divinas. Estes ensinamentos, que ha muito já era ensinado, são uma das chaves para a evolução espiritual do homem, vejamos abaixo o que nos diz Sai Baba no livro O Caminho. Eu os convido a leitura.  

“Se você deseja paz e alegria, você deve viver no amor.

 Somente através do amor, você encontrará paz interior.

 Somente através do amor, você encontrará a verdadeira alegria.

 O amor floresce através das ações de dar e perdoar.

 Desenvolva o seu amor.

 Mergulhe no amor.”

Essas palavras de Sai são uma torrente de amor fluindo para você.

 Encarnações do Amor,

 Há muitos campos do conhecimento, mas há apenas um conhecimento supremo. Este conhecimento supremo é o autoconhecimento, o conhecimento do ser imortal. É o conhecimento de sua realidade imutável, seu verdadeiro ser – aquele que jamais nasceu e o qual jamais morrerá. Há muitos outros tipos de conhecimento. Há os diferentes campos da arte, ciências, comércio e educação. Mas tais conhecimentos irão ajudá-lo apenas a atingir os objetivos transitórios do mundo, e também prazeres mundanos. Para realizar a eterna bem-aventurança, que é a sua própria natureza, você deve possuir o autoconhecimento. Este é o único conhecimento que irá habilitá-lo a perceber a paz interior e a alegria sem fim que é a sua própria realidade, sua verdadeira identidade. Ao brilhar com o autoconhecimento, você se torna o próprio amor. Você se torna puro e completamente sem ego. Assim, você estará sempre em perfeita harmonia com toda a existência.

 Conhecer a Si mesmo é conhecer a Deus

 Autoconhecimento não é diferente do conhecimento de Deus. O sagrado conhecimento de Deus e o sagrado conhecimento do ser imortal são um e o mesmo. Estes são a única sabedoria divina. Ao realizar o ser uno onipresente, você irá se estabelecer na consciência da unidade. Então, você verá apenas a unidade em toda a diversidade que está a sua volta. A partir de então, você transcenderá a existência mundana e obterá a imortalidade que esteve procurando.

 Qual é a base para esse conhecimento supremo? É a pureza da mente. Para purificar a mente você deve preencher toda a sua vida com espiritualidade. Engaje-se em atividades nobres. Associe-se a pessoas espiritualizadas. Observe uma conduta exemplar em sua vida diária. Esforce-se para cumprir seu dever com perfeição. Viva uma vida de serviços desinteressados e atos virtuosos. Estude os sábios ensinamentos do passado, pratique-os no seu dia a dia. Deixe que esses ensinamentos sejam os marcos do seu caminho. Assim, sua mente irá se tornar pura. E com uma mente pura, você será capaz de discriminar entre o permanente e o temporário; entre o que é benéfico e o que é prejudicial a seu progresso espiritual. Então, todas as suas atividades habituais do cotidiano tornar-se-ão sagradas e a graça de Deus será derramada sobre você.

 Hoje, você pode ser altamente educado em conhecimento mundano; você pode ser um grande estudioso das escrituras sagradas ou um “expert” em varias áreas e ter renome mundial. Mas todas as suas conquistas e títulos não podem lhe proporcionar verdadeira sabedoria. Para ser verdadeiramente sábio e remover a aflição de seu coração, você deve saber quem você realmente é. Você deve realizar seu ser imortal. Você não pode transcender a aflição por qualquer outro meio. Apenas o conhecimento de seu ser verdadeiro irá permiti-lo transpor todo sofrimento e miséria. Este é o único conhecimento capaz de proporcionar alegria completa. Ao dominar um campo do conhecimento mundano, você obtém o respeito de seus semelhantes. Você pode se tornar famoso e satisfazer todas as suas aspirações mundanas; mas, somente ao adquirir o autoconhecimento, você merece e ganha a graça de Deus. Quando obtiver a graça, você irá se tornar sempre repleto de bem-aventurança. Você desfrutará a alegria suprema.

 Quem são aqueles que merecem obter esse conhecimento sagrado? Estará este reservado, como alguns argumentam, aos idosos; ou serão as crianças também merecedoras? Deverá este ser dado apenas aos iniciados religiosos ou também àqueles que não possuem base religiosa? Deverá este ser restrito aos homens, ou as mulheres também estarão qualificadas? Na verdade, para obter essa sabedoria, raça, cor, idade, sexo, nacionalidade ou posição social não têm qualquer importância. O sábio Valmiki, em idade jovem, era um ladrão de beira de estrada; o sábio Narada nasceu de uma modesta criada; ainda assim, ambos se tornaram grandes expoentes espirituais. Todos estão igualmente aptos a adquirir esta suprema sabedoria.

 O Senhor vem àqueles que possuem devoção por Ele; Ele olha o coração e não o “status” externo. Desenvolva a sua devoção. Devoção é muito importante para a vida humana. O Senhor disse na Gita: “Você se torna muito querido a Mim quando Me serve com o coração repleto de amor”.

 Fé em Si mesmo e Fé em Deus

 Quando Deus o aconselha a desenvolver sua devoção, não quer dizer que você deva negligenciar seus deveres mundanos. Prepare-se bem para desempenhar todas as suas tarefas no mundo. Cuide para aprender adequadamente o conhecimento mundano necessário ao desempenho de seus deveres. O mais importante: tenha sempre fé em si mesmo, fé em que você é capaz de cumprir o papel para o qual você nasceu como ser humano. Fé em si mesmo e fé em Deus são os verdadeiros segredos da grandeza. Na verdade, fé em si mesmo e fé em Deus são a mesma coisa; pois fé em si mesmo significa ter fé em sua natureza divina inata.

