Aura Humana e Duplo Etérico

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Somos conforme já sabemos de natureza eletromagnética, e por isso possuímos um campo magnético próprio, poderíamos até em formas didáticas, considerar como se fosse uma lâmpada acesa, com um campo luminoso formado pelos fótons irradiados ao seu redor.

Este campo, conforme dissemos, que se assemelha a uma lâmpada acesa, contém, realmente, a irradiação luminosa de nossa individualidade espiritual, de nosso próprio espírito, a refletir as irradiações de nosso corpo físico, de nosso perispírito e de nosso corpo mental, de nossa identidade eterna, formando assim, este conjunto que chamamos de AURA. Em síntese, são emanações de nossas células orgânicas e de nosso perispírito em uma simbiose comandada por nossa onda mental. Se localizarmos em rápidas palavras o envolvimento do perispírito sob o corpo somático poderemos de uma forma mais profunda analisar estes detalhes:

Corpo (“Considerando-se toda célula em ação por unidade viva, qual motor microscópico, em conexão com a usina mental, é claramente compreensível que todas as agregações celulares emitam radiações e que essas radiações se articulem, constituindo-se tecidos de forças” André Luiz, em Evolução em Dois Mundos, p´g. 129)

Duplo etérico (“O perispírito ao se colar às organizações somáticas, faz às expensas de zona energética bem definida, chamada o Duplo – Etérico, cujas efusões, de mistura com aquelas da organização física, determinam um halo energético em volta do corpo; halo este , de configuração ovóide em seu todo, variável de indivíduo a indivíduo, não só com suas expansões, mas também de múltipla coloração”- Jorge Andréa Psicologia Espírita Vol II – parte do perispírito mais grosseira e próxima do corpo). Reservatório de vitalidade, necessário, durante a vida física, à reposição de energias gastas ou perdidas. Com a desencarnação, essa estrutura se desintegra com a própria organização física, perdendo, pois, o perispírito, em grande parte essa túnica de vitalidade, essencial para o equilíbrio Espírito-corpo.

O Duplo etérico forma-se com a encarnação do Espírito e não possui existência própria como o perispírito, desintegrando-se com a morte física como dissemos acima. É considerado o cerne da eletricidade biológica humana, por ter função de absorver energias vitais do ambiente distribuindo-as equitativamente, envolvendo órgãos e sistemas em eflúvios próprios, permitindo, inclusive, o diagnóstico precoce de males que futuramente venham a acometer o indivíduo. Nos suicidas, o duplo ainda pleno de energias vitais, permanece ligado ao perispírito e ao cadáver fazendo com que o Espírito sinta uma espécie de repercussão daquilo que está a ocorrer na matéria, ou seja, a decomposição provocada pelos vermos na terra. Tudo indica, a propósito, que a carga de energia vital contida no duplo condiciona, basicamente, a maior ou menor longevidade do ser humano. Entende-se então, que os medianeiros curadores, em geral, e os aptos à produção de fenômenos ectoplásmicos particularmente ostensivos, já trazem, em seu duplo etérico, reserva maior de energia vital.

Compreendemos, também, como uma vida na carne pode, eventualmente, ser prolongada, como nos mostram inúmeros relatos, bem conhecidos, aliás, dos espíritas brasileiros. Em caso de prolongamento da vida física, por razões evidentemente especiais, avaliadas pelos Espíritos Superiores, surge o revigoramento fisiológico, graças a uma suplementação de recursos no duplo etérico da pessoa contemplada com tal benefício. Existe uma relação muito estreita do duplo etérico e o corpo físico, uma deficiência energética de um, repercute no outro com nítida queda de vitalidade.

O fenômeno da insensibilização poderá ser lembrado aqui, pois, a insensibilidade resultaria de um bloqueio induzido fisicamente, parcial ou não, localizado ou não, na passagem da energia do duplo etérico para o corpo, com a possibilidade inclusive, de um afrouxamento dos próprios liames perispirituais, que, no caso de anestesia geral, poderia ate’favorecer o seu desprendimento.

