A Pobreza Feliz

Madre Teresa de Calcuta caridade amor Caridade, a grande VirtudeQuem se empobrece de ambições inferiores, adquire a luz que nasce da sede da perfeição espiritual.

Quem se empobrece de orgulho, encontra a fonte oculta da humildade vitoriosa.

Quem se empobrece de exigências da vida física, recebe os tesouros inapreciáveis da alma.

Quem se empobrece de aflições inúteis, em torno das posses efêmeras da Terra, surpreende a riqueza da paz em si mesmo.

Quem se empobrece da vaidade, amealha as bençãos do serviço.

Quem se empobrece de ignorância, ilumina-se com a chama da sabedoria.

Não vale amontoar ilusões que nos enganam somente no transcurso de um dia.

Não vale sermos ricos de mentira, no dia de hoje, para sermos indigentes da verdade, no dia de amanhã.

Ser grande, à frente dos homens, é sempre fácil. A astúcia consegue semelhante fantasia sem qualquer obstáculo. Mas ser pequenino, diante das criaturas, para servirmos realmente aos interesses do Senhor, junto da Humanidade, é trabalho de raros.

Bem aventurada será sempre a pobreza que sabe se enriquecer de luz para a imortalidade, porque o rico ocioso da Terra é o indigente da Vida Mais Alta e o pobre esclarecido do mundo é o espírito enobrecido das Esferas Superiores, que será aproveitado na extensão da Obra de Deus.

Emmanuel pelo médium Chico Xavier

O Esperanto, o machado e o sândalo

esperanto

Dentro do imenso mar de influências das vibrações que nos cercam, recebemos e damos, aprendemos e ensinamos, compartilhando com todos a dádiva da reencarnação na macro e na micro-sociedade em que nos inserimos, lucidamente aproveitando ou ingenuamente desperdiçando preciosas oportunidades de crescimento que vão se sucedendo.

Às vezes cruzamos com espíritos de alta envergadura sem disso nos apercebermos claramente. Principalmente se esse espírito tem uma tarefa que, do ponto de vista dos valores materialistas, não se reveste de importância. São criaturas simples, misturadas à multidão, mas sinalizadoras da Verdade na micro-sociedade em que estão inseridas. Seus nomes não se registram nos anais da História, mas seus exemplos de vida evangelizada se inscrevem em letras ígneas na consciência das criaturas que com elas privam.

Um exemplo disso temos em Alcione, espírito luminoso habitante de uma esfera muito mais elevada, já não mais necessitado da vivência na Terra para a própria evolução, mas que por amor se associa à vida terrena de seres amados com evolução retardatária. Traz para a convivência diária dos seus a psicologia dos seres evoluídos, exemplificando o amor a cada momento. A cada vez que relemos o romance “Renúncia”, de Emmanuel, nos surpreendemos com o manancial de ensinamentos evangélicos carrreados por cada atitude de Alcione. Eis um tesouro de ensinamentos de valor inapreciável: o romance “Renúncia”, de Emmanuel.

Outros espíritos de alta envergadura, não mais necessitados de estar entre nós, nos chegam para ter uma influência mais coletiva. Passam pela experiência da projeção social sem alterar a própria humildade e a simplicidade e nunca reconhecem em si o valor que os outros lhes outorgam. Vencem a batalha contra os perigos da fama armados dos próprios valores íntimos conquistados em sua jornada evolutiva. Intuitivamente já se tornaram conscientes de que são instrumentos da vida devidamente utilizados na imensa sinfonia da escalada evolutiva da humanidade, em que cada criatura não vale mais ou vale menos, mas é o que é dentro do momento evolutivo que vive. São sinalizadores da Verdade, exemplos vivos de atitudes evangélicas, que, já tendo em seus corações conquistado a PAZ, não condescendem com a discórdia.

Exemplo de tal espírito é Zamenhof, cuja tarefa foi introduzir o Esperanto no plano encarnado. Renascido num ambiente altamente hostil onde 4 povos falavam 4 línguas divididos por 4 ódios, sendo representante do mais discriminado de todos, o povo judeu, houve razões de sobra para que fosse muitas vezes agredido, ainda na infância. Oprimido, encurralado, menosprezado, motivo mais do que suficiente para traumatizar a alma de uma criança, prejudicando seu desenvolvimento, ou motivando comportamentos reativos de agressividade e rebeldia (não é essa a justificativa da maior parte dos atos violentos?), eis que o menino decide: precisamos falar uma única língua para nos entendermos. Que não seja a minha, nem a deles, mas seja de todos igualmente. Não existe tal língua? Então, é necessário construí-la. E deu início ao ideal que consumiu toda a sua vida.

Assim é a reação dos espíritos elevados. Feridos, reagem construindo o Bem, é o sândalo perfumando o machado… Assim nasceu o Esperanto, a Língua Internacional cuja bandeira representa os 5 continentes integrados na construção e no compartilhamento da PAZ.

O amor universalista despertado no coração do menino, que acionou o processo terreno de construção da Língua Internacional, não conseguiu impedir que o mundo vivesse mais duas guerras mundiais e outras inúmeras guerras menos amplas. Nem que na segunda guerra mundial, a ação organizada das Trevas, sob o absurdo argumento de defesa da hegemonia da raça, ceifasse a vida de seu filho e duas filhas, sacrificados entre milhões de outros seres pelo simples fato de serem judeus. Mas o Esperanto, hoje com 113 anos, é árvore fortemente enraizada, cujos ramos crescem e se espalham pelos cinco continentes, alimentando em seus adeptos a certeza de que o mundo pode se unir em colaboração.

Como sempre, o mal faz o seu ruído, mas o bem cresce inapelavelmente. Que as forças positivas da vida protejam o Esperanto, e que o sonho universalista de Paz de uma criança venha a plenamente se realizar.

 por Neusa Priscotin Mendes (Jornal Verdade e Luz Nº 184 de Maio de 2001)

Imunização Espiritual

imunização espiritual

Se te decides, efetivamente, a imunizar o coração contra as influências do mal, é necessário te convenças:

que todo minuto é chamamento de Deus à nossa melhoria e renovação

que toda pessoa se reveste de importância particular em nosso caminho;

que o melhor processo de receber auxílio é auxiliar em favor de alguém;

que a paciência é o principal ingrediente na solução de qualquer problema;

que sem amor não há base firme nas construções espirituais;

que o tempo gasto em queixa é furtado ao trabalho;

que desprezar a simpatia dos outros, em nossa tarefa, é o mesmo que pretender semear um campo sem cogitar de lavrá-lo;

que não existem pessoas perversas e sim criaturas doentes a nos requisitarem amparo e compaixão;

que o ressentimento é sempre foco de enfermidade e desequilíbrio;

que ninguém sabe sem aprender e ninguém aprende sem estudar;

e que em suma, nos basta pedir aos céus, através da oração, para que baixem à Terra, mas também cooperar, através do serviço ao próximo, para que a Terra se eleve igualmente para os Céus.

Autor: Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier

Não podes modificar

mudança

Não podes modificar o mundo na medida dos próprios anseios, mas podes mudar a ti próprio.

Aprende a ganhar simpatia, sabendo perder. Ouvindo sempre mais e falando um tanto menos, conseguirás numerosos recursos que te favorecem a própria renovação.

Não reclames. Restaura.

Nem grites. Auxilia.

Asserena-te e serve.

Crê, trabalha e confia.

Não acuses ninguém. A Justiça vê tudo.

Provações aparecem? Silencia e trabalha.

Carência de recursos? Deus nos supre de forças.

Plantando a felicidade dos outros, encontraremos a nossa própria felicidade.

Procuremos a vida, descerrando nosso coração ao trabalho incessante do Bem Infinito…

Porque, na realidade, só aquele que aprende e ama, renovando-se incessantemente, consegue superar os níveis inferiores da treva, subindo, vitorioso, ao encontro da Vida Verdadeira com a eterna libertação.

Autor: Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier. Da obra: Caminho Iluminado

A força do exemplo

exemplo

Manhã luminosa. Sol esplendente, fazendo jorrar seus raios multicores sobre a minha face. Inicio a minha trajetória em mais um dia abençoado por Deus. Alhures, diviso um casal de rolinhas, arrulhando e se acariciando, exemplo de amor! 

Subindo a ladeira, caminhando com passos incertos, olhos perdidos no tempo, surge uma criatura esquálida e maltrapilha, exemplo de abandono! Alguém se desvia dela, como se de um malfeitor. Lembro-me de uma frase que aprendi:

“Por que fugirmos dos andrajos humanos se em nossos corações repousam ulcerações lamentáveis?”

Mais adiante, uma velhinha de pequena estatura tem dificuldades em alcançar a campainha de uma residência, alguém presto resolve o seu problema, exemplo de solidariedade!

A caminhada prossegue. Vejo uma igreja. Pela porta semi-aberta, diviso criaturas orando, exemplo de fé! Vem-me à mente, outro ensinamento:

“O templo que o homem ergue, seja, antes de tudo, o teto de agasalho onde o cansado repouse, o aflito dormite e o in feliz encontre a paz. Seja simples e modesto, para que sua ostentação não fira a humildade de quantos o busquem”.

Sentados num banco junto à pracinha, três amigos recordam animados os “bons tempos” e sorriem felizes: exemplo de amizade! Ouço um deles, dizendo: “Na amizade e no amor se repartem os bens imortais da alma”. Não longe, forte rapaz puxa uma carroça abarrotada de mercadorias, exemplo de trabalho!

O tempo transcorre. Continuo com minhas observações. Caminhando cambaleante, segue um infeliz dominado pela bebida, exemplo de vício! Pitágoras exarou:

“Não é livre aquele que não obteve domínio sobre si próprio”.

Respiro a longos haustos. Ali perto, uma livraria. Dirijo-me até lá. Um vendedor solícito me atende com carinho e atenção, exemplo de gentileza! Na vitrine deparo com um extraordinário dizer do Pe. Antonio Vieira:

“O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive”.

Retiro-me feliz. Uma senhora conversa com um maltrapilho e lhe oferece, além do caldo reconfortante, alguns minutos de conversação fraterna, exemplo de caridade! Emmanuel, escritor espiritual, baila em meu campo mental, relembrando-me um ensinamento:

“Sublime é a caridade que se transforma em reconforto. Divina é a caridade que se converte em amor irradiante”.

Uma estátua na praça. Uma menina loura a observá-la. Na ampulheta do tempo, revejo-me lendo uma historieta: “O fato ocorreu na Itália. Havia uma estátua que representava uma menina grega, escrava. Era formosa, limpa e bem vestida. Uma menina maltrapilha, desasseada, despenteada, deteve-se a contemplar a estátua, enamorando-se dela. Ficou admirada, encantada. Chegou em casa, lavou-se e penteou-se. Pôs em ordem seus vestidos e passou a cuidar-se melhor. A força do exemplo, mesmo um exemplo mudo, estereotipado no mármore”.

Num parque, sento-me e respiro profundamente. Volvo o olhar para o alto e agradeço as dádivas Divinas. Um toque suave de mão em meus ombros… A entrega de um folheto, enquanto a criatura abençoada se vai. Os pássaros gorjeiam. Os ventos convidam-me à reflexão. Tudo é festa! Curioso, abro o folheto e leio magistrais elucidações para meu espírito, ávido de aprendizado:

“É longa a estrada dos preceitos: a dos exemplos é breve e mais segura”. Sêneca.

“Em todas as idades, o exemplo pode muitíssimo convosco: na infância, então, é onipotente”. Fénelon.

“As palavras comovem, os exemplos arrastam”. Provérbio árabe.

“Não há modo de mandar ou ensinar mais forte e suave do que o exemplo; persuade sem retórica, seduz sem porfiar, convence sem debate, todas as dúvidas desata, e corta caladamente todas as desculpas”. Pe. Manuel Bernardes.

“… vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais também vós”.  JESUS.

Retorno ao meu lar, meditando numa extraordinária frase da autora espiritual Joanna de Ângelis:

“Vive de tal forma, que deixes pegadas luminosas no caminho percorrido, como estrelas apontando o rumo da felicidade”.

(por Daltro Rigueira Viana Jornal Mundo Espírita de Novembro de 2001)

Mensagem aos Pais

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Assumir compromissos na paternidade e na maternidade constitui engrandecimento do espírito, sempre que o homem e a mulher lhes compreendam o caráter divino.

Infelizmente, o Planeta ainda apresenta enorme percentagem de criaturas mal avisadas relativamente a esses sublimes atributos.

Grande número de homens e mulheres procura prazeres envenenados nesse particular.

Os que se localizam, contudo, na perseguição à fantasia ruinosa, vivem ainda longe das verdadeiras noções de humanidade e devem ser colocados à margem de qualquer apreciação.

Urge reconhecer, aliás, que o Evangelho não fala aos embriões da espiritualidade, mas às inteligências e corações que já se mostram suscetíveis de receber-lhe o concurso.

Os pais do mundo, admitidos às assembleias de Jesus, precisam compreender a complexidade e grandeza do trabalho que lhes assiste.

É natural que se interessem pelo mundo, pelos acontecimentos vulgares, todavia, é imprescindível não perder de vista que o lar é o mundo essencial, onde se deve atender aos desígnios divinos, no tocante aos serviços mais importantes que lhes foram conferidos.

Os filhos são as obras preciosas que o Senhor lhes confia às mãos, solicitando-lhes cooperação amorosa e eficiente.

Receber encargos desse teor é alcançar nobres títulos de confiança.

Por isso, criar os filhinhos e aperfeiçoá-los não é serviço tão fácil.

A maioria dos pais humanos vivem desviados, através de vários modos, seja nos excessos de ternura ou na demasia de exigência, mas à luz do Evangelho caminharão todos no rumo da era nova, compreendendo que, se para ser pai ou mãe são necessários profundos dotes de amor, à frente dessas qualidades deve brilhar o divino dom do equilíbrio.

EMMANUEL

(Do livro “Vinha de Luz”, Emmanuel, Francisco C. Xavier)

Se Instalados

fonte

Se instalados na compreensão mais ampla, observamos que a amizade apenas sobrevive no clima da caridade que se define por prática do amor de uns para com os outros.
Saibamos adquirir cooperadores e conservá-los, lembrando-nos de que o próprio Jesus escolheu doze irmãos de ideal para basear a campanha do Cristianismo no mundo.
De qualquer modo, tolera o opositor com paciência e serenidade.
Ouve-lhe as frases ásperas em silêncio e reflete no desgosto ou na enfermidade em que provavelmente se encontre.
Age à frente dos inimigos de teus ideais ou de teus pontos de vista com entendimento e tolerância.
Levanta-te ao lume do alvorecer, ofertando aos menos felizes o repasto de tuas próprias consolações e, quando o crepúsculo te venha cerrar os olhos, adormecerás, exultante de paz, nos braços invisíveis do Amigo Eterno, que transformou a própria cruz num sólio de esperança e perdão para alçar-se, em suprema vitória, ao coração das estrelas.
Observemos a fé em Jesus e a fé em nós, a fim de exercitarmos, em nossas necessidades de evolução, o esquecimento de nossos obscuros caprichos e a aceitação da sábia Vontade de Nosso Pai.
Não basta compreendas o estatuto que nos rege os destinos para que te harmonizes contigo mesmo.
É necessário transfundas o próprio entendimento em serviço aos semelhantes, para que a flama do cérebro se te faça luz no caminho.

Emmanuel, de “Caminho Iluminado”, de Francisco Cândido Xavier
mensagem extraída do site: INSTITUTO ANDRÉ LUIZ