Você conhece Apolônio De Tiana?

Olá irmãos, mais uma vez em viagem em busca do conhecimento Divino, deparei com algo que realmente me fez pensar…seria apenas a figura de Jesus a indicar e ensinar caminhos do bem, da evolução humana? Ora, sabemos que não, mas um nome apareceu, um nome que talvez ainda seja pouco conhecido, ou mesmo, que não tenha recebido o reconheimento devido de sua importância…Apolônio De Tiana, quem foi?

Pois bem irmãos mais uma vez eu os convido a viajar nesta busca, conhecer um pouco sobre ele, eu os convido a leitura.(…Adriano D’Ogum…)

APOLÔNIO DE TIANA

Apolônio praticamente é um desconhecido da maioria das pessoas, mesmo daquelas que têm uma boa formação religiosa. Aparentemente parece estranho que uma figura tão relevante não seja citado nos livros que versam sobre religião, somente aparecendo o seu nome em documentos secretos e em alguns poucos livros de ocultismo.

Quem foi e que é Apolônio? – Apolônio é uma misteriosa figura que “apareceu” neste ciclo de civilização no início da era cristã (no século I). Os documentos que falam Dele geralmente nunca mencionam a palavra nasceu e sim apareceu, isto porque Ele, quando esteve diretamente na terra, manifestava natureza divina. Entre os atributos desta natureza Ele apenas tinha um corpo aparente, se apresentava na terra com corpo etéreo, tal como o de Jesus.

Em muitos pontos, a vida de Apolônio se assemelha à de Jesus. Até mesmo a Sua vinda a terra foi anunciada pelo Espírito Santo. Alguns documentos antigos afirmam que Ele, certo dia, surgiu na terra sem ascendentes, mas também há documentos que dizem ser Ele filho de uma Virgem. O sobrenome Tiana é mesmo nome da cidade onde ele primeiro se apresentou na terra, que ficava na Capadócia.

Dotado de uma palavra fácil, eletrizante e convincente, logo depois se transformou num tribuno, ao mesmo tempo em que sua fama se popularizava, caminhando pelo resto do mundo dando um exemplo justo, bom e perfeito. Foi um espontâneo defensor dos injustiçados, capaz de praticar os mais arrojados e difíceis atos de bravura. Sua firmeza e energia de propósitos, mesmo diante do perigo, causavam a todos uma coragem estóica. “Ele fora um Deus em forma de Homem!”.

Apolônio viajou muito no tempo em que esteve na Terra, desde o Egito até a Mongólia, sempre sendo iniciado nas Ordens na qual Ele encontrava, não que  precisava ser iniciado pois Ele já é Um Iniciado, mas sim como O próprio disse para um sacerdote quando pediu para ser iniciado: “Bem sabes porque não queres iniciar-me. Se o dizes, revelá-lo-ei: o meu crime é justamente conhecer bem melhor do que tu o rito da iniciação. Vim pedir-te por um ato de modéstia, submissão e simplicidade, a fim de que passasses por mais sábio do que Eu. Apenas isto!”.

Logo depois que saiu da sua cidade natal Ele ficou conhecido como um neo-pitagórico. Em Nínive, na Babilônia, encontrou Damis, seu inseparável e fiel discípulo. De lá ambos foram para a terra dos encantos, a Índia, e, percorreram a Mongólia e o Tibet, até que atingiram as colinas do Himalaia. Lá Apolônio deixou Damis e partiu só para um mosteiro onde Ele tornou-se o “Senhor portador dos oito poderes da Yoga”, que era o mais alto Grau dos mosteiros daquela época, neste momento, dizem, uma áurea de Luz Lhe emergiu a cabeça de modo permanente. Depois voltou e se encontrou com Damis e voltaram para a Grécia, onde começou a fase mais intensa de curar doentes, desde do corpo a alma, paralíticos, cegos e até ressuscitar mortos, como aconteceu com uma moça em Roma.              

Uma das missões de Apolônio foi a de ensinar aos seguidores de Jesus o como manipular as leis da natureza. Alguns documentos dizem, e é verdade, que Apolônio fez milagres idênticos àqueles feitos por Jesus. O poder dele era tamanho que aonde chegava as guerras eram interrompidas e os exércitos enterravam as suas armas. Também pregava e para ouvi-Lo vinham pessoas de lugares distantes.

Apolônio, por sua vez, ensinou como usar as leis da natureza, explicou o como eram feitos os milagres Dele e de Jesus, preparou os primeiros cristãos para disporem dos meios de curas e de todos os outros que Jesus utilizou. Mostrou o poder das cores, mostrou que tudo na natureza é vibração, fez ver que existe uma polaridade (Já constante dos Princípios Herméticos) em tudo quanto há, que as coisas podem ser manipuladas pela luz, pelo som e coisas assim. Ensinou o valor das cores, portanto como usa-las nos templos para obtenção de estados especiais de consciência. Ensinou como usar a música, que tipo de música é adequado nas diferentes situações, e restabelecer os meios utilizados pelas ciências herméticas. Ensinou simbolismo, ensinou a linguagem simbólica por meio da qual uma pessoa pode entrar em sintonia com planos superiores, com mundos hiperfísicos. Ensinou como se processam as transmutações na natureza e como conseguir isso, como intervir no astral visando certos resultados. Disse do como captar o poder inerente a cada coisa, a cada cor, a cada forma. Ensinou o poder dos cristais e dos aromas e o como usa-los nos diferentes níveis. Assim estabeleceu formas de ampliação da consciência permitindo que as pessoas possam ter acesso a níveis superiores de consciência independentemente da interferência de forças espúrias. E também trouxe ensinamentos de morais o que atingia em cheio a maioria dos governantes dos locais onde Ele passou. Tendo o poder da profecia, Ele também profetizou alguns acontecimentos que logo ocorreram.

Sendo assim a conjura1, tentáculo do “poder” das trevas, praticamente arrasou o trabalho de Apolônio. Perseguiu inexoravelmente a pessoa e também toda a obra maravilhosa estabelecida por Ele.

Apolônio sofreu perseguições terríveis culminando com varias condenações, como uma vez em que Ele foi preso e a julgamento e falou para Damis e Demetrio esperarem-No em tal dia e tal hora na praia e quando chegou o dia e a hora marcada Ele simplesmente apareceu na praia ao lado dos dois, e outra vez foi a de ser estraçalhado por uma matilha de cães ferozes, quando ia ser atacado pelos cães Ele simplesmente sumiu diante da vista de toda uma multidão. Tamanho fenômeno contribuiu ainda mais para fazer crescer o mito sobre a pessoa de Apolônio.

Depois da Sua partida, foi escrito um livro com Sua história e com grande parte dos Seus ensinamentos, apresentado em forma de um evangelho com oito capítulos. Os ensinamentos e o poder do evangelho de Apolônio era muito superior àqueles dos quatro evangelistas da época de Jesus, nele havia coisas que faziam tremer aqueles elementos da conjura que estavam se infiltração no cristianismo de então.