Nos caso de materialização completa, um outro efeito se verifica nessa circunstância quando por qualquer agressão ao corpo materializado repercute imediatamente no corpo denso do médium doador de recursos ectoplásmicos, através do duplo, chegando a produzir ferimentos no corpo do medianeiro. Pois o fluxo do ectoplasma, do duplo etérico do médium doador ao psicossoma do Espírito em materialização, revestindo-o e possibilitando-lhe expressão física. Efeitos esses lembram os fenômenos de estigmatização, em que o duplo etérico do médium é influenciado por tais ações mentais que a fisiologia se altera, tecidos podem se romper, feridas aparecer e o sangue fluir (dermografia), para passado o momento de influenciação, restabelecer-se o estado de normalidade.

Basicamente todos os fenômenos de efeitos físicos, definidos e muitos bem definidos no compêndio kardeciano, por dependerem basicamente do ectoplasma, guardam relação com o duplo etérico.

No desdobramento, visando a uma diminuição na sua densidade com conseqüente aumento da velocidade e na mobilidade, o perispírito devolve ao físico, largas cotas de energia com as quais se encontra impregnado quando justaposto a este, tal qual um balão, que para alçar maior altitude desvencilha-se do lastro que o torna lento.

Nos desdobramento em que se faz acompanhar do duplo etérico, ou eflúvios vitais, o perispírito não consegue um afastamento maior da organização terrestre, pois essa energia adensa um pouco mais o perispírito.

por Aluney Elferr Albuquerque Silva

fonte: http://www.espirito.org.br

 

 

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Desdobramento

Como ja visto em “Cordão de Prata e Apometria”, não poderíamos nos furtar em falar sobre desdobramento, já que ambos estão intimamente ligados e, para alguns, trata-se do mesmo assunto, e em minha opinião também, guardadas as devidas particularidades. Assim, eu os convido à leitura. 

Desdobramento é o nome que se dá o fenômeno de exteriorização do corpo espiritual ou perispírito. O perispírito ainda ligado ao corpo, distancia-se do mesmo, fazendo agora parte do mundo espiritual, ainda que esteja ligado ao corpo por fios fluídicos.

Fenômenos estes, naturais que repousam sobre as propriedades do perispírito, sua capacidade de exteriorizar-se, irradiar-se, sobre suas propriedades depois da morte que se aplicam ao perispírito dos vivos (encarnados). Os laços que unem o perispírito ao corpo temporal, afrouxam-se por assim dizer, facultando ao espírito manter-se em relativa distancia, porém, não desligado de seu corpo. E esta ligação, permite ao espírito tomar conhecimento do que se passa com o seu corpo e retornar instantaneamente se algo acontecer.

O corpo por sua vez, fica com suas funções reduzidas, pois dele foram distanciados os fluidos perispirituais, permanecendo somente o necessário para sua manutenção. Este estado em que fica o corpo no momento do desdobramento, também depende do grau de desdobramento que aconteça.

Os desdobramentos podem ser:

 a) conscientes : Este, caracteriza-se pela lembrança exata do ocorrido, quando ao retornar ao corpo o ser recorda-se dos fatos e atividades por ele desempenhadas no ato do desdobramento. O sujeito é capaz de ver o seu “Duplo”, bem próximo, ou seja, de ver a ele mesmo no momento exato em que se inicia o desdobramento. Facilmente nestes casos, sente-se levantando geralmente a cabeça primeiramente e o restante do corpo, depois. Alguns flutuam e vêem o corpo carnal abaixo deitado, outros vêem-se ao lado dos corpos, todavia esta recordação é bastante profunda e a consciência e altamente límpida neste instante. Existe uma ligação ainda profunda dos fluidos perispirituais entre o corpo e o perispírito, facilitando assim, as recordações pós-desdobramento. 

