Arquétipos associados aos Orixás

São necessários anos de vivência prática num terreiro para que nos aprofundemos neste assunto. Ponderamos que os traços psíquicos associados aos orixás não são definitivos nem se apresentam isolados um dos outros. Como todos ternos a influência do meio ambiente bio-psico-social em que vivemos, e ao mesmo tempo das energias de todos os orixás, o comedimento, a observação arguta e a vivência no decorrer dos anos são os melhores parâmetros para o auto-conhecimento e aprimoramento perante a vida. Portanto, o conhecimento da psicologia dos orixás é somente um dos muitos caminhos que nos fornecem referências de comportamento na busca do aperfeiçoamento humano e da evolução espiritual.

Durante as próximas colunas sobre Umbanda todas as terças-feiras, apresentamos uma descrição resumida dos perfis psicológicos dos indivíduos, associados aos orixás correspondentes, segundo observações extraídas da obra Umbanda Pé no Chão de Ramatis, psicografada pelo médium Norberto Peixoto.

Oxalá

oxalaguerreiro

  • Atributo: fortaleza e paciência, estabelece a ligação com a espiritualidade e leva ao despertar da fé, à compreensão do “religare” com o Cristo interno.
  • Os tipos psicológicos dos filhos de Oxalá são bondosos, serenos, prestativos, pacientes e sábios. Perante certos obstáculos da vida, podem ser lentos em suas decisões, distantes e fechados, mas são persistentes e não gostam de fazer alarde. São aparentemente frágeis, um tanto delicados. Por outro lado, essa aparente fragilidade psíquica é compensada com uma enorme força moral, o que os faz fortes diante das fraquezas humanas, dos doentes e oprimidos. São de Oxalá pessoas altruístas e dedicadas a uma causa social, de ajuda aos injustiçados e aos oprimidos.
  • Aspectos positivos: devoção, fé, abstração meditativa, ligação com o espiritual, calma e serenidade “aparente”. São asseados mental e fisicamente, caseiros e amigos acima de tudo. Com eles, rege a tranqüilidade, o silêncio e a paz no ambiente.
  • Aspectos negativos: fanatismo, isolamento, desprezo pelo material, melancolia, impaciência, ira, crueldade, mania de limpeza.
  • Florais de Bach: Impatiens, Mustard, Crab Apple, Water Violet, e Vervain.
  • Florais de Saint Germain: Patiens, Embaúba, Flor Branca, Verbena, Boa Sorte, e Abundância.
  • Saúde: têm um sistema nervoso delicado; “aparentemente” inspiram tranqüilidade, mas são explosivos interiormente, necessitando de períodos de isolamento como forma de repouso. Devem cuidar da coluna vertebral (rege coração e coluna).
  • Mineral: pedras brancas, diamante e brilhante.
  • Metal: ouro.
  • Signo regente: leão.
  • Planeta: Sol.
  • Ervas: arruda, levante e guiné.
  • Flor: girassol e jasmim.
  • Chackra: coronário.
fonte: Umbanda Pé no Chão – Norberto Peixoto
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Ensinamentos de Oxossi e Ogum no Evangelho

Dando continuidade a coleção de post sobre Jesus e os ensinamentos dos Orixás contido nos Evangelhos, trazemos a luz essa semana os ensinamentos de Oxossi e Ogum.

Leia também: Ensinamentos de Oxalá e Xangô no Evangelho.

Desejamos uma boa leitura a todos.

oxossi

Oxossi é o aconselhamento; o poder da palavra em ação, o caçador de almas, o amor pela natureza e pela Criação; a necessidade de saúde espiritual e física; a renovação, a nutrição, a prosperidade em todos os sentidos.

 A manifestação dessas virtudes são observadas nas seguintes colocações:

· “Bem-aventurados os aflitos, os mansos, os que são misericordiosos, os que têm puro o coração…”.

 

“Esteja no mundo, mas não seja do mundo”, pois quando Jesus esteve no meio da dor, da miséria humana, do desespero, do materialismo, da traição, da arrogância, não se deixou contaminar.

 

“A boca fala do que está cheio o coração”.

 

“Onde está o vosso coração, aí está o vosso tesouro”.

 

“Amai-vos e instruí-vos”.

 

“Não são os sãos que precisam de médico”.

A chave do conhecimento tem de virar sabedoria. Pela boca entram os alimentos e saem as palavras que, quando harmoniosas, nos trazem equilíbrio e, por conseguinte, saúde.

“Não vos inquieteis pelo dia de amanhã, porque o amanhã cuidará de si mesmo”.

Devemos viver um dia de cada vez, o momento presente, que é tudo o que necessitamos, pois é imprescindível cumprirmos nossas tarefas diárias com harmonia e gratidão. A gratidão sincera abre as portas para a manifestação de tudo o que se necessita: criatividade, talento, alimentação adequada, moradia, progresso no trabalho, bons relacionamentos etc.

O plano divino opera de forma a colocar em nossa vida as pessoas, os lugares e os objetos que responderão às nossas necessidades. A prosperidade e a abundância fazem parte da nossa existência: basta olhar a natureza à nossa volta, observar o Cosmo e as estrelas. Devemos manter em nossos corações a gratidão a Deus por nossas preces serem ouvidas e nossas necessidades atendidas, pois Ele sabe o que precisamos, por isso dá “a cada um conforme as suas obras”.

É necessário saber pedir, colocar a intenção no que se quer e ter confiança em si mesmo, na própria capacidade de realização. Assim sendo, as idéias surgem para a solução dos problemas.

 

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Ogum é a vontade, os caminhos abertos, a energia propulsora da conquista, o impulso da ação, da vontade, o poder da fé, a força inicial para que haja a transformação. É o ponto de partida, aquele que está à frente. É a vida em sua plenitude, a vitalidade ferrosa contida no sangue que corre nas veias, a manutenção da vida, a generosidade e a docilidade, a franqueza, a elegância e a liderança.

A energia oriunda da vibração de Ogum pode ser percebida claramente nestas palavras de Jesus:

“A tua fé te curou” (com a imposição das mãos, Ele acionou o poder da vontade de mudar de atitudes e pensamentos).

 

“Pedi e recebereis! Buscai e achareis! Porque todo aquele que pede, recebe”, demonstrando que Deus nos dotou de inteligência e capacidade para que superemos nossas dificuldades, recomendando-nos o trabalho, a atividade e o esforço próprio.

Precisamos aprender a pedir, pois costumamos exigir soluções rápidas e eficazes para problemas de ordem material. Estamos sempre correndo contra o relógio e perdidos entre compromissos assumidos, os quais muitas vezes extrapolam nossa capacidade de cumprir. Esquecemos de cuidar de nossos sentimentos, de ir ao encontro do que nos realiza e nos dá satisfação interior, das coisas simples da vida.

Se acreditamos em reencarnação, então sabemos que tudo aqui é transitório, que estamos na Terra para evoluir em espírito, para superar a nós mesmos. O “pedir”, colocado aqui, é no sentido de “receber” da Providência Divina o ânimo, a coragem, as boas idéias, a fim de que possamos crescer e adquirir a paciência necessária para lidar com as nossas imperfeições e com as dos outros.

Cada problema contém em si próprio a solução. Tudo está certo como está, pois tudo tem o seu tempo para mudar, crescer e amadurecer. Aquilo que não nos cabe resolver “agora”, confiemos em Deus, pois quando estivermos prontos para compreender, tudo se resolverá. Devemos dar o melhor de nós, com ânimo, entusiasmo e confiança, agradecendo a oportunidade da vida.

“Orai e vigiai”, pois a oração é o alimento do espírito; ela abre as portas para a compreensão, é um bálsamo no momento das dores. A oração abranda nosso coração, nos protege e nos fortalece. A vigilância é a resposta que vem para aquilo que pedimos em oração. Ocorre que geralmente pedimos, e depois não prestamos atenção na “resposta”, porque somos imediatistas. Mas nem sempre a resposta que desejamos ouvir é a que chega até nós, e sim a que necessitamos naquele determinado momento.

Por outro lado, devemos observar que tipo de pensamento estamos alimentando em nossa mente, e o que estamos atraindo. Vigiar no sentido de prestar atenção a nós mesmos, pois buscamos auxílio espiritual na casa de umbanda, mas o que fazemos com a orientação recebida? Continuamos o tratamento até o final, com passes, banhos, água fluidificada, leituras esclarecedoras? Estamos dispostos a mudar nossa conduta? Fazemos uma análise e higienizamos nossos pensamentos e sentimentos? Estamos dispostos a nos desapegar dos sentimentos de culpa, de nos colocarmos como vítimas das circunstâncias, de não participarmos ativamente da nossa “própria” vida?

Ninguém fará por nós o que nós mesmos temos de fazer, assumindo as rédeas da situação e acionando o curador interno, pois a felicidade é um estado de espírito.

“A fé remove montanhas. Pois, em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali, e ela se transportaria, e nada vos seria impossível.”

Na realidade a fé é ativa; é inspiração divina que nos auxilia a chegar ao fim desejado; é a confiança que fortifica e a certeza de vencer os obstáculos. A fé se prega pelo exemplo e precisa ser apoiada na razão, porque é preciso amar e crer sabendo porque se ama e porque se crê. A fé caminha de mãos dadas com a esperança e com a caridade; está intimamente ligada ao poder da vontade, à crença interior de vencer as adversidades pela paciência que traz a compreensão dos fatos.

O Evangelho Segundo o Espiritismo nos diz (capítulo 9) que o magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé posta em ação. É pela fé que Jesus curava e produzia aqueles fenômenos singulares, qualificados outrora de milagres. É a vontade dirigida para o bem.

Tudo quanto a nossa mente poderosa acreditar e pedir com intensidade se realizará, por isso Jesus disse: “Tudo quanto pedirdes em oração, crede que recebereis”.

Ogum representa, portanto, o caminho que precisamos percorrer; aquele caminho solitário para vencer os dragões internos que, na verdade, é o espírito em busca de si mesmo; percorrer o caminho de volta à unicidade com o Pai.

Somente quando aprendermos a amar e compreendermos em nosso espírito esse legado de amor, perdão, compaixão, não-julgamento, gratidão pela vida, respeito por nós e pelo próximo, quando usarmos o livre-arbítrio com responsabilidade, não viveremos mais presos ao passado, nem tão pouco angustiados e ansiosos com o futuro, compreenderemos de forma integral que o momento de servir é agora. Jesus participava, servia, ouvia, compartilhava, instruía e amava a todos sem distinção.

fonte: Umbanda pé no Chão – Ramatis / O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec

Ensinamentos de Oxalá e Xangô no Evangelho

Dando continuidade ao post da semana passada sobre Jesus e os ensinamentos dos Orixás contido nos Evangelhos, abrimos essa semana com Oxalá e Xangô.

Desejamos uma boa leitura a todos.

oxala

Oxalá é a fortaleza, a vibração do Cristo Cósmico na Terra, a doação do amor incondicional, fraterno e perene, o profundo conhecedor da alma humana, o ser abençoado de luz que irradia o equilíbrio perfeito entre o princípio do masculino e do feminino. Seu olhar sereno e profundo, irradiando amor e compaixão, Lhe permite penetrar o íntimo de cada um e não julgar, apenas amar e curar, não somente as enfermidades físicas, mas as da alma. Seus braços permanecem abertos em nossa direção e Seu Evangelho nos ensina estas máximas:

“Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, pois não podemos amar a Deus, sem antes nos amarmos e, por conseguinte, amarmos nossos semelhantes. Se não existe amor dentro de nós, se não aceitamos nossas virtudes e defeitos, não podemos amar nossos semelhantes.

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim”. Jesus nos mostra o caminho da simplicidade e do amor fraterno, do desapego e do perdão. A confiança na Providência Divina nos ajuda a difundir o Evangelho – caminho que leva a Deus, à verdade que liberta e que nos faz deixar de sofrer. Tudo o que pode deixar de existir amanhã não é verdade para nós, pois o que continua com a vida são os afetos, as alegrias, os sentimentos que carregamos em nosso interior. Devemos valorizar a nossa vida, buscando a verdade interior, o caminho para a felicidade.

“A minha paz vos dou, mas não como o mundo a dá”. Todos deixaremos o teatro da vida terrena para encontrar a paz verdadeira na vida espiritual. A paz do mestre está nos valores morais, na conduta da vida em harmonia com as leis de Deus, na paciência para com as nossas imperfeições – pois temos de vencer a nós mesmos -, e no despertar da consciência na escalada da evolução, que nunca cessa. Cada mudança interior para melhor reflete-se na convivência com o próximo. Quem ama sempre vai estar acompanhado, porque o amor encontra ressonância em outros corações. Amar é doar-se para a vida, em favor do bem.

