Um pouco mais sobre IMHOTEP

Olá irmãos, vamos entender um pouco mais sobre IMHOTEP, qual sua relação com ensinamentos difundidos em várias associações, alguns vão se surpreender em saber que o “conheciam”, porém com outro nome, então, eu os convido a leitura. (…Adriano D’Ogum…)

 As Sete Leis Herméticas – Hermes Trismegisto (Thoth ou Imhotep)

  1ª  Lei do Mentalismo:  O universo é mental ou Mente. Isso significa que todo universo fenomenal é simplesmente uma criação mental do TODO… Que o universo tem sua existência na Mente do TODO.
Uma outra maneira de dizer isso é: “tudo existe na mente do Deus e da Deusa que nos ‘pensa’ para que possamos existir. Toda a criação principiou como uma idéia da mente divina que continuaria a viver, a mover-se e a ter seu ser na divina consciência.”
“O Universo e toda a matéria são consciência do processo de evolução.”
Minha opinião é que toda a matéria são como os neurônios de uma grande mente, o universo consciente, que “pensa”.
Todo o conhecimento flui e reflui de nossa mente, já que estamos ligados a uma mente divina que contem todo o conhecimento.
É claro que não estamos conscientes de “todo o conhecimento” em qualquer momento dado, por que seria uma tarefa exorbitante manuseá-lo e processa-lo e ficaríamos loucos no processo.
Os cinco sentidos do cérebro humano atuam tanto como filtros como fontes de informação. Eles bloqueiam uma considerável soma de informação caso contrário seriamos esmagados por informações que nos bombardeiam minuto a minuto como sons, cheiros e até idéias, não seriamos capazes de nos concentrarmos nas tarefas especificas em mãos. Mas sob condições corretas de consciência podemos moderar, ou até desligar o processo de filtração, com a consciência alterada, o conhecimento universal (i.e. Registros Akáshicos)
torna-se acessível. Abramos nossa mente ao TODO (i.e. o Uno, Deusa + Deus). Deixemos o conhecimento entrar.
2ª  Lei da Correspondência:  “Aquilo que está em cima é como aquilo que está embaixo.”
Essa lei é importante porque nos lembra que vivemos em mais que um mundo.
Vivemos nas coordenadas do espaço físico, mas também vivemos em um mundo sem espaço e nem tempo.
A perspectiva da Terra normalmente nos impede de enxergar outros domínios acima e abaixo de nós. A nossa atenção está tão concentrada no microcosmo que não nos percebemos o imenso macrocosmo à nossa volta. O principio de correspondência diz-nos que o que é verdadeiro no macrocosmo é também verdadeiro no microcosmo e vice-versa.
Portanto podemos aprender as grandes verdades do cosmo observando como elas se manifestam em nossas próprias vidas.
Por isso estudamos o universo: para aprender mais sobre nós mesmos.
Na menor partícula existe toda a informação do Universo.
3ª  Lei da vibração: Todas as coisas se movimentam e vibram com seu próprio regime de vibração. Nada está em repouso.
Das galáxias às partículas sub-atômicas, tudo é movimento.
Todos os objetos materiais são feitos de átomos e a enorme variedade de estruturas moleculares não é rígida ou imóvel , mas oscila de acordo com as temperaturas e com harmonia com as vibrações térmicas do seu meio ambiente.
A matéria não é passiva ou inerte, como nos pode parecer a nível material, mas cheia de movimento e ritmo. Ela dança.
4ª  Lei da Polaridade:  A polaridade é a chave de poder no sistema hermético. Tudo é dual. Os opostos são apenas extremos da mesma coisa. Energia negativa (-) é tão “boa” ou “má” quanto energia positiva (+).
5ª  Lei do ritmo:  Tudo está em movimento, a realidade compõe-se de opostos.
E os opostos se movem em círculos.
As coisas recuam e avançam, descem e sobem, entram e saem. Mas também giram em círculos e espirais. A lei do ritmo nos assegura que cada ciclo busca sua complementação. A grande roda da vida esta sempre fazendo um circulo. O que se muda é o tamanho desse círculo.
6ª  Lei do Gênero:  O principio hermético do gênero diz que todos tem componentes masculinos e femininos. É uma importante aplicação da lei da polaridade. É semelhante ao principio com o principio animas animus que Carl Jung e seus seguidores popularizaram, ou seja que cada pessoa contém aspectos masculinos e femininos, independente do seu gênero físico, nenhum ser humano é 100% homem ou mulher, e isso é até astrologicamente explicado, uma vez que todos somos influenciados por todos os signos (uns mais, outros menos), e metade do zodíaco é feminino, enquanto que a outra metade é obviamente masculina (Esse é mais um argumento que suporta a igualdade entre Deus e Deusa).
Em todas as coisas existe uma energia receptiva feminina e uma energia
projetiva masculina, a que os chineses chamavam de Yin Yang (e o que os bruxos chamam de Deusa e Deus).
7ª  Lei de Causa e Efeito:  Em sua forma tradicional, a lei de causa e efeito diz que nada acontece por acaso, que para todo efeito existe uma causa, e que toda causa é, por sua vez, um efeito de alguma outra causa.