Após a condenação e desaparecimento a conjura ficara livre da presença direta de Apolônio, mas a Seu prestígio tornou-se logo lendário. Assim a conjura que já havia experimentado com relativo sucesso o método do despistamento no seio do cristianismo primitivo, logo passou a usa-lo entre os seguidores de Apolônio que, em sua quase totalidade, eram cristãos. No cristianismo primitivo a conjura se infiltrar e procurou destruir os autênticos ensinamentos de Jesus assumindo a direção das instituições em geral. No caso de Apolônio ela que já tinha muita influência dentro das comunidades cristãs com alguma facilidade pode usar com sucesso o método da falsificação. Assim sendo inundou o mundo de então com grande número de copias falsas dos ensinamentos de Apolônio. Isto funcionou eficazmente que até hoje só um “expert” em ocultismo é capaz de distinguir o que não é e o que é autêntico. Assim em séculos futuros Ele foi quase total e oficialmente esquecido e o Seu nome colocado na galeria dos mitos. Em todas as bibliotecas membros da conjura colocam obras falsas como sendo de Apolônio que mais tarde geraram suspeitas pelas incoerências nelas contidas. A incredulidade a respeito daquele Mestre em parte se deve àquele trabalho de despistamento e em parte à magnitude de tudo aquilo que Ele realizou e que o qualificou como uma figura lendária. Assim sendo quase tudo o que existe escrito sobre Apolônio, e sobre ensinamentos a Ele atribuídos, em grande número são falsos. Alguns documentos autênticos existem e são zelosamente guardados por algumas sociedades iniciáticas, e reservados aos iniciados nos Mistérios Maiores.

Por outro lado à influência de Apolônio foi de tamanha magnitude que o Cristianismo primitivo incorporou uma grande parcela dos ensinamentos que têm sido usados em aplicações práticas. Assim sendo, a maior parte do ritual e do simbolismo da Igreja Católica tem como ponto de origem Apolônio. Muitas pessoas indagam: De onde surgiram os símbolos e os vastos rituais incorporados à Igreja Católica se Jesus jamais publicamente usou qualquer um deles? Há quem diga que eles foram incorporados de práticas pagãs, mas isso só é verdade se, como tal for também incluída a doutrina de Apolônio que deu origem à quase totalidade dos ritos e símbolos do Catolicismo.

É de causar admiração que, mesmo havendo estado e até hoje atuantes no seio da igreja, os membros da conjura hajam deixado ficar os ritos e símbolos estabelecidos por Apolônio, desde que eles se constituíam poderosos meios de persuasão, de coesão e conseqüente manutenção da unidade religiosa. Eis duas explicações possíveis: Uma, que a conjura desconhecia todo o potencial do simbolismo e ritualística orientada por Apolônio assim não vendo neles mais que encenações, portanto algo sem perigo algum. Na verdade os próprios membros da conjura haviam apagado o conhecimento até mesmo para a maior parte daqueles que faziam parte do seu ciclo interno, conseqüentemente o potencial dos símbolos era algo desconhecido para eles. Segundo, julgando que afastado Apolônio os elementos mágicos incorporados aos ritos e símbolos serviria também aos seus intentos, pois manteria a coesão daquela estrutura que, de uma certa forma, ela já dominava.

Podemos dizer que ambas as afirmativas são verdadeiras, em parte a conjura desconhecendo o potencial ritualístico e simbólico deixou que eles continuassem presentes no cristianismo e, em parte ela sentiu que tudo aquilo era importante para a estruturação da religião num bloco coeso por ela administrado.

Em muitos momentos a conjura deturpou o ritual e o simbolismo, tirou coisas benéficas e as substituiu por coisas maléficas, entre os quais o uso do vinho, portanto do álcool, no ritual da missa.

Não é somente o ritual católico que se originou dos ensinamentos de Apolônio, praticamente a quase totalidade dos símbolos da magia, do hermetismo, do ocultismo, da gnosis e de muitas outras formas do o ocultismo em parte tem como origem Salomão, mas a quase totalidade deles provêm de Apolônio.

Publicamente pouco de autenticidade nas publicações que foram feitas sobre os ensinamentos atribuídos a Apolônio. Do Seu evangelho existe uma pequena parte que já foi publicado, o mais apenas algumas poucas doutrinas iniciáticas possuem e mesmo assim somente tem acesso a eles iniciados de grau elevado. O que chega às mãos dos profanos praticamente são aquelas obras preparadas especialmente pela conjura, obras apócrifas, portanto, sem quaisquer significados positivos. A um não iniciado é possível a aquisição de apenas um trabalho autêntico intitulado Nuctemeron, mas até mesmo dele existem também algumas edições falsas. O título do livro significa: “O Dia de Deus que Resplandece nas Trevas” (O Deus que está “aprisionado” em cada pessoa ainda envolvida em trevas. Isso equivale ao desabrochar da Centelha Cósmica em cada um, ao desenvolvimento da consciência clara do Mestre de Cada Um).

Na obra Nuctemeron os ensinamentos de Apolônio são distribuídos como em um relógio em 12 horas, ou degraus, e a cada hora corresponde uma instrução especial. Os ensinamentos daquela obra são apresentados em linguagem um tanto velada. São ensinamentos de altíssimo nível.

 

Primeira Hora:             “Os demônios entoam em conjunto louvores a Deus. Eles perdem a maldade e a ira.”   

 

Segunda Hora:              “Mediante a dualidade, os Peixes do zodíaco louvam a Deus. As serpentes ígneas enrolam-se em torno do caduceu e o relâmpago torna-se harmonioso.”

 

Terceira Hora:              “As serpentes do caduceu de Hermes se entrelaçam três vezes. Cérbero escancara sua tríplice goela e o fogo entoa louvores a Deus pelas três línguas do relâmpago.”

 

Quarta Hora:                 “Na quarta hora a alma regressa da visita aos túmulos. É o momento em que as quatro lanternas mágicas dos quatro cantos do círculo são acesas. É a hora dos encantamentos e das ilusões.”

 

Quinta Hora:                 “A voz das Grandes Águas entoa ao Deus das Esferas Celestiais.”

 

Sexta Hora:                   “O Espírito permanece impassível. Ele vê o monstro infernal vir ao Seu encontro e está sem medo.”

 

Sétima Hora:                 “Um fogo que dá vida a todos os seres animados, é dirigido pela vontade de homens puros. O Iniciado estende a mão e o sofrimento transforma-se em paz.”

 

Oitava Hora:                 “As estrelas conversam entre si. A alma dos sóis responde ao suspiro das flores. A corrente da harmonia faz todos os seres da natureza se harmonizarem entre si.”

 

Nona Hora:                    “O número que não deve ser revelado.”

