O QUE SÃO GUIAS, DIVINDADES E ANJOS DA GUARDA?

GUIAS, DIVINDADES E ANJOS DA GUARDA

GUIA ESPIRITUAL

Os Guias espirituais são trabalhadores dos Sagrados Orixás, não importa a sua antiga nacionalidade ou sua antiga religião, pois quando se consagram como “Guias” abrem mão até do seu nome para assumir o nome da falange que irão trabalhar.O que importa é que trabalham para a Lei Maior e a Justiça Divina, dedicando todo seu amor e sua simplicidade em prol da caridade.Empenham-se em sua missão. Não têm preguiça, soberbia, vaidade, falsidade e etc.
Os guias, como nós chamamos são pais e mães orientadores para o nosso crescimento “moral” e “espiritual”, dedicados e com muita paciência.

AS DIVINDADES ESPIRITUAIS

A palavra divindade significa algo divino e é aplicada aos seres que são em si mistérios de Deus. Logo uma divindade é um ser divino e um mistério de Deus. Uma divindade é em si mesma uma manifestação de Deus através de uma de suas qualidades divinas.
As divindades todas elas são unigênita, ou seja, é aquela divindade que está associada a Deus justamente porque é parte Dele, e é em si mesma a manifestadora de um de Seus aspectos.
Os Tronos são classe de divindades que estão mais próximas de nós porque são responsáveis pela vida e evolução dos seres.
A qualidade das divindades são FÉ, RELIGIOSIDADE, CONCEPÇÃO, RENOVAÇÃO, JUSTIÇA, RAZÃO, LEI, ORDEM, EQUILÍBRIO, DIRECIONAMENTO, EVOLUÇÃO E GERAÇÃO.
O fato é que nas sete linhas de forças projetadas pelo Setenário sagrado existem aos níveis positivos e negativos, que são regidos por divindades (Tronos) assentados em seus degraus. De tempos em tempos, uma divindade é deslocada de seu assento (Trono) e é conduzida a uma dimensão, onde irá acelerar ou sustentar os seres que nela estagiam e evoluem continuamente. Podemos comentá-las assim:

DIVINDADES CELESTIAIS

São as que atuam nas faixas (níveis) positivos, quanto nas negativas e nas neutras. Elas são tripolares e tanto nos guiam na “Luz” quanto na “escuridão”, pois têm nos seus níveis positivos Tronos positivos assentados, e nos níveis negativos também os têm.
As divindades celestiais têm como atribuição recolher em suas hierarquias, espíritos que estão aptos a servir a humanidade, tanto em seus níveis positivos (luz), quanto em seus níveis negativos (trevas).
Estas divindades são regentes de linhas de forças mistas ou de dupla polaridade e, por serem regentes tanto no alto, quanto no embaixo, vão agrupando os espíritos afins em seus pólos magnéticos, onde serão estimulados a optarem pela evolução positiva ou pela negativa, mas sempre por processos naturais,pois quem aprecia a Lei, tanto pode auxiliar aplicando-a seguindo os princípios cósmicos (ditames da luz ou das trevas).

DIVINDADES CÓSMICAS

São as que atuam só nas faixas (níveis) negativas. São portadoras de uma natureza muito ativa; são intolerantes para com nossos “erros, falhas e pecados”, e só nos vêem a partir de nossas deficiências consciênciais, emocionais, racionais, mentais ou de nossos desvirtuamentos ou vícios. São sóbrias, concentradoras, monocromáticas, ativas, implacáveis, rigorosas, parcialistas, intolerantes, etc. As divindades cósmicas têm como atribuições atrair magneticamente os espíritos negativos, recolhê-los em seus domínios e retê-los, até que esgotem seus negativismo, para só então devolvê-los as faixas neutras, donde serão redirecionados para a luz ou para a reencarnação. Estas divindades são regentes de pólos energo-magnéticos negativos, ativos, esgotadores de acúmulos de energias viciadas formados a partir da vivenciação de sentimentos negativos.

DIVINDADES UNIVERSAIS

São as que atuam nas faixas (níveis) positivas. São portadoras de uma natureza passiva; são tolerantes conosco e nos vêem a partir de nossa capacidade de alterarmos nossas condutas negativas e reassumirmos nossa evolução virtuosa. Sai irradiantes, multicoloridas, passivas, tolerantes, amantíssimas, generosas, bondosas, compreensivas, etc. As divindades universais têm como atribuições atrair magneticamente os espíritos positivos, recolhê-los com seus afins consciências, franquear-lhes meios de rapidamente evoluírem e facultar-lhes recursos para que possam amparar seus afins ainda atrasados em suas evoluções. Estas divindades são regentes de pólos energo-magnéticos positivos, passivos e estimuladores do virtuosismo dos espíritos que vivenciam sentimentos positivos.