 O conhecimento mundano pode proporcionar apenas alimento e abrigo, enquanto o autoconhecimento proporciona o maior de todos os tesouros: a percepção de sua própria realidade. Ainda assim, sem um pouco de conhecimento do mundo, você não será capaz de obter o conhecimento sobre o eterno. Você não deve ser descuidado na esfera do conhecimento mundano. O conhecimento espiritual precisa ser equilibrado com o conhecimento mundano. Os sábios Valmiki e Vyasa foram honrados por todos. Eles escreveram muitas escrituras sagradas, incluindo os eternos Ramayana e Mahabharata. Eles foram grandes expoentes espirituais; no entanto, eles também eram bem versados em conhecimento mundano. De outra forma, como eles jamais poderiam ter escrito esses grandes clássicos?

 Tudo no mundo vem de Deus. Como tudo vem dele, o que é possível oferecê-lo? A única coisa que você pode oferecê-lo é o seu amor. Isso é tudo que ele espera de você. Essa é a razão pela qual o poeta cantou:

 Amado Senhor, Tu és a realidade onipenetrante.

 Estando o universo cheio de Ti, como posso construir um templo para Ti?

 Sendo Tu tão efulgente quanto milhões e mais milhões de sóis, como posso oferecer-Te minha pequena chama de vela?

 Sendo Tu a realidade interna de todos os seres, como posso chamar-Te por um nome específico?

 Estando todo o universo em Teu estômago, como posso oferecer-Te um pouco de comida com devoção?

 Tudo que posso oferecer-Te é o meu amor, e tudo que posso esperar por fazer é esvaziar meu ser em Ti, que és o oceano do divino amor.

 O Sem Forma Assume uma Forma

 Para satisfazer os anseios humanos, vocês dão nome e forma ao Senhor. Mas, na realidade, Ele não possui forma alguma. Mesmo assim, Ele assumirá uma forma para que vocês possam expressar devoção e adorá-Lo; satisfazendo suas ânsias espirituais. Seja qual for a forma do Senhor escolhida por você, adore com o coração cheio de amor.

 Ramakrishna não era um homem culto, ele mal sabia ler; mas sua mente estava engajada em adorar a Divina Mãe. Com o coração transbordante de amor, ele dedicou toda a sua vida a adorar a Divina Mãe. Ele estava vivendo com apenas 5 rupias por mês; era o suficiente para todas as necessidades que tinha. Através de sua intensa e concentrada devoção, ele se tornou luminoso. Hoje, ele é bem conhecido em todo o mundo; você pode encontrar Centros de Ramakrishna (Ramakrishna Mission) em toda parte. Ele é honrado universalmente.

 De igual maneira, um ladrão como Ratnakara se tornou o grande sábio Valmiki devido ao seu amor por Deus. Prahlada era o filho de um demônio; mesmo assim, ele se tornou luminoso e puro com o divino amor que nutria por Deus. Hanuman, um macaco, por repetir o nome de Rama, tornou-se um ser glorioso e é honrado em toda a Índia. Jatayu era um pássaro que, devido a seu grande amor por Rama, imergiu no princípio divino quando chegou a hora de deixar o corpo físico. Para ter devoção a Deus, raça, credo, sexo ou qualquer outra distinção não faz a menor diferença. Todos estão igualmente aptos.

 O capítulo sobre devoção é o mais importante capítulo na Gita. Esta é a razão pela qual começamos com ele hoje. Devoção não é meramente repetir o nome de Deus. Trata-se de um amor puro e imortal por Deus. Esse amor é completamente sem ego em sua natureza, desprovido de qualquer desejo mundano. É puro, permanente e eterno. Este amor divino deve ser praticado constantemente em sua vida diária.

  Consciência Divina

 De início, você deve saber quem você realmente é. Você é o corpo? Se você é o corpo então por que você afirma: “Este é meu corpo” ? Se o chama de “seu corpo”, então você deve ser algo diferente do corpo. Quando você diz “meu coração”, isso quer dizer que você é algo diferente de seu coração. Seu coração é algo possuído por você, que é o dono. Você diz: “…este é meu irmão, esta é minha irmã, esta é a minha mente, meu corpo, meu intelecto… .” O elemento comum (imutável) em todas essas declarações é “meu/minha”. Existe um verdadeiro “Eu” que está por trás do pequeno “meu/minha”, o qual os origina. Trata-se, na realidade, da consciência mais profunda em cada pessoa e em cada objeto. Este é o Eu universal, a consciência divina. A consciência divina está em toda parte. Está dentro de você, em volta de você, abaixo, acima e também a seu lado. Na verdade, ela é você.

 A consciência divina pode ser encontrada em qualquer lugar, em qualquer coisa no mundo. Mas, para perceber isto, a mente deve se tornar introspectiva. Você deve ser guiado por dentro e buscar sua própria verdade. Você deve perceber que você não é isso ou aquilo…: você não é a mente, você não é o corpo, você não é o intelecto. Então, quem é você? A resposta vem: “eu sou eu”. Este é o correto caminho para a auto-realização. Essa jornada só pode se desenvolver quando você segue o caminho do amor, a senda da devoção. Para buscar Deus, não há outro caminho.

 Onde quer que você olhe, o sem forma assumiu formas. Deus está presente em toda parte. Mas para que você possa compreendê-Lo, Ele assumiu uma forma e um nome específicos. Ele está em toda parte como a divindade sem forma; mas, antes que possa perceber isto, você deve desenvolver amor e devoção a Deus com forma. Assim, no começo, você adentra o caminho devocional no degrau mais baixo e adora Deus com nome e com forma. Então, aos poucos, passo a passo, você alcança o estado mais elevado. Você retira sua mente do mundo exterior e adora Deus sem forma; até que, finalmente, você percebe sua própria realidade como sendo o princípio divino sem forma. Isto é auto-realização.