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Xangô é a sabedoria, o amor e o respeito à vida, em obediência às leis de Deus; é o entendimento do encadeamento de nossas ações e reações, que estabelecem uma relação de causa e conseqüência, no sentido de ascensão espiritual; é o equilíbrio cármico.

No Evangelho, encontramos as vibrações de Xangô nas seguintes máximas:

“Não julgueis para não serdes julgados”.

“Com a mesma medida que medirdes será medido”.

“Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado”.

“Vá e não peques mais, para que não te aconteça coisa pior”.

“A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”.

“Conhece a verdade e ela vos libertará” (a compreensão das leis morais divinas liberta da roda do carma, das reencarnações sucessivas).

“Perdoai setenta vezes sete vezes”.

“Ide reconciliar-vos com vosso irmão antes de pordes a vossa oferenda no altar”.

É tão fácil perceber a dificuldade alheia, decidir qual atitude o outro deve tomar, resolver os problemas alheios, criticar e espalhar a maledicência… O ser humano não costuma olhar para si mesmo e avaliar a sua conduta diante da vida e do próximo. Acertar e errar faz parte desta vida terrena, isto é, ter humildade para reconhecer os erros, perseverança para continuar, e reconhecer o motivo pelo qual cada um está num degrau evolutivo diferente. Não podemos exigir aquilo que o outro não tem para nos oferecer, nem a capacidade para compreender.

Para cada ação, há uma reação, seja positiva ou não. Por isso, é preciso ter flexibilidade diante da vida, ter misericórdia para com a dor alheia, perdoar para se libertar, refletir sobre a capacidade de mudar, perceber qual a facilidade de aprender com a vida, estar em paz e equilíbrio com a Lei Divina para poder receber, por meio do merecimento pelo esforço empreendido para melhorar, as bênçãos que deseja alcançar. Fazer o bem e desejar o bem.

Devemos usar sempre a “verdade como proteção” e ser fiéis a nós mesmos, ouvindo a voz do nosso coração. Mestre Jesus sempre usou a verdade, e em Seus ensinamentos, iniciava Suas frases assim: “Em verdade, em verdade vos digo…”.

O perdão das ofensas liberta dos aprisionamentos do passado, das mágoas e dos ressentimentos, é o bálsamo que cura as feridas da alma. Jesus nos pediu que perdoássemos ilimitadamente, ou seja, sempre. E Suas últimas palavras terrenas foram uma súplica a Deus pela humanidade: “Pai, perdoai-vos porque eles não sabem o que fazem”.

Tanto tempo se passou e nós continuamos fazendo as mesmas coisas, nessa roda viva de incompreensão, violência, desamor, julgamentos e cobranças, vítimas que somos de nossas inconseqüências, apegados às próprias dores e cheios de medo da mudança, de recomeçar, reconstruir o caminho, de aceitar ser feliz.

A felicidade terrena não é integral, mas é possível porque vem de dentro, do coração amoroso que faz o bem e que deseja ao outro o que quer para si próprio. Amar, perdoar e servir foi o exemplo deixado por Jesus.

fonte: Umbanda Pé no Chão – Ramatis

Orixás e outras Divindades

Olá meus irmãos, como sabemos, nosso mundo foi criado dentro de aspéctos de diversidade e sabedoria, o que nos é óbvio, uma vez que, a Criação é a própria confirmação de sabedoria infinita.

Povos e culturas variadas habitaram e habitam neste Orbe, muitos que não foram ou não são nativos daqui; ora, seria ingenuidade ou falta de senso, acreditar que somente um povo ou uma cultura, poderia explicar ou exemplificar a grandiosidade de sabedoria Divina.

Pois bem, para tentar dar assertividade ao nosso entendimento e, partindo da crença escolhida por mim, que é a Umbanda, vamos comparar nossas Divindades com as de outras culturas, isso, sem querer adotar qualquer forma de sincretismo, apenas mostrar que sabedoria Divina esta em toda a parte, mas seus desígnios são os mesmos. Eu os convido a mais uma viagem em busca do conhecimento Divino, boa leitura.( …Adriano D’Ogum..)

Oxalá e Oyá

Oxalá e Oiá formam o par energético da linha Cristalina ().

 Oxalá

Oxalá – O Trono Masculino da Fé

Oxalá, Apolo ou Febo, Hélios, Brahma, Suria, Varuna, Rá, Khnum, Baldur ou Balder, Brán, Anu, Nusku, Utu, Shemesh, Dagda, Inti, Kinich Ahau, Comentário.

Oxalá — Divindade de Umbanda é o Trono Masculino da Fé, irradia a fé o tempo todo de forma passiva, não forçando ninguém a vivenciá-la, universal, sustenta a todos que têm fé.

Fator magnetizador e congregador, está na base da criação, sem Fé não existe os outros atributos dos demais tronos e sem magnetismo nada existiria em nosso planeta. Este é o trono principal, regente de nosso planeta. As Divindades que representam esse trono costumam estar no topo do panteão ou serem identificadas com o Sol que a tudo sustém.

Elemento cristalino, representa a pureza, está em todos os lugares, religiosamente goza de posição de destaque, pois sem fé não há religião. Sua cor é o branco, que tem em si todas as cores. Tem como símbolo a pomba branca da paz e podemos ainda simbolizá-lo com a cruz da fé ou a estrela de cinco pontas, que desperta a magia da fé no ser humano. Seu ponto de força na natureza é qualquer lugar onde se possa sentir a paz do trono da fé, dando preferência muitas vezes a mirantes, campos abertos e bosques. Pedra: Quartzo cristalino.

Apolo ou Febo  — Divindade grega, filho de Zeus com Leto; é o Deus da Luz Solar, da música, artes e medicina. Senhor do Oráculo de Delfos. Divindade radiante, sempre moço e belo. Traz pureza, tranqüilidade e espiritualidade.
Hélios — Divindade grega, irmão de Éos; era o próprio sol, representado como um jovem com raios de luz saindo da cabeça. É considerado também aquele que ilumina e traz a iluminação, a Luz.

Brahma — É a primeira pessoa da trindade hindu (Brahma, Vishnu e Shiva). É o primeiro criado; criador, incriado, do Universo. Costuma se manifestar com quatro cabeças simbolizando os quatro vedas (“conhecimento”), livros sagrados para os hindus, quatro yugas (eras, ciclos de tempo e realidade pela qual passa a humanidade, atualmente estamos na Kali-yuga, a era da destruição), quatro castas (classes sociais hindu). Tendo quatro braços segura em cada uma das mãos uma “mala” (colar de oração hindu, simbolizando a tranqüilidade da mente), uma colher e ervas (simbolizando os rituais), o Kamandalu (pote com água, simbolizando a renúncia) e os vedas (simbolizando o conhecimento). A mão que segura o “mala” faz um sinal, “abhaya mudrá”, que representa o afastamento do medo. Aparece de olhos fechados em meditação o que demonstra suas qualidades de paz e harmonia. Sua consorte, Sarasvati, o Conhecimento, manifestou-se a partir dele. Dessa união surgiu toda a criação.

Suria — Divindade hindu, Deus Sol; é a alma suprema dos vedas e deve ser adorado por todos os que desejam a libertação da ignorância.
Varuna — Divindade hindu, provém da raiz verbal “vr” (“cobrir, circundar”), circunda o Universo e tem como atributo a soberania, através do Sol ele controla tudo, e desta maneira fez três mundos, habitando em todos eles: céu, terra e o espaço intermediário de ar onde o vento é sopro de varuna. Sua morada é o Zênite, mansão de mil portas, onde fica sentado e a tudo observa; à sua volta ficam seus informantes que inspecionam o mundo e não se deixam enganar. Seu poder é ilimitado assim como seu conhecimento; inspeciona todo o mundo, sendo senhor das leis morais. Varuna já foi um Deus Único e Celeste, perante a criação, com o tempo tornou-se Divindade das águas, rios e oceanos.

— Divindade egípcia; é o princípio da Luz, simbolizado pelo Sol; ele é mais do que o próprio. É ele quem penetra no disco solar e lhe confere a luz. Adorado como uma das maiores Divindades egípcias e muitas vezes associado ao nome do Ser Supremo para lhe conferir este status, como Atun-Rá ou Amon-Rá.

Khnum — Deus local do Alto Egito; era um Deus simbolizado com cabeça de carneiro. Tinha aspectos de criador, possuidor de um torno de oleiro, onde modelara o corpo de todos os homens.

Baldur ou Balder — “Distribuidor de todo o bem”. Divindade Nórdica, masculina, filho de Odim com a Deusa Mãe Frigg. Conhecido como Deus Sol, o todo radiante, de beleza incomparável. É conhecido como a deidade boa, pura e carismática. Deus pacífico. Conhecido ainda como “o bem-amado”, “o santo”, “o único sem pecado”. “Deus da bondade”, foi morto por obra de Loki. Frigga, sua mãe, pediu a todos, e a tudo, que jurassem não prejudicar o “deus radiante”, mas esqueceu-se do “frágil ramo de agárico”. Deste ramo, Loki fez um dardo e colocou na mão do cego Hoder, enquanto todos os deuses se divertiam tentando ferir Baldur com pedras e sem sucesso pelo juramento. Orientado por Loki, Hoder atira o dardo que mata Baldur. É dito que, quando um mundo novo e mais puro surgir, ele renascerá.

Brán — Divindade celta. “O abençoado”. Brán é muito cultuado no País de Gales; é considerado o Deus da profecia, das artes, dos líderes, da guerra, do Sol e da música.

Anu — Divindade sumeriana. O pai das Divindades, destronado por Enlil. É o próprio céu, Divindade do firmamento estrelado. O que reina na esfera superior. Adorado por sumérios, acádios e assírio-babilônicos, como sendo a divindade maior, por vezes visto como o Deus Supremo. Senhor dos anjos e dos demônios, de todas as potências inferiores e superiores. Adorado como deus em Uruk.
Nusku — Divindade sumeriana. Deus da luz, adorado ao lado do Deus da Lua em Harran e Neirab. Vizir de Anu e de Ellil. Tem como símbolo uma Lâmpada.

Utu — Divindade sumeriana. Deus Sol sumério. Traz o título de “meu sol” como “majestade”, como eram chamados os reis e deuses chefes de panteão.

Shemesh —  Divindade hebraica. Aparece com raios flamejantes saindo de seus ombros, saltando sobre montanhas com uma espada flamejante de serra nas mãos e tiara de fogo na cabeça, também simboliza o Sol. É a mesma divindade arábica Shams.
Dagda — Divindade celta que aparece como o grande pai de todos, chamado de “o bom deus”. O poder de dagda aparece como um sopro que torna os agraciados em grandes trovadores.

Inti — Divindade inca do Sol também chamado de “Servo de Viracocha”. Protetor da casa real onde o Imperador era chamado de “filho de Inti”. É o grande doador da vida e da luz, Divindade popular mais importante com seu culto estabelecido em vários templos.

Kinich Ahau — Divindade maia do Sol, muito ligado ao Deus Criador Itzamná.

Comentário: O Trono Masculino da Fé, Oxalá, é facilmente encontrado nas várias culturas, por ser comumente representado como o Sol ou como a divindade que participou da criação, pois é a base da mesma. Sem o sentido da Fé nada existe religiosamente e sem o fator magnetizador nada existe na criação, onde tudo se sustenta por vibração magnética. Logo se torna sempre uma Divindade importante e benevolente. Na Umbanda, foi sincretizado com Jesus Cristo, expoente máximo da fé Católica.

 Oyá

Oyá – O Trono Feminino da Fé

Logunan / Oyá-Tempo, Éos, Moiras, Andrômeda, Horas, Nornes, Rodjenice, Tara, Nut, Shait,  Arianhod, Aya, Tamar, Mora, Menat, Tanith, Nicnevin, Comentário.

Oyá-Tempo — Divindade de Umbanda, é o Trono Feminino da Fé, absorve a fé em desequilíbrio, de forma ativa, reconduzindo o ser a caminho de seu equilíbrio. Cósmica, pune quem dá mau uso ou se aproveita desta qualidade divina com más intenções.