DIVINDADES ABSTRATAS

São concepções humanas, o que chamamos de deuses do amor, da justiça, da medicina, do conhecimento. São concepções humanas de como Deus nos apresenta. Todos nós, hoje espíritos humanos, já estagiamos em outras dimensões da vida, que são regidas diretamente pelos senhores das linhas de forças sustentadoras de “todas” as evoluções. O local de nascimento, a religião que está sendo vivenciada, a raça a que pertence na presente encarnação, etc., não alteram em nada a natureza intima dos seres. E lá, bem no íntimo dele (seu “Ori”), está o Orixá ancestral a regê-lo e a alimentá-lo com sua essência natural, e a guiá-lo inconscientemente no seu estágio humano da evolução. Quando o ser encerrar todo o seu ciclo reencarnacionista, lá estará seu Orixá ancestral para recolhê-lo, já purificado e com a consciência aperfeiçoada, para conduzí-lo a um estágio superior onde vivenciará novos conceitos sobre o Divino Criador. Suas criaturas e Suas divinas criações.
Por isso é que as “divindades naturais”, que foram humanizadas assumiram características afins com o estágio evolutivo daqueles que por elas foram (e são) amparados. Para cultuar uma Divindade natural, basta ir a um ponto de força, oferendá-la, cultuá-la, fazer preces, cantos e realizar seus pedidos.

OUTRAS CLASSES DE DIVINDADES

SERAFINS: São classe de divindades que cuidam da criação divina como um todo;
QUERUBIN: São classe de divindades que cuidam dos seres da natureza e lidam com as suas energias vitais;
TRONOS: São classe de divindades fatoriais, responsáveis pela evolução dos seres, das criaturas e das espécies;
DOMINAÇÕES: São classe de divindades que cuidam dos domínios de Deus, mas a nível localizado, já que a criação divina éinfinita;
POTÊNCIAS: São classe de divindades que vigiam as correntes eletro-magnéticas divinas, pelas quais fluem as energias vivas geradas por Deus;
VIRTUDES: São classe de divindades que velam os princípios divinos;
PRINCIPADOS: São classe de divindades responsáveis pelos sistemas mecânicos celestes;
ARCANJOS: São classe de divindades responsáveis pela manutenção do equilíbrio na criação divina;
ANJOS: Classe de divindades responsáveis pela vigilância, em todos os aspectos da criação divina;
GÊNIOS: Classe de divindades responsáveis pelas fontes de energias vivas geradas por Deus;

ANJO DA GUARDA, (ESPÍRITO PROTETOR)

Sua Missão é a de pai para com os filhos, conduzindo o seu protegido pelo bom caminho, ajudando-o com os seus conselhos, consolando-o nas suas aflições e sustentando-o em sua coragem nas provas da vida. O Anjo da Guarda nunca abandona o protegido quando este se mostra rebelde às suas advertências.
Ele apenas afasta-se quando vê que seus conselhos são inúteis e que é mais forte a vontade do protegido em submeter-se à influência dos Espíritos inferiores, mas não o abandona completamente e sempre que se faz ouvir, ele volta.
Ele volta, logo que é chamado. Esses seres ali estão por ordem de Deus, que os colocou ao vosso lado; ali estão por seu amor, e cumprem junto a vós todos uma bela, mas penosa missão. Sim, onde quer que estiveres, vosso Anjo estará convosco, seja nos cárceres, nos hospitais, nos antros do vicio, na solidão, nada vos separará desse amigo que não podeis ver, mas do qual vossa alma recebe os mais sábios conselhos.
Interpelai vosso Anjo da Guarda, estabeleça entre você e ele essa eterna intimidade que reina entre os melhores amigos. Não pense em lhes ocultar nada, pois eles são os olhos de Deus e não os podeis enganar. Cada Anjo da Guarda tem o seu protegido e vela por ele como um pai vela pelo filho. Sente-se feliz quando o vê no bom caminho; chora quando os seus conselhos são desprezados.