 

Décima Hora:                “A chave do ciclo astronômico e do movimento circular da vida dos homens.”

 

Décima Primeira Hora: “As asas dos Gênios movimentam-se com um misterioso rumorejar. Eles voam de esfera a esfera e levam as Mensagens de Deus de mundo a mundo.”

 Décima Segunda Hora: “Aqui se realiza, pelo Fogo, a Obra da Luz Eterna.”

Fonte: Texto de:

 

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Qual a relação entre Imhotep, caduceo e pirâmides?

Olá irmãos, quem já não ouviu falar de “Imhotep”, “caduceo”? talvez poucos, mas muitos já ouviram de as “Pirâmides”! Bem, de toda forma, é um conhecimento deveras interessante e verdadeiro, então vamos a mais uma viagem rumo ao conhecimento, eu os convido à leitura. (…Adriano D’Ogum…)

IMHOTEP ENERGIA TAQUIÔNICA

IMHOTEP
significa
“o Sábio que veio em paz”
Gênio do Antigo Império Egípcio na Terceira Dinastia (2686 – 2613 a.C); Arquiteto de Saqqara, a primeira pirâmide construída. Primeiro Ministro e Sumo Sacerdote do culto a Ptah. Além de Arquiteto, era também Médico, Astrônomo, Filósofo e Poeta, considerado uma divindade pelos egípcios, pelo seu dom na Medicina.
O Caduceo, que hoje é usado como símbolo da Sociedade Médica, era sua vara de poder e energia. Caduceo é um bastão com duas serpentes entrelaçadas. O bastão significa a Coluna Vertebral Humana, que segundo Imhotep, possui sete chacras [centros nervosos]. As duas serpentes entrelaçadas, significam as duas polaridades da carga elétrica e movimentos opostos, que correspondem ao Universo dual. Com esse bastão, Imhotep media a quantidade de energia vital que um ser humano processa em seu interior. Descobria assim, se a pessoa tinha um desequilíbrio celular eletromagnético. E conseguia neutralizar os pares de partículas, com cargas opostas, da coluna vertebral, levando ao equilíbrio, cura e até mesmo à iluminação.Para a construção de Saqqara, Imhotep determinou a localização, lugar estratégico, no Egito, para suas misteriosas finalidade. Construiu a 31 e 32 graus de longitude leste e 29 e 30 graus de latitude norte. Esta área é o principal eixo da malha eletromagnética com 500 V por metro quadrado, na atmosféra.Imhotep utilizava dessa fonte de energia positiva, captada pelos cristais de quartzo que revestiam a Pirâmide Saqqara e geravam constantes ondas radioelétricas. Todo o complexo era um imenso circuito eletrônico construido em pedra e circundado por um muro que facilitava a captação de energia pela pirâmide.

A construção de Saqqara se deu em três etapas e finalizou como um corpo de um ser humano. Na primeira etapa, foi construída a Coluna Vertebral do Complexo. Na segunda etapa, foi construída uma pirâmide escalonada subterranea, que geravam ondas eletromagnéticas, facilitando o transporte dos enormes blocos de pedras utilizadas. Usaram pilares chamados Djed (pilar de energia) que transferiam entre si, carga de Íons gerados por suas massas de vibração. Era utilizado a força da mente humana para gerar energia, no primeiro pilar. A partir daí, a energia fluía constantemente para as outras.

Na terceira e última etapa, aumentaram as plataformas das faces norte e oeste da pirâmide. Com a conclusão, o obelisco virtual subterrâneo ficou alinhado exatamente no eixo norte e sul da pirâmide.

O objetivo máximo de Imhotep, com a construção de Saqqara, era preparar os humanos para “iluminação”. O caminho da perfeição espiritual é individual e intransferível. Ninguém pode evoluir por outra pessoa.

O acesso as câmaras, por seres com mentes primárias, que possuiam um campo elétrico pessoal carregado negativamente, não era permitida. Na entrada, ao interior da Pirâmide, em seu longo corredor, existiam 48 colunas que possuiam um poderoso campo de força que ampliavam os sentimentos dos visitantes. Dessa forma, entrar com algum tipo de energia oposta, era automaticamente impedida por essa força magnética.

Essa fabulosa Máquina Quântica de Imhotep, tinha por fundamento, aumentar a energia vital [o poder mental] e despertar novos sentidos, como a telepatia e a sensibilidade para perceber a aura de outros indivíduos. Acreditavam também que se posicionassem acima do tempo, perceberiam a cadeia de reencarnações pessoais, já vividas. Os discípulos de Imhotep aumentavam a frequência de vibração acelerando a evolução espiritual.

Saqqara produzia energia taquiônica, a energia de maior frequência e vibração do Universo. Essa energia é neutra (como a energia do amor) e se compõem de pares de partículas que por terem cargas elétricas contrárias, se anulam e se equilibram. Por serem neutras, não sofrem resistência e, por isso se movem vinte e sete vezes mais rápido que a velocidade da luz. É a energia do pensamento, que vibra na alta frequência do amor. Vibrando nesta frequência, a mente pode dirigir a energia taquiônica, a energia do pensamento, para elevar a energia vital, realizando curas fantásticas e até salvando-os. Todos os seres e coisas do Universo vibram com frequências diferentes, dependendo do seu nível de evolução.

Os sacerdotes revelaram que o Universo tem dois pólos energéticos: o Amor e o Medo. O primeiro com uma altíssima frequência de vibração e o segundo com uma baixíssima frequência de vibração. O amor é neutro, não tem polaridade, não tem massa. É energia que pertence ao plano mental e espiritual com livre arbítrio de cada ser, de acordo com sua evolução.

A maneira como Imhotep e seus discípulos viam o Universo foi talhado na pedra, através de hieróglifos. Hieróglifos [escrita egípcia que significa: Hieros, Sagrado e Glifos, Imprimir].

As leis enunciadas por Imhotep, são legados que se tornaram base do conhecimento hermêtico dos Maçons, Rosa Cruzes, Templários e outras Sociedades Secretas.

pt.shvoong.com/exact

Sobre Memphis e Misraïm

                            Rito Egípcio de Memphis e Misraïm – Mitologia

 

ADÃO: “O Primeiro”

Diz a Antiga Tradição que a vida surgiu em Thulé, quando Elfou  (provavelmente a mais antiga palavra para designar “Deus”) moldou uma forma e lhe conferiu o sopro da vida. A essa forma deu o nome de “Adão” (palavra aramaica que quer dizer “o primeiro”), e para consumar a Sua Obra instruiu-o nos “Mistérios da Vida”, que consistiam no conhecimento de “Tudo em Tudo”.

Quando se diz que “a Maçonaria é tão antiga quanto a própria humanidade” está-se a fazer alusão a esta mítica transmissão do “Segredo” ao Primeiro homem. Com efeito, o conhecimento de “Tudo em Tudo” continua a ser o mais antigo mistério da Maçonaria.