Tábua de Esmeraldas – Hermes Trismegisto

 “Isto é verdade, sem mentira, muito verdadeiro” (a verdade nos três mundos)

“O que está embaixo é como o que está em cima” (Lei da Analogia)


“E o que está em cima é como o que está em baixo” (Lei da Correspondência)


“E como todas as coisas vêm e vieram do Um” (Lei do número)


“Assim todas as coisas são únicas por adaptação” (Lei da Adaptação)


“O Sol é seu pai; a Lua é sua mãe; o vento carregou-o no ventre; a terra é sua nutriz” (os quatro elementos)


“Separarás a terra do fogo, o sutil do espesso, docemente como Grande Indústria” (Arcano da Salvação, separação da matéria do espírito)


“Ele sobe da Terra para o Céu, e de novo desce a Terra e recebe a força das coisas superiores e inferiores” (Lei da Evolução/Involução)


“Terás por esse meio toda glória do número e toda escuridão se afastará de ti. É a Força forte de todas as Forças.” (Lei do Amor e do Sacrifício)


“Por que ele vencerá toda coisa sutil, e penetrará toda coisa sólida.” (É pela lei do amor que o espírito move o Universo)


“Assim foi criado o mundo” (Lei da Realização)


“Disso saíram inúmeras adaptações cujo meio está aqui. Por isso fui chamado de Hermes Trismegisto, possuindo as três partes da filosofia do mundo” (Divino, Astral e Físico)


“O que disse da cooperação do Sol está realizado e aperfeiçoado”

 

Qual a relação entre Imhotep, caduceo e pirâmides?

Olá irmãos, quem já não ouviu falar de “Imhotep”, “caduceo”? talvez poucos, mas muitos já ouviram de as “Pirâmides”! Bem, de toda forma, é um conhecimento deveras interessante e verdadeiro, então vamos a mais uma viagem rumo ao conhecimento, eu os convido à leitura. (…Adriano D’Ogum…)

IMHOTEP ENERGIA TAQUIÔNICA

IMHOTEP
significa
“o Sábio que veio em paz”
Gênio do Antigo Império Egípcio na Terceira Dinastia (2686 – 2613 a.C); Arquiteto de Saqqara, a primeira pirâmide construída. Primeiro Ministro e Sumo Sacerdote do culto a Ptah. Além de Arquiteto, era também Médico, Astrônomo, Filósofo e Poeta, considerado uma divindade pelos egípcios, pelo seu dom na Medicina.
O Caduceo, que hoje é usado como símbolo da Sociedade Médica, era sua vara de poder e energia. Caduceo é um bastão com duas serpentes entrelaçadas. O bastão significa a Coluna Vertebral Humana, que segundo Imhotep, possui sete chacras [centros nervosos]. As duas serpentes entrelaçadas, significam as duas polaridades da carga elétrica e movimentos opostos, que correspondem ao Universo dual. Com esse bastão, Imhotep media a quantidade de energia vital que um ser humano processa em seu interior. Descobria assim, se a pessoa tinha um desequilíbrio celular eletromagnético. E conseguia neutralizar os pares de partículas, com cargas opostas, da coluna vertebral, levando ao equilíbrio, cura e até mesmo à iluminação.Para a construção de Saqqara, Imhotep determinou a localização, lugar estratégico, no Egito, para suas misteriosas finalidade. Construiu a 31 e 32 graus de longitude leste e 29 e 30 graus de latitude norte. Esta área é o principal eixo da malha eletromagnética com 500 V por metro quadrado, na atmosféra.Imhotep utilizava dessa fonte de energia positiva, captada pelos cristais de quartzo que revestiam a Pirâmide Saqqara e geravam constantes ondas radioelétricas. Todo o complexo era um imenso circuito eletrônico construido em pedra e circundado por um muro que facilitava a captação de energia pela pirâmide.