Fator cristalizador e temporal é o próprio espaço-tempo onde tudo se manifesta. Lembrando que nossa relação de espaço-tempo depende totalmente da movimentação dos astros no espaço, da onde vêm conceitos como dia e noite juntamente com nosso senso cronológico. Dizemos que é uma divindade atemporal, pois é em si o próprio tempo não estando sujeita a ele, mas regendo seu sincronismo.
Elemento cristalino. Religiosamente goza de posição de destaque, pois rege a própria religiosidade no ser.

Sua cor é o branco e o preto, que é a presença de todas as cores ou a ausência de todas (em seu aspecto de absorção e esgotamento da religiosidade desvirtuada e dos excessos cometidos em nome da fé). Simbolizada pela espiral do tempo, se manifesta em todos os locais, assim como Oxalá com o qual faz um par nesta linha da fé. Cor: Branco e preto ou fumê. Pedra: Quartzo fumê rutilado.

Éos — Divindade grega, conhecida entre os romanos como Aurora, filha de Hipérion com Teia. Irmã de Hélio (o Sol) e Selene (a Lua). Era sua tarefa abrir todas as manhãs os portões do céu para deixar sair a carruagem do Sol. Teve muitas uniões e muitos filhos, entre os quais podemos citar os Ventos e os Astros.

Moiras — Divindades gregas, conhecidas como Parcas entre os romanos. São três irmãs, responsáveis pelo tempo e por tecer os fios de nosso destino. Aparecem humanizadas como anciãs encantadas. Seus nomes são Lachesis, Cloto e Átropos. Filhas de Nyx, a Noite, são elas que tecem os fios de nossa vida e destino. Cloto, “a tecelã”, tecia o fio da vida; Lachesis, “a medidora”, media o comprimento certo de cada fio, e Átropos, “a inevitável”, o cortava com sua tesoura.

Andrômeda — Divindade grega das estrelas e planetas, vista como sendo a própria constelação que leva o seu nome.
Horas — Divindades gregas, originariamente a palavra Hora era utilizada para determinar as estações do ano que se dividia apenas em três, Primavera, Verão e Inverno. São filhas de Zeus e Têmis, Eunomia (a Boa Ordem), Dicéa (a Justiça) e Irene (a Paz). Quando surge o conceito de Outono e Solstício de Inverno, duas novas horas aparecem na mitologia, Carpo e Talate, guardiãs dos frutos e flores. Quando os gregos dividiram os dias em 12 partes iguais, os poetas identificaram 12 horas, chamadas “As 12 Irmãs”. Contando-se primavera, verão, outono e inverno as horas aparecem com idades diferentes, nesta ordem, da jovem e ingênua adolescente até a madura e sábia anciã.

Nornes — Divindades nórdicas do tempo e do destino se dividem em Urdhr, a avó anciã (passado), Verdanti, a mãe matrona (presente) e Skuld, a jovem (futuro).

Rodjenice — Divindades eslavas do destino, eram três mulheres que teciam os fios da vida assim como as parcas gregas e nornes nórdicas, eram oferecidas a elas as primeiras porções de comida das comemorações batismais, assim como a placenta do bebê, enterrada ao lado de uma árvore. Eram conhecidas por Rodjenice, Sudnice e Sudjenice ou Fatit, Ore e Urme.

Tara — Divindade hindu, regente do céu e das estrelas, senhora do tempo.

Nut — Divindade egípcia, Divindade do céu, seu corpo forma a abóboda celeste, aparece curvada como um arco sobre a Terra. Nut é o próprio céu, o espaço onde tudo acontece. Representada por uma vaca, também tem a função de recolher os mortos em seu império.
Shait — Divindade egípcia do destino, acompanhava toda a encarnação de cada um anotando seus vícios e virtudes. Ela é quem dava a sentença final após a alma passar pela balança de Maat.

Arianrhod — Divindade celta, guardiã da “roda de prata” que circunda as estrelas, símbolo do tempo e do carma. Deusa da reencarnação tem como símbolo a própria espiral do tempo.Divindade dos ancestrais celtas vive em sua própria dimensão com suas sacerdotisas. Decide o destino dos mortos levando-os para sua morada ou para a Lua.  Aparece no Mabinogion, uma coleção de relatos escritos entre o século XI e XIII d.C., como filha de Don e mãe dos gêmeos Lleu Llow Gyffes e Dylan.

Aya — Divindade babilônica, “Aurora”, esposa do deus-sol babilônico Shamash.
Tamar — Antiga Divindade russa, do tempo, que habitava no céu, de onde regia as estações do ano. Aparece como a virgem que viaja pelo céu montada em uma serpente dourada. Tamar é quem aprisionava o Senhor dos ventos no Verão para soltar no Inverno, para que trouxesse a neve.

Mora — Divindade eslava do tempo e do destino. Aparece como divindade branca e alta para dar a vida, e como negra, olhos de serpente e patas de cavalo para ceifar a vida.

Menat — Antiga Divindade árabe que teve seu culto abolido por Maomé e o Islã. Essa divindade representa a força do destino, senhora do tempo e da morte, aparece sob a forma de anciã.

Tanith — Divindade cartaginense, regente do céu. Aparece com asas tendo o Zodíaco a lhe envolver a cabeça. Usa um vestido repleto de estrelas trazendo em suas mãos o Sol e a Lua.

Nicnevin — Divindade escocesa que rodopia o céu durante a noite para conduzir as almas em sua passagem.

Comentário: O Trono Feminino da Fé, Oyá-Tempo, encontrado em várias culturas, nos mostra uma divindade que, não estando sujeita ao tempo, torna-se atemporal. Passa a regular tudo o que se refere a estações do ano e clima, também mostrando-se presente como o espaço onde tudo acontece, a abóbada celeste, pois a relação espaço-tempo também depende dela. Na Umbanda, pode ser sincretizada com Santa Clara, sempre evocada para resolver as questões relacionadas ao clima e ao tempo, pela maioria das pessoas.

Oxum e Oxumaré

Oxum e Oxumaré formam o par energético da linha Mineral (Amor).

 Oxum

Oxum – O Trono Feminino do Amor

Oxum, Afrodite, Vênus, Hebe, Concórdia, Carmenta, Juturna, Pax, Lakshmi,  Ísis, Ganga, Ranu Bai, Hator, Ísis, Bast, Freyja, Blodeuwedd, Allat, Ishkhara, Kwan Yin, Chang Um, Tsai Shen, Kwannon, Maile, Erzulie, Astarte, Xochiquetzal, Chu-Si Niu, Sammuramat, Branwen, Anahita, Erzulie Freda, Partaskeva, Caritas ou Graças, Branwen,

Oxum — Divindade de Umbanda, é o Trono Feminino do Amor, irradia o amor o tempo todo de forma passiva não forçando ninguém a vivenciá-lo, mas sustentando a todos que têm amor.

Fator agregador e conceptivo, traz a energia e o magnetismo, de Amor, que agrega e une desde os átomos e planetas até as pessoas. Também atua nas concepções através dessas uniões que se estabelecem a partir de suas qualidades.

Elemento mineral, rios e cachoeiras são seu ponto de força. Pode ser simbolizada ainda por um coração, a ela são feitos os pedidos para o amor em todos os sentidos. Também considerada Senhora do ouro, lembra que o verdadeiro ouro da espiritualidade é o Amor e que com ele se atrai toda a prosperidade, tanto na matéria como em espírito, esta é a chave da interpretação para essa sua relação com o ouro material. Cor: amarelo, rosa, azul-claro ou dourado. Pedra: quartzo rosa, pirita e ouro.

Afrodite — Divindade grega, conhecida como Vênus entre os romanos. O nome já explica sua origem “nascida da espuma”, é a grande Deusa do Amor, sua beleza era inigualável, casada com Hefaístos, teve casos com Ares, Hermes e Dionísio. Mãe de Eros e Príapo.

Hebe — Deusa grega da juventude, era responsável de servir o néctar e a Ambrósia, alimento dos deuses. A criada ideal dos deuses, quando Héracles ganhou a imortalidade, tornou-se sua esposa.

Concórdia — Divindade grega da reconciliação e da harmonia.

Carmenta — Divindade romana, padroeira dos partos e dos recém-nascidos. Recebia oferendas de arroz e pastéis, modelados na forma de genitálias femininas. Costumava-se pedir a ela que lhes dessem um parto tranqüilo.

Juturna — Divindade romana das fontes e águas sagradas, senhora das profecias.

Pax — Divindade romana da Paz.

Lakshmi — Divindade hindu do ouro, fortuna, prosperidade, beleza e Amor. Consorte de Vishnu. Muito popular na Índia, sendo considerada a mais próxima dos seres humanos. Quer o bem-estar de todos sem se preocupar com suas ações ou seu passado. Surgiu das águas cósmicas da eternidade. Traz riqueza material e espiritual.

Ganga — Divindade hindu que é o próprio rio Ganges ou aquelas dos seios aos quais o rio saiu.

Ranu Bai — Divindade hindu que com a água de todos os rios em seu jarro de ouro trazia a fertilidade às mulheres.

Hator — Divindade egípcia, “a casa de Hórus”, Senhora do céu e do horizonte (em dendera). Uma das Divindades que melhor representa o sentido do Amor.

Ísis — Divindade egípcia, uma das mais importantes Divindades do panteão egípcio. Também chamada de senhora dos mil nomes. Divindade de forte personalidade percorre os quatro cantos do globo, por Amor, atrás dos pedaços de seu marido, Osíris, assassinado pelo irmão Set. Tendo encontrado todas as partes (menos o falo que continuou desaparecido) do amado, ainda conseguiu unir-se a ele assim concebendo o filho Hórus. Com o tempo, Ísis teve seu culto muito difundido, passando assim a absorver as qualidades de outras Divindades femininas que deixavam de ser adoradas. Além de uma grande Divindade do amor, tornou-se também a Deusa Mãe, já absorvendo e manifestando qualidades do Trono Feminino da Geração, conhecido como Yemanjá. Cleópatra foi uma sacerdotisa de Ísis, colaborou muito para levar seu culto aos “quatro cantos do globo”, ela se autodenominava “A Nova Ísis”, vestindo-se de Ísis nos rituais públicos. Tendo se envolvido com Júlio César e Marco Antônio, teve facilidade em instituir o culto de Ísis em Roma. É dito que a Catedral de Notre Dame, na França, foi um dos templos de Ísis.

Bast — Divindade egípcia com cabeça de gata, Divindade solar aparece como o aspecto bom, doce e agradável do Sol, enquanto Sekmet rege os aspectos de purificação e destruição.Bast era adorada em Bubastis, trazia alegria e prazer estando ligada à dança, à música, à saúde e à cura.

Freyja — Divindade nórdica, feminina, uma das três esposas de Odin e mãe de Balder. Divindade do Amor e da Beleza. De seu nome deriva o nome da sexta-feira (Freitag, em alemão; Friday, em inglês). Freyja é o aspecto sensual desta divindade enquanto suas qualidades de Mãe ficam sob o nome de Frigga. Freyja foi amante de quase todas as Divindades masculinas, aparecia em um manto de plumas, não usando mais nada além de seu colar de Âmbar; todos ficavam embriagados por sua beleza e magia.

Blodeuwedd — Divindade celta, no seu aspecto de donzela, jovem, representa o amor, as flores e a primavera.

Allat — Divindade babilônica da cópula, das uniões, atua no campo do Amor ajudando as pessoas a conceberem a vida e os projetos.

Ishkhara — Deusa babilônica do amor, sacerdotisa de Ishtar.

Kwan Yin — Divindade chinesa do amor faz parte de um culto ancestral muito antigo, que se perde no tempo, também representa a paz, o perdão, a cura e a luz.

Chang Um — Divindade chinesa, protetora das parturientes e dos recém-nascidos, padroeira das mulheres.

Tsai Shen — Divindade japonesa da riqueza. Traz os símbolos de boa sorte como o sapo de três pernas, as moedas, a caixinha do tesouro com o espírito da fortuna, o morcego e os lingotes de ouro.

Kwannon — Divindade japonesa do amor, do perdão e da paz.

Maile — Divindade havaiana, é aquela que rege a Hula (dança sagrada), a alegria e a sedução. É ainda representada com a murta, trepadeira de flores muito cheirosas.

Erzulie — Divindade haitiana do amor e da sexualidade.

Astarte — Divindade canaanita, seu nome significa “o ventre”, de grande sensualidade, regia o amor, o desejo e a paixão. Usava o vermelho e o branco simbolizando o sangue menstrual e o sêmen.