 Trabalho, Adoração e Sabedoria

 Sem flores não pode haver frutos. O processo de maturação das flores em frutos verdes e, depois, em frutos maduros pode ser comparado ao processo de auto-realização. O estágio da floração corresponde ao caminho do serviço. Quando avançamos para o estágio dos frutos verdes é o caminho da devoção. Quando os frutos se tornam maduros e cheios do doce néctar da sabedoria, então este caminho se torna o do autoconhecimento. Nesse estágio, as flores dos bons trabalhos e serviço se transformam, através do amor e devoção, nos doces frutos da sabedoria. Assim, bons trabalhos conduzem naturalmente à adoração, ao desapego e, em seguida, à sabedoria. Na jornada espiritual não basta apenas adorar, você deve se engajar em bons trabalhos. Contudo, seu trabalho irá se transformar em adoração quando você regar cada ato com amor por Deus e oferecer todos os seus trabalhos a Ele.

 Enquanto você está nesse mundo, você deve engajar-se no trabalho. O trabalho é muito importante para os seres humanos. É através de seus trabalhos que vocês aprendem a harmonizar pensamentos, palavras e ações. Para as grandes almas, pensamentos, palavras e ações estão sempre harmonizados. No começo, quando ainda há grande quantidade de desejos, você não será capaz de trabalhar sem o desejo de gozar os frutos. Mais tarde, no entanto, você irá se tornar totalmente sem ego e despreocupado com os resultados de seu trabalho. Dessa forma, gradualmente, seu trabalho vai se transformando em adoração e, no devido tempo, você estará fazendo tudo apenas por amor a Deus.

 A verdade é uma, mas os sábios a chamam por diversos nomes. A divindade é uma, mas muitos nomes são usados para falar da realidade una e absoluta. Do uno surgiu a diversidade. Quando uma criança nasce é chamada de bebê. Conforme vai crescendo se torna um jovem. Depois dos vinte, se torna um adulto e, depois, pai ou mãe. Ainda em vida, mais tarde, se torna avô ou avó. Mas todas essas são uma e a mesma entidade. Da mesma maneira, a realidade última é sempre una e a mesma. Quando perceber essa unidade e permanecer firmemente estabelecido na única divindade subjacente a todos os nomes e formas que mudam, você terá atingido algo que realmente vale a pena.

 A Extinção da Ilusão

 Tenha um claro entendimento da Gita em seu coração. Qual é a essência dos ensinamentos da Gita? Alguns acham que é o caminho do serviço e da ação. Da mesma forma, outros acham que é o caminho do conhecimento e da sabedoria. Mas essas são verdades parciais. A Gita se inicia com um verso cuja primeira palavra é “dharma”, que significa dever ou ação correta. O verso conclusivo da Gita termina com a palavra “meu”. Quando essas palavras são unidas formam “meu dever” ou “meu trabalho”. Essas palavras resumem todo o ensinamento da Gita. Isso quer dizer que você deve realizar seus deveres prescritos até os limites da capacidade humana para a excelência e perfeição, fazendo o trabalho apropriado à fase da vida em que você se encontra.

 Sendo um estudante, estude bem suas lições. Sendo um chefe de família, faça seu trabalho e cuide das responsabilidades de sua família de maneira apropriada. Sendo um aposentado, faça os deveres apropriados a esse estágio da vida; e se você renunciou ao mundo para se engajar na contemplação da realidade, então, firme-se nesse caminho. Quando você cumpre seu dever da melhor maneira possível, fazendo-o de maneira sincera e consciente, então não haverá mais confusão ou miséria.

 Arjuna teve de cumprir seu dever no campo de batalha. Seu papel era ser um guerreiro, combater o mal e proteger os bons. Mas, ao ver os amigos e parentes perfilados em ambos os lados do campo de batalha, ele esqueceu sua forte resolução de lutar pelo que era certo, luta para a qual ele havia se preparado por muito tempo. Ele se tornou cheio de apego e ilusão e largou seu arco no chão. Ele abandonou seu dever e se tornou miserável. Krishna ensinou a Arjuna como se livrar do desespero aderindo ao dever prescrito. Krishna ensinou a Arjuna a verdade sobre o ser imortal e mostrou que seu dever era seguir as propensões internas do Senhor, que estava dentro do coração. Quando Krishna terminou seus ensinamentos, ele perguntou a Arjuna: “Teus apegos e ilusões desapareceram?” Arjuna pegou seu arco e respondeu: “Meu desespero sumiu completamente. Toda minha ilusão se foi. Farei como Tu comandas!”

 Enquanto estiver iludido, você estará num estado de escravidão. Quando você sofre de ilusão ou forte paixão, a liberação é impossível. A liberação não está, de forma alguma, relacionada aos prazeres mundanos. Liberação não é um carro com ar condicionado ou uma vida confortável. Liberação é a completa destruição da ilusão, a extinção de todos os apegos mundanos, a incineração de todos os desejos egoístas.

 De agora em diante, faça seu dever com perfeição e se torne um exemplo para a humanidade. Aplique os ensinamentos da Gita em sua vida diária e seja abençoado com Graça. Muitos de vocês estão apenas perdendo tempo. Comece hoje a reformar a si mesmo. Não percam tempo. Tempo é Deus. Todos os dias, dedique algum tempo a esses ensinamentos sagrados e contemple seu significado interno. Uma vez entendidos, ponha os ensinamentos em prática. Só assim, você será capaz de viver uma vida sagrada, uma vida de pureza e perfeição, que é a característica de um verdadeiro ser humano.

Axiomas Hermeticos

Queridos irmãos,

Como citamos em artigo anterior, os princípios Herméticos tem particularidades expressivas dentro dos ritos de Umbanda, são eles verdades incontestáveis para aqueles que querem praticá-la. Para melhor entendimento, segue uma pequena esplanação a respeito, eu os convido a leitura.