FAÇA O SEU PEDIDO AO “ANJO DA GUARDA”

TOME: – Um banho de ervas, seja qualquer uma dessas:- Alecrim, Boldo, Guiné, Arruda, Manjericão, Anis ou Hortelã.

DEPOIS: – Acenda 01 (uma) Vela de 07 (sete) dias branca com um copo de água e em baixo da vela colocar açúcar ou mel. E Faça os seus pedidos com fé, esperança e perseverança.

“ORIXÁ” – UMA ENERGIA NUM GRAU DE EVOLUÇÃO ESPIRITUAL

Um Orixá encontra-se num grau de elevação espiritual equivalente aos tronos dos Anjos. É aquele que trabalha liderando as falanges espirituais e incentivando a todos os trabalhadores a galgarem os degraus da luz.

Ligados aos Orixás estão milhões de espíritos intermediários galgando os degraus que leva ao trono dos Orixás.
O Orixá é a energia, onde a Luz e a sabedoria fazem dele um instrumento de paz e de caridade, adotando todos os envolvidos em suas legiões como seus filhos.
Os Orixás comandam os trabalhos de outros milhões de espíritos trabalhadores.
Um Orixá numa legião é como se fosse o presidente ou o rei de um pais. Eles são autoridades máximas, eles não trabalham isolados.
As legiões são divididas em falanges, cada falange é comandada por outro chefe que na Terra equivaleria ao governador de um estado. São milhões de espíritos que se unem em varias falanges, que tem os seus chefes.
Um Orixá chefe de legião tem milhões de colaboradores (seus ministros) os chefes de linha têm seus milhões de colaboradores e os chefes de falanges possuem também seus milhões de colaboradores, todos prestam contas ao Guia Chefe (Orixá), neste mundo de Luz não existe corrupção. Existe uma hierarquia onde todos aceitam e respeitam a posição de cada um.

Mistério ou Fundamentos Divinos?

Queridos irmãos, quem já não se perguntou ou lhe foi perguntado, “ qual o nome do meu Guia, por que esse nome, qual a linha de trabalho?

Então tentamos adivinhar, apenas olhando suas palavras, seus gestos ou mesmo o identificamos apenas pela coroa do médium, o que muitas vezes nos traz mais dúvidas e, quando perguntamos, infelizmente muitas vezes ouvimos de alguns dirigentes a grande frase: “ filho, esse é o mistério da Umbanda” !

Felizmente para nós os aprendizes não precisamos mais nos contentar com esta frase de impacto, já que acreditamos que tudo tem explicação e que ela vem de pesquisa e estudo. Sendo assim, lançamos a nossa questão: A Umbanda é feita de mistérios ou de fundamentos Divinos?

Vejamos então uma das explicações.

A Umbanda, ainda que não evidencie isso à primeira vista, é uma religião muito rica em fundamentos Divinos. E, se isso acontece, é porque é nova, não foi codificada totalmente e não tínhamos um indicador seguro que nos auxiliasse na decodificação dos seus mistérios.

Atualmente, um século após sua fundação por Zélio Fernandino de Moraes e o senhor Caboclo das Sete Encruzilhadas, espíritos mensageiros têm transmitido-nos algumas chaves mestras que têm aberto vastos campos para decodificarmos seus mistérios e iniciarmos sua verdadeira codificação, tornando-a tão bem fundamentada que talvez, no futuro, outras religiões recorram a estas chaves para interpretarem seus próprios mistérios. Se não, vejamos:

  1. Na Umbanda, as linhas de trabalhos espirituais, formadas por espíritos incorporadores, têm nomes simbólicos.
  2. Os Guias incorporadores não se apresentam com outros nomes, e só se identificam por nomes simbólicos.
  3. Todos eles são magos consumados e têm na magia um poderoso recurso, ao qual recorrem para auxiliarem as pessoas que vão aos templos de Umbanda em busca de auxílio.
  4. Um medium umbandista recebe em seus trabalhos vários Guias espirituais cujas manifestações ou incorporações são tão características que só por elas já sabemos a qual linha pertence o espírito incorporado.
  5. As linhas são muito bem definidas e os espíritos pertencentes a uma linha falam com o mesmo sotaque, dançam e gesticulam mais ou menos iguais e realizam trabalhos mágicos com elementos definidos como deles e mais ou menos da mesma forma.
  6. Cada linha está ligada a alguns Orixás e podemos identificar nos seus nomes simbólicos a qual dos espíritos de uma mesma linha são ligados.
  7. Isto acontece tanto com as linhas da direita quanto com as da esquerda, todas regidas pelos sagrados Orixás.