Xochiquetzal — Divindade asteca, significa “flor preciosa”. Ela é a deusa das flores, do amor, criadora de toda a humanidade e intermediadora dos deuses.Foi mulher do deus Tlaloc, deus da chuva, mas acabou sendo raptada por Tezcatlipoca que a levou aos nove céus. Vivia em Tamoanchan na “Árvore Florida”, um verdadeiro paraíso. Teve vários nomes incluindo Ixquina e Tlaelquani.

Chu-Si Niu — Divindade tailandesa dos partos, recebia oferendas de flores em seus templos.

Sammuramat — Divindade assíria, Senhora do Amor, da fertilidade e sexualidade.

Branwen — Divindade escocesa do Amor, da sexualidade, da Lua e da noite. Chamada de “Seios Brancos” ou “Vaca Prateada”.

Anahita — Divindade persa do Amor, considerada uma das Divindades governantes do império. Considerada como o poder fertilizador da Lua e das águas. Senhora da concepção, purificava o sêmen e consagrava o ventre e seios da mulher. Aparecia como uma linda mulher vestida de dourado e ornada com peles, diademas e colares de ouro.

Erzulie Freda — Divindade haitiana do Amor, cultuada e oferendada nas cachoeiras.

Partaskeva — Divindade eslava do amor e da sexualidade. Regente da água trazia fertilidade, bênçãos para as uniões matrimoniais e saúde.

Caritas ou Graças — Divindades doadoras do carisma e da graça. Para os romanos, eram aspectos de Vênus, chamadas de Vênia, ou Afrodite para os gregos.  Seus nomes eram Aglaia, a brilhante, Thaleia, a que traz flores, e Euphrosyne, a alegria do coração.

Branwen — Divindade galesa do amor, conhecida como a divindade do seio branco, seu nome significa “corvo branco”.

Comentário: O Trono Feminino do Amor, Oxum, torna-se um dos Tronos mais presentes nas culturas, facilmente identificado, sendo a Mãe do Amor Universal ou ainda a donzela que representa o despertar do amor e da beleza. Na Umbanda, sincretizada com Nossa Senhora da Concepção, Santa virginal e imaculada que representa o Amor em seu sentido mais puro.

 Oxumaré

Oxumaré – O Trono Masculino do Amor

Oxumaré, Eros, Kâma, Heindal, Angus Óg, Tamuz, Comentário.

Oxumaré — Divindade da Umbanda, é o Trono Masculino do Amor, absorve o amor em desequilíbrio de forma ativa reconduzindo o ser ao caminho do equilíbrio. Cósmico, pune quem dá mau uso ou se aproveita dessa qualidade divina com más intenções.Fator renovador, atua “reciclando”, renovando, a vida do ser. Divindade da alegria, nos ajuda também a sermos mais crianças, puros. Elemento cristalino-mineral muito presente nas cachoeiras. Sua cor é o colorido do arco-íris.

Faz par com Oxum, nesta linha do amor, onde numa cachoeira quando vemos suas águas caírem em queda, na luz do Sol, Oxumaré se faz presente no arco-íris que se forma do vapor d‘água, subindo até a cabeceira da cachoeira.
Ponto de força na cachoeira. Cor: todas as cores do arco-íris. Pedra: Fluorita.

Eros — Divindade grega, Cupido entre os romanos, filho de Afrodite e Ares, disparava flechas de amor, menino alado, uma corporificação do amor. Atormentava Deuses e humanos, com uma tocha que inflamava os desejos ou as flechas que insuflavam o Amor.
Kâma — Divindade hindu, Senhor do amor e do desejo, esposo de Rati (divindade da volúpia). Representado sob a figura de um adolescente, armado de arco e flechas. Considerado uma divindade muito antiga e que alguns mais tarde lhe deram características negativas.

Heindal — Divindade nórdica da luz, chamado de “Deus reluzente de dentes de ouro”, ele é o guardião da ponte do arco-íris.
Angus Óg — Divindade celta, filho de Boann com Dagda, adotado por Midir. Seu nome quer dizer “deus jovem”.  É a divindade do amor e da juventude. Como um cupido lançava beijos pelo ar que após atingir seu objetivo se transformavam em aves delicadas para alegrar a vida dos apaixonados.

Tamuz — Divindade babilônica da primavera, das flores, das plantas verdes e filhotes dos rebanhos.

Comentário: Trono Masculino do Amor, Oxumaré, não tão comum nas mitologias, parece-nos mais fácil relacionar a figura feminina com o sentido do amor. Geralmente as Divindades masculinas se voltam mais para os outros sentidos da vida, sendo a natureza masculina mais racional. Há ainda muito campo para o estudo e muitas Divindades a serem descritas como Trono Masculino do Amor. Na Umbanda, é sincretizado com São Bartolomeu, que aparece enrolado em uma cobra até a cintura, um dos símbolos de Oxumaré.

Oxóssi e Obá

Oxóssi e Obá formam o par energético da linha Vegetal (Conhecimento).

 Oxóssi

Oxóssi –  O Trono Masculino do Conhecimento

Oxossi, Asclépio, Thoth, Dionísio, Quíron, Fauno, Líber, Picumno, Thoth, Green Man/Cernunnos, Humbaba, Nabu, Ullr, Oghma.

Oxossi — Divindade da Umbanda, é o Trono Masculino do Conhecimento, irradia o conhecimento o tempo todo de forma passiva não forçando ninguém a vivenciá-lo, mas sustentando todos que buscam o conhecimento. Fator expansor que ajuda a expandir em todos os sentidos. Divindade masculina vegetal, é o grande caçador, aquele que vai buscar e trás o conhecimento, o grande comunicador, a divindade da expansão.

Mais do que um ponto de força, as matas são seu lar. Muitos são seus símbolos como o próprio vegetal e o “arco e flecha”. É evocado para a utilização do elemento vegetal e para a utilização do conhecimento bem como a comunicação. Elemento vegetal. Cor: verde. Pedra: quartzo verde.

Asclépio — Divindade grega do conhecimento, sabedoria e cura, filho de Apolo e pai das deusas da saúde, Iaso, Panacéia e Higia.

Dionísio — Divindade grega, o mais jovem e imortal filho de Zeus. Também conhecido como “Zagreu”, o Caçador, “Um jovem Deus da floresta”, divindade das uvas e videiras. Dionísio também é associado a Baco, Divindade romana, “o Rebento”, aparecendo também como divindade fálica da fertilidade. Foi como Baco que seu culto foi deturpado, surgem os “bacanais” em nome da divindade. Com o tempo foi perdendo o sentido vegetal e assumindo apenas suas qualidades fálicas e não raramente nos aspectos negativos ligados aos prazeres mais mundanos.

Quíron — Divindade grega, Centauro, metade homem e metade cavalo. Filho de Saturno tendo tomado a forma de um cavalo, com Fílira a oceânida, foi educado por Apolo e Artêmis. Destaca-se pela benevolência, por ser uma autoridade espiritual, excelente caçador, conhecedor das ervas, astronomia e professor dos grandes heróis gregos, entre eles Asclépio, Nestor, Anfiaráo, Peleu, Telamon, Meléagro, Teseu, Hipólito, Ulisses, Diomedes, Castor e Pólux, Jasão e Aquiles.

Fauno — Divindade romana, “aquele que favorece”, sobrinho de Saturno, era visto como um profeta, pai da agricultura, precursor do culto às Divindades. Está ligado às origens da civilização romana. Garantia fecundidade nos rebanhos e protegia os animais. Sua representação aproxima-se de Pã, como um homem pequeno, barbudo, usando uma coroa de folhas na cabeça.

Líber — Divindade latina da fecundação e plantação, mais tarde associado a Dionísio.

Picumno — Divindade latina da agricultura, também chamado de Sterquilinius por ter inventado a adubação da terra.

Thoth — Divindade egípcia do conhecimento, senhor da sabedoria e da palavra escrita. Patrono ainda da magia e das palavras de encantamento. Escriba divino e inventor dos hieróglifos e muitos também lhe atribuem a invenção do Tarô. É representado como um homem com cabeça de Íbis.

Green Man / Cernunnos — Divindade celta, guardião das árvores e florestas, protetor dos animais. Um de seus símbolos é o corno que, na cultura pagã, sempre foi um símbolo de força e poder da divindade.

Humbaba — Divindade babilônica, Guardião da floresta dos pinheiros, derrotado por Gilgamesh e Enkidu, ancestral das Górgonas gregas. Sua voz é chamada de arma de Abubu.

Nabu — Deus babilônico da escrita, sabedoria, linguagem e eloqüência, o padroeiro dos escribas (homens e mulheres). Filho de Marduk, tinha como esposa Nisaba, também deusa da escrita e dos escribas.  Como mensageiro dos deuses, ele podia ser comparado ao Hermes  grego. Um exemplo da  adoração dos babilônios pelo deus  é o nome do famoso imperador Nabucodonosor, que quer dizer literalmente “Nabu triunfa”.

Ullr — Divindade nórdica do arqueirismo e da caça. Sua arma é um arco longo feito de madeira de Teixo.  Filho de Thor e Sif, seu nome, “glorioso”, é parte de nomes de muitos lugares, e, além disso, é considerado um deus antigo que foi amplamente cultuado. Acredita-se que, em uma certa época, ele foi um dos mais altos deuses. É a única divindade cuja destreza no arco e flecha supera a de Vali, o sagrado vingador.

Oghma — Divindade celta, senhor de grande conhecimento, guerreiro e poeta. Criou um sistema de escrita mágica muito usado pelos druidas da Irlanda, o “Oghan”, que constitui um alfabeto mágico de 25 caracteres também utilizado como oráculo assim como as runas nórdicas e o Opelê Ifá ou o Jogo de Búzios africano.

Comentário: Trono Masculino do Conhecimento, Oxossi, mostra-se no elemento vegetal como aquele que se expande ou o caçador que vai buscar o conhecimento. São muitas as Divindades masculinas ligadas aos vegetais e ao conhecimento. Alguns tornam-se muito fálicos pela questão da fertilidade do solo igualmente evocada para esses tronos e é aí que precisamos entender onde começam aspectos de um trono e terminam o de outro. Algumas Divindades como Dionísio apresentam qualidades vegetais e fálicas ao mesmo tempo, o que pode demonstrar ser Ele um intermediário entre os dois tronos. Na Umbanda, é sincretizado com São Sebastião.

 Obá

Obá –  O Trono Feminino do Conhecimento

Obá, Sarasvati, Deméter, Artêmis, Chloris, Bona Dea, Fauna, Ops, Cibele, Minerva, Tari Pennu, Ki, Nisaba, Uttu, Zamiaz, Armait, Nummu, Erce, Zamyaz, Mati Syra Zemlja, Kait, Ma Emma, Zeme, Xcanil, Shekinah, Zaramama, Selu, Akwin, Uke-Mochi-no-Kami, Pachamama.

Obá — Divindade de Umbanda, é o Trono Feminino do Conhecimento, absorve o conhecimento em desequilíbrio de forma ativa reconduzindo o ser ao equilíbrio. Cósmica, pune quem dá mau uso ou se aproveita dessa qualidade divina com más intenções. Fator concentrador, ajuda aqueles que não têm um foco na vida tirando a dispersão ou a confusão mental.

Tem como elemento a terra úmida e fértil que dá sustentação ao vegetal, chegando a formar um par terra-vegetal com Oxossi, enquanto ele é a expansão do conhecimento, ela é o que dá a concentração e a base. Ajuda a manter firme os objetivos, o raciocínio e a determinação. Sua cor é o magenta terroso ou a combinação do verde com o marrom. Pedra: madeira fossilizada.

Sarasvati –  Divindade hindu, consorte (esposa) de Brahma que é a primeira pessoa da trindade hindu (Brahma, Vishnu, Shiva). É a Divindade do conhecimento, da sabedoria, das artes e da musica.

Deméter — Divindade grega, conhecida como Ceres entre os romanos, filha de Cronos e Réia, mãe de Perséfone, com seu irmão Zeus. Acredita-se que já era adorada como divindade principal em civilizações anteriores. Deusa das colheitas, lavoura e fertilidade do solo, ensinava a arar a terra e semear o trigo, criou a agricultura. É senhora dos ritos de mistérios em Elêusis.

Artêmis — Divindade grega, conhecida como Diana entre os romanos. Filha de Zeus e Leto, irmã de Apolo.  Divindade caçadora que com suas flechas prateadas evoca a natureza selvagem, vive na floresta e protege os animais.