 

AXIOMAS** HERMÉTICOS

 “A posse do Conhecimento sem ser acompanhada de uma manifestação ou expressão em Ação é como o amontoamento de metais preciosos, uma coisa vã e tola. O Conhecimento é, como a riqueza., destinado ao Uso. Lei do Uso é Universal, e aquele que viola esta lei sofre por causa do seu conflito com as forças naturais.” – O CAIBALION

Os Preceitos herméticos, conquanto sempre tenham sido bem guardados na mente dos seus afortunados possuidores, pelas razões que já dissemos, nunca foram destinados a ser simplesmente acumulados e ocultados. A Lei do Uso está contida nos preceitos, como podeis ver pela referência à citação acima do Caibalion, que a estabelece energicamente. O Conhecimento sem o Uso e a Expressão é uma coisa vã, que não traz bem algum ao seu possuidor ou à sua raça. Guardai-vos da avareza mental e expressar em Ação aquilo que aprendesses. Estudai os Axiomas e Aforismos, mas praticai-os também.

Damos a seguir alguns dos mais importantes Axiomas herméticos do Caibalion, com alguns comentários juntos a cada um deles. Fazei-os vós mesmos, praticai-os e usai-os, porque eles não são realmente vossos enquanto não os tiverdes Usado.

.’Para mudar a vossa disposição ou vosso estado mental, mudai a vossa vibração.” – O CAIBALION

Todos podem mudar as suas vibrações mentais por um esforço da Vontade na direção determinada, fixando a Atenção sobre um estado mais desejável. A Vontade dirige a Atenção, e a Atenção muda a Vibração. Cultivai a Arte da Atenção, por meio da Vontade, e aprendereis o segredo do Domínio das Disposições e dos Estados mentais.

“Para destruir uma desagradável ordem de vibração mental, ponde em movimento o Pripicípio de Polaridade e concentrai-vos sobre o Pólo Oposto ao que desejais suprimir. Destruí o desagradável mudando a sua polaridade.” – O CAIBALION

Esta é uma das mais importantes das fórmulas herméticas. É baseada em verdadeiros princípios científicos. Nós vos dissemos que um estado mental e o seu oposto eram simplesmente os dois pólos de uma só coisa, e que a polaridade pode ser invertida pela Transmutação Mental. Este princípio é conhecido pelos psicólogos modernos, que o aplicam para a destruição de hábitos desagradáveis, mandando os seus discípulos concentrarem sobre a qualidade oposta. Se fordes possuídos pelo medo, não percais tempo tratando de destruir esse medo, mas cultivai imediatamente a qualidade da Coragem, e o Medo desaparecerá. Muitos escritores exprimiram esta idéia muito claramente empregando o exemplo do quarto escuro. Não deveis tirar a Escuridão, mas simplesmente abrindo as janelas e entrando a Luz, a Escuridão desaparece. Para destruir uma qualidade Negativa, concentrai-vos sobre o Pólo Positivo dessa mesma qualidade, e as vibrações se mudarão gradualmente do Negativo ao Positivo, até que finalmente fiqueis polarizado no 010 Positivo em vez de no Negativo. O inverso é também verdade, como muitos criaram as suas mágoas, quando puseram-se a vibrar constantemente no pólo Negativo das coisas, Pela mudança da vossa polaridade podeis dominar os vossos defeitos, mudar os vossos estados mentais, refazer as vossas disposições, e formar o caráter. Muitos dos Domínios Mentais dos hermetistas avançados são devidos a esta aplicação da Polaridade, que é um dos mais importantes aspectos da Transmutação Mental. Lembrai-vos do Axioma Hermético (citado previamente), que diz:

“A Mente (tão bem como os metais e elementos) pode ser transmutada de estado em estado, de grau em grau, de condição em condição, de pólo em pólo, de vibração em vibração.” – O CAIBALION –

O domínio da Polarização é o domínio dos princípios fundamentais da Transmutação Mental ou Alquimia Mental, porque, a não ser que adquira a arte de mudar a sua própria polaridade, ninguém poderá influir sobre os que o rodeiam. A compreensão perfeita deste princípio tornará a pessoa apta a mudar a sua própria Polaridade, bem como a dos outros, se ela quiser empregar o tempo no estudo e na prática necessária para possuir a arte. O princípio é verdadeiro, mas os resultados obtidos dependem da paciência e da prática persistente do estudante.

O Ritmo pode ser neutralizado pela aplicação da Arte de

Polarização.” – O CAIBALION –

Como explicamos nos capítulos antecedentes, os hermetistas ensinam que o Princípio de Ritmo se manifesta no Plano Mental tanto como no Plano Físico, e que a contínua sucessão de disposições, sensações, emoções e outros estados mentais, é devida ao movimento à direita e à esquerda, por assim dizer, do pêndulo mental que nos leva de um extremo de sensação a outro extremo. Os hermetistas ensinam também que a Lei de Neutralização habilita a pessoa a dominar, em grande parte, a ação do Ritmo no conhecimento interior ou consciência. Como explicamos, há um Plano Superior de Consciência, do mesmo modo que um Plano Inferior ordinário, e o Mestre elevando-se mentalmente ao Plano Superior faz um movimento do chamado pêndulo mental manifestar-se no Plano Inferior, e ele, estando. no Plano Superior, escapa conscientemente do movimento inferior. Isto efetua-se pela polarização na Seidade Superior, e depois transportando as vibrações mentais do Ego acima das do plano ordinário de consciência. Isto é semelhante ao elevamento acima de uma coisa, deixando-a passar por baixo de vós. O hermetista avançado polariza-se no Pólo Positivo do seu Ente: o pólo “Eu sou”, ao contrário do pólo da personalidade, e pela recusa e negação da ação do Ritmo, eleva o seu próprio plano de consciência, e permanentemente firme na Manifestação do seu Ente, deixa o pêndulo mover-se no Plano Inferior sem mudar a sua Polaridade. Isto é realizado por todas as pessoas que atingiram todos os graus do domínio próprio, quer compreendam a lei quer não. Tais pessoas simplesmente recusam deixar-se mover pelo pêndulo das condições ou emoções, e, afirmando constantemente a sua superioridade, permanecem polarizadas no polo Positivo. O Mestre, por conseguinte, atinge um grau muito grande de progresso, porque compreende a lei que está dominando por uma lei superior, e pelo emprego da sua Vontade alcança um equilíbrio e estabilidade Mental quase impossível de ser acreditado pelos que se deixam mover à direita e à esquerda pelo pêndulo mental das condições e emoções.

