Elementos e dos condensadores energéticos

foto: Gabriel Castro

foto: Gabriel Castro

ar, terra, fogo e água, álcool, ervas, fumaça, som; as guias; os pontos riscados; a pólvora; as oferendas; a água

Os elementos materiais não são indispensáveis e não devem se tornar bengala psicológica. As vibrações dos orixás respondem à invocação pela força mental. Obviamente essa resposta varia de indivíduo para indivíduo. Experiências sacerdotais de vidas passadas utilizando essas energias fazem parte do inconsciente dos médiuns magistas da atualidade. Temos de considerar que a aparelhagem fisiológica do médium, quando vibrada junto com os guias por meio da incorporação, fornece abundantes fluidos que serão movimentados para a caridade.

Por outro lado, sabemos que os elementos materiais são importantes condensadores energéticos. Na prática do terreiro, aprendemos que, em determinados atendimentos, se utilizássemos só a força mental, os trabalhos ficaram por demais prolongados e muito cansativos. Outro fato que reforça essa opinião é que somos naturalmente desconcentrados, ainda mais depois de duas a três horas de extenuantes passes e consultas, em que nos defrontamos com as mais inimagináveis mazelas humanas.

Elencaremos a seguir alguns condensadores energéticos e sua utilização no terreiro:

  • álcool/fogo: transmutação, assepsia e desintegração de trabalhos de feitiçaria que estão vibrando no Astral.
  • ervas: maceradas liberam prana (axé vegetal) pelo sumo das plantas; queimadas (fumo, defumação) dispersam seus princípios químicos no ambiente astro-etéreo-físico.
  • som: atração, concentração ou repulsão de certas energias.
  • guias: imantação da vibração do orixá para proteção e descarga do médium.
  • pontos riscados: campos de força magnéticos de atração, retenção e dispersão, usados junto com os pontos cantados.
  • pólvora: deslocamento do éter (ar) para desintegração de campos de forças muito densos.
  • oferendas: agradecimento e reposição de axé (na umbanda não fazemos oferendas para trocar).
  • água: imantação de uma maneira geral; descarga fluídica; meio condutor de fluidos que se quer fixar.

Devemos usar os elementos materiais com parcimônia e sabedoria, pois quando bem utilizados são valiosas ferramentas de apoio liberadoras de energias para os trabalhos de caridade, preservando o corpo mediúnico de maiores desgastes.

fonte: Umbanda Pé no Chão (Ramatis)
Anúncios

Estudos gerais para médiuns da corrente de trabalho Umbanda

Postado por Sacerdote de Umbanda Adriano D’Ogum

BATER CABEÇA

Antes de ser uma tradição, um rito (cerimônia) da Umbanda, é o primeiro e principal ato de humildade e resignação de um filho de fé.

Inicia-se o ritual batendo cabeça para o Peji/Conga, reverenciando aos Orixás e a Divina Trindade. Caso seja uma visita, o batimento de cabeça é opcional ou a convite do sacerdote da casa.

Durante o batimento de cabeça, pedimos a proteção aos nossos Orixás de cabeça (quando conhecidos), nosso Anjo da Guarda e Guias.

Em seguida, saúda-se o Atabaque, pedindo licença e proteção aos seus donos, saudamos o tambor, por este ser, um dos pontos da “firmeza” da Casa.

Saudamos a Tronqueira, sempre na direção da porta ou porteira, ou ao lado oposto do Peji/Conga.

Não batemos cabeça para Exu, mas, temos e devemos ter todo o respeito e carinho por nossos irmãos de sina e de destino, afinal eles são Orixás e Entidades igualmente aos “Santos”.

Para saudação a Exu, ajoelhamos com o joelho esquerdo e tocando com a mão esquerda o solo, reverenciamos aos Maiorais da Casa e Guardiões, pedindo licença e proteção para os trabalhos que irão se iniciar. Pedimos também, que essas Entidades possam nos resguardar de espíritos baixos (Quiumbas), afim de não atrapalharem o bom andamento da Gira.