Chloris — Divindade grega dos brotos e sementes, namorada de Zéfiro, Divindade do vento oeste.

Bona Dea — Divindade romana da terra e fertilidade. É a “Boa Deusa” que traz abundância em alimentos.

Fauna — Divindade romana dos bosques e campos, irmã de Fauno.

Ops — Divindade romana dos grãos, semeadura, plantios e colheitas.

Cibele — Divindade romana da terra “Magna Mater”, “A Grande Mãe Terra”, senhora da vegetação e fertilidade. Aparece como uma mulher madura, seios fartos, coroada de flores e espigas de milho, vestida em uma túnica multi colorida. O templo de Cibele, em Roma, existia onde atualmente se localiza a Basílica de São Pedro.

Minerva — Divindade romana e etrusca, seu nome deriva de “mente”. Regia a inteligência, criatividade, sabedoria e as habilidades domésticas. Protegia todos os que trabalhavam com atividades manuais e guiados pela “mente”.

Tari Pennu — Divindade hindu da terra, trazia fertilidade e fartura nas colheitas.

Ki — Deusa suméria da terra, mãe de Enlil, o deus dos ventos e do ar.

Nisaba — Divindade sumeriana das artes do escriba, consorte de Nabo; protetora das escolas, professores e estudantes. Seu símbolo é o cálamo, um tipo de junco duro, usado para escrever, colocado sobre o símbolo de altar. Ela também era considerada a deusa protetora da agricultura, da vegetação ordenada e da mágica.

Uttu — Divindade sumeriana da terra e das plantas, filha de Enki e Ninkurra.

Zamiaz — Divindade persa da terra, “o gênio da terra”, dos grãos e da fertilidade.

Armait — Divindade persa no panteão do Zoroastrismo, deusa da sabedoria e Senhora da Terra ou Deusa da Terra.

Nummu — Divindade sumeriana das plantas, filha de Enki.

Erce — Divindade eslava da terra, padroeira dos campos e plantações. Era oferendada despejando-se leite, mel, vinho e fubá nos campos e nos cantos da propriedade.

Zamyaz — Divindade persa da terra, chamada de “O Gênio da Terra”. Evocada para dar fertilidade e prosperidade.
Mati Syra Zemlja — Divindade “Mãe Terra” nos países eslavos. Ela que provinha tudo que chegava através da terra seu próprio ventre. Em nome dela eram feitos juramentos e promessas, pois a terra é a grande mãe de vida, força e poder.

Kait — Divindade hitita, guardiã das colheitas e padroeira da agricultura.

Ma Emma — Divindade estoniana, “Mãe Terra”, era oferendada com leite, manteiga e lã ao pé de árvores velhas ou sobre lages.

Zeme — Divindade lituânia, “Mãe Terra”, Mãe de Meza Mate, Mãe da Floresta e Veja Mate, Mãe do Vento.

Xcanil — Divindade da terra na Guatemala.

Shekinah — Divindade hebraica dos grãos e da colheita, que traz a fertilidade na terra.

Zaramama — Divindade peruana dos grãos, era oferendada e representada através das espigas de milho.

Selu — Divindade dos índios Seminole, na Flórida, senhora da agricultura. Ensinou seus filhos a fertilizarem a terra para que o milho pudesse crescer.

Akwin — Divindade da terra para os índios Mescalero Apache.

Uke-Mochi-no-Kami — Divindade japonesa da agricultura e alimentos. Mãe de Waka-Saname-no-Kame, divindade dos brotos de arroz. Juntas são as responsáveis pela fertilidade da terra e eram oferendadas com  arroz e brotos.

Pachamama — Divindade inca da terra, “A Mãe Terra”, Senhora das montanhas rochas e planícies. Era a encarregada de propiciar a fertilidade nos campos.

Comentários: Trono Feminino do Conhecimento, Obá, Divindade da terra que dá sustentação ao vegetal, uma Mãe da Terra. São muitas as Divindades femininas da Terra, evitei classificar aqui a Mãe Geia e Réia, Divindades gregas, entendendo que mitologicamente se mostram mais velhas que Obá, talvez mais próximas a Nanã Buroquê e, no caso de Geia, o próprio principio feminino do universo. Geia e Urano são praticamente uma versão ocidental do Yin e Yang, princípios feminino e masculino da criação representados no TAO Chinês.
Na Umbanda, Obá tem sido vista como Santa Joana D’Arc, embora pela história da santa podemos facilmente relacioná-la com Iansã e Oyá-tempo nos faz lembrar que Obá também é uma Divindade guerreira.

Xangô e Iansã

Xangô e Iansã formam o par energético das linhas Ígnea e Eólica (Justiça e Lei).

 Xangô

Xangô – O Trono Masculino da Justiça

Xangô, Zeus, Hórus, Agni, Shiva, Thor, Dagda, Adad, Hadad, Guerra, Ishum, Marduk, Ellil, Betoro Bromo, Al-ait, Bil ou Vil-kan, Taranis, Pan K’oan, Topan, Iahu, Tlaloc, Pachacámac.

Xangô — Divindade de Umbanda, manifestação do Trono Masculino da Justiça, irradia Justiça o tempo todo, de forma passiva não forçando ninguém a vivenciá-la, mas sustentando a todos que a buscam. Elemento fogo, presente nas montanhas e pedreiras. Senhor dos Trovões, Xangô é ainda simbolizado por uma balança (o equilíbrio da justiça) e o machado de dois cortes. Dentro ainda do simbolismo, podemos citar para Xangô a estrela de seis pontas, formada por dois triângulos, um que aponta ao alto e outro que aponta para baixo, simbolizando o equilíbrio do universo onde “o que está acima é como o que está abaixo”, citado também por Hermes Trimegistro em sua pedra de esmeralda. Cor: Vermelho ou Marrom. Pedra: Jaspe vermelho ou marrom, pedra do sol, olho de tigre, ágata de fogo.

Zeus — Filho de Réia e Cronos, era conhecido como Júpiter entre os romanos. Deus do raio e trovão, tornou-se a principal Divindade do panteão grego por ter destronado seu pai, Cronos, e o forçado a devolver seus irmãos, que haviam sido engolidos pelo mesmo. Saindo vitorioso na batalha entre os Deuses e os Titãs, dividiu o mundo em três partes, o Mar para Posseidon, a Terra para Hades e o Céu para si. No topo do monte Olimpo, ele controla tudo o que acontece na criação como Rei dos Deuses.

Hórus — Divindade egípcia, masculina, filho de Ísis e Osíris, nascido para fazer justiça à morte do pai, assassinado pelo irmão Set. Representado como um homem com cabeça de falcão.

Agni — Divindade masculina do Fogo, Agni é o próprio fogo purificador. É um dos mais antigos e venerados deuses hindus. Faz parte ainda de uma trimurti primitiva revelando um triplo aspecto do Fogo divino em suas manifestações: no céu, como sol (Surya); na atmosfera, o ar (Vayu), como o raio; na Terra, o Fogo Sagrado. Por muitos considerada uma trimurti (trindade) primitiva, anterior à atual (Brahma, Vishnu e Shiva).

Shiva — “ O auspicioso”, terceira pessoa na Trindade hindu (Brahma, Vishinu e Shiva) responsável pelo aspecto da destruição. Seu simbolismo não se atribui à morte e sim à purificação, à renovação ou à transformação. Existe uma forma de Shiva conhecida como “Nataraja”, em que Ele aparece dançando com uma roda de fogo à sua volta. É dito que de sua dança se dá o movimento do Universo aqui simbolizado pelo Círculo de fogo. Conhecido como Mahadeva (O Grande Deus). Shiva é o Senhor dos Yogues que alcançam a iluminação em um processo de transformação por meio das práticas do Yoga. Shiva é ainda possuidor dos exércitos dos “demônios”, consorte de Parvati e Pai de Ganesha “Senhor dos exércitos” de Shiva, seu pai.

Thor — Divindade nórdica, masculina, do trovão e da Justiça. Carrega seu martelo para fazer a justiça prevalecer sempre.

Dagda — Divindade celta, conhecido como o “Bom Deus” (dag, bom; dia, deus).

Adad — Divindade babilônica das tempestades, controlador de canais de irrigação e filho de Anu. Deus dos relâmpagos, da chuva e da fertilidade. No Épico de Gilgamesh, o deus dos ventos, trovões e tempestades.

Hadad — Divindade assíria. Tiglath-Pilesar I construiu um santuário para ele e Anu nacapital Ashur. Hadad é freqüentemente invocado em maldições, bem como em documentos especiais e privados, como figura de proteção e advertência para todos.

Gerra — Sumério Gibil, deus do fogo, assimilado com Erra e Nergal, filho de Anu e Anunitu.

Ishum — Deus do fogo e conselheiro de Erra. Assimilado com Hendursanga. Sábio ministro de Marduk no épico de Erra.

Marduk — Divindade babilônica, consorte de Zarpanitum. Protetor da agricultura, da justiça e do direito. Filho de Enki/Ea, pai de Nabu, criou ventos e tempestades como Zeus. Também lutou e venceu Tiamat para criar a ordem e o Universo. Personagem principal do mito da criação babilônica.

Ellil — Divindade sumeriana, o mais importante da geração mais nova dos deuses sumérios e acádios. Cultuado no apogeu da civilização sumeriana (3500 a 2050 a.C.), foi como Zeus.Seu templo se chamava “Morada da Montanha”.

Betoro Bromo — Divindade indonésia do fogo, cultuado na cratera do Monte Bromo, vulcão onde mora o deus.

Al-ait — Divindade fenícia do Fogo, nome considerado muito antigo e místico.

Bil ou Vil-kan — Caldeu, Deus do fogo e de vários metais e armas, um dos filhos de Anu.

Taranis — Divindade celta do Trovão, da raiz céltica taran, “Trovejar”.

Pan K’oan — Divindade chinesa que recebe as almas onde suas ações são investigadas e Pan k’oan julga como as almas devem ser punidas.

Topan — Divindade japonesa que personifica a tempestade e o trovão.

Iahu — Divindade dos madianitas e quenitas, conhecido também pelos arameus do norte da Síria, com a divindade das terríveis tempestades de deserto.

Tlaloc — Divindade asteca, Senhor do Raio, do trovão, da chuva e do relâmpago.

Pachacámac — Divindade inca do Fogo e filho do Deus Sol.

Comentários: Trono Masculino da Justiça, Xangô, sempre se mostra acima das Divindades locais, pois só assim mantém a imparcialidade, muitas vezes aparecendo como Rei entre os deuses. O raio e o trovão comumente aparecem como instrumento dessa divindade, já que impõem o respeito que é merecido à Justiça Divina. Na Umbanda, é sincretizado com São Jerônimo e Moisés, chegando a apresentar imagens que mostram São Jerônimo com as Tábuas da Lei de Moisés na mão.

 Iansã

Iansã – O Trono Feminino da Lei

Iansã, Themis, Atena, Astréia, Nike, Bellona, Justitia, Maat, Anat, Durga, Indrani, Valquírias, Maeve, Nehelenia, Irnini, Inanna, Andrasta, Mah, Daena, Anat, Rauni, Perkune Tete.

Iansã — Divindade de Umbanda, é o Trono Feminino da Lei, absorve o desequilíbrio na lei de forma ativa, reconduzindo o ser ao equilíbrio; cósmica, pune quem dá mau uso ou se aproveita dessa qualidade divina com más intenções.
Fator direcionador, ajuda a encaminhar as pessoas, mostrando-lhes o caminho certo a seguir. A mais guerreira de todos Orixás Femininos, atuando no sentido da Justiça junto de com Xangô, e na Lei com Ogum. Seu elemento é o ar que movimenta e sustenta o fogo, uma vez que Iansã é movimento o tempo todo. Pedra: Citrino. Ponto de força: Pedreiras. Sua cor é o amarelo.

Themis — Segunda esposa de Zeus, era uma titânide da Justiça e da ética, guardiã da balança. Conhecida por seus sábios e justos conselhos, chegou a ajudar Zeus quando esse se casou com Hera.

Atena — Divindade grega, nasce já toda armada e crescida da cabeça de Zeus, carregava uma lança e um escudo. De todas as Divindades gregas, Atena é uma das mais guerreiras.

Astréia — Divindade grega da justiça, vive no céu afastada da Terra pela maldade dos homens.