Contudo, lembrai-vos sempre que não podeis destruir realmente o Princípio de Ritmo, porque ele é indestrutível, Podeis simplesmente vencer uma lei contrabalançando-a com outra, e assim manter-vos em equilíbrio. As leis do balanço e contrabalanço estão em ação tanto nos planos mentais como nos físicos, e a compreensão destas leis habilita o homem a parecer destruir as leis, quando ele simplesmente exerce um contrabalanço.

“Nada escapa do Princípio de Causa e Eleito, mas existem vários Planos de Causalidade, e pode-se empregar as leis do plano superior para vencer as leis do inferior.” – O CAIBALION Pela compreensão das práticas da Polarização, os hermetistas elevam-se a um plano superior de Causalidade e assim contrabalançam as leis dos planos inferiores de Causalidade. Tornando-se aptos a dominar as suas condições e emoções e a neutralizar o Ritmo, como já explicamos, eles podem escapar de uma grande parte das operações de Causa e Efeito do plano ordinário.

As massas populares são impulsionadas, obedientes aos seus guias, às vontades e desejos dos outros mais fortes que elas, aos efeitos das tendências hereditárias, às sugestões dos que as rodeiam, e a outras coisas exteriores, que tendem a move-Ias no tabuleiro de xadrez da vida como simples peões. Elevando-se sobre estas causas influentes, os hermetistas avançados alcançam um plano elevado de ação mental, e dominando as suas condições, seus impulsos e suas sensações, criam para si novos caracteres, qualidades e poderes, pelos quais dominam os que ordinariamente o rodeiam, e assim tomam-se praticamente jogadores em vez de simples peões. Tais pessoas ajudam inteligentemente a jogar a partida da vida, sem serem movidas no seu caminho e caminhando com mais força e vontade. Empregam o Princípio de Causa e Efeito, sem serem empregados por este. Sem dúvida que ainda as mais elevadas estão sujeitas ao Princípio como ele se manifesta nos planos superiores, mas nos planos inferiores da atividade são Senhores em vez de Escravos. Diz o Caibalion:

“Os Sábios servem no plano superior, mas governam no inferior. Obedecem às leis que vêm de cima deles, mas no seu próprio plano e nos inferiores a eles, governam e dão ordens. E assim fazendo formam uma parte do Princípio, sem se oporem a este. O sábio concorda com a Lei, e compreendendo o seu movimento, ele o opera em vez de ser cego escravo. Do mesmo modo que o hábil nadador volta o seu caminho e jaz este caminho, conforme a sua vontade, sem ser como a barca que é levada para cá e para lá: assim é o sábio em comparação do homem ordinário; e, contudo, o nadador e a barca, o sábio e o ignorante, estão sujeitos à Lei. Aquele que compreende isto está, bem no caminho do Domínio.” – O CAIBALION –

Em conclusão, permiti-nos chamar a vossa atenção para o Axioma Hermético:

“A verdadeira

Transmutação Hermética é uma Arte Mental.” – O CAIBALION –

No axioma acima, os hermetistas ensinam que a grande obra de influenciar a sua própria roda é realizada pelo Poder Mental. O Universo sendo totalmente mental, é claro que só poderá ser governado pela Mentalidade. E nesta verdade acha-se contida uma explicação dos diversos poderes mentais que estão tomando muita atenção e estudo nestes primeiros anos do Vigésimo Século. Debaixo e atrás do véu das doutrinas dos diversos cultos e escolas, acha-se ainda constantemente o princípio da Substância Mental do Universo. Se o Universo é Mental na sua natureza substancial, segue-se que a Transmutação Mental pode mudar as condições e os fenômenos do Universo. Se o Universo é Mental, a Mente será o poder mais elevado que produz os seus fenômenos. Se se compreender isto, tudo o que é chamado milagres e prodígios será considerado pelo que realmente é.

 

“O TODO é MENTE; o Universo é Mental.”

Fonte O CAIBALION

**Axioma- s.m. Princípio evidente por si mesmo, particularmente em matemática. O matemático grego Euclídes definiu o axioma como uma noção comum, ou seja, uma afirmação geral aceita sem discussão. Um exemplo de axioma é: “a parte é menor que o todo”.

 

também –Axiomas são verdades inquestionáveis universalmente válidas, muitas vezes utilizadas como princípios na construção de uma teoria ou como base para uma argumentação. A palavra axioma deriva da grega axios, cujo significado é digno ou válido. Em muitos contextos, axioma é sinónimo de postulado, lei ou princípio.

 

Os Sete Princípios Herméticos e a Umbanda

No caminho do aprendizado na Umbanda, deparamos com dúvidas e perguntas, sendo que muitas delas, nos leva necessidade de buscar informação em outras raízes e/ou tradições.

Já sabemos que a Umbanda é um celeiro de possibilidades e com certeza, nos permite transitar por elas recolhendo ensinamentos, estes, que são amplamente aplicados pelos Guias Espirituais, sendo que uma vez recebidos, nos direciona para outro caminho que é a pesquisa, seja ela religiosa ou magística.

Há quem entenda que a pesquisa possa levar o médium ao animismo, mas, sendo a pesquisa balizada em busca verdadeira das suas condições e motivações, também, pelo amparo daqueles que lhe ofereceram a oportunidade, ou seja, seus Guias ou Mentores Espirituais, o seu resultado é o esclarecimento do médium e consequentemente, maior segurança no seu trabalho. Vale esclarecer, que o estado anímico é importante no inicio do desenvolvimento mediúnico, devido as sensações experimentadas pelo médium, fazendo com que ele, comece a perceber o caminho percorrido pela energia que lhe é associada, contudo, o mesmo animismo deve ser superado pelo desenvolvimento do médium e, para tal, o estudo e pesquisa são condição sinequanon para o sucesso verdadeiro.

Pois bem, como já dissemos em artigo anterior, a Umbanda não é feita de mistérios, como se acreditava no passado, ela possui explicações, estas que nos revelam os fundamentos Divinos e estes, nos ensinam seus princípios. Sabemos que a Umbanda possui princípios fundamentais, que sem eles o entendimento da configuração de trabalho das Entidades seria impossível.

 Entretanto, estes princípios não são exclusividade da Umbanda, eles são e estão pautados na necessidade da tomada de consciência do Ser, do Homem na condição Divina, isso, em todas as religiões ou associações que se dedicam a esta busca.

Para comprovar esta condição, citamos Hermes Trismegisto, o “Três Vezes Grande”, que já no antigo Egito, revelou os sete princípios que acredito serem os mais conhecidos e importantes do conhecimento oculto e, para nossa surpresa, fundamentais na Umbanda.

Vejamos abaixo uma pequena explanação dos Sete Princípios, o que não descarta entendimento próprio do leitor, assim, caros irmãos, eu os convido a leitura.         

OS SETE PRINCÍPIOS HERMÉTICOS

“Os Princípios da Verdade são Sete; aquele que os conhece perfeitamente, possui a Chave Mágica com a qual todas as Portas do Templo podem ser abertas completamente.” – O CAIBALION-

Os Sete Princípios em que se baseia toda a Filosofia hermética são os seguintes:

I. O Princípio de Mentalismo.

II. O Princípio de Correspondência.

III. O Princípio de Vibração.

IV. O Princípio de Polaridade.

V. O Princípio de Ritmo.

VI. O Princípio de Causa e Efeito.

VII. O Princípio de Gênero.

 

1. O Principio de Mentalismo

“O TODO é MENTE; o Universo é Mental.” – O CAIBALION –

Este Princípio contém a verdade que Tudo é Mente. Explica que O TODO (que,é a Realidade substancial que se oculta em todas as manifestações e aparências que conhecemos sob o nome de Universo Material, Fenômenos da Vida, Matéria, Energia, numa palavra, sob tudo o que tem aparência aos nossos sentidos materiais) é ESPÍRITO, é INCOGNOSCíVEL e INDÈFINFVEL em si mesmo, mas pode ser considerado como uma MENTE VIVENTE INFINITA e UNIVERSAL. Ensina também que todo o mundo fenomenal ou universo é simplesmente uma Criação Mental do TODO, sujeita às Leis das Coisas criadas, e que o universo, como um todo, em suas partes ou unidades, tem sua existência na mente do TODO, em cuja Mente vivemos, movemos e temos a nossa existência. Este Princípio, estabelecendo a Natureza Mental do Universo, explica todos os fenômenos mentais e psíquicos que ocupam grande parte da atenção pública, e que, sem tal explicação, seriam ininteligíveis e desafiariam o exame científico.

A compreensão deste Princípio hermético do Mentalismo habilita o indivíduo a abarcar prontamente as leis do Universo Mental e a aplicar o mesmo Princípio para a sua felicidade e adiantamento. O estudante Hermetista ainda não sabe aplicar inteligentemente a grande Lei Mental, apesar de empregá-la de maneira casual.

Com a Chave-Mestra em seu poder, o estudante poderá abrir as diversas portas do templo psíquico e mental do conhecimento e entrar por elas livre e inteligentemente. Este Princípio explica a verdadeira natureza da Força, da Energia e da Matéria, como e por que todas elas são subordinadas ao Domínio da Mente. Um velho Mestre hermético escreveu, há muito tempo: “Aquele que compreende a verdade da Natureza Mental do Universo está bem avançado no Caminho do Domínio.” E estas palavras são tão verdadeiras hoje, como no tempo em que foram escritas. Sem esta Chave-Mestra, o Domínio é impossível, e o estudante baterá em vão nas diversas portas do Templo.

 

II. O Principio de Correspondência

“O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima.” – O CAIBALION –

Este Princípio contém a verdade que existe uma correspondência entre as leis e os fenômenos dos diversos planos da Existência e da Vida. O velho axioma hermético diz estas palavras: “O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima.’ A compreensão deste Princípio dá ao homem os meios de explicar muitos paradoxos obscuros e segredos da Natureza. Existem planos fora dos nossos conhecimentos, mas quando lhes aplicamos o Princípio de Correspondência chegamos a compreender muita coisa que de outro modo nos seria impossível compreender. Este Princípio é de aplicação e manifestação universal nos diversos planos do universo material, mental e espiritual: é uma Lei Universal.

Os antigos Hermetistas consideravam este Princípio como um dos mais importantes instrumentos mentais, por meio dos quais o homem pode ver além dos obstáculos que encobrem à vista o Desconhecido. O seu uso constante rasgava aos poucos o véu de Isis e um vislumbre da face da deusa podia ser percebido. Justamente do mesmo modo que o conhecimento dos Princípios da Geometria habilita o homem, enquanto estiver no seu observatório, a medir sóis longínquos, assim também o conhecimento do Princípio de Correspondência habilita o Homem a raciocinar inteligentemente, do Conhecido ao Desconhecido. Estudando a mônada, ele chega a compreender o arcanjo.

III. O Princípio de Vibração

“Nada está parado; tudo se move; tudo vibra.” – O CAIBALION –

Este Princípio encerra a verdade que tudo está em movimento: tudo vibra; nada está parado; fato que a Ciência moderna observa, e que cada nova descoberta científica tende a confirmar. E contudo,  este Princípio hermético foi enunciado há milhares de anos pelos Mestres do antigo Egito.

Este Princípio explica que as diferenças entre as diversas manifestações de Matéria, Energia, Mente e Espírito, resultam das ordens variáveis de Vibração. Desde O TODO, que é Puro Espírito, até a forma mais grosseira da Matéria, tudo está em vibração; quanto mais elevada for a vibração, tanto mais elevada será a posição na escala. A vibração do Espírito é de uma intensidade e rapidez tão infinitas que praticamente ele está parado, como uma roda que se move muito rapidamente parece estar parada.

Na extremidade inferior da escala estão as grosseiras formas da matéria, cujas vibrações são tão vagarosas que parecem estar paradas. Entre estes pólos existem milhões e milhões de graus diferentes de vibração. Desde o corpúsculo e o elétron, desde o átomo e a molécula, até os mundos e universos, tudo está em movimento vibratório. Isto é verdade nos planos da energia e da força (que também variam em graus de vibração); nos planos mentais (cujos estados dependem das vibrações), e também nos planos espirituais.

O conhecimento deste Princípio,’ com as fórmulas apropriadas, permite ao estudante Hermetista conhecer as suas vibrações mentais, assim como também a dos outros. Só os Mestres podem aplicar este Princípio para a conquista dos Fenômenos Naturais, por diversos meios. “Aquele que compreende o Princípio de vibração alcançou o cetro do poder”, diz um escritor antigo.

IV. O Principio de Polaridade

“Tudo é Duplo; tudo tem pólos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados.” – O CAIBALION –

Este Princípio encerra a verdade: tudo é Duplo; tudo tem dois pólos; tudo tem o seu oposto, que formava um velho axioma hermético. Ele explica os velhos paradoxos, que deixaram muitos homens perplexos, e que foram estabelecidos assim: A Tese e a Antítese são idênticas em natureza, mas diferentes em grau; os opostos são a mesma coisa, diferindo somente em grau; os pares de opostos podem ser reconciliados; os extremos se tocam; tudo existe e não existe ao mesmo tempo; todas as verdades são meias-verdades; toda verdade é meio-falsa; há dois lados em tudo, etc., etc.

Ele explica que em tudo há dois pólos ou aspectos opostos, e que os opostos são simplesmente os dois extremos da mesma coisa, consistindo a diferença em variação de graus. Por exemplo: o Calor e o Frio, ainda que sejam; opostos, são a mesma coisa, e a diferença que há entre eles consiste simplesmente na variação de graus dessa mesma coisa.

Olhai para o vosso termômetro e vede se podereis descobrir onde termina o calar e começa o frio! Não há coisa de calor absoluto ou de frio absoluto; os dois termos calor e frio indicam somente a variação de grau da mesma coisa, e que essa mesma coisa que se manifesta como calor e frio nada mais é que uma forma, variedade e ordem de Vibração.

Assim o calor e o frio são unicamente os dois pólos daquilo que chamamos Calor; e os fenômenos que daí decorrem são manifestações do Princípio de Polaridade. O mesmo Princípio se manifesta no caso da Luz e da Obscuridade, que são a mesma coisa, consistindo a diferença simplesmente nas variações de graus entre os dois pólos do fenômeno Onde cessa a obscuridade e começa a luz? Qual é a diferença entre o grande e o pequeno? Entre o forte e o fraco? Entre o branco e o preto? Entre o perspicaz e o néscio? Entre o alto e o baixo? Entre o positivo e o negativo.

O Princípio de Polaridade explica estes paradoxos e nenhum outro Princípio pode excedê-lo. O mesmo Princípio opera no Plano mental. Permitiu-nos tomar um exemplo extremo: o do Amor e o ódio, dois estados mentais em aparência totalmente diferentes. E, apesar disso, existem graus de ódio e graus de Amor, e um ponto médio em que usamos dos termos Igual ou Desigual, que se encobrem mutuamente de modo tão gradual que às vezes temos dificuldades em conhecer o que nos é igual, desigual ou nem um nem outro. E todos são simplesmente graus da mesma coisa, como compreendereis se meditardes um momento. E mais do que isto (coisa que os Hermetistas consideram de máxima importância), é possível mudar as vibrações de ódio em vibrações de Amor, na própria mente de cada um de nós e nas mentes dos outros.

Muitos de vós, que ledes estas linhas, tiveram experiências pessoais da transformação do Amor em ódio ou do inverso, quer isso se desse com eles mesmos, quer com outros. Podeis pois tornar possível a sua realização, exercitando o uso da vossa Vontade por meio das fórmulas herméticas. Deus e o Diabo, são, pois, os pólos da mesma coisa, e o Hermetista entende a arte de transmutar o Diabo em Deus, por meio da aplicação do Princípio de Polaridade. Em resumo, a Arte de Polaridade fica sendo uma fase da Alquimia Mental, conhecida e praticada pelos antigos e modernos Mestres Hermetistas. O conhecimento do Princípio habilitará o discípulo a mudar a sua própria Polaridade, assim como a dos outros, se ele consagrar o tempo e o estudo necessário para obter o domínio da arte.

V. O Principio de Ritmo

“Tudo tem fluxo e refluxo; tudo, em suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação.” – O CAIBALION –

Este Princípio contém a verdade que em tudo se manifesta um movimento para diante e para trás, um fluxo e refluxo, um movimento de atração e repulsão, um movimento semelhante ao do pêndulo, uma maré enchente e uma maré vazante, uma maré -alta e uma maré baixa, entre os dois pólos, que existem, conforme o Princípio de Polaridade de que tratamos há pouco. Existe sempre uma ação e uma reação, uma marcha e uma retirada, uma subida e uma descida. Isto acontece nas coisas do Universo, nos sóis, nos mundos, nos homens, nos animais, na mente, na energia e na matéria.

Esta lei é manifesta na criação e destruição dos mundos, na elevação e na queda das nações, na vida de todas as coisas, e finalmente nos estados mentais do Homem (e é com estes últimos que os Hermetistas reconhecem a compreensão do Princípio mais importante). Os Hermetistas compreenderam este Princípio, reconhecendo a sua aplicação universal, e descobriram também certos meios de dominar os seus efeitos no próprio ente com o emprego de fórmulas e métodos apropriados. Eles aplicam a Lei mental de Neutralização. Eles não podem anular o Princípio ou impedir as suas operações, mas aprenderam como se escapa dos seus efeitos na própria pessoa, até um certo grau que depende do Domínio deste Princípio. Aprenderam como empregá-lo, em vez de serem empregados por ele.

Neste e noutros métodos consiste a Arte dos Hermetistas. O Mestre dos Hermetistas polarizasse até o ponto em que desejar, e então neutraliza a Oscilação Rítmica pendular que tenderia a arrastá-lo ao outro pólo.

Todos os indivíduos que atingiram qualquer grau de Domínio próprio executam isto até um certo grau, mais ou menos inconscientemente, mas o Mestre o faz conscientemente e com o uso da sua Vontade, atingindo um grau de Equilíbrio e Firmeza mental quase impossível de ser acreditado pelas massas populares que vão para diante e para trás como um pêndulo. Este Princípio e o da Polaridade foram estudados secretamente pelos Hermetistas, e os métodos de impedi-los, neutralizá-los e empregá-los formam uma parte importante da Alquimia Mental do Hermetismo.

 

VI. O Principio de Causa e Efeito

“Toda a Causa tem seu Efeito, todo Efeito tem sua Causa; tudo acontece de acordo com a Lei; o Acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida; há muitos planos de causalidade, porém nada escapa à Lei.” – O CAIBALION –

Este princípio contém a verdade que há uma Causa para todo o Efeito e um Efeito para toda a Causa. Explica que: Tudo acontece de acordo com a Lei, nada acontece sem razão, não há coisa que seja casual; que, no entanto, existem vários planos de Causa e Efeito, os planos superiores dominando os planos inferiores, nada podendo escapar completamente da Lei.

Os Hermetistas conhecem a arte e os métodos de elevar-se do plano ordinário de Causa e Efeito, a um certo grau, e por meio da elevação mental a um plano superior tomam-se Causadores em vez de Efeitos.

As massas do povo são levadas para a frente; os desejos e as vontades dos outros são mais fortes que as vontades delas; a hereditariedade, a sugestão e outras causas exteriores movem-nas como se fossem peões no tabuleiro de xadrez da Vida. Mas os Mestres, elevando-se ao plano superior, dominam o seu gênio, caráter, suas qualidades e poderes, tão bem como os que o cercam e tornam-se Motores em vez de peões. Eles ajudam a jogar a criação, quer física, quer mental ou espiritual, é possível sem partida da vida, em vez de serem jogados e movidos por outras vontades e influências. Empregam o Princípio em lugar de serem seus instrumentos. Os Mestres obedecem à Causalidade do plano superior, mas ajudam a governar o nosso plano.

Neste preceito está condensado um tesouro do Conhecimento hermético: aprenda-o quem quiser.

VII. O Principio de Gênero

“O Gênero está em tudo; tudo tem o seu princípio masculino e o seu princípio feminino; o gênero se manifesta em todos os planos.” – O CAIBALION –

Este princípio encerra a verdade que o gênero é manifestado em tudo; que o princípio masculino e o princípio feminino sempre estão em ação. Isto é certo não só no Plano físico, mas também nos Planos mental e espiritual. No Plano físico este Princípio se manifesta como sexo, nos planos superiores toma formas superiores, mas é sempre o mesmo Princípio.

Nenhuma criação, quer física, quer mental ou espiritual, é possível sem este Princípio, A compreensão das suas leis poderá esclarecer muitos assuntos que deixaram perplexas as mentes dos homens.

O Princípio de Gênero opera sempre na direção da geração, regeneração e criação. Todas as coisas e todas as pessoas contêm em si os dois Elementos deste grande Princípio.

Todas as coisas machos têm também o Elemento feminino; todas as coisas fêmeas têm o Elemento masculino. Se compreenderdes a filosofia da Criação, Geração e Regeneração mentais, podereis estudar e compreender este Princípio hermético. Ele contém a solução de muitos mistérios da Vida. Nós vos advertimos que este Princípio não tem relação alguma com as teorias e práticas luxuriosas, perniciosas e degradantes, que têm títulos empolgantes e fantásticos, e que nada mais são do que a prostituição do grande princípio natural de Gênero. Tais teorias, baseadas nas antigas formas infamantes do Falicismo, tendem a arruinar a mente, o corpo e a alma; e a Filosofia Hermética sempre publicou notas severas contra estes preceitos que tendem à luxúria, depravação e perversão dos princípios do Natureza, mas, se desejais tais ensinamentos podeis procurá-los noutra parte: o Hermetismo nada contém nestas linhas que sirva para vás. Para aquele que é puro, todas as coisas são puras; para os vis, todas as coisas são vis e baixas.

 

 

Fonte: O Caibalion