Com isso, temos chaves importantes para avançarmos no estudo dos fundamentos da Umbanda Sagrada até chegarmos ao âmago do mistério dos seus nomes simbólicos. Mas para chegarmos ao âmago, antes temos que saber qual é o meio ou a diretriz que nos guiará nesta busca, já que temos linhas de Caboclos, Pretos-Velhos, Crianças, Baianos, Boiadeiros, Marinheiros, Exús, Pomba-giras, etc. E esta chave mestra são denominadas “Fatores de Deus”. Antes de falarmos sobre fatores ou sobre o que eles significam, precisamos abrir um pouco mais o leque de assuntos desse nosso comentário para fundamentarmos os mistérios da Umbanda Sagrada.

Voltemo-nos para a Bíblia Sagrada e nela vamos ler algo semelhante a isso:

  • “E no princípio havia o caos.”
  • “E Deus ordenou que do caos nascesse a luz, e a luz se fez.”
  • “E Deus ordenou tudo e tudo foi feito segundo suas determinações verbais e o “verbo divino”, realizados por sua excelência sagrada.”

Identificou-se nas determinações dadas por Deus a essência de suas funções ordenadoras e creacionistas. Assim explicado, o “verbo divino” é uma função e cada função é uma ação realizadora.

Mas, se assim é, tem que haver um meio através do qual o verbo realizador faça sua função creadora. E esse meio não pode ser algo comum mas sim extraordinário, divino mesmo, já que é através dele que Deus realiza. E se cada verbo é uma função criadora em si mesmo, e muitos são os verbos, então esse meio usado por Deus tem que ter em si o que cada verbo precisa para se realizar enquanto função divina criadora de ações concretizadoras do seu significado excelso.

Nós sabemos que a alusão ao verbo divino na Bíblia Sagrada não teve até agora uma explicação satisfatória pelos estudiosos dela e pelos seus mais renomados intérpretes, relegando-o apenas às falas ou pronunciamentos de Deus. Mas isto também se deve ao fato de seus intérpretes não terem atinado com a chave mestra que abre o mistério do “verbo divino” mas que agora, de posse da Umbanda Sagrada, explica-nos tudo, desde o caos bíblico ao big-bang dos astrônomos e desde o surgimento da matéria até o estado primordial da criação tão buscado atualmente pela física quântica. Sim, o verbo divino e seu meio de realizar suas ações tanto está na concretização da matéria quanto no mundo rarefeito da física quântica. E está desde a reprodução celular quanto na geração dos corpos celestes.

  • O verbo divino é a ação!
  • E o meio que ele usa para realizar-se enquanto ação, denominamos de fatores de Deus.

Por fatores, entendam as menores coisas ou partículas criadas por Deus e elas são vivas e são o meio do verbo divino realizar-se enquanto ação, já que cada fator é uma ação realizadora em si mesmo e faz o que o verbo que o identifica significa.

– Assim, se o verbo acelerar, significa agilizar o movimento de algo, o fator acelerador é o meio usado por Deus para acelerar o movimento ou o deslocamento do que criou e deve evoluir. E o mesmo acontece, ainda que em sentido contrário, com o verbo desacelerar e com o seu fator identificador que é o fator desacelerado.

– Já o verbo movimentar, cujo significado é dar movimento a algo, tem como meio de realizar-se enquanto ação o fator movimentador. O mesmo acontece com verbo paralisar, cuja função é oposta e que tem como meio de se realizar como ação o fator paralisador.

– E o verbo abrir tem como meio de se realizar como ação o fator abridor. Já o verbo fechar, cuja função é oposta ao verbo abrir, tem como meio de se realizar como ação o fator fechador.

– E o verbo trancar, cujo significado é o de prender, tem como meio de se realizar enquanto ação o fator trancador. E o verbo abrir, cujo significado é o de liberar, tem como meio de se realizar enquanto ação o fator abridor.

– E o verbo direcionar, cujo significado é dar rumo a algo, tem como meio de se realizar enquanto ação o fator direcionador. Já o verbo desviar, cujo significado é o de desviar do alvo, tem como meio de se realizar enquanto ação o fator desviador.

– E o verbo gerar, cujo significado é fazer nascer algo, tem como meio de se realizar enquanto ação realizadora o fator gerador. E o verbo esterilizar, cuja função é oposta, tem como meio para se realizar enquanto ação o fator esterilizador.

– E o verbo magnetizar, cujo significado e função é dar magnetismo a algo, tem como meio para se realizar enquanto ação o fator magnetizador. Já o verbo desmagnetizar, cuja função e significado são opostos, tem como meio para se realizar enquanto ação o fator desmagnetizador.

– E o verbo cortar, cujo significado e função é partir algo, tem como meio para se realizar enquanto ação o fator cortador. Já o verbo unir, cujo significado e função é juntar algo, tem como meio para se realizar enquanto ação o fator unidor.

Muitos são os verbos e cada um é em si a ação que significa e muitos são os meios existentes no que denominamos por fatores de Deus. Aqui, neste comentário, já citamos os verbos:

– Acelerar e Desacelerar; – Movimentar e Paralisar; – Abrir e Fechar; – Trancar e Abrir; – Direcionar e Desviar; – Gerar e Esterilizar; – Magnetizar e Desmagnetizar; – Cortar e Unir.

São poucos verbos se comparados aos muitos que existem, mas são suficientes para os nossos propósitos.

Tomemos como exemplo o verbo trancar e o fator trancador e vamos transporta-los para uma linha de trabalhos espirituais e mágicos de Umbanda, a dos Exus trancadores, onde temos estes nomes simbólicos:

  • Exu Tranca-Ruas, ligados a Ogum.
  • Exu Tranca-tudo, ligados a Oxalá.
  • Exu Tranca-giras, ligados a Oyá.
  • Exu Sete Trancas, ligados a Obaluayê.
  • Exu Tranca Fogo, ligados a Xangô.
  • Exu Tranca Rios, ligados a Oxum.
  • Exu Tranca Raios, ligados a Yansã.
  • Exu Tranca Matas, ligados a Oxossi.

Se o verbo trancar significa prender, e se o fator trancador é o meio pelo qual ele se realiza enquanto ação, então todo Exu que tenha em seu nome simbólico a palavra tranca é um gerador desse fator e que, quando o irradia tranca algo, certo? E se tomarmos o verbo abrir e o fator abridor, temos uma linha de trabalhos espirituais e mágicos de Umbanda, a dos Exus abridores, onde temos estes nomes simbólicos:

  • Exu abre tudo – ligado a Oxalá.
  • Exu abre caminhos – ligado a Ogum.
  • Exu abre portas – ligado a Obaluayê.
  • Exu abre matas – ligado a Oxossi.
  • Exu abre tempo – ligado a Oyá.

E se tomarmos o verbo romper, aqui não citado, e o fator através do qual sua ação se realiza, temos estas linhas de trabalhos espirituais e mágicos:

  • Ogum rompe tudo – ligado a Oxalá.
  • Ogum rompe matas – ligado a Oxossi.
  • Ogum rompe nuvens – ligado a Yansã.
  • Ogum rompe solo – ligado a Omulú.
  • Ogum rompe águas – ligado a Yemanjá.
  • Ogum rompe ferro – ligado a Ogum.

E temos linhas de Caboclos e de Exus com estes mesmos nomes:

  • Caboclos e Exus rompe tudo.
  • Caboclos e Exus rompe matas.
  • Caboclos e Exus rompe nuvens.
  • Caboclos e Exus rompe solo.
  • Caboclos e Exus rompe águas.
  • Caboclos e Exus rompe ferro.

Muitos são os verbos e cada um tem um meio ou fator através do qual se realiza enquanto ação. Por isto, afirmamos que a Umbanda é riquíssima em fundamentos e não precisa recorrer aos fundamentos de outras religiões para explicar suas práticas ou os nomes simbólicos dados aos Orixás, que são as divindades realizadoras do verbo divino ou as suas linhas de trabalhos espirituais e mágicos, que são manifestadores espirituais dos mistérios do verbo divino. Se atinarem bem para a riqueza contida no simbolismo da Umbanda Sagrada, poderão dispensar até as interpretações antigas herdadas do culto ancestral aos Orixás praticado em solo africano, porque Deus, ao criar uma religião, dota-a de seus próprios fundamentos divinos e espera que seus adeptos os descubram e os aplique a sua Doutrina e práticas, aperfeiçoando sua concepção do divino existente nos seus mistérios.