Nike — Divindade grega das vitórias equivalente à romana Victória.

Bellona — Divindade romana da Guerra, da estratégia e da soberania territorial, evocada para decidir táticas, estratégias e negociações.

Justitia — Divindade romana, chamada em todos os juramentos e promessas.

Maat — Divindade egípcia, feminina, da justiça e da verdade, com sua pluma, que costuma carregar na cabeça, mede o peso dos corações dos homens na balança de Anúbis, caso o coração seja mais leve que a pluma se trata de um nobre de espírito merecedor da luz caso contrário…  Maat era filha de Rá e esposa de Thoth.

Anat — Divindade egípcia da guerra, veste-se com a pele de pantera, segurando nas mãos um cetro e a cruz alada ou o escudo e a lança.
Durga — Divindade hindu, “Inacessível”, guerreira, costuma aparecer montada em um tigre empunhando sua espada com a qual venceu o “Demônio Vasuki”. Possui 12 ou 18 braços e em cada mão tem armas dadas pelos deuses. Ela é implacável contra os demônios, o que em nós representa principalmente nosso ego e ignorância.

Indrani — Divindade hindu, consorte de Indra, o deus da guerra, igualmente guerreira.

Valquírias — Divindades nórdicas guerreiras. Geurahod era a valquíria que decidia a vitória nos combates. Essas guerreiras eram conhecidas pela luminosidade de suas armaduras, assim também chamadas “luzes do norte”.

Maeve — Divindade celta, era uma das cinco filhas de Eochardh Feidhleach, rei de Connacht. Mulher de beleza “intoxicante” e “embriagante”, forte, guerreira e estrategista. O festival pagão de Mabon era comemorado em sua homenagem. Deusa da guerra muito similar a Morrigan, fez com que seu guerreiros experimentassem as dores do parto. É rainha de Connacht, traz o poder feminino e da terra. Famosa por sua beleza e possessão sexual, teve muitos amantes, em sua maioria oficiais de seu exército, o que assegurava a lealdade de suas tropas. Muitos homem lutavam com toda a sua garra nos campos de batalha por uma possibilidade de receber seus favores sexuais.Sempre aparecia cavalgando cavalos selvagens e vivia cercada de animais. Cabelos ruivos, sempre andava com a espada e o escudo.

Nehelenia — Divindade celta guardiã dos caminhos. Protegia viajantes e abria os portais de mundos desconhecidos, para o buscador, através dos sonhos, conduzindo a uma viagem de iniciação interior.

Irnini — Divindade sumeriana da guerra assimilada por Ishtar.

Inanna — Divindade sumeriana, Ishtar babilônica. Como Inanna foi a deusa de Uruk, a portadora das leis divinas. Divindade do Amor, da fertilidade e da guerra. Adorada por seu poder e força. Desposou o mortal pastor Dumuzi e o transfomou em rei de Uruk, o que tornou a terra fértil e próspera.

Andrasta — Divindade celta da Guerra, chamada de “A Invencível”.

Mah — Divindade da Guerra na Capadócia.

Daena — Divindade persa, guardiã da Justiça, protetora das mulheres e condutora das almas.

Anat — Divindade mesopotâmica da Guerra, da vida e da morte. Guerreira, virgem e mãe. Tendo se relacionado com muitos deuses, seu aspecto de virgem serve para lembrar que Anat é dona de sua sexualidade.

Rauni — Divindade finlandesa, senhora do trovão e esposa do deus do relâmpago.

Perkune Tete — Divindade eslava do trovão e do relâmpago.

Comentários: Trono Feminino da Lei, Iansã, assim como Ogum é facilmente identificada entre os povos guerreiros em culturas menos patriarcais quanto à nossa atual. Na Umbanda, é sincretizada com Santa Bárbara, santa dos raios e trovões que aparece empunhando uma espada.

Ogum e Egunitá

Ogum e Egunitá formam o par energético das linhas Eólica e Ígnea (Lei e Justiça).

 Ogum

Ogum – O Trono Masculino da Lei

Ogum, Ares, Indra, Vayu, Vishnu, Ganesha ou Ganapati, Kalki, Kartikeya ou Skanda, Twachtri, Odim, Lugh, Gushkin-bea, Panigara, Resheph, Zababa, Ninrud, Liu Pei, Kwan Kun, Maristin, Huitzilopochtli.

Ogum — Divindade de Umbanda, é o Trono Masculino da Lei, irradia a Lei o tempo todo de forma passiva não forçando ninguém a vivenciá-la, mas sustentando a todos que buscam a Lei. Fator ordenador, Ogum é a Lei de Deus em ação, na vida das pessoas, aquele que absorve a força de Ogum consegue enxergar tudo de um ponto de vista ordenador, assim é que os caminhos se abrem, pois o sujeito passa enxergar seus pontos falhos e essa postura transmite confiança ao próximo.

Elemento ar (que controla o fogo), presente nos caminhos. Sua cor é o azul-escuro ou vermelho. Ogum é quem abre os caminhos e vence as demandas. Vemos em seu simbolismo a espada e o elemento ferro. Ogum mexe muito com o emocional, é uma natureza impulsiva. Pedra: Quartzo azul, sodalita e hematita.

Ares — Divindade grega, Marte romano, filho de Zeus e de Hera, era a personificação do Deus da guerra, considerado o pai de diversos heróis; amante de Afrodite com a qual teve o filho Eros Hefaístos, marido de Afrodite, apanhou os amantes na cama com uma rede, tão forte que nem mesmo Ares pode romper. O temperamento de Ares chegava até a incomodar Zeus, por dedicar tanto de seu tempo à guerra.

Indra — Divindade hindu da guerra, “Chefe” ou “Senhor”, Rei dos Deuses, Senhor dos Céus, controlador do relâmpago, sua arma é o raio empunhado com a mão direita; governa o tempo e manda a chuva. É o patrono dos nobres militares.

Vayu — Divindade hindu do vento, do ar e do prana. Divide seu poder com Indra, “O Senhor do Céu” e “Rei dos Deuses”.

Vishnu — É a segunda pessoa da trindade hindu, responsável pela proteção, manutenção e preservação da criação. Da raiz “vis’ (“estar ativo”), a palavra Vishnu significa “aquele que tudo penetra” ou “aquele que tudo impregna”.Sua consorte é a divindade Laksmi, Senhora da beleza, do amor e da prosperidade.A partir de Vishnu surgem os avatares, encarnações divinas, com  a missão de restabelecer a ordem divina para a humanidade. É o grande mantenedor da Ordem no Universo.

Ganesha ou Ganapati — Divindade hindu, Senhor (“isa”) das hostes (“gana”) de seu pai Shiva ou “Senhor das multidões de Divindades inferiores a serviço de Shiva”. É o “Senhor dos Exércitos”. Ganesha é uma das Divindades mais populares na Índia. É o filho de Shiva e Parvati. Costuma aparecer na entrada de templos e casas, sendo reverenciado antes das cerimônias. Deus da Sabedoria e eliminador de obstáculos. Tem um dente quebrado, pois ele mesmo o quebrou para escrever os vedas (“conhecimento”, escrituras sagradas hindus). Aparece sempre ao seu lado um rato, como o desejo mantido sob controle. Seu auxílio é evocado ao começar novas empreitadas e no início dos livros.

Kalki — Divindade hindu, futura encarnação de Vishnu, guerreiro, vem montado em um cavalo branco e empunhando sua espada de fogo.

Kartikeya ou Skanda — Divindade hindu da guerra, filho de Shiva e irmão de Ganesha. Persegue os demônios em defesa do homem. Cavalga em um pavão, tem seis cabeças e 12 braços. Uma flecha, um raio e uma maçã.

Twachtri — Divindade hindu com qualidades de ferreiro, fabrica o raio e as armas de Indra.

Odim — Divindade nórdica, é o senhor do panteão e pai de Thor. Aparece como o maior de todos os guerreiros. Muito parecido com o Zeus grego, embora sejam Tronos de qualidades diferentes, pois um é Justiça e o outro, a Lei. Recebia no Valhalla, com banquetes, todos os grandes guerreiros.

Lugh — Divindade celta, guerreiro que mais habilidades possuía. Sempre montado em seu cavalo com sua lança mágica à mão.

Gushkin-bea — Deus patrono da metalurgia.

Panigara (Pap-nigin-gara) — Deus guerreiro, assimilado por Ninurta.

Resheph — Deus sírio da guerra, com cabeça de gazela.

Zababa — Divindade sumeriana, guerreiro. Aparece no Período Sumério Antigo e seu nome consta dos tempos pré-sargônidos. Foi um deus da cidade de Kish, um guerreiro posteriormente identificado com Ningirsu e Ninurta.

Ninrud — Deus guerreiro sumério, vencedor heróico de muitas vitórias, deus da agricultura e da fertilidade. Filho de Ellil. Assimilado com Ningirsu.

Liu Pei — Divindade chinesa que liderou um exército de voluntários para abafar uma rebelião e restaurar o império. Junto com Kuan Kung e Chang Fei, era adorado como Divindade da honra e do dever, os três são companheiros e guerreiros.

Kwan Kun — Divindade chinesa, é o guardião e protetor da divindade Kwan Yin, Senhor das artes marciais aparece com muitos atributos sempre muito bem armado.

Maristin — Divindade japonesa da guerra, em sua honra realiza-se anualmente um simulacro de combate.
Huitzilopochtli — Divindade asteca do Sol e da Guerra, era uma das Divindades favoritas.

Comentários: Trono Masculino da Lei, Ogum, apresenta-se como o senhor da guerra ancestralmente. São muitas as Divindades pagãs relacionadas ao fio da espada e à Lei Maior, o que nos fornece farto material para estudar essa natureza divina tão mal humanizada por nós. Na Umbanda, Ogum sincretiza com São Jorge Guerreiro.

 Egunitá
 

Egunitá – O Trono Feminino da Justiça

Egunitá, Héstia, Kali, Enyo, Sekmet, Brighid, Shapash, Lamashtu, Ponike, Pele, Si, Fuji, Sundy Mumy, Oynyena Maria, Ananta.

Egunitá — Divindade de Umbanda, é o Trono Feminino da Justiça, absorve o desequilíbrio na Justiça de forma ativa, reconduzindo o ser ao equilíbrio; cósmica, pune quem dá mau uso ou se aproveita dessa qualidade divina com más intenções. Fator purificador e energizador, divindade da purificação através do fogo. Também portadora de grande energia a transmite a quem dela precise.

Elemento fogo que absorve o ar. Assim como Iansã, ora faz par com Ogum (Lei) ora faz par com Xangô (Justiça). Também inflexível é implacável contra as injustiças e negativismos humanos. Mostrando-se assim grande protetora daqueles que a merecem. É Senhora da espada flamejante e tão racional quanto Xangô. Ponto de força, caminhos e pedreiras. Sua cor é o laranja. Pedra: ágata de fogo.

Héstia — Divindade grega, Vesta romana, muito antiga e adorada como deusa do lar. Está presente no fogo da lareira, que é o centro do lar, sem ela não havia nem a comida e nem o calor que nos aquece no frio, ela é o próprio fogo. Protegia a família e a ordem social, também evocada para dar os nomes às crianças.

Kali — Divindade hindu “negra” da destruição e purificação. Representa o elemento fogo, com sua língua roxa.
Não usa roupa e seu corpo é coberto pelos longos cabelos negros. Usa um colar de caveiras, tem quatro braços e leva em cada mão armas de destruição e uma cabeça sangrando. É a devoradora do tempo.

Enyo — Divindade da guerra em seu aspecto de “destruidora”, o que a remete a uma condição de Divindade da purificação.

Sekmet — Divindade egípcia (“a poderosa”), traz em si as qualidades de purificadora dos vícios e esgotadora daqueles caídos no mal. Representada por uma mulher com cabeça de leoa encimada pelo disco solar, representando o poder destruidor do Sol, é aquela que usa o coração com justiça e vence os inimigos.

Brighid — Divindade celta do fogo, seu nome significa “luminosa”. Filha de Dagda (o bom deus), tinha aspectos tríplices. Deusa da inspiração e poesia para os sacerdotes, protetora para os reis e guerreiros, senhora das técnicas para artesãos, pastores e agricultores. É também aquela que traz a energia, motivação e potência. Uma vida sem o calor de sua chama perde o sentido e torna-se insípida.