b) inconscientes: Ao retornar o ser de nada recorda-se. Temos que nos lembrar que na maioria das vezes a atividade que desempenha o ser no momento desdobrado, fica como experiências para o próprio ser como espírito, sendo lembrado em alguns momentos para o despertar de algumas dificuldades e vêem como intuições, idéias. Os fluidos perispirituais são neste caso bem mais tênues e a dificuldade de recordação imediata fica um pouco mais árdua, todavia as informações e as experiências ficam armazenadas na memória perispiritual, vindo a tona futuramente. Em realidade a palavra inconsciente, é colocada por deficiência de linguagem, pois, inconsciência não existe, tendo em vista o despertar do espírito, levando consigo todas as experiências efetivadas pelo mesmo, então colocamos a palavra inconsciente aqui, é somente para atestarmos a temporária inconsciência do ser enquanto encarnado.

c) voluntários: Se a própria pessoa promove este distanciamento. Analisemos algo bastante singular, nem todos os desdobramentos voluntários há consciência, pois como dissemos acima poderão haver algumas lembranças do ocorrido, existem ainda muitas dificuldades, no momento em que o espírito através de seu perispírito aproxima-se novamente de seu corpo, pela densidade ainda dos órgãos cerebrais é possível haver bloqueio dessas experiências. É necessário salientar que o ser encarnado na terra, ainda se encontra distante de controlar todos os seus potenciais, e por isso também há este esquecimento. Haja vista, algumas pessoas até provocarem o desdobramento e no momento de consciência terem medo e retornarem ao corpo apressadamente, dificultando ainda mais a recordação. Os desdobramentos podem também ocorrer nos momentos de reflexões, onde nos encontramos analisando profundamente nossos atos e cuja atividade nos propicia encontrar com seres que nos querem orientar para o bem, parte de nosso perispírito expande-se e vai captar as experiências e orientações devidas. 

 d) provocados: Através de processos hipnóticos e magnéticos, agentes desencarnados ou até mesmo encarnados podem propiciar o desdobramento do ser encarnado. Os bons Espíritos podem provocar o desdobramento ou auxiliá-los sempre com finalidades superiores. Mas espíritos obsessores também podem provocá-los para produzir efeitos malefícios. Afinizando-se com as deficiências morais dos desencarnados, propiciamos assim, uma maior facilidade para que os espíritos mal-feitores possam provocar o desligamento do corpo físico atraindo o ser encarnado para suas experiências fora do corpo. A lei que exerce esta dependência é a de afinidade.

e) emancipação Letárgica: Decorre da emancipação parcial do espírito, podendo ser causada por fatores físicos ou espirituais. Neste caso o corpo perde temporariamente a sensibilidade e o movimento, a pessoa nada sente, pois os fluidos perispiríticos estão muito tênues em relação a ligação com o corpo. O ser não vê o mundo exterior com os olhos físicos, torna-se por alguns instantes incapaz da vida consciente. Apesar da vitalidade do corpo continuar executando-se. Há flacidez geral dos membros. Se suspendermos um braço, ele ao ser solto cairá.

f) emancipação Cataléptica: Como acima, também resulta da emancipação parcial do espírito. Nela, existe a perda momentânea da sensibilidade, como na letargia, todavia existe uma rigidez dos membros. A inteligência pode se manifestar nestes casos. Difere da letárgica, por não envolver o corpo todo, podendo ser localizado numa parte do corpo, onde for menor o envolvimento dos fluidos perispirituais. Texto extraído do “PORTAL DO ESPÍRITO”

DESDOBRAMENTO DURANTE O SONO

 Durante o sono o Espírito desprende-se do corpo; devido aos laços fluídicos estarem mais tênues. A noite é um longo período em que está livre para agir noutro plano de existência. Porém, variam os graus de desprendimento e lucidez. Nem todos se afastam do seu corpo, mas permanecem no ambiente doméstico; temem fazê-lo, sentir-se-iam constrangidos num meio estranho (aparentemente).

Outros movimentam-se no plano espiritual, mas suas atividades e compressões dependem do nível de elevação. O princípio que rege a permanência fora do corpo é o da afinidade moral, expressa, conforme a explanação anterior, por meio da afinidade vibratória ou sintonia. O espírito será atraído para regiões e companhias que estejam harmonizadas e sintonizadas com ele através das ações, pensamentos, instruções, desejos e intenções, ou seja, impulsos predominantes. Podendo assim, subir mais ou se degradar mais.