A construção de Saqqara se deu em três etapas e finalizou como um corpo de um ser humano. Na primeira etapa, foi construída a Coluna Vertebral do Complexo. Na segunda etapa, foi construída uma pirâmide escalonada subterranea, que geravam ondas eletromagnéticas, facilitando o transporte dos enormes blocos de pedras utilizadas. Usaram pilares chamados Djed (pilar de energia) que transferiam entre si, carga de Íons gerados por suas massas de vibração. Era utilizado a força da mente humana para gerar energia, no primeiro pilar. A partir daí, a energia fluía constantemente para as outras.

Na terceira e última etapa, aumentaram as plataformas das faces norte e oeste da pirâmide. Com a conclusão, o obelisco virtual subterrâneo ficou alinhado exatamente no eixo norte e sul da pirâmide.

O objetivo máximo de Imhotep, com a construção de Saqqara, era preparar os humanos para “iluminação”. O caminho da perfeição espiritual é individual e intransferível. Ninguém pode evoluir por outra pessoa.

O acesso as câmaras, por seres com mentes primárias, que possuiam um campo elétrico pessoal carregado negativamente, não era permitida. Na entrada, ao interior da Pirâmide, em seu longo corredor, existiam 48 colunas que possuiam um poderoso campo de força que ampliavam os sentimentos dos visitantes. Dessa forma, entrar com algum tipo de energia oposta, era automaticamente impedida por essa força magnética.

Essa fabulosa Máquina Quântica de Imhotep, tinha por fundamento, aumentar a energia vital [o poder mental] e despertar novos sentidos, como a telepatia e a sensibilidade para perceber a aura de outros indivíduos. Acreditavam também que se posicionassem acima do tempo, perceberiam a cadeia de reencarnações pessoais, já vividas. Os discípulos de Imhotep aumentavam a frequência de vibração acelerando a evolução espiritual.

Saqqara produzia energia taquiônica, a energia de maior frequência e vibração do Universo. Essa energia é neutra (como a energia do amor) e se compõem de pares de partículas que por terem cargas elétricas contrárias, se anulam e se equilibram. Por serem neutras, não sofrem resistência e, por isso se movem vinte e sete vezes mais rápido que a velocidade da luz. É a energia do pensamento, que vibra na alta frequência do amor. Vibrando nesta frequência, a mente pode dirigir a energia taquiônica, a energia do pensamento, para elevar a energia vital, realizando curas fantásticas e até salvando-os. Todos os seres e coisas do Universo vibram com frequências diferentes, dependendo do seu nível de evolução.

Os sacerdotes revelaram que o Universo tem dois pólos energéticos: o Amor e o Medo. O primeiro com uma altíssima frequência de vibração e o segundo com uma baixíssima frequência de vibração. O amor é neutro, não tem polaridade, não tem massa. É energia que pertence ao plano mental e espiritual com livre arbítrio de cada ser, de acordo com sua evolução.

A maneira como Imhotep e seus discípulos viam o Universo foi talhado na pedra, através de hieróglifos. Hieróglifos [escrita egípcia que significa: Hieros, Sagrado e Glifos, Imprimir].

As leis enunciadas por Imhotep, são legados que se tornaram base do conhecimento hermêtico dos Maçons, Rosa Cruzes, Templários e outras Sociedades Secretas.

pt.shvoong.com/exact

Sobre Memphis e Misraïm

                            Rito Egípcio de Memphis e Misraïm – Mitologia

 

ADÃO: “O Primeiro”

Diz a Antiga Tradição que a vida surgiu em Thulé, quando Elfou  (provavelmente a mais antiga palavra para designar “Deus”) moldou uma forma e lhe conferiu o sopro da vida. A essa forma deu o nome de “Adão” (palavra aramaica que quer dizer “o primeiro”), e para consumar a Sua Obra instruiu-o nos “Mistérios da Vida”, que consistiam no conhecimento de “Tudo em Tudo”.

Quando se diz que “a Maçonaria é tão antiga quanto a própria humanidade” está-se a fazer alusão a esta mítica transmissão do “Segredo” ao Primeiro homem. Com efeito, o conhecimento de “Tudo em Tudo” continua a ser o mais antigo mistério da Maçonaria.

Desde sempre, o homem teve necessidade de se agrupar com outros homens da sua mais absoluta confiança, num espírito de solidariedade sem limites, com quem se sentia seguro e apoiado, e onde podia expor os seus conhecimentos e ideias sem receio de ser incompreendido ou mal interpretado. Não é difícil imaginar que grupos desta natureza se reunissem secretamente (para não indignar aqueles que não tivessem sido considerados dignos de os integrar), e que a sua preocupação pouco teria a ver com o simples bem-estar dos seus membros, pois o que provavelmente mais interessava a estes grupos discretos e filantrópicos era lutar pelo bem-estar de toda a comunidade, assegurar os princípios básicos da justiça social e promover o seu desenvolvimento cultural.

Para a sua própria segurança e discrição, os membros destes grupos tiveram necessidade de criar uma linguagem secreta, com recurso a símbolos, só por eles compreendida, a qual podia ser utilizada em praticamente todos os lugares e situações sem comprometer o seu sigilo.

Foi também nestes grupos restritos que, muito mais tarde, se viriam a desenvolver, preservar e transmitir as “Sete Ciências Livres”, também designadas por “Sete Artes”. Estas “Artes” são, em primeiro lugar, a Gramática, a Dialéctica e a Retórica (grupo de saberes designado por “Trivium”), e depois, a Aritmética, a Geometria, a Música e a “Astronomia” (o “Quadrivium”). O conjunto destes dois grupos (as Sete Artes) era designado por “Grande Ciência Sagrada”.

CAIM: “O Filho da Luz”

Recorrendo de novo à Tradição, constatamos um aspecto importante e pouco conhecido: Eva foi mãe de Caim, Abel e Seth (este último nascido em 930 da era antiga, no final da vida de Adão), mas apenas Abel e Seth eram filhos de Adão. Na verdade, Caim não pertence a uma pura genealogia terrena, mas sim a um cruzamento desta com a espiritual, tendo como pai Eblis (designado na Bíblia por Lúcifer).

Enquanto Caim é um “Filho da Luz”, um ser celestial ligado ao Cosmos, à investigação, ao desenvolvimento intelectual, à liberdade, ao domínio da natureza (agricultura, inventos, construção), Abel é um simples filho da matéria, portador de todos os defeitos humanos e dominado por preconceitos e superstições, não passando de um escravo da sua própria ignorância.

O Ser Radioso Eblis (ou Iblis), o pai de Caim, torna-se assim o progenitor de uma extensa dinastia paralela à humana e que se reproduz de forma idêntica. É a dinastia dos Filhos da Luz, que deu origem a Enoch, Hermes, Imhotep (construtor do templo de Edfou e da grande pirâmide de Kéops), Hiram Abif (construtor do Templo de Salomão), e a muitos outros Seres da mais elevada intelectualidade e espiritualidade.

Por se recusar a obedecer a Adão, um simples humano, O Espírito da Luz (Eblis, Lúcifer) foi expulso do paraíso terrestre. Porém, era tanto o seu brilho que só no firmamento encontrou local onde pudesse alojar-se. Por isso, converteu-se na estrela Polar, para irradiar alguma luz e ajudar a dispersar as trevas da humanidade.

Foi imensa a dor de Caim, que também era odiado pela família, a qual queria, a todo o custo, subjugá-lo e transformá-lo num ser acorrentado às limitações humanas. Quem o perseguia mais insistentemente para lograr estes propósitos era o seu irmão Abel, incumbido de tal missão por Adão. Por esta razão Caim foi obrigado a lutar pela liberdade da linhagem espiritual, negando-se a vê-la acorrentada à imperfeição e às fracas limitações humanas. Saiu vencedor desta luta, tendo sucumbido o seu irmão.

Esta passagem refere-se, como é óbvio, à luta que cada ser humano deve travar internamente, consigo próprio, no sentido de se libertar dos erros e vícios que são inerentes à condição humana.

Caim e Abel são designações de diferentes estados da evolução humana, os quais são antagónicos e irreconciliáveis. Representando Caim o BEM, a VIRTUDE e o ALTRUÍSMO, e Abel o MAL, o EGOCENTRISMO e a INVEJA, tudo isto no ser humano, é obrigação de cada um de nós “matar o mal” que em si reside. Por isso, Caim era filho do Espírito da Luz, de genealogia não humana. Fora despertado pelo seu “Pai Celeste”. Era o “novo homem” que despontava. E é também por essa razão que, explorando as antigas escrituras, chegamos ao terceiro filho de Adão – “Seth” –, que corresponde ao culminar da perfeição.

Percebemos assim que todos estes estados devem ocorrer em cada homem: começa por ser Abel (o profano), depois Caim (o iniciado), e mais tarde Seth (o iluminado). É por esta razão que a Maçonaria é “caimita”.

A incapacidade de interpretar o verdadeiro sentido (filosófico) dos textos dos antigos livros sagrados, levou ao estabelecimento de religiões contra-iniciáticas, que têm contribuído para perpetuar a ignorância.

HENOCH: “O Profeta”

Voltando à lenda bíblica…..

Dos descendentes de Caim e de sua esposa (Zila), que foram muitos e seria impossível mencionar todos, vamos agora referir o primeiro filho de Jared: Henoch (que por sua vez foi pai de Matusalém).

Henoch foi o sétimo patriarca de Israel. Nasceu no ano 1422 da era antiga. Segundo a tradição, durante um sonho foi-lhe revelado o verdadeiro nome de Deus, na condição de nunca o poder revelar ou sequer pronunciar, e noutro sonho foi informado acerca do dilúvio e da destruição que o mesmo implicava.

Perante isto, resolveu preservar da catástrofe a revelação do primeiro sonho, e gravou uma representação simbólica sobre um delta de ouro, que incrustou numa pedra cúbica (uma ágata). Esta relíquia foi guardada numa abóbada que escavou no interior de uma montanha.

JABAL, “O Artista” e TUBALCAIM, “O Mestre dos Metais” (ou “Alquimista”)

Continuando na “dinastia” de Caim, vamos destacar dois dos filhos do patriarca Lamec: Jabal e Tubalcaim (Lamec foi também pai de Noé, aos 182 anos).

A Jabal (o filho mais velho) foi revelado o segredo das Sete Artes e a Tubalcaim foram confiados os segredos da Ciência Secreta de forjar e transmutar os metais (a Alquimia).

Para preservar todos estes conhecimentos e impedir que fossem perdidos com o Dilúvio que se avizinhava (e cujos sinais os Sábios sabiam captar), os dois irmãos gravaram-nos sobre duas colunas, uma de pedra e a outra de tijolo.

O dilúvio teve lugar no ano 1657 da era antiga (2378 anos a.C.), quando as chuvas caíram ininterruptamente durante 40 dias e provocaram uma inundação que durou 160 dias.

MISRAÏM, “O Divulgador do Rito”

Misraïm era neto de Noé (filho de Cam).

Mas antes de falarmos de Misraïm torna-se necessário dar uma breve explicação da nossa interpretação de alguns aspectos importantes relativos à transmissão iniciática.

É frequente dizer-se que Adão foi o primeiro Maçom, pelo facto de ter recebido instrução sobre os Mistérios da Vida (o “Tudo em Tudo”).

Para nós, Adão não representa apenas um homem, mas a própria humanidade… de uma Era muito anterior à nossa.

Alguns destes primeiros homens não se resignavam com o que os cinco sentidos físicos lhes permitiam perceber, e desejavam ardentemente saber mais. Devia haver uma explicação para a “Vida”, para o “Universo”, para a “Morte”. Enfim… deram-se conta da sua total e absoluta ignorância acerca de quase tudo o que se relacionava com a sua existência (situação que hoje ainda se mantém).

Servindo-se das faculdades mais importantes do ser humano – a capacidade de pensar e de meditar – foram procurando explicação para muitos dos fenómenos, e alguns destes homens terão atingido estados de “elevada espiritualidade” que lhes proporcionou experiências místicas muito gratificantes.

É durante este processo transformativo, do homem rude para o homem superior, que ocorre o conflito interno “Abel” – “Caim”. È quando o homem superior (Caim) desponta em plenitude, e nele já não há lugar a vícios nem baixezas humanas (designadas por “Abel”). Purifica-se totalmente (mata “Abel”).

É evidente que estas preocupações não atingiam todos os homens, e os que optaram por continuar nas trevas da ignorância achavam que estavam certos (e que os “iniciados nos mistérios” deviam ser dissuadidos das suas pesquisas e voltar a ser como eles).

Isto é referido na lenda bíblica quando refere que a família estava contra ele, por ter “morto Abel”.