Shapash — Divindade babilônica, Deusa do sol, a forma feminina de Shamash, muitas vezes chamada de “a tocha dos deuses”.
Lamashtu — Divindade sumeriana, “A filha do céu”, deusa com cabeça de leão (assim como Sekmet) que possuía imenso poder destruidor e purificador.

Ponike — Divindade húngara do fogo.

Pele — Divindade havaiana guardiã do fogo, é padroeira do Havaí. É ainda a senhora das manifestações vulcânicas. Tem como morada o vulcão Kilauea.

Si — Divindade russa, solar, evocada para punir quem quebrava juramentos.

Fuji — Divindade japonesa do fogo vulcânico, padroeira do Japão. Habita no monte Fujiyama, o mais alto do Japão, ponto de contato entre o céu e a terra.

Sundy Mumy — Divindade eslava, “Mãe do Sol”, ela é quem aquecia o tempo e dava força a seu filho Sol.

Oynyena Maria — Divindade eslava do fogo, “Maria do Fogo”, companheira do Deus do Trovão.

Ananta — Divindade hindu, Senhora do fogo criador e da força vital feminina. Seu nome significa “o infinito”, aparece como uma grande serpente e em muito se assemelha a serpente do fogo Kundaline, para muitos também uma divindade feminina do fogo.

Comentários: O Trono Feminino da Justiça, Egunitá, sempre foi cultuada em várias culturas como podemos ver acima. A princípio não é um Orixá muito conhecido entre os Nagô-Yorubás, africanos, mas essencial para completar todo um panteão de Umbanda.  Sendo a mãe que purifica os males por meio de seu fogo, ou recorremos a Ela ou nos tornamos carentes de sua presença nos momentos em que só uma Mãe Ígnea pode nos ajudar. Na Umbanda, é sincretizada com Santa Brígida, a santa do fogo perpétuo associada a Brighid celta ou Santa Sara Kali,  padroeira dos ciganos que surge como “virgem negra” associada a Kali hindu.

Obaluayê e Nanã Buruquê

Obaluayê e Nanã Buruquê formam o par energético da linha Telúrica (Evolução).

 Obaluayê

Obaluayê – O Trono Masculino da Evolução

Obaluayê, Caronte, Osíris,  Rudra, Taliesin, Enki, Dumuzzi,  Ninazu, Mimir, Shou Lao, Gtsitemo.

Obaluayê — Divindade de Umbanda, é o Trono Masculino da Evolução, irradia Evolução o tempo todo de forma passiva, não forçando ninguém a vivenciá-la, mas sustentando a todos que buscam evoluir. Fator transmutador. Orixá Masculino que junto a Omolu reina no Cemitério, por ser o Senhor das Almas. Também muito evocado como Orixá da cura, já que é senhor das transformações e das passagens, tem facilidade de levar do estado doentio ao estado saudável. Elemento terra, presente no Mar e cemitério. Sua cor é o violeta ou branco e preto.

Obaluayê: “Rei das almas do Ayê”, “Senhor das almas”. É considerado um Orixá velho, ancião, coberto de palha da costa.

Caronte — Divindade grega, era o barqueiro velho e mal humorado que atravessava o rio Aqueronte, pelo qual todos os mortos tinham que passar para chegar ao mundo subterrâneo. Todos tinham que lhe pagar a viagem e, por isso, os gregos punham uma moeda na boca de seus mortos.

Osíris — Divindade egípcia, masculina, das mais cultuadas tendo vencido a morte e se tornando rei no mundo dos mortos é sempre evocado na passagem desse mundo para aquele. Os faraós quando mumificados eram vestidos de Osíris para contar com sua proteção.
Taliesin — Divindade celta, o Ancião senhor da sabedoria, da transmutação, da evolução e da magia.

Enki — Divindade sumeriana, “O Senhor (En) da Deusa terra” ou ainda “O senhor da terra”, é filho da “velha mãe água” Namur. O deus mais antigo de origem suméria aparece também como assírio-babilônico como o deus da superfície terrestre. Deus da sabedoria e do renascer (purificação) pelas águas, o que acontecia nos rituais da “casa de batismo” ou de “lavagem”.Ele podia trazer os mortos à vida, pois dele era toda a fonte do conhecimento mágico da vida e da imortalidade. Foi chamado de Ea na Babilônia. Berossos, sacerdote babilônico tardio, 280 a.C., atribuía a Enki o nome de Oannes que pode ser comparado com o grego Iõanes, o latino Johannes, o hebraico Yohanan, João, daí chegamos a João Batista e a idéia do renascimento pela água.

Dumuzzi — “Filho fiel”, deus sumério, consorte de Inanna, irmão de Geshtin-anna, rei-pastor de Uruk, guardião do portal dos céus de Anu, junto com Gishzida, e pescador de Ku’ara. Passa metade do ano no Mundo Subterrâneo, depois da descida de Inanna e do acordo que fez com Ereshkigal. Nome pronunciado Du’uzi na Assíria; chamado Tammuzi, na Babilônia, e Adonis, na Grécia.

Ninazu — Divindade babilônica, Deus de Eshnunna. Templo chamado E-sikil e E-kurmah. Filho de Enlil e Ninlil, concebido durante a descida de Enlil e Ninlil ao Mundo Subterrâneo, pai de Ningishzida. Substituído por Tishpak como patrono de Eshnunna. Deus babilônico da cura, da mágica e dos encantamentos.

Mimir — Divindade nórdica, sábio enviado pelos Aesir aos Vanir para estabelecer uma trégua entre eles e que é morto pelos Vanir. Odin preserva a sua cabeça e coloca-a junto à fonte na base da raiz de Yggdrasill que mergulha em Jotunheim. A fonte fica conhecida como Fonte de Mimir de cujas águas Odin bebe para adquirir sabedoria. Como pagamento, ele dá um dos seus próprios olhos.

Shou Lao — Divindade chinesa, seu nome significa “estrela da vida longa”. Aparece como um velho calvo e sorridente, traz a longevidade, carregando um pêssego, símbolo da imortalidade e, às vezes, traz também uma cabaça, símbolo de prosperidade.
Gotsitemo — Divindade japonesa chamada para curar as moléstias.

Comentários: Trono Masculino da Evolução, Obaluayê, aparece sempre como o detentor da sabedoria, facilmente encontrada nos mais velhos que já passaram pelas experiências da vida. Sempre nos auxilia a fazer as passagens entre realidades durante nossa evolução. Na Umbanda, é sincretizado com São Lázaro. 

 Nanã Buruquê

Nanã Buruquê – O Trono Feminino da Evolução
 
Nanã Buruquê, Perséfone, Maia, Hécate, Shitala, Hell, Cerridwen, Belet-seri, Ereshkigal, Befana, Baba Yaga, Madder-akka, Cailleach.

Nanã Buruquê — Divindade de Umbanda, é o Trono Feminino da Evolução, absorve o que impede o ser de evoluir de forma natural. Cósmica, pune quem dá mau uso ou se aproveita dessa qualidade divina com más intenções. Fator decantador, ajuda a decantar nossos males e tudo o mais que atrasa nossa caminhada. Aparece como uma velha senhora, arquétipo da avó paciente e sábia. Elemento água. Ponto de força nos lagos. Sua cor é o lilás.

Perséfone — Divindade grega (seus movimentos refletiam as estações do ano). Casada com Hades, filha de Deméter, tornou-se rainha do mundo subterrâneo.

Maia — Divindade grega, Mãe de Hermes, avó de Pã, divindade de culto tão antigo que é considerada pré-helênica, anciã detentora de grande sabedoria e senhora da noite.

Hécate — Divindade grega, Senhora dos mortos e da noite, tinha o dom de proteger contra os maus espíritos; era cultuada e oferendada nas encruzilhadas.

Shitala — Divindade hindu feminina da varíola ligada, portanto, às doenças e à cura.

Hell — Divindade nórdica da região dos mortos. Aquela que reina sobre os abismos de Helheim e Niflheim. Antiga Deusa da terra. Aparecia com partes do corpo infectadas por doenças.

Cerridwen — Divindade celta, senhora da noite e da magia. Cerridwen traz o arquétipo da velha senhora detentora da sabedoria antiga, que possui o caldeirão mágico onde decanta suas poções.

Ereshkigal — Divindade sumeriana e babilônica, “Rainha da grande terra”, “Rainha da Terra”, avó de Inanna em alguns mitos e sua irmã em outros. É a esposa de Gugalana e mãe de Ninazu. Deusa dos mortos, do Mundo Subterrâneo. Muitos hinos são dedicados a ela.

Befana — Antiga Divindade da região itálica, representa a anciã que trazia presentes para as crianças e espantava os espíritos do  mal.

BabaYaga — Divindade eslava, anciã, enorme velha com cabelos desgrenhados. Aparecia com pés e bocó de ave. Construía sua casa com os ossos dos mortos. Viajava montada em um socador de grãos. Tinha modos impetuosos, selvagens e penetrantes. Destruidora do que é superficial, eterno.

Madder-akka — Divindade finlandesa, “a velha”. Mãe das deusas Juks-akka, Sar-akka, Uks-akka, padroeira dos partos e guardiã das almas das crianças até que elas estivessem prontas para encarnar.

Cailleach — Divindade celta, pouco conhecida, trazia as doenças, a velhice e a morte. É uma velha senhora ou velha bruxa. Guardiã do portal que leva aos períodos de escuridão do ano, é também Divindade evocada perante a morte e a transformação.

Comentários: Trono Feminino da Evolução, Nanã Buroquê, aparece para nós como uma avô, a velha senhora que tem a paciência e a sabedoria para nos ouvir. Na Umbanda, é sincretizada com Santa Ana.

Iemanjá e Omulú

Iemanjá e Omulú formam o par energético da linha Aquática (Geração ).

 Iemanjá

Iemanjá – O Trono Feminino da Geração
Iemanjá, Tétis,  Hera, Nereidas, Sereias Gregas, Parvati, Aditi, Danu, Moruadh, Mut, Aruru, Namur, Belet Ili, Nanshe, Frigga, Belat, Coatlicue, Yngona, mama Cocha, Moruadh, Mariamma, Marah, Derketo, Mari Ama, Ilmatar, Annawan, Bachue, Tiamat.

Iemanjá — Divindade de Umbanda, é o Trono Feminino da Geração, irradia geração o tempo todo de forma passiva não forçando ninguém a gerar ou criar, mas sustentando a todos que buscam “dar vida” e criar. Fator gerador ou “criacionista”. Elemento água, presente no Mar. Sua cor é o azul-claro. É a senhora da geração da criatividade. Podemos dizer que uma de suas qualidades mais marcante é a de mãe
Tétis — Divindade grega, forma com Oceano um casal de Titãs, filhos de Urano e Géia, são as primeiras Divindades Marinhas sendo a maioria dos outros “deuses” e “deusas” do mar seus descendentes. Logo Tétis a titãneida é a primeira das Mães do Mar, das águas primordiais.

Hera — Divindade grega, Juno romana, esposa mais ciumenta de Zeus, cujo casamento era o mais sagrado, que mostrava a importância da união. Deusa do casamento e do Parto. 

Nereidas — Divindades gregas, as nereidas são as filhas de Nereu com Dóris, a Oceânida. São 50 nereidas, todas Divindades marinhas. Freqüentemente aparecem cavalgando no dorso de monstros marinhos. Seus nomes são: Ploto, “a nadadora”; Eucrante, “a que traz a realização”; São, “asalvadora”; Anfitrine, esposa de Posseidon e uma das Divindades marinhas mais cultuadas; Eudora, “a dos bons presentes”; Tétis, traz qualidades muito parecidas com as de sua Avó, esposa de Oceano também chamada Tétis; Galena, “tempo calmo”; Glauce, “verde-mar”; Cimótoe, “ligeira como a onda”; Espeio, “a que mora em cavernas”; Toe, “a que se move depressa”; Halia, “a que mora no mar”; Passítea; Erato, “a que desperta o desejo” (nome também de uma das musas); Eunice, “a da vitória feliz”; Mélita; Eulimene, “a do bom porto”; Agave, “a nobre”; Doto, “a doadora”; Proto, “a primeira”; Ferusa, “a que traz”; Dinamene; Neséia, “a que mora nas ilhas”; Actéia, “a que mora nas costas”; Protomedéia, “a primeira soberana”; Dóris; Panopéia; Galatéia; Hipótoe, “ligeira como uma égua”; Hipônoe, “selvagem como uma égua”; Cimódoce, “a que recolhe as ondas”; Cimatóloge, “a que apazigua as ondas”; Cimo, “a deusa da onda”; Ione, “a deusa da praia”; Halimede, “a deusa marinha do bom conselho”; Glaucônoma, “a que mora no mar verde”; Pontoperéia, “a que viaja por mar”; Liágora; Evágora, “a eloqüente”; Laomedéia, “soberana do povo”; Polínoe, “a que dá razão”; Autônoe, “a que dá inspiração”; Lisianassa, “a senhora redentora”; Evarne; Psâmate, “a deusa da areia”; Menipe, “a égua corajosa”; Neso, “a deusa da ilha”; Eupompe, “ a da boa escolta”; Temisto, parecida com a grande Têmis; Prônoe, “a provida”; e Nemertes, “a veraz”.