Desde sempre, o homem teve necessidade de se agrupar com outros homens da sua mais absoluta confiança, num espírito de solidariedade sem limites, com quem se sentia seguro e apoiado, e onde podia expor os seus conhecimentos e ideias sem receio de ser incompreendido ou mal interpretado. Não é difícil imaginar que grupos desta natureza se reunissem secretamente (para não indignar aqueles que não tivessem sido considerados dignos de os integrar), e que a sua preocupação pouco teria a ver com o simples bem-estar dos seus membros, pois o que provavelmente mais interessava a estes grupos discretos e filantrópicos era lutar pelo bem-estar de toda a comunidade, assegurar os princípios básicos da justiça social e promover o seu desenvolvimento cultural.

Para a sua própria segurança e discrição, os membros destes grupos tiveram necessidade de criar uma linguagem secreta, com recurso a símbolos, só por eles compreendida, a qual podia ser utilizada em praticamente todos os lugares e situações sem comprometer o seu sigilo.

Foi também nestes grupos restritos que, muito mais tarde, se viriam a desenvolver, preservar e transmitir as “Sete Ciências Livres”, também designadas por “Sete Artes”. Estas “Artes” são, em primeiro lugar, a Gramática, a Dialéctica e a Retórica (grupo de saberes designado por “Trivium”), e depois, a Aritmética, a Geometria, a Música e a “Astronomia” (o “Quadrivium”). O conjunto destes dois grupos (as Sete Artes) era designado por “Grande Ciência Sagrada”.

CAIM: “O Filho da Luz”

Recorrendo de novo à Tradição, constatamos um aspecto importante e pouco conhecido: Eva foi mãe de Caim, Abel e Seth (este último nascido em 930 da era antiga, no final da vida de Adão), mas apenas Abel e Seth eram filhos de Adão. Na verdade, Caim não pertence a uma pura genealogia terrena, mas sim a um cruzamento desta com a espiritual, tendo como pai Eblis (designado na Bíblia por Lúcifer).

Enquanto Caim é um “Filho da Luz”, um ser celestial ligado ao Cosmos, à investigação, ao desenvolvimento intelectual, à liberdade, ao domínio da natureza (agricultura, inventos, construção), Abel é um simples filho da matéria, portador de todos os defeitos humanos e dominado por preconceitos e superstições, não passando de um escravo da sua própria ignorância.

O Ser Radioso Eblis (ou Iblis), o pai de Caim, torna-se assim o progenitor de uma extensa dinastia paralela à humana e que se reproduz de forma idêntica. É a dinastia dos Filhos da Luz, que deu origem a Enoch, Hermes, Imhotep (construtor do templo de Edfou e da grande pirâmide de Kéops), Hiram Abif (construtor do Templo de Salomão), e a muitos outros Seres da mais elevada intelectualidade e espiritualidade.

Por se recusar a obedecer a Adão, um simples humano, O Espírito da Luz (Eblis, Lúcifer) foi expulso do paraíso terrestre. Porém, era tanto o seu brilho que só no firmamento encontrou local onde pudesse alojar-se. Por isso, converteu-se na estrela Polar, para irradiar alguma luz e ajudar a dispersar as trevas da humanidade.

Foi imensa a dor de Caim, que também era odiado pela família, a qual queria, a todo o custo, subjugá-lo e transformá-lo num ser acorrentado às limitações humanas. Quem o perseguia mais insistentemente para lograr estes propósitos era o seu irmão Abel, incumbido de tal missão por Adão. Por esta razão Caim foi obrigado a lutar pela liberdade da linhagem espiritual, negando-se a vê-la acorrentada à imperfeição e às fracas limitações humanas. Saiu vencedor desta luta, tendo sucumbido o seu irmão.

Esta passagem refere-se, como é óbvio, à luta que cada ser humano deve travar internamente, consigo próprio, no sentido de se libertar dos erros e vícios que são inerentes à condição humana.

Caim e Abel são designações de diferentes estados da evolução humana, os quais são antagónicos e irreconciliáveis. Representando Caim o BEM, a VIRTUDE e o ALTRUÍSMO, e Abel o MAL, o EGOCENTRISMO e a INVEJA, tudo isto no ser humano, é obrigação de cada um de nós “matar o mal” que em si reside. Por isso, Caim era filho do Espírito da Luz, de genealogia não humana. Fora despertado pelo seu “Pai Celeste”. Era o “novo homem” que despontava. E é também por essa razão que, explorando as antigas escrituras, chegamos ao terceiro filho de Adão – “Seth” –, que corresponde ao culminar da perfeição.

Percebemos assim que todos estes estados devem ocorrer em cada homem: começa por ser Abel (o profano), depois Caim (o iniciado), e mais tarde Seth (o iluminado). É por esta razão que a Maçonaria é “caimita”.

A incapacidade de interpretar o verdadeiro sentido (filosófico) dos textos dos antigos livros sagrados, levou ao estabelecimento de religiões contra-iniciáticas, que têm contribuído para perpetuar a ignorância.

HENOCH: “O Profeta”

Voltando à lenda bíblica…..

Dos descendentes de Caim e de sua esposa (Zila), que foram muitos e seria impossível mencionar todos, vamos agora referir o primeiro filho de Jared: Henoch (que por sua vez foi pai de Matusalém).

Henoch foi o sétimo patriarca de Israel. Nasceu no ano 1422 da era antiga. Segundo a tradição, durante um sonho foi-lhe revelado o verdadeiro nome de Deus, na condição de nunca o poder revelar ou sequer pronunciar, e noutro sonho foi informado acerca do dilúvio e da destruição que o mesmo implicava.

Perante isto, resolveu preservar da catástrofe a revelação do primeiro sonho, e gravou uma representação simbólica sobre um delta de ouro, que incrustou numa pedra cúbica (uma ágata). Esta relíquia foi guardada numa abóbada que escavou no interior de uma montanha.

JABAL, “O Artista” e TUBALCAIM, “O Mestre dos Metais” (ou “Alquimista”)

Continuando na “dinastia” de Caim, vamos destacar dois dos filhos do patriarca Lamec: Jabal e Tubalcaim (Lamec foi também pai de Noé, aos 182 anos).

A Jabal (o filho mais velho) foi revelado o segredo das Sete Artes e a Tubalcaim foram confiados os segredos da Ciência Secreta de forjar e transmutar os metais (a Alquimia).

Para preservar todos estes conhecimentos e impedir que fossem perdidos com o Dilúvio que se avizinhava (e cujos sinais os Sábios sabiam captar), os dois irmãos gravaram-nos sobre duas colunas, uma de pedra e a outra de tijolo.

O dilúvio teve lugar no ano 1657 da era antiga (2378 anos a.C.), quando as chuvas caíram ininterruptamente durante 40 dias e provocaram uma inundação que durou 160 dias.

MISRAÏM, “O Divulgador do Rito”

Misraïm era neto de Noé (filho de Cam).

Mas antes de falarmos de Misraïm torna-se necessário dar uma breve explicação da nossa interpretação de alguns aspectos importantes relativos à transmissão iniciática.

É frequente dizer-se que Adão foi o primeiro Maçom, pelo facto de ter recebido instrução sobre os Mistérios da Vida (o “Tudo em Tudo”).

Para nós, Adão não representa apenas um homem, mas a própria humanidade… de uma Era muito anterior à nossa.

Alguns destes primeiros homens não se resignavam com o que os cinco sentidos físicos lhes permitiam perceber, e desejavam ardentemente saber mais. Devia haver uma explicação para a “Vida”, para o “Universo”, para a “Morte”. Enfim… deram-se conta da sua total e absoluta ignorância acerca de quase tudo o que se relacionava com a sua existência (situação que hoje ainda se mantém).

Servindo-se das faculdades mais importantes do ser humano – a capacidade de pensar e de meditar – foram procurando explicação para muitos dos fenómenos, e alguns destes homens terão atingido estados de “elevada espiritualidade” que lhes proporcionou experiências místicas muito gratificantes.

É durante este processo transformativo, do homem rude para o homem superior, que ocorre o conflito interno “Abel” – “Caim”. È quando o homem superior (Caim) desponta em plenitude, e nele já não há lugar a vícios nem baixezas humanas (designadas por “Abel”). Purifica-se totalmente (mata “Abel”).

É evidente que estas preocupações não atingiam todos os homens, e os que optaram por continuar nas trevas da ignorância achavam que estavam certos (e que os “iniciados nos mistérios” deviam ser dissuadidos das suas pesquisas e voltar a ser como eles).

Isto é referido na lenda bíblica quando refere que a família estava contra ele, por ter “morto Abel”.

Foi por isso que a transmissão dos segredos inerentes ao processo que conduz à “iluminação espiritual” teve que passar a efectuar-se secretamente (para evitar o confronto, inútil e desagradável, com os que preferem viver nas trevas da ignorância e cultivar os vícios e os prazeres insanos).

Vamos agora, finalmente, falar de Misraïm.

Os historiadores maçónicos da tradição “noaquita” afirmam que aquilo que veio a conhecer-se como Maçonaria Egípcia foi transmitido secretamente, pelos iniciados de todas as épocas, de geração em geração, até chegar a Noé. Este, por sua vez, transmitiu os ensinamentos aos seus filhos, e a cadeia iniciática nunca se perdeu. Misraïm levou o conhecimento secreto para o Egipto. Com ele criou o mais antigo Rito Maçónico e estabeleceu-o nas margens do Nilo. Os filhos de Misraïm prosseguiram a cadeia iniciática e instalaram o Rito nas cidades por eles fundadas no Egipto e na Palestina (a Bíblia refere-se à fundação de cidades pelos filhos de Misraïm (Génesis: 10, 13).

Hermes (a que nos referiremos a seguir) descobriu os segredos antes de ser formalmente “iniciado”.

HERMES TRIMEGISTO (Thoth, Mercúrio, Sírio ou Lugh)

Júpiter (ou Zeus), o mais poderoso dos deuses, teve sete esposas, para além de incontáveis amores com ninfas e mortais, de quem foram gerados diversos filhos.

Hermes nasceu dos seus amores com Maya (uma das filhas do Deus Atlas) e Lúcifer dos amores com Aurora.

Por esta razão, Hermes e Lúcifer são irmãos (ou melhor, meio-irmãos).

Hermes foi preceptor de Ísis (que era a filha mais velha do mais antigo dos deuses referidos na antiguidade: Cronos (ou Saturno, o Deus Humano e o Pai do Tempo). Diz-nos Plutarco que Hermes foi o inventor da linguagem secreta, foi o primeiro legislador, e foi quem ensinou à humanidade o culto dos deuses e o modo de construir os templos para a sua adoração.

Após o abaixamento das águas diluvianas, coube a Hermes a descoberta das duas colunas onde Jabal e Tubalcaim registaram o conhecimento das Ciências e das Artes Secretas.

Compreendendo a importância de tais conhecimentos, Hermes toma a iniciativa de os transmitir a um reduzido número de homens que ele considera suficientemente preparados, não apenas para os manter em segredo, mas para lhes dar utilidade, de forma discreta (e por sua vez transmiti-los a outros, que se encontrassem preparados para os receber).

Após a avaliação dos escolhidos para transmissão do conhecimento “hermético” (palavra que deriva do seu nome, e que entrou no léxico comum com o significado de “vedado”, “selado”, “bem fechado”, mas que em sentido iniciático quer dizer “secreto” ou “desconhecido dos profanos”), Hermes dá os primeiros passos nas revelações secretas, processo que culmina na ordenação dos seus discípulos como Sacerdotes do “Deus Vivo”. Estes homens tornam-se os detentores de todos os segredos das Ciências, das Artes, e dos Mistérios dos Símbolos. Alguns destes sábios vieram a tornar-se os mais altos dignitários do Estado egípcio e ocuparam cargos de relevo na administração do país.

Com o famoso aforismo “O que está em cima é como o que está em baixo”, Hermes revela a Lei da Analogia que permite compreender o macrocosmos a partir das observações do microcosmos e encerra a síntese de todo o saber hermético.

Ele referia-se também a uma força misteriosa, que designava por «forte força da força», a qual se encontra em todos os homens, mas que poucos se preocupam em despertar. Representou simbolicamente essa força no «caduceo», onde duas serpentes se entrelaçam num bastão.

Diz a tradição que foi o próprio Deus (seu pai) quem iniciou Hermes no conhecimento das ciências e das artes e o designou por “Trimegisto” ou “Três Vezes Grande” (Grande em qualidades humanas, Grande Sábio e Grande Mestre), inspirando-o a receber as mais altas iniciações em todos os templos de sabedoria do mundo (Índia, Tibete, Pérsia, Etiópia e Egipto), onde se tornaria conhecedor de todas as doutrinas e cerimónia sagradas. O propósito era torná-lo instrutor da humanidade e habilitá-la a deixar registos escritos dos seus saberes, pensamentos e emoções.

De acordo com a mesma tradição, Hermes terá sido o autor dos hieróglifos, que permitiram aos egípcios registar a sua cultura e a sua teologia.

Hermes (Thoth) é citado no Livro dos Mortos como “o que pesa as almas”: «…A tua alma foi pesada e foi encontrada falta de peso…».

Hermes foi também instrutor dos Gregos e venerado pelos Celtas.

Para os antigos egípcios Thoth foi classificado como o Deus da Sabedoria e da escrita, o guardião dos arquivos sagrados e da magia (que integrava a própria religião); para os gregos, Hermes foi o mais excelso de todos os Sábios. Também integrou o panteão celta, como “Lugh”, o Ser Superior e Mestre de todos os saberes, protector das almas dos mortos que passavam a barreira do desconhecido, e dos vivos que o evocavam pedindo a Sabedoria Ancestral.