Foi por isso que a transmissão dos segredos inerentes ao processo que conduz à “iluminação espiritual” teve que passar a efectuar-se secretamente (para evitar o confronto, inútil e desagradável, com os que preferem viver nas trevas da ignorância e cultivar os vícios e os prazeres insanos).

Vamos agora, finalmente, falar de Misraïm.

Os historiadores maçónicos da tradição “noaquita” afirmam que aquilo que veio a conhecer-se como Maçonaria Egípcia foi transmitido secretamente, pelos iniciados de todas as épocas, de geração em geração, até chegar a Noé. Este, por sua vez, transmitiu os ensinamentos aos seus filhos, e a cadeia iniciática nunca se perdeu. Misraïm levou o conhecimento secreto para o Egipto. Com ele criou o mais antigo Rito Maçónico e estabeleceu-o nas margens do Nilo. Os filhos de Misraïm prosseguiram a cadeia iniciática e instalaram o Rito nas cidades por eles fundadas no Egipto e na Palestina (a Bíblia refere-se à fundação de cidades pelos filhos de Misraïm (Génesis: 10, 13).

Hermes (a que nos referiremos a seguir) descobriu os segredos antes de ser formalmente “iniciado”.

HERMES TRIMEGISTO (Thoth, Mercúrio, Sírio ou Lugh)

Júpiter (ou Zeus), o mais poderoso dos deuses, teve sete esposas, para além de incontáveis amores com ninfas e mortais, de quem foram gerados diversos filhos.

Hermes nasceu dos seus amores com Maya (uma das filhas do Deus Atlas) e Lúcifer dos amores com Aurora.

Por esta razão, Hermes e Lúcifer são irmãos (ou melhor, meio-irmãos).

Hermes foi preceptor de Ísis (que era a filha mais velha do mais antigo dos deuses referidos na antiguidade: Cronos (ou Saturno, o Deus Humano e o Pai do Tempo). Diz-nos Plutarco que Hermes foi o inventor da linguagem secreta, foi o primeiro legislador, e foi quem ensinou à humanidade o culto dos deuses e o modo de construir os templos para a sua adoração.

Após o abaixamento das águas diluvianas, coube a Hermes a descoberta das duas colunas onde Jabal e Tubalcaim registaram o conhecimento das Ciências e das Artes Secretas.

Compreendendo a importância de tais conhecimentos, Hermes toma a iniciativa de os transmitir a um reduzido número de homens que ele considera suficientemente preparados, não apenas para os manter em segredo, mas para lhes dar utilidade, de forma discreta (e por sua vez transmiti-los a outros, que se encontrassem preparados para os receber).

Após a avaliação dos escolhidos para transmissão do conhecimento “hermético” (palavra que deriva do seu nome, e que entrou no léxico comum com o significado de “vedado”, “selado”, “bem fechado”, mas que em sentido iniciático quer dizer “secreto” ou “desconhecido dos profanos”), Hermes dá os primeiros passos nas revelações secretas, processo que culmina na ordenação dos seus discípulos como Sacerdotes do “Deus Vivo”. Estes homens tornam-se os detentores de todos os segredos das Ciências, das Artes, e dos Mistérios dos Símbolos. Alguns destes sábios vieram a tornar-se os mais altos dignitários do Estado egípcio e ocuparam cargos de relevo na administração do país.

Com o famoso aforismo “O que está em cima é como o que está em baixo”, Hermes revela a Lei da Analogia que permite compreender o macrocosmos a partir das observações do microcosmos e encerra a síntese de todo o saber hermético.

Ele referia-se também a uma força misteriosa, que designava por «forte força da força», a qual se encontra em todos os homens, mas que poucos se preocupam em despertar. Representou simbolicamente essa força no «caduceo», onde duas serpentes se entrelaçam num bastão.

Diz a tradição que foi o próprio Deus (seu pai) quem iniciou Hermes no conhecimento das ciências e das artes e o designou por “Trimegisto” ou “Três Vezes Grande” (Grande em qualidades humanas, Grande Sábio e Grande Mestre), inspirando-o a receber as mais altas iniciações em todos os templos de sabedoria do mundo (Índia, Tibete, Pérsia, Etiópia e Egipto), onde se tornaria conhecedor de todas as doutrinas e cerimónia sagradas. O propósito era torná-lo instrutor da humanidade e habilitá-la a deixar registos escritos dos seus saberes, pensamentos e emoções.