Sereias Gregas — Divindades gregas, aparecem freqüentemente como filhas de Aquelóo, “Deus-rio”, filho de Oceano e Tétis. As sereias gregas trazem o dom para a música, no canto e também no manejo da lira e da flauta, o que traz semelhança com as musas gregas. Entre as sereias gregas estão Himeropa, “aquela cuja voz desperta o desejo”; Telxiepéia, “a encantadora”; Agláope, “a da voz gloriosa”; Pisínoe, “a sedutora”; Partênope, “a virginal”; Leucósia, “a deusa branca”; e Ligéia, “a da voz brilhante”.

Parvati — Divindade hindu, é a Mãe Divina em todos os aspectos, consorte de Shiva e mãe de Ganesha.

Aditi — Divindade hindu, Mãe dos deuses no Rig-veda (1500-1000 a.C.), “sustentáculo das criaturas”, “amplamente expandida”. Mãe do deus sol Mitra e do deus da verdade e ordem universal, Varuna; mãe também de Indra, o Rei dos deuses.

Danu — Divindade celta “Água do Céu”, a grande Mãe, os descendentes de Dana e seu consorte Bile (ou Beli) eram chamados de “Tuatha Dé Dannan” (os filhos da Deusa Dana). Do seu nome vem a origem do Rio Danúbio, onde primeiro surgiram as raízes da cultura celta.

Moruadh — Sereia celta, corpo de mulher e rabo de peixe, cabelos verdes, nariz vermelho e olhos de porca. Os pescadores lhes ofereciam conhaque para trazer boa sorte  no mar e para que ela não os prejudicasse também.

Mut — Divindade egípcia, “a mãe” em karnak.

Aruru — Divindade babilônica, um dos nomes da Grande Deusa Mãe na mitologia babilônica.

Namur — Divindade-mãe sumeriana, mãe de Enki e Ereshkigal. Deusa dos Mares, que criou o céu e a terra, e gerou várias Divindades quando a terra foi arrebatada ao céu.

Belet Ili — Divindade sumeriana, “Senhora de todos os deuses”,  Grande Deusa Mãe. Consorte de Enki. Divindade do útero e das formas. Ela criou inicialmente sete homens e sete mulheres, que com o tempo se tornaram a civilização conhecida.

Nanshe — Divindade Mãe sumeriana festejada com procissões de barcos nas quais eram depositadas suas oferendas a serem entregues ao Mar.

Frigga — Divindade nórdica, Grande mãe da maioria dos deuses, uma das três esposas de Odim, Frigga é o aspecto Mãe enquanto Freyja é o aspecto sensual, donzela.

Belat — Divindade caldéia, nome da esposa de Bel, é a “Mãe dos Grandes Deuses” e “Senhora da Cidade de Nipur”.

Coatlicue — Divindade asteca, Mãe de todas as outras Divindades. Usa uma saia de serpentes e é também senhora da vida e da morte. Também adorada como Mãe da Terra.

Yngona — Divindade dinamarquesa, é a grande Mãe.

Mama Cocha — Divindade inca que teve seu culto largamente difundido, sendo cultuada não apenas pelos incas, mas por muitas outras tribos e culturas. É a Mãe do Mar e Senhora dos peixes.

Moruadh — Divindade celta, sereia evocada pelos pescadores que lhe pediam para não rasgar suas redes e não afundar seus barcos. Tinha corpo de mulher, rabo de peixe, cabelos verdes, nariz vermelho e olhos de porca.

Mariamma — Divindade hindiana, Senhora do Mar e de tudo o mais que ele representa e traz de benefícios a nós.

Marah — Divindade caldéia, Senhora das águas salgadas, Mãe que vem do mar.

Derketo — Divindade assíria, aparece como sereia, senhora da Lua e da noite, protetora dos animais que habitam o mar.

Mari Ama — Divindade do mar escandinava.

Ilmatar — Divindade finlandesa da água, grande mãe criadora que está na origem de tudo.

Annawan — Divindade indonésia do Mar.

Bachue — Divindade colombiana dos índios Chibchas, seu nome quer dizer “grandes seios”, junto com seu filho criou a humanidade.

Comentários: Trono Feminino da Geração, Iemanjá, Divindade muito adorada e de fácil localização, pois se não aparece relacionada ao mar aparece como a Grande Mãe. Na Umbanda, quase não há sincretismo de Iemanjá, sendo sua imagem como Orixá de Umbanda muito conhecida. Pode ser sincretizada com Nossa Senhora dos Navegantes, aquela que protege os que vão ao mar.

 Omulu

Omolu – O Trono Masculino da Geração

Omolu, Hades, Yama, Anúbis, Arawn, Iwaldi, Tung-Yueh Ta-ti (Tong Yue Dadi), Mictlantecuhtli, Ah puch.

Omolu — Divindade de Umbanda, é o Trono Masculino da Geração, absorve a geração desequilibrada de forma ativa, paralisando o ser propenso a criar em desequilíbrio; cósmico, pune quem dá mau uso ou se aproveita dessa qualidade divina invertendo seu valor e levando a morte no lugar do nascimento da geração. Fator paralizador, ajuda a cessar ações negativas.Elemento terra que estabiliza, presente nos cemitérios e no mar. Sua cor é o roxo ou as três juntas: branco, vermelho e preto. Orixá Masculino que reina no Cemitério junto com Obaluayê. Senhor da Morte

Hades — Divindade grega, Plutão romano, “O Invisível”, filho de Cronos e Réia, Deus dos mortos que morava no mundo subterrâneo casou-se com Perséfone, filha de Deméter. Possui ainda um cão de três cabeças chamado Cérbero, que desempenha a função de guardião do mundo subterrâneo, ficando no portão, evitando que os vivos entrassem e assustando os mortos que chegavam.

Yama — Divindade hindu masculina da morte, no Ramayana se passa por cachorro salvando Rama da morte.

Anúbis — Divindade egípcia masculina da Morte, considerado ainda o grande juiz dos mortos..

Arawn — Divindade Celta da Morte, aparece sempre acompanhado de lobos brancos.

Iwaldi — Divindade escandinava, “O anão da Morte”, esconde a vida no fundo do Oceano.

Tung-Yueh Ta-ti (Tong Yue Dadi) — Divindade Chinesa do sagrado monte Tai Shan e dirigente do Mundo Subterrâneo. É ele quem calcula, em um ábaco, o tempo de vida que cada um tem aqui na Terra. Senhor da morte, é responsável pelo desencarne.

Mictlantecuhtli — Divindade asteca, “Deus da Morte”, Senhor de Mictlán o reino silencioso e escuro dos mortos.

Ah puch — Divindade maia da morte, senhor do reino dos mortos.

Comentários: Trono Masculino da Geração, Omolu, aparece como uma Divindade pouco compreendida em seu mistério pelo temor que todos têm da morte, por não entenderem ser ela tão natural quanto o nascimento. Na Umbanda, é sincretizado com São Roque ou São Bento. 

 (Fonte: texto de Alexandre Cumino)

Tristeza dos Orixás

Irmãos, segue uma leitura interessante extraida da Net, acredito que o autor seja Fernando Sepe, eu os convido à leitura.

Tristeza dos Orixás

Foi, não há muito tempo atrás, que essa história aconteceu. Contada aqui de uma forma romanceada, mas que trás em sua essência, uma verdadeira mensagem para os umbandistas…
Ela começa em uma noite escura e assustadora, daquelas de arrepiar os pelos do corpo.

Realmente o Sol tinha escondido – se nesse dia, e a Lua, tímida, teimava em não iluminar com seus encantadores raios, brilhosos como fios de prata, a morada dos Orixás.

Nessa estranha noite, Ogum, o Orixá das “guerras”, saiu do alto ponto onde guarda todos os caminhos e dirigiu – se ao mar. Lá chegando, as sereias começaram a cantar e os seres aquáticos agitaram – se. Todos adoravam Ogum, ele era tão forte e corajoso.

Iemanjá que tem nele um filho querido, logo abriu um sorriso, aqueles de mãe “coruja” quando revê um filho que há tempos partiu de sua casa, mas nunca de sua eterna morada dentro do coração:

-Ah Ogum, que saudade, já faz tanto tempo! Você podia vir visitar mais vezes sua mãe, não é mesmo? _ ralhou Iemanjá, com aquele tom típico de contrariedade.
-Desculpe, sabe, ando meio ocupado_ Respondeu um triste Ogum.
-Mas, o que aconteceu? Sinto que estás triste.
-É, vim até aqui para “desabafar” com você “mãezinha”. Estou cansado! Estou cansado de muitas coisas que os encarnados fazem em meu nome. Estou cansado com o que eles fazem com a “ espada da Lei” que julgam carregar. Estou cansado de tanta demanda. Estou muito mais cansado das “supostas” demandas, que apenas existem dentro do íntimo de cada um deles…Estou cansado…

Ogum retirou seu elmo, e por de trás de seu bonito capacete, um rosto belo e de traços fortes pôde ser visto. Ele chorava. Chorava uma dor que carregava há tempos. Chorava por ser tão mal compreendido pelos filhos de Umbanda.
Chorava por ninguém entender, que se ele era daquele jeito, protetor e austero, era porque em seu peito a chama da compaixão brilhava. E, se existe um Orixá leal, fiel e companheiro, esse Orixá é Ogum. Ele daria a própria Vida, por cada pessoa da humanidade, não apenas pelos filhos de fé. Não! Ogum amava a humanidade, amava a Vida.
Mas infelizmente suas atribuições não eram realmente entendidas. As pessoas não viam em sua espada, a força que corta as trevas do ego, e logo a transformavam em um instrumento de guerra. Não vinham nele a potência e a força de vencer os abismos profundos, que criam verdadeiros vales de trevas na alma de todos. Não vinham em sua lança, a direção que aponta para o autoconhecimento, para iluminação interna e eterna.
Não! Infelizmente ele era entendido como o “Orixá da Guerra”, um homem impiedoso que utiliza – se de sua espada para resolver qualquer situação. E logo, inspirados por isso, lá iam os filhos de fé esquecer dos trabalhos de assistência a espíritos sofredores, a almas perdidas entre mundos, aos trabalhos de cura, esqueciam do amor e da compaixão, sentimentos básicos em qualquer trabalho espiritual, para apenas realizaram “quebras e cortes” de demandas, muitas das quais nem mesmo existem, ou quando existem, muitas vezes são apenas reflexos do próprio estado de espírito de cada um. E mais, normalmente, tudo isso torna – se uma guerra de vaidade, um show “pirotécnico” de forças ocultas. Muita “espada”, muito “tridente”, muitas “armas”, pouco coração, pensamento elevado e crescimento espiritual.
Isso magoava Ogum. Como magoava:

– Ah, filhos de Umbanda, por que vocês esquecem que Umbanda é pura e simplesmente amor e caridade? A minha espada sempre protege o justo, o correto, aquele que trabalha pela luz, fiando seu coração em Zambi. Por que esquecem que a Espada da Lei só pode ser manuseada pela mão direita do amor, insistindo em empunhá – la com a mão esquerda da soberbia, do poder transitório, da ira, da ilusão, transformando – na em apenas mais uma espada semeadora de tormentos e destruição…

Então, Ogum começou a retirar sua armadura, que representava a proteção e firmeza no caminho espiritual que esse Orixá traz para nossa vida. E totalmente nu ficou frente à Iemanjá. Cravou sua espada no solo. Não queria mais lutar, não daquele jeito. Estava cansado…

Logo um estrondo foi ouvido e o querido, mas também temido Tatá Omulu apareceu. E por incrível que pareça o mesmo aconteceu. Ele não agüentava mais ser visto como uma divindade da peste e da magia negativa. Não entendia, como ele, o guardião da Vida podia ser invocado para atentar contