São Tomás de Aquino

Queridos Irmãos, Saravá,

Quando falamos em estudos, pesquisas, conhecimento enfim, não poderíamos esquecer de uma grande personalidade que foi e o grande  Espírito que é São Tomaz de Aquino,  aquele nos desafiou a pensar como utilizamos nossa inteligência. De certo, para nós, que somos eternos aprendizes buscadores de conhecimento Divino, não podemos deixar de estudá-lo, seus conceitos e sua óptica Teologista e filosófica.

Para incentivar ainda mais nossa busca, a introdução abaixo nos conduzirá a mais uma face do Conhecimento Divino, então os convido para juntos  conhecê-la.

TOMÁS DE AQUINO –

CONTEXTO HISTÓRICO

Nosso contexto histórico de hoje vai de 1225 a 1274. A cristandade está em alta. A Europa é cristã. Conventos e monges cuidaram para conservar e desenvolver “os pensamentos dos Padres da Igreja. Também as universidades conquistaram a liberdade de pensar. Aristóteles é descoberto de novo. Mas mestres e estudantes querem mais: surge uma disciplina nova, a Teologia.

Os dois homens fortes do momento são Frederico II na Alemanha e São Luis na França. Na Igreja existem Ordens novas: Franciscanos, Clarissas e Dominicanos. Por um lado, se instala o estudo da Razão; por outro, pobreza e fé continuam mantendo os apelos à santidade.

No meio dessa explosão intelectual surge nosso santo de hoje, Tomás de Aquino, que vai juntar fè com razão, fazendo desse casamento um dos pilares da teologia. O homem desfruta da luz divina.

O SANTO

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Tomás de Aquino

Tomás nasceu em 1225, no castelo de Roccasecca, na Campânia, no Reino de Nápoles, sul da Itália, da família feudal dos condes de Aquino. Família grande e tradicional, cujos membros se espalhavam pela Itália, França, Sicília e Alemanha. Estudou desde os cinco anos de idade, quando frequentou aulas no mosteiro beneditino de Monte Cassino. Foi aí onde ele aprendeu a ler e a escrever, e foi também onde descobriu a Bíblia.

Estudou filosofia na Univesidade de Nápoles e depois foi para Paris, para lecionar. Questões filosóficas e teológicas o atraiam. Com dezoito anos desejou entrar para a ordem dominicana. Sofreu forte resistência por parte da família, e sua mãe chegou a mandar prendê-lo no castelo durante um ano, na esperança de que desistisse dessa idéia.

Mas, decidido, venceu essas resistências e ingressou na Ordem dos Pregadores de são Domingos de Guzman. Estudou em Colônia, na escola de santo Alberto Magno. Foi depois para Paris, onde passou a lecionar filosofia e teologia. Ensinou depois em Orvieto, Roma, Bologna e Nápoles. Grande intelectual, vivia imerso nos estudos. Sua norma de vida era: “oferecer aos outros os frutos da contemplação”. Por sua mansidão e silêncio, foi apelidado de “boi mudo”. Depois se tornou conselheiro dos papas Urbano IV, Clemente IV e Gregório X, e do rei São Luiz, da França.

Pregador oficial, professor e consultor da Ordem, Santo Tomás escreveu, dentre tantas obras, a Suma Teológica e a Suma contra os Gentios. A primazia da inteligência é a mola mestra de toda a sua obra filosófica e teológica. Não se tratava, porém, de intelectualismo abstrato, pois a inteligência é condicionada e o amor é condicionante: “Luz intelectual de amor cheia…”, disse Dante, que foi um dos primeiros tomistas.

ILUMINAÇÃO BÍBLICA EM NOSSA VIDA

Como vimos, um dos pilares da teologia de São Tomás de Aquino foi a união da fé com a razão. O ser humano foi dotado com inteligência e vontade. O salmista já nos disse que é feliz toda pessoa que se debruça sobre a Palavra de Deus, meditando nela dia e noite.

Na linguagem bíblica, é no coração que ficam nossa inteligência, nossa consciência, nossa afetividade. O Provérbio 23,26 nos diz: “Dá-me, ó filho, teu coração”. E em Ezequiel 36, 26 vamos encontrar: “Removerei de vosso corpo o coração de pedra e vos darei um coração de carne”.

Um coração de pedra é um coração duro, que não se comove diante do sofrimento, da fome, da injustiça, do desemprego, de uma vida sem dignidade. Meditemos sobre as palavras de Jesus em Lucas 21, 34: “Estai atentos, para que o vosso coração não fique insensível por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida”.

São Tomás de Aquino, que morreu sem ter completado cinquenta anos, nos desafia a pensar sobre o que temos feito com a inteligência que recebemos do Pai. Que alimento temos proporcionado ao nosso coração?

(texto extraído da NET – WWW.daaz.com.br)

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