O lúbrico terá entrevistas eróticas de todos os tipos, o avarento tratará de negócios grandiosos (materiais) e rendosos usando a astúcia. A esposa queixosa encontrará conselhos contra o seu marido, e assim por diante. Amigos se encontram para conversas edificantes, inimigos entram em luta, aprendizes farão cursos, cooperadores trabalharão nos campos prediletos, e, assim, caminhamos.

Para esta maravilhosa doutrina, conforme tais considerações, o sonho é a recordação de uma parte da atividade que o espírito desempenhou durante a libertação permitida pelo sono. Segundo Carlos Toledo Rizzini, interpretação freudiana encara o sonho como apontando para o passado, revelando um aspecto da personalidade. Para o Espiritismo, o sonho também satisfaz impulsos e é uma expressão do estilo de vida, com uma grande diferença: a de não se processar só no plano mental, mas ser uma experiência genuína do espírito que se passa num mundo real e com situações concretas.

Como vimos, o espírito, livre temporariamente dos laços orgânicos, empreende atividades noturnas que poderão se caracterizar apenas por satisfação de baixos impulsos, como também, trabalhar e aprender muito. Nesta experiência fora do corpo, na oportunidade do desprendimento através do sono, o ser, poderá ver com clareza a finalidade de sua existência atual, lembrar-se do passado, entrevê o futuro, todavia a amplitude ou não dessas possibilidades é relativa ao grau de evolução do espírito.

PREPARAÇÃO PARA O SONO

Verificando o lado físico da questão, vamos ver a importância do sono, pelo fato de passarmos 1/3 de nosso dia dormindo, nesta atividade o corpo físico repousa e liberta toxinas. Para o lado espiritual, o espírito liga-se com os seus amigos e intercambia informações, e experiências.

Façamos um preparo para o nosso repouso diário:

Orgânico – refeições leves, higiene, respiração moderada, trabalho moderado, condução de nosso corpo quanto a postura sem extravagâncias

 Mental Espiritual – leituras edificantes, conversas salutares, meditação, oração, serenidade, perdão, bons pensamentos.

Todavia não nos esqueçamos que toda prece se fortifica com atos voltados ao bem, pois então, atividades altruístas possibilitam uma melhor afinidade com os bons espíritos. (Aluney Elferr Albuquerque Silva)

Sobre Apometria

Dentro do estudo da mediunidade encontramos uma das técnicas de suma importância para o desenvolvimento do médium a Apometria, que é conhecida também como “viagem astral”ou”desdobramento”, mas o que menos interessa é a nomenclatura. É mister que todo médium tenha conheciento desta pratica e partilhar as experiências conquistadas com seus semelhantes e, por que não junto aos seus mentores. Eu os convido a leitura. 

O  site wikipedia( http://pt.wikipedia.org/wiki/),  é bem didático e explica numa liguagem fácil para entendermos está faculdade mediúnica.  Apometria é o nome dado por certas correntes místicas e religiosas a uma prática que consistiria na emancipação temporária da alma, que poderia se desligar parcialmente do corpo, com o objetivo de promover a cura e o bem-estar.

Sua eficácia seria dirigida tanto ao próprio praticante quanto a outras pessoas previamente selecionadas para participar do tratamento. Etimologicamente o termo se compõe do prefixo grego apo (além) e do radical metria (medida). De acordo com seus teóricos, uma espécie de energia, direcionada pela atuação da força de vontade do terapeuta, e impregnada de amor, seria canalizada na forma de “pulsos magnéticos” para tratar portadores de transtornos psicológicos, doenças genéticas de difícil resposta à terapêutica médica, ou consideradas incuráveis.

A prática surgiu nos anos 60, como uma alternativa de tratamento a doentes desenganados, através do trabalho de sistematização coordenado pelo Dr. José Lacerda de Azevedo no Hospital Espírita de Porto Alegre. Foi ele o responsável pela fixação das Leis da Apometria.

Leis da apometria:

 Primeira Lei: Lei do desdobramento espiritual;

 Segunda Lei: Lei do acoplamento físico;

 Terceira Lei: Lei da ação à distancia, pelo espírito desdobrado;

 Quarta Lei: Lei da formação dos campos-de-força;

 Quinta Lei: Lei da revitalização dos médiuns;

 Sexta Lei: Lei da condução do espírito desdobrado, de paciente encarnado, para os planos mais altos, em hospitais do astral;

Sétima Lei: Lei da ação dos espíritos desencarnados socorristas sobre os pacientes desdobrados;

 Oitava Lei: Lei do ajustamento de sintonia vibratória dos espíritos desencarnados com o médium ou com outros espíritos desencarnados, ou de ajustamento da sintonia destes com o ambiente para onde, momentaneamente, forem enviados;

 Nona Lei: Lei do deslocamento de um espírito no espaço e no tempo;

 Décima Lei: Lei da dissociação do espaço-tempo;

 Décima Primeira Lei: Lei da ação telúrica sobre os espíritos desencarnados que evitam a reencarnação;

 Décima Segunda Lei: Lei do choque do tempo;

 Décima Terceira Lei: Lei da influência dos espíritos desencarnados, em sofrimento, vivendo ainda no passado, sobre o presente dos doentes obsediados.

Cordão de Prata

“Cordão de Prata”, para quem não conhece este termo, trata-se de um cordão luminoso que é a conexão de nosso corpo etéreo (Espiritual) com nosso corpo material (Físico). Abaixo segue um texto que nos explica  este tema tão importante. Eu os convido a leitura.

Dentro do estudo da projeção da consciência, o cordão de prata (1) é um capítulo à parte. É, na verdade, uma das partes mais importantes desse estudo.  Alguns projetores afirmam que o cordão de prata não existe, que nunca o viram em suas projeções. Contudo, isso é fácil de explicar: às vezes a densidade do cordão é tão sutil que o mesmo se torna invisível e intangível para o próprio projetor.

 Além disso, se o projetor estiver projetado a grande distância do seu corpo físico, fica mais difícil ainda percebê-lo. Pode se considerar, ainda que se alguns projetores não conseguem ver nem mesmo o próprio corpo humano deitado no leito, e isso não significa que ele não existe. A melhor maneira do projetor verificar a existência do cordão de prata é se manter perto do corpo físico, onde sua densidade é maior, devido à ação da cúpula energética, e usar, então, as mãos extrafísicas (paramãos) para apalpar a própria nuca extrafísica (paranuca) e ali tocar ou sentir as pulsações energéticas do cordão.

Pelo fato do cordão se inserir na parte posterior da paracabeça do psicossoma, é óbvio que o projetor pode não percebê-lo, pois na maioria das vezes está olhando para frente, e nem se apercebe de que há uma conexão energética sutil, ligando-o ao corpo físico. Além do grande número de projetores (a maioria) que relatam ter visto e até tocado extrafisicamente o cordão de prata, temos também o relato de muitos clarividentes que em plena vigília física, viram o cordão aderido no psicossoma do projetor que lhes aparecia naquele instante.

Há, ainda, as informações passadas pelos espíritos desencarnados, através da psicografia e da psicofonia, contendo informações pormenorizadas do funcionamento desse cordão. Há uma certa controvérsia entre os pesquisadores e projetores a respeito do ponto de conexão do cordão de prata no corpo físico. Alguns dizem que ele se situa no plexo solar, outros afirmam que o ponto de contato é no interior da cabeça. Na verdade, o cordão de prata é uma série de filamentos energéticos embutidos por toda a extensão (interna) do corpo físico.

 Quando o psicossoma se projeta, esses filamentos se distendem e se unem formando, então, um feixe de energia que liga os dois corpos. Pode se dizer que são minicordões que se juntam num só. Os principais filamentos se distendem de cinco pontos básicos: ventre (chacra sexual), plexo solar (chacra umbilical), baço (chacra esplênico), coração (chacra cardíaco) e cabeça (chacras coronário e frontal). Às vezes, essa ligação do cordão de prata se faz pelas omoplatas extrafísicas (paraomoplatas) e chega até a paranuca por dentro do psicossoma.

Se o psicossoma se apresentar bastante denso energeticamente fora do corpo, é bem provável que o projetor veja um grande filamento do cordão exteriorizando-se do plexo solar ou do peito, pois são áreas que contém muito ectoplasma. O filamento energético da cabeça também estará exteriorizado, porém, como é muito sutil, o projetor poderá não percebê-lo. Como o leitor observa, o cordão de prata exterioriza-se de pontos diferentes no corpo físico, mas sua conexão principal está situada na cabeça, sede do corpo mental. Nem é preciso dizer que a pessoa pensa com a cabeça, e não com a barriga, mais precisamente enraizado na Glândula Pineal.

Nos relatos mediúnicos passados pelos espíritos desencarnados, eles informam que o rompimento final do cordão de prata se dá dentro da cabeça, e não no plexo solar. Para comparação do leitor, vejamos alguns relatos importantes sobre o cordão de prata extraídos das principais obras de projeção extrafísica:

– (Trechos extraídos do livro “A Transição Chamada Morte” – Charles Hampton – Páginas 42-44 – Editora Pensamento):

“O livro do Eclesiastes – Cap. 12 – Vers. 6, se refere ao cordão de prata com estas palavras: ‘ou o cordão de prata se solte ou o vaso de ouro se parta’. Uma quantidade enorme de filamentos nervosos reúnem-se na base do crânio e são, então, entrelaçados através da matéria do próprio cérebro. Assim podemos considerar o cérebro um painel controlador do sistema telegráfico dos nervos e dos músculos do corpo como se ele operasse alternadamente através da linha-tronco do cordão de prata pelas consciências superiores.

O cordão de prata reúne os filamentos nervosos que terminam no cérebro num cabo elétrico, que é ligado à sutura do alto da cabeça, chamada em sânscrito de centro brahmarandra, ou abertura de Brahma. É através desse centro do topo da cabeça que normalmente a consciência deixa o corpo humano, parcialmente no sono ou na meditação, e completamente na morte”. “Imagine-se um cabo feito com muitas centenas de delgados filamentos nervosos, cada um deles tendo uma linha claramente definida de substância etérica estendendo-se a partir deles, desde o ponto em que se une ao corpo, mas tornando-se mais etéreo à proporção que penetra os éteres mais finos, até tornar-se muito tênue.

Uma boa ilustração é um feixe de raios luminosos cruzando certa extensão do espaço e pelo qual um aeroplano pode-se guiar com certeza e segurança, tal como nas histórias infantis em que as fadas deslizam pelos raios do luar. Assim como temos inumeráveis extensões de ondas em nosso rádio, e a sinfonia passa a uma fração de polegada de distância das notícias irradiadas, sem que uma jamais interfira na outra; da mesma forma o cordão de prata de uma pessoa jamais se emaranha com o de outra, porque cada pessoa é única, tal como duas folhas de uma árvore não são exatamente iguais, ou duas impressões digitais não são as mesmas”.

“No sono, principalmente numa pessoa que tenha receio de se afastar demais de seu corpo, o cordão de prata tem a aparência de um cordão umbilical, a não ser pelo fato de estar ligado ao centro do cérebro e não ao umbigo. Parece quase palpável. Mas se uma pessoa viaja a uma certa distância de seu corpo, seria mais comparável a uma irradiação de farol”.

A partir desses relatos, o leitor constata que o verdadeiro protetor do corpo físico durante a experiência extracorpórea é o cordão de prata. Ele não falha: sempre vai puxar o projetor de volta para a sua “cela de carne”. Inclusive, em certas situações, o cordão pode interromper uma projeção, devido a algum barulho ocorrido nas proximidades do local onde o físico está deitado, bem no meio de um evento extrafísico importante.

O projetor deve se acostumar, pois isso é mais comum do que se pensa. Muitas pessoas perguntam: “Pois bem, depois de sair do corpo como é que se faz para voltar para ele?” – Na verdade, essa questão não é importante, pois a volta para o corpo é inevitável. O espírito está ligado ao corpo para uma experiência encarnado na Terra, e o cordão é que o mantém anexado ao plano físico. Portanto, o projetor não deve se preocupar com isso, pois não há como não voltar para o corpo. (Texto extraído do livro “Viagem Espiritual II – Wagner Borges – Editora Universalista – 1995.)

– Notas:

1. Cordão de Prata: conduto energético que interliga o corpo espiritual ao corpo físico durante as experiências fora do corpo; cordão astral; fio de prata; teia de prata; cordão prânico; cordão espiritual.

2. Tal fato se deve a três fatores básicos: – Medo de encarar o próprio corpo, prostrado no leito, vazio de alma, tal qual zumbi; – A ação do cordão de prata, dentro do perímetro energético de sua cúpula, cria dificudades para o projetor se manter totalmente lúcido e com perfeita autocrítica dos fatos; – Psicossoma portando energias muito densas, o que acarreta distorções nas parapercepções do projetor; Obs.: O famoso projetor inglês da década de 1920, Oliver Fox (pseud. de Hugh Callaway (1885-1949), autor do livro “Astral Projection”) nunca viu seu corpo físico durante as suas projeções.

3. Psicossoma (do Grego: “Psique”: “Alma”; e “Soma”: “Corpo”): Significa literalmente “corpo da alma” – Expressão usada inicialmente pelo espírito André Luiz nas obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier e por Waldo Vieira, nas décadas de 1950-1960, que atualmente é mais usada pelos estudantes de Projeciologia). Sinonímias: “Corpo espiritual” (Cristianismo – Cor. I, cap. 15, vers. 44) – “Corpo astral” (do Latim “Astrum”: “Estrelado” – Expressão usada pelo grande iniciado alquimista Paracelso, no séc. 16, na Europa, e por diversos ocultistas e teosofistas posteriormente) – “Perispírito” (Espiritismo – Allan Kardec, séc. 19, na França) – “Corpo de luz” (Ocultismo).

4. Às vezes, essa ligação do cordão de prata se faz pelas omoplatas extrafísicas (paraomoplatas) e chega até a paranuca, por dentro do psicossoma.

5. Ectoplasma: energia bastante densificada do interior do corpo humano, que, por vezes, se exterioriza para fora do corpo humano.

6. Ver o ótimo livro de Hernani Guimarães Andrade: “Espírito, Perispírito e Alma”; Ed. Pensamento; pág.153-157.

7. Tudo indica que esse pequeno corpo acinzentado era uma massa de ectoplasma exteriorizada do corpo físico. Bibliografia para Cordão de Prata Autor – Livro – Editora Allan Kardec – O Livro dos Espíritos, perguntas 135, 135a, 155, 155a, 401 e 437 – Livraria Allan Kardec Editora Allan Kardec – O Livro dos Médiuns, questões 172 a 174 – Livraria Allan Kardec Editora Léon Denis – No Invisível, capítulo 12 e págs. 132 e 153 – Federação Espírita Brasileira André Luiz/Francisco C. Xavier – Nosso Lar, capítulo 33 e pág 182 – Federação Espírita Brasileira André Luiz/Francisco C. Xavier – Os Mensageiros, pág. 250 – Federação Espírita Brasileira André Luiz/Francisco C. Xavier – Nos Domínios da Mediunidade, pág. 98 – Federação Espírita Brasileira André Luiz/Francisco C. Xavier – Mecanismos da Mediunidade, capítulo 21 e págs. 104 e 149 – Federação Espírita Brasileira André Luiz/Francisco C. Xavier – Evolução em Dois Mundos, pág. 132 – Federação Espírita Brasileira Hernani Guimarães Andrade – Espírito, Perispírito e Alma, capítulo 7 e págs. 111 e 148- Editora Pensamento Waldo Vieira – Projeções da Consciência, págs. 53, 84, 147 e 176 – Livraria Allan Kardec Editora Waldo Vieira – Projeciologia, capítulos 96 e 101 – Edição do Autor Lancellin/João Nunes Maia – Iniciação-Viagem Astral, todo o livro – Editora Espírita Cristã Fonte Viva Charles W. Leadbeater – Clarividência – Todo o livro – Editora Pensamento Yvonne A. Pereira – Memórias de um Suicida, págs. 48 e 49 – Federação Espírita Brasileira Atenção: O rompimento deste cordão só acontece no desencarne, e este somente Deus pode romper.