A corrente iniciática tradicional da Maçonaria não é outra coisa que o «Hermetismo», porque em toda a sua história se tem ocupado da filosofia tradicional e da síntese de todos os conhecimentos, desde as épocas mais recuadas, reconhecendo no homem a síntese microcósmica de todas as cosas, como parte de um «Todo» Macrocósmico, e que está latente nele a capacidade para compreender as Verdades Superiores.

O estudo das primeiras civilizações da humanidade permite compreender a existência de uma espécie de hierarquia oculta. Diz a tradição que esta hierarquia é constituída por Reis Sacerdotes, iniciados nos mistérios, a qual forma uma fraternidade teocrática de Sábios. Esta fraternidade mereceu a designação genérica de «Grande Loja Branca», e a sua chefia esteve a cargo de Melquisedek (Melchisedech ou Melquizedech), “Rei Sacerdote”, “Rei de Salem”, “Mestre do «Deus Altíssimo”. (Estas coisas devem ser interpretadas e compreendidas…)

Ao longo dos séculos, a Grande Loja Branca (ou Grande Fraternidade Branca) tem sido a fiel guardiã de todos os segredos e mistérios do Universo e a transmissora da Doutrina Sagrada. Os “Magos” Melchior, Gaspar e Baltasar, citados na tradição Cristã, eram “Reis Sacerdotes” desta fraternidade.

O TRADICIONAL USO DOS SÍMBOLOS NA MAÇONARIA

Os obreiros especializados nas grandes obras de arquitectura encontravam-se espalhados por todos os povos e culturas, falando diferentes línguas.

Phalec (nome dado também ao anjo Camael), um famoso arquitecto da antiguidade (relacionado com a construção da torre Etemenanki, ou “Babel”, que em assírio que dizer “confusão”), vendo-se impossibilitado de comunicar com os mestres e obreiros com as palavras da sua língua natal, estabeleceu códigos através de símbolos e sinais.

Esta tradição de comunicar por símbolos é uma das mais antigas características da maçonaria egípcia, e terá sido justamente Misraïm quem a levou para o Egipto, tendo sido grande valia para a construção das pirâmides.

Misraïm foi o fundador da primeira dinastia egípcia, a que se refere a tradição quando fala do mitológico “rei escorpião”.

Vinte e cinco séculos antes da era Cristã, no reinado de Kéops, o uso dos símbolos e sinais, associado ao conhecimento astronómico, cosmológico e geométrico, permitiu revelar na grande pirâmide um manancial de impressionantes conhecimentos (nas medidas arquitectónicas, na estrutura, no aproveitamento dos espaços interiores, e na própria decoração).

Todos os construtores egípcios integravam sociedades secretas iniciáticas, destacando-se uma delas, fixada em Deir el Medineh, onde era praticada a antiga Maçonaria. Estas sociedades funcionavam não apenas com finalidade iniciática-ritualística, mas também como agremiações do tipo “sindical”, sendo ali estudadas as reivindicações a apresentar pelos obreiros e também todas as leis e códigos de actuação que lhes serviriam de guia.

No museu do Cairo existe documentação comprovativa destes factos, respeitante ao ano 29 do reinado de Ramsés II, na 19ª dinastia.

Todas as obras eram consagradas ao “Soberano Arquitecto dos Mundos”.

Para a Maçonaria Egípcia, a data da construção da grande pirâmide marca o primeiro ano do calendário Maçónico. E esta data corresponde ao ano4000 a.C..

 

Defumação, ela é essencial ou mera formalidade?

A defumação é essencial para qualquer trabalho num terreiro de Umbanda. É também uma das coisas que mais chamam a atenção de quem vai pela primeira vez assistir a um trabalho. Em geral a defumação na Umbanda é sempre acompanhada de pontos cantados específicos para defumação. Vale esclarecer, que a defumação também é de suma importância em outros Ritos e, por incrível que possa parecer, a finalidade é a mesma. Então, eu os convido à leitura. 

Histórico Sobre a Defumação:

Desde os tempos imemoriais, dos homens das cavernas, que a queima de ervas e resinas é atribuída à possibilidade da modificação ambiental, através da defumação.

Na Umbanda, como em outras religiões, seitas e etc, também usa-se desse expediente, que tem a função principal limpar e equilibrar o ambiente de trabalho de acordo com a necessidade. Há 4.000 anos, existia uma rota de comércio onde se cruzavam as culturas mais antigas do Mediterrâneo e África. E foi bem no meio desta rota que nasceu a maior civilização desta época: “O Egito”.

A antiga civilização do Egito era devotada em direcionar os sentidos ao Divino. O uso das fragrâncias era muito restrito. As fragrâncias dos óleos eram usadas como perfumes, na medicina e para uso estético, e ainda, para a construção nos rituais. Isto confirma que no Egito se utilizava o incenso desde os tempos antigos. Quando o Egito se fez um país forte, seus governantes importaram em terras distantes, incenso, sândalo, mirra e canela.

Os faraós se orgulhavam em oferecer às deusas e aos deuses enormes quantidades de madeiras aromáticas e perfumes de plantas, queimando milhares de caixas desses materiais preciosos. Todas as manhãs as estátuas eram untadas pelos sacerdotes com óleos aromáticos. Sem dúvida o incenso egípcio mais famoso foi o kyphi, que se queimava durante as cerimônias religiosas para dormir, aliviar a ansiedade e iluminar os sonhos.

Os Sumérios ofereciam bagas de junípero como incenso à deusa Inanna. Mais tarde os babilônios continuaram um ritual queimando esse suave aroma nos altares de Ishtar. Tudo indica que o junípero foi o incenso mais utilizado, eram usadas outras plantas também, madeira de cedro, pinho, cipreste, mirto, cálamo entre outras que eram oferecidas às divindades.

Mas o que é a Defumação?

Ao queimarmos as ervas, liberamos em alguns minutos de defumação todo o poder energético aglutinado em meses ou anos absorvido do solo, da Terra, da energia dos raios de sol, da lua, do ar, além dos próprios elementos constitutivos das ervas. Deste modo, projeta-se uma força capaz de desagregar miasmas astrais que dominam a maioria dos ambientes humanos, produto da baixa qualidade de pensamentos e desejos, como raiva, vingança, inveja, orgulho, mágoa, etc.

Existem, para cada objetivo que se tem ao fazer-se uma defumação, diferentes tipos de ervas, que associadas, permitem energizar e harmonizar pessoas e ambientes, pois ao queimá-las, produzem reações agradáveis ou desagradáveis no mundo invisível. Há vegetais cujas auras são agressivas, repulsivas, picantes ou corrosivas, que põem em fuga alguns desencarnados de vibração inferior.

Os antigos Magos, graças ao seu conhecimento e experiência incomuns, sabiam combinar certas ervas de emanações tão poderosas, que traçavam barreiras intransponíveis aos espíritos intrusos ou que tencionavam turbar-lhes o trabalho de magia. Apesar das ervas servirem de barreiras fluídico-magnéticas pra os espíritos inferiores, seu poder é temporário, pois os irmãos do plano astral de baixa vibração são atraídos novamente por nossos pensamentos e atos turvos, que nos deixam na mesma faixa vibratória inferior (Lei de Afinidades).

Portanto, vigilância quanto ao nível dos pensamentos e atos. Existem dois tipos de defumação; a defumação de descarrego e defumação lustral.

Defumação de descarrego: Certas cargas pesadas se agregam ao nosso corpo astral durante nossa vivência cotidiana, ou seja, pensamentos e ambientes de vibração pesada, rancores, invejas, preocupações, etc. Tudo isso produz (ou atrai) certas formas-pensamento que se aderem à nossa aura e ao nosso corpo astral, bloqueando sutis comunicações e transmissões energéticas entre os ditos corpos. Além disso, os lares e os locais de trabalho podem ser alvos de espíritos atrasados, que penetram nesses ambientes e espalham fluídos negativos.

Para afastar definitivamente estas entidades do nosso convívio, teremos primeiro que mudar em atos, gestos e pensamento, afastando de nossas mentes aquela corrente que nos liga a estes seres. A defumação serve para afastar seres do baixo astral, e dissipar larvas astrais que impregnam um ambiente, tornando- o pesado e de difícil convivência para as pessoas que nele habitam.

Pois bem, a defumação tem o poder de desagregar estas cargas, através dos elementos que a compõe, pois interpenetra os campos astral, mental e a aura, tornando-os novamente “libertos” de tal peso para produzirem seu funcionamento normal. E por esse motivo, Deus entregou a Ossãe as ervas que, seriam usadas para destruir tais fluídos e afastar estes espíritos. Comece varrendo o lar ou o local de trabalho, e acendendo uma vela para o seu anjo de guarda; depois, levando em uma das mãos um copo com água, comece a defumar o local da porta dos fundos para a porta da rua.

Defumação Lustral: Além de afastar alguns resquícios que por ventura tenham ficado depois da defumação de descarrego, ela atrai para estes ambientes, correntes positivas dos Orixás, Caboclos, e Pretos Velhos, que se encarregarão de abrir seus caminhos. Acenda uma vela para o seu anjo de guarda. Levando um copo com água, comece a defumar sua casa ou o seu local de trabalho, da porta da rua para dentro. Não esqueça que a defumação lustral deverá ser feita depois do descarrego.

Ervas e Funções:

 Abacate- Amor purificação, saúde, felicidade;

Abre Caminho -Abre os caminhos, atraindo bons fluidos dando força e liderança ;

Acácia- Proteção, contra pesadelos e proteção do sono ;

Açafrão- Purificação, saúde, felicidade Agrimônia Dissolução de influências negativas e proteção ;

Alecrim- Defesa dos males, tira inveja e olho gordo, protege de magias. Afasta maus espíritos e ladrões. Felicidade, cura, proteção, purificação e justiça. Ajuda na recuperação e no tratamento de doenças. Atrai a falange dos Caboclos. Proteção na área profissional. Estimulante para concentração, adivinhação, memória e estudos ;

Alfafa -Prosperidade, dinheiro, felicidade ;

Alfazema- Limpa o ambiente e atrai prosperidade e bons negócios, bem como pessoas amigas. Acalma, purifica e traz o entendimento, equilíbrio e harmonia. Amor, sorte e proteção espiritual em todos os aspectos. Favorece a clarividência ;

Almíscar -Afrodisíaco, amor ;

Amêndoas -Dinheiro, prosperidade, sabedoria ;

Amora- Saúde, dinheiro, proteção Angélica Proteção, purificação, saúde, clarividência ;

Anis Estrelado- Propicia boas amizades, bons caminhos, paz e triunfo. Adivinhação, purificação, sorte, amor. Atua tanto no nível material quanto no emocional, produzindo estímulo de natureza positiva. Renova as energias e atrai proteção espiritual contra qualquer mal ;

Arnica- Clarividência ;

Arroz- Fertilidade.;

Arruda- Defende dos males, remove o efeito de feitiços, corta correntes negativas. Intensifica a força de vontade auxiliando a pessoa que a usa a realizar seus desejos. Proteção ;

Assa-Fétida -Exorcismo, proteção ;

Babosa- Proteção, sorte e amor ;

Barbatimão -Espiritualidade, purificação ;

Bardana -Saúde, proteção ;

Baunilha- Amor, sedução Beladona Limpeza de ambientes ;

Benjoim- Elimina bloqueios espirituais Atrai energias positivas e combate energias negativas. Purifica o ambiente. Harmoniza nosso raciocínio e diminui a nossa agressividade. Destrói as larvas astrais. Elimina bloqueios espirituais. Para pedidos de ajuda a Deus ;

Calêndula-Proteção, solução de problemas ;

Camélia- Prosperidade, riqueza ;

Camomila -Dinheiro, amor, purificação ;

Canela -Atrai prosperidade. Favorece os negócios, bens materiais, amor, sucesso ;

Cânfora- Desenvolvimento psíquico, clarividência, saúde ;

Cardamomo -Sedução, amor ;

Cardo Santo- Cura, defesa, quebra olho gordo Carvalho Fertilidade ;

Cascara Sagrada- Problemas com a justiça. Dinheiro e proteção Cavalinha Fertilidade ;

Cebola -Proteção, saúde, dinheiro ;

Cipó Caboclo- Elimina todas as larvas astrais do ambiente ;

Cipreste -Longevidade, saúde ;

Colônia -Atrai fluidos benéficos ;

Cravo da Índia -Protegem de pessoas mal intencionadas, pensamentos negativos subconscientes. É uma das mais poderosas defumações protetoras. Chama dinheiro e dá força á defumação ;

Dama da Noite -É o incenso do amor. Ajuda a encontrar pessoas com a mesma afinidade ;

Erva Cidreira- Sucesso, amor ;

Erva Doce -Proteção ;

Esterco de Vaca- Para espantar Eguns ;

Eucalipto -Limpeza, energização, cura, saúde, proteção. Atrai a corrente de Oxossi ;

Figueira- Clarividência, fertilidade ;

Flor de Laranjeira -Afasta o pânico. Aumenta a segurança e autoconfiança em assuntos emocionais e financeiros ;

Flor de Maçã- Calmante ;

Flor de Pitanga -Atua poderosamente na área financeira. Direciona aquisições materiais e negociações com Êxito ;

Folha de Bambu- Afasta espíritos vampiros ;

Freixo -Adivinhação, cura, proteção, prosperidade ;

Gengibre- Dinheiro e sucesso ;

Gerânio -Força e vitalidade, calmante e harmonizante. Alivia tensão nervosa ;

Ginseng -Amor, realização de desejos, beleza, saúde, proteção e poder ;

Girassol -Fertilidade ;

Guiné -Atua como um poderoso escudo mágico contra malefícios ;

Hortelã -Bom para problemas de saúde e equilíbrio emocional. Estimula apetite ;

Incenso -Limpeza em geral, destrói as larvas astrais. Aliado a outros elementos potencializa os efeitos dos mesmos ;

Jasmim- Acalma e ajuda a evitar brigas e desentendimentos, aclara as idéias. Melhora humor, amor, Cura ;

Laranja- Amor, dinheiro ;

Lavanda -Cura, amor ;

Levante -Abre os caminhos do ambiente ;

Limão -Amor ;

Lótus -Antidepressivo, usado no trabalho de resgate do equilíbrio de energias, calma e paciência ;

Louro- Abre caminho, chama dinheiro, prosperidade e dá energia ao ambiente. Negócios, adivinhação, proteção, força, saúde. Atrai a corrente de caboclo ;

Madeira- Estimula a razão. Aumenta a concentração necessária ao trabalho, estudo e meditação ;

Madressilva -Desenvolve a intuição e a criatividade, favorece também a prosperidade ;

Manjericão -Amor, purificação espiritual, proteção. Chama dinheiro ;

Maracujá -Paz,amizade ;

Menta -Melhora o estado de atenção. Indicado para dores de cabeça, mas se for usado em demasia pode alterar o sono ;

Mil Folhas -Exorcismo, amor ;

Mirra- Facilita o contato com os planos superiores, criando no ambiente uma atmosfera de prece e oração. Usado para limpeza astral da casa, afasta maus fluidos e estimula a intuição. Poderoso no equilíbrio das funções do corpo, balanceando o físico e o espiritual. Descarrego forte, afasta maus espíritos. Boa sorte, meditação, cura e proteção. Incenso sagrado usado para limpar após os rituais, e durante eles. Também é usado quando se vai se desfazer alguma demanda ou feitiço. Faz vibrar a compaixão ;

Morango -Amor, sorte ;

Narciso -Cura, sorte, fertilidade ;

Noz Moscada -Adivinhação, fertilidade ;

Olíbano- Cura, purificação ;

Oliveira- Paz, fertilidade e proteção ;

Palha de Alho- Usado para eliminar formas negativas de pensamentos obsessivos. Afasta más vibrações e maus espíritos ;

Palha de Cana- Atrai melhores condições ;

Patchuli -Cura a apatia, estimula o amor. Diminui a confusão e indecisão. Aguça a inteligência,Clarividência ;

Pinho -Atrair encantos, fertilidade ;

Pó de Café- Contra entidades negativas. Elimina formas pesadas de pensamentos e pesadelos. Benéfica para doentes em recuperação ;

Rosa -Amor, espiritualidade, adivinhação, fertilidade ;

Rosa Branca -Paz e harmonia ;

Sabugueiro- Purificação ;

Sálvia -Cura, contra feitiços, sabedoria, realização de desejos ;

Sândalo -Amor, adivinhação, purificação ;

Sangue de Dragão -Purificação ;

Sésamo -Ajuda a atrair amigos, clientes e dinheiro. Estimula a criatividade e alegria ;

Trigo- Fartura, dinheiro, fertilidade ;

Urtiga- Exorcismo, proteção, saúde ;

Uva -Fertilidade, dinheiro, fartura ;

Verbena- Afasta a tristeza, negatividade e melancolia, libera de energias negativas trazendo criatividade, desenvoltura, alegria e bom astral. Meditação, amor;

Vetiver -Aliado para meditação, inspirador e calmante ;

Violeta -Afrodisíaco, meditação, espiritualidade ;

Incenso e “incenso” Existe uma resina chamada incenso e os “incensos” em varetas. O Incenso é uma resina gomosa que brota na forma de gotas da árvore Boswellia Carteri, arbusto que cresce espontaneamente na Ásia e na África. Durante o tempo de calor e seca são feitas incisões sobre o tronco e ramos, dos quais brota continuamente a resina, que se solidifica lentamente com o ar.

A primeira exudação para nada serve e é, pois, eliminada; a segunda é considerada como material deteriorável; a terceira, é a que produz o incenso bom e verdadeiro, do qual são selecionadas três variedades, uma de cor âmbar, uma clara e a outra branca. Como defumar e descarregar sua residência e o seu local de trabalho. Às vezes sentimos que o nosso lar ou nosso local de trabalho, estão pesados, inúmeras brigas e discussões acontecem a toda hora, nada dá certo, uma impaciência toma conta, do nosso ser.

O ar está carregado com partículas de fluídos negativos que aos poucos vai envolvendo cada um, e tornando as coisas mais difíceis. Temos primeiro que mudar em atos, gestos e pensamento, afastando de nossas mentes aquela corrente que nos liga a estas energias. O descarrego destrói as larvas astrais, limpando o ambiente das impurezas, facilitando assim a penetração de fluídos positivos. Comece varrendo o lar ou o local de trabalho, e acendendo uma vela para o seu anjo de guarda. Depois, levando em uma das mãos um copo com água, comece a defumar o local da porta dos fundos para a porta da rua, que ao final deve ser despachado em água corrente.

Podem-se usar as ervas em sua forma natural, em pó ou em pequenos pedaços moídos, em forma de casca miúda, etc. Para se queimar essas ervas, usa-se normalmente um recipiente chamado turíbulo. Turíbulos: São recipientes de metal ou barro usados para queimar o incenso. Na Umbanda, usam-se nas giras ou sessões públicas, o turíbulo como na figura ao lado. Para queimar as ervas usam- se normalmente o carvão vegetal. Lembrando sempre que o carvão vegetal deve estar em brasa e nunca em chamas. A quantidade de incenso que queira queimar deve ser proporcional ao tamanho da sala e ao número de pessoas presentes.

Para isso somente através da experimentação descobriremos a quantidade certa. No caso da defumação, é melhor pecar pela escassez, pois assim poderemos ir adicionando um pouco mais conforme a fumaça for diminuindo, do que acrescentar e sufocar pelo excesso (e isso pode ser até perigoso).

Como Defumamos o Terreiro:

Começamos defumando o Congá; em seguida os atabaques e a coluna energética, depois se cruzamos o terreiro de um canto até o seu oposto, em diagonal, os demais pontos vibracionais do terreiro (caboclo, cruzeiro, etc.), a defumação da corrente e apor fim a assistência, sendo o turíbulo deixado junto ao portão no final da defumação.

Durante todo o processo a pessoa que defuma é acompanhada por outra que leva um copo de água, que ao final é despachada e substituída por água limpa. Os  Ingredientes da Defumação pode variar conforme a necessidade ou tradição doutrinaria de casa casa.