De acordo com a mesma tradição, Hermes terá sido o autor dos hieróglifos, que permitiram aos egípcios registar a sua cultura e a sua teologia.

Hermes (Thoth) é citado no Livro dos Mortos como “o que pesa as almas”: «…A tua alma foi pesada e foi encontrada falta de peso…».

Hermes foi também instrutor dos Gregos e venerado pelos Celtas.

Para os antigos egípcios Thoth foi classificado como o Deus da Sabedoria e da escrita, o guardião dos arquivos sagrados e da magia (que integrava a própria religião); para os gregos, Hermes foi o mais excelso de todos os Sábios. Também integrou o panteão celta, como “Lugh”, o Ser Superior e Mestre de todos os saberes, protector das almas dos mortos que passavam a barreira do desconhecido, e dos vivos que o evocavam pedindo a Sabedoria Ancestral.

A corrente iniciática tradicional da Maçonaria não é outra coisa que o «Hermetismo», porque em toda a sua história se tem ocupado da filosofia tradicional e da síntese de todos os conhecimentos, desde as épocas mais recuadas, reconhecendo no homem a síntese microcósmica de todas as cosas, como parte de um «Todo» Macrocósmico, e que está latente nele a capacidade para compreender as Verdades Superiores.

O estudo das primeiras civilizações da humanidade permite compreender a existência de uma espécie de hierarquia oculta. Diz a tradição que esta hierarquia é constituída por Reis Sacerdotes, iniciados nos mistérios, a qual forma uma fraternidade teocrática de Sábios. Esta fraternidade mereceu a designação genérica de «Grande Loja Branca», e a sua chefia esteve a cargo de Melquisedek (Melchisedech ou Melquizedech), “Rei Sacerdote”, “Rei de Salem”, “Mestre do «Deus Altíssimo”. (Estas coisas devem ser interpretadas e compreendidas…)

Ao longo dos séculos, a Grande Loja Branca (ou Grande Fraternidade Branca) tem sido a fiel guardiã de todos os segredos e mistérios do Universo e a transmissora da Doutrina Sagrada. Os “Magos” Melchior, Gaspar e Baltasar, citados na tradição Cristã, eram “Reis Sacerdotes” desta fraternidade.

O TRADICIONAL USO DOS SÍMBOLOS NA MAÇONARIA

Os obreiros especializados nas grandes obras de arquitectura encontravam-se espalhados por todos os povos e culturas, falando diferentes línguas.

Phalec (nome dado também ao anjo Camael), um famoso arquitecto da antiguidade (relacionado com a construção da torre Etemenanki, ou “Babel”, que em assírio que dizer “confusão”), vendo-se impossibilitado de comunicar com os mestres e obreiros com as palavras da sua língua natal, estabeleceu códigos através de símbolos e sinais.

Esta tradição de comunicar por símbolos é uma das mais antigas características da maçonaria egípcia, e terá sido justamente Misraïm quem a levou para o Egipto, tendo sido grande valia para a construção das pirâmides.

Misraïm foi o fundador da primeira dinastia egípcia, a que se refere a tradição quando fala do mitológico “rei escorpião”.

Vinte e cinco séculos antes da era Cristã, no reinado de Kéops, o uso dos símbolos e sinais, associado ao conhecimento astronómico, cosmológico e geométrico, permitiu revelar na grande pirâmide um manancial de impressionantes conhecimentos (nas medidas arquitectónicas, na estrutura, no aproveitamento dos espaços interiores, e na própria decoração).

Todos os construtores egípcios integravam sociedades secretas iniciáticas, destacando-se uma delas, fixada em Deir el Medineh, onde era praticada a antiga Maçonaria. Estas sociedades funcionavam não apenas com finalidade iniciática-ritualística, mas também como agremiações do tipo “sindical”, sendo ali estudadas as reivindicações a apresentar pelos obreiros e também todas as leis e códigos de actuação que lhes serviriam de guia.

No museu do Cairo existe documentação comprovativa destes factos, respeitante ao ano 29 do reinado de Ramsés II, na 19ª dinastia.

Todas as obras eram consagradas ao “Soberano Arquitecto dos Mundos”.

Para a Maçonaria Egípcia, a data da construção da grande pirâmide marca o primeiro ano do calendário Maçónico. E esta data corresponde ao ano4000 a.C..