Em algumas casas bate-se cabeça para a Chefe do Terreiro.  

 

SAUDAÇÃO (DAS ENTIDADES):

Quando incorporarmos, nossos Guias (entidades), eles devem proceder da mesma forma que os médiuns, obedecendo a hierarquia da Casa.

GUIAS (colares)  

Os colares usados na Umbanda são pólos de irradiação, pára-raios, defesa, patuás, bentinhos, terços ou qualquer nome que queira dar, conforme crença, região ou língua. Na Umbanda são usadas as guias (colares), as pulseiras, braçadeiras (contra-eguns), patuás e outros elementos que obedecem os seguintes preceitos.

Usa-se somente produtos naturais como : sementes, pedras, conchas, pedras preciosas e semi-preciosas (mesmo que lapidadas), cristais e outros. Jamais usa-se plástico ou outro produto artificial,usa-se metal apenas quando o Guia Espiritual ou Orixá pede. 

Podem ser usados peles, partes de animais (dentes, guizos, unhas, etc) sempre em harmonia com a Entidade a quem se oferta a guia.

As contas, sementes e outras peças devem formar múltiplos de 3, 7 ou 9.

Toda guia deve ser cruzada (benzida) pelo Sacerdote/Sacerdotiza e pelos Guias Espirituais Chefes de seu terreiro.

GUIA BRANCA : confeccionada de pequenas miçangas é usada pelo médium iniciante; é a chamada Guia de Anjo de Guarda.

GUIA BRANCA E OUTRA COLORIDA:  usada pelo médium, após seu Guia de frente ter mostrado a que Linha pertence.

GUIA DE CRISTAL COLORIDA: usada pelo médium após seu Guia de Frente ter riscado e cantado seu Ponto. ( a Entidade diz como e quais as cores que ele usa e o  Sacerdote/Sacerdotiza confecciona a Guia de acordo com as instruções da Entidade e das normas da Tenda).

GUIA DE CRISTAL TODA BRANCA: é a chamada Guia de Oxalá, usada por médiuns com Guia Identificado.

GUIA  ATRAVESSADA e/ou BRAJÁS:  é usada pelo médium que possui grau confirmado pelo Guia Chefe do terreiro, isso após ter passado pelos preceitos referentes ao cargo, no caso de Entidade de direita, atravessada  do pescoço ao lado direito da cintura, se de esquerda, do pescoço ao lado esquerdo da cintura.

GUIA e/ou BRAJÁS CONTENDO AS CORES DAS SETE LINHAS: são as chamadas guias de Sacerdote/Chefe de Terreiro, ela cruza do pescoço e peito do médium ao lado direto da cintura, somente sendo permitida aos médiuns iniciados e coroados como Sacerdotes.

OTÁ

Pedras recolhidas do ponto de força dos Orixás, que são consagradas aos mesmos, conforme a regência do terreiro. O Otá é utilizado como elemento de ligação entre o médium Sacerdote, o terreiro e as energias do respectivo Orixá. Após realizado o ritual pelo Caboclo Chefe do Terreiro, o médium Sacerdote seu Otá no Peji/Conga, conforme orientação do Guia Chefe, O Otá devem ser utilizados sempre que o médium sentir necessidade. Os médiuns da corrente também podem possuir seus Otás, conforme sua regência e devem ser consagrados e guardados conforme a orientação do Caboclo Chefe do terreiro.

 DEFUMAÇÃO  

O defumador é utilizado para a limpeza astral de ambientes e pessoas, devendo ser feito com carvão em brasas e ervas secas, sendo que estas de acordo com a intenção da defumação. A finalidade do carvão é atrair as vibrações negativas enquanto as ervas atrairão as vibrações positivas. O defumador também pode ser feito com incenso puro de boa qualidade.Usamos normalmente antes das giras ou sessões , para “literalmente” fazer uma limpeza na casa e na aura das pessoas, tornando assim o ambiente mais leve e harmonioso. A defumação, é o último dos rituais, para a higienização, tanto dos médiuns como da Casa.   

VELAS

Poderoso elemento mágico auxiliar nos trabalhos do Terreiro, a vela  representa o elemento fogo, e fortalece as vibrações coloridas das nossas Entidades.

Sempre que queremos entrar em contato com o mundo astral  (superior ou inferior), a vela é a principal chave de acesso  para isto.

Intimamente ligado a fé e a mentalização, o ato de acender uma vela ritualística ou religiosamente, deve ser feito com concentração e fé metalizando a finalidade que se quer. É o momento em que o médium faz uma “ponte mental”, entre o seu consciente e as forças Divinas,  pedindo ou agradecendo às Entidades, Seres ou Orixás, os quais  estiver afinizado.

Muitas pessoas acendem velas para os  Guias de forma automática e mecânica, sem nenhuma concentração. É preciso ter consciência do que se esta  fazendo, da grandeza e importância, pois a energia emitida pela mente, irá englobar a energia ígnea (do fogo) e, juntas viajarão no espaço para atender a razão da queima desta vela.

Sabemos que a vida gera calor e que a morte traz o frio. Sendo uma chama de vela cheia de calor, ela tem amplo sentido de vida, despertando nas pessoas a esperança a fé e o amor. Quem usar suas forças mentais com ajuda da “magia”das velas, no sentido de ajudar alguém, irá receber em troca uma energia positiva; mas, se inverter o fluxo de energia, ou seja, se o seu pensamento estiver negativado (pensamentos de ódio, vingança, etc…) e utilizá-la para prejudicar qualquer pessoa, o retorno será  infalível, alertando que as energias de retorno serão sempre maiores, pois voltarão com as energias de quem as recebeu.

A intenção de acendermos uma vela, gera uma energia mental no cérebro é esta energia que a entidade irá captar em seu campo vibratório. Assim, podemos dizer que: Nem sempre a quantidade está relacionada diretamente a qualidade, a diferença estará na fé e mentalização do médium. Desta forma, é inútil acreditar que podemos “comprar favores” de uma entidade, negociando com um valor maior de quantidade de velas….

É importante salientar, que sempre que acendermos uma vela em nossa casa devemos direcionar nosso pensamento à Entidade que irá  recebê-la, pois como elemento mágico, o fogo não direcionado, pode trazer prejuízos para o nosso lar. Devemos evitar acender velas em intenção de pessoas que não convivem em nosso ambiente doméstico, para esta finalidade, procure acender a vela no Peji/Congá.

ÁGUA

A água é com certeza um dos elementos mais poderosos e o mais utilizado nos diversos rituais, ela representa a fonte da vida e a purificação Utilizamos a água para todas as cerimônias de preparação de médiuns (amacis, banhos, quartinhas e etc), como também para a cerimônia anual de lavagem do Terreiro entre outras.

ATABAQUE NA UMBANDA

Os Atabaques são instrumentos de percussão, com aparência de um barril aberto nas duas extremidades com couro cobrindo uma delas, que na Umbanda são tocados com as mãos. São identificados como:

RUM (grave);

RUMPI (grave e agudo);

LE (agudo).

Para perfeita harmonia e vibração dos pontos cantados, um único Ogã não consegue fazer os contra tempos, repiques, arrebates e outros, sozinho, são necessários no mínimo três ogãs para executarem com harmonia e vibração os Pontos do Terreiro.

Como elemento de firmeza e sustentação na Umbanda, os Atabaques também precisam ser devidamente preparados para a finalidade a que se destinam, devendo passar por procedimentos e preceitos próprios, como a deitada(recolhimento), consagrações e oferendas respectivas aos seus Orixás e Guias da apadrinhamento, conforme orientação do Guia Chefe do terreiro, sendo aconselhável não serem tocados por médiuns não iniciados.

Uma vez consagrados os Atabaque não podem ser retirados do terreiro sem a devida preparação e preceitos necessários, que devem ser feitos pelo Sacerdote/Sacerdotiza e Ogã Alabe, conforme orientação do Guia Chefe do terreiro.

OGÃ  NA UMBANDA

Aquele que fornece a devida sustentação aos trabalhos da Casa, juntamente com o Sacerdote/Sacerdotiza e demais Entidades, aquele que toca no couro com amor, respeito e responsabilidade.

O Ogã precisa ter uma preparação, pois ele também é um médium, além de ser uma  de suas obrigações saber todos os Pontos do terreiro, os Ogãs são observados e avaliados pelo Sacerdote que será orientado pelo Guia Chefe do terreiro, sobre qual deles deverá  passar por uma feitura específica, para sua consagração ao cargo de Ogã Alabe, aquele que será o responsável pela “curimba”. Na Umbanda, o Ogã Alabe pode ser um médium incorporante, desde que haja outro Ogã que possa manter o toque, também podendo auxiliar o Sacerdote/Sacerdotiza na condução da Gira se for necessário. Vale esclarecer que sendo o Ogã Alabe incorporante, o mesmo deve passar por todos os preceitos e procedimentos como um médium normal da corrente. 

A Curimba será formada da seguinte forma:

– RUM deve ser tocado pelo Ogã Alabe, sendo dele a iniciativa do toque e arrebates;

– RUMPI deve ser tocado pelo Ogã mais antigo e não feito Alabe, sustenta a base do toque acompanhando os arrebates;

– LE deve ser tocado pelos demais Ogãs, sustentam a base do toque.

De acordo com a necessidade e condições do terreiro, a “curimba’ pode ser formada com dois Atabaques, sendo um RUMPI e um LE, contudo, seguindo as mesmas orientações. 

PONTOS  CANTADOS

Cânticos ou chamados dos Orixás, verdadeiros mantras que são utilizados nas giras de Umbanda, funcionam como elo de ligação entre os médiuns e o Plano Astral. Os pontos trazem em suas letras fundamentos, ordens do Astral, chaves das Entidades, comandos etc. É de extrema importância,que todos os médiuns conheçam todos os pontos cantados no terreiro e que sejam  entoados no ritmo e na melodia apropriada, pois quando desafinados, causam mal estar  e desarmonizam a gira.

O médium que brinca, permanece desatento ou deixa de entoar os pontos durante a gira, está acarretando para si mesmo sérios problemas de comunicação com o Plano Astral e com suas Entidades, da mesma forma quebrando a vibração da corrente, além do que, denota sinal de desrespeito.

PEMBA

A Pemba (verdadeira), é um giz branco, feita a partir de matéria prima chamada “cauim”, um calcário, parecido com o gesso, esse cauim é moído e adicionado também ao pó de algumas sementes e ervas sagradas. Depois de misturados e peneirados, é feito uma “papa” onde se dará o formato aproximado de um “quibe”, e colocado para secar. Ela pode ser preparada no terreiro ou pode ser comprada pronta, branca ou colorida.  A Pemba tem a finalidade de riscar  Pontos de segurança,  confirmação,  e muitos outros trabalhos que necessitem de forma escrita no solo ou em objetos. 

PONTOS RISCADOS

Um Ponto Riscado é o conjunto de símbolos escritos com a  Pemba,  e representam simbolos e selos magísticos utilizados pelas Entidades, quer para identificação ou abertura de portais com os quais trabalham. Estes Pontos são escritos de formas variadas e com cores específicas dependendo dos trabalhos para os quais se destinam.

O Ponto Riscado, na maioria das vezes é feito pela Entidade, contudo, pode ser feito pelo médium, desde que este esteja preparado e iniciado para tal, o que necessita de empenho do médium para o perfeito conhecimento da escrita e das dimensões que deseja atingir. Não obstante, não é raro encontrarmos médiuns (ou sacerdotes), que não conhecem a verdadeira magia e significado destes pontos, usando e abusando, sem terem noção do que estão manipulando, vale salientar, que esta prática traz riscos com proporções desconhecidas, já que inadvertidamente podem ser abertos portais dimensionais, que sem o devido selo/chave de fechamento, permanecerão abertos trazendo toda sorte de energias para nosso plano.

 PUNHAIS FACAS E PONTEIROS

Os ponteiros têm diversas aplicações dentro de um ritual, mas o  mais  utilizado é de direcionador de energia. É  como se fosse um fio terra para algumas cargas ou então como captor de energias movimentadas em determinados locais.
 Normalmente é utilizado pela Entidade para confirmar o ponto, de identificação, ou ponto de segurança. Usa-se ainda como elemento mágico, neste caso, somente o médium preparado e iniciado nos conhecimentos pode utilizá-lo para fins magísticos, pois são grandes condensadores de energias.

Facas e punhais, são utilizados pelas Entidades de forma magística, no caso da faca, cortar energias negativas ou negativadas, segmentar forças, sendo que os punhais como são perfurantes e sem corte, usa-se para penetrar e dissipar energias estagnadas, também podem ser utilizados como ponteiros. Da mesma forma que o ponteiro, o manejo de facas e punhais por médiuns necessita de conhecimento, preparação e iniciação.

ARO DE COBRE

Círculo de cobre usado magisticamente pelas Entidades e médiuns iniciados, para descarregar ou imantar energias, sendo usado diretamente no consulente ou como perímetro de escritas magísticas (pontos riscados).

 ADJÁ                   

 Objeto parecido com um  sino (badalo) que pode possuir de 1 a 3 bocas. Sua função é quebrar campos magnéticos, é muito utilizado na incorporação de Orixás, principalmente quando estão saudando o Peji/Conga, também  Facilita o entrosamento entre médium e Guia.

CHARUTOS, CACHIMBOS E CIGARROS

 Geralmente quando as Entidades estão em terra (incorporados), usam charutos, cigarros ou cachimbos em seus procedimentos. Vale a pena observar, que eles na verdade não fumam (não tragam a fumaça) como faria um usuário, apenas enchem a boca com a fumaça e a expelem sobre o consulente ou para o ar. O fumo age como uma defumação direcionada, atingindo diretamente o local afetado pelas energias nocivas. Sendo a folha de fumo, um vegetal, acumula fluido, vibrações e magnetismo solar, lunar, telúrico (terrestre) e astral. Quando queimado, libera estas energias, somadas as vibrações e mentalizações da Entidade , que irão desagregar e “limpar” a aura do consulente.   

 BEBIDA ALCOÓLICA OU NÃO

Da mesma forma que o cigarro,  a bebida alcoólica é utilizada pela Entidade, de forma a retirar de sua composição química, elementos que juntos de outros utilizados ou mesmo a própria mentalização da Entidade, provocam um processo alquímico, que atuará diretamente no consulente ou ambiente a ser limpo ou “desinfetado”. Há que se esclarecer, que a bebida alcoólica não é um elemento absoluto para a realização de trabalhos das Entidades, que fazem uso das mesmas com moderação.

O álcool, tem emprego sério na Umbanda,  a linha de esquerda principalmente, e a linha intermediária, são os que mais fazem uso da bebida alcoólica.  Estas  linhas utilizam muito de energias etéricas, extraídas da matéria (ex.:alimentos, álcool, etc…), para manipulação de sua magias,que servem como “combustível” ou “alimento”, sendo estas bebidas uma grande fonte desta energia.

Estas linhas, estão mais próximas às vibrações da Terra (faixas vibratórias), onde ainda necessitam destas energias, retiradas da matéria para realizar seus trabalhos e magias. O álcool também é usado p/ limpar/descarregar pontos de Pemba ou pólvora.

Com relação a bebidas não alcoólicas, seu uso segue o mesmo princípio, sendo que, se houver desequilíbrio por parte do médium, não haverá grandes efeitos nocivos a sua saúde.

OFERENDAS, DESPACHOS e OBRIGAÇÕES

As Oferendas são rituais feitos pelos médiuns aos Orixás e Entidades, com a finalidade de agradar, agradecer, efetuar pedidos de caráter religioso, de saúde e etc, dentro do que é estabelecido pela Lei e Justiça Divina. Elas podem ser feitas de varias formas, sempre utilizando elementos de força e energia do Orixá ou Entidade oferendada e podem ser tipos de pratos de comida, frutas, velas, vestimenta e outros objetos respectivos aos oferendados. As Oferendas tem caráter voluntário e podem ser feitas sempre que o médium sentir vontade, podendo ser feita para vários Orixás e Entidades ao mesmo tempo, respeitando o tempo de preparação  e arriamento e devem ser preparadas e entregues pelo próprio médium nos respectivos pontos de força dos Orixás e Entidades.

Com relação aos Despachos, estes são feitos geralmente com a intenção de limpeza, quebra de demanda, quebra de feitiços e ações de mesmo caráter. Os Despachos não seguem uma linha específica de elementos, já que as Entidades utilizam de seus conhecimentos para resolver as questões, podendo orientar o que deve ser introduzido, como e onde ser entregue. Vale esclarecer, que os Despachos são feitos por Entidades de esquerda, com o auxílio do Sacerdote/Sacerdotiza, sendo aconselhável que sempre ao fazer um Despacho, Oferendar sua Entidade Guardiã de esquerda como forma de agradecimento.

Quanto as Obrigações, como o nome já diz, tem caráter obrigatório e são rituais necessários nas consagrações dos médiuns ou quando são indicados pelo Guia Chefe do Terreiro ou Orixás e Entidades da coroa do próprio médium, por um motivo específico, podem ser Oferendas que utilizam os elementos de força e energia dos Orixás e Entidades, sendo preparados e entregues da mesma maneira que as Oferendas voluntarias., sendo assim, as Obrigações também podem ser Despachos.

A oferenda, talvez seja uma das maneiras mais primitivas do homem, de se encontrar com seus deuses, contudo, há de se esclarecer que na oferenda, a pessoa não assume um “compromisso cármico” (dívida); mas, no despacho, se houver um sentido de agressão e não de defesa, é certo que ele aumentará seus débitos com os Senhores do Destino.

 PÓLVORA / FUNDANGA

Sua utilização deve ser feita com cuidado e por médium preparado e iniciado, amparado pela Entidade que solicitou e dirige o trabalho, já que existe o risco de que não surte efeito esperado e também o risco de queimaduras ao consulente e ao próprio médium. De modo geral a Pólvora e disposta em circulo riscado no chão, grande o suficiente para que caiba o consulente em seu interior e possa ser ativada pelo médium de forma segura.

Ao ser queimada ou mesmo explodida, provoca-se um grande deslocamento de ar, repercutindo imediatamente no corpo áurico (aura) do consulente, desagregando todas energias negativas, miasmas e literalmente “queimando” larvas astrais que possam estar presas ao corpo espiritual da pessoa atendida. Em alguns casos, diante da necessidade, a Entidade responsável pode inserir outros elementos na queima como por exemplo o enxofre. É aconselhável que este é um procedimento, seja assistido somente por médiuns iniciados, uma vez que já estão com seus Guardiões definidos e atuantes.    

BANHOS DE DESCARGA / DESCARREGO

Desde épocas remotas é conhecida a forma mágica das plantas e ervas medicinais. Daí os banhos serem considerados veículos de purificação do corpo e da mente, incluindo-se no processo de mediunidade dentro dos centros e terreiros de Umbanda.

O banho de descarga é um descarregamento dos fluídos pesados de uma pessoa.

O banho de descarga mais usado é feito com ervas positivas, variando de acordo com os fluídos negativos acumulados que uma pessoa está carregando, e de acordo com os orixás que a pessoa traz em sua cabeça.
O banho de descarga com ervas deve ser tomado após o banho rotineiro, de preferência com sabão da costa, sabão neutro ou sabão de coco.
Um banho de descarga não deve ser jogado brutalmente pelo corpo e sim suavemente, com o pensamento voltado para as falanges que vibram naquelas ervas ali contidas.

Os banhos de ervas, são classificados normalmente em três tipos: Banho de Descarga, Banho de Ritual e o Banho de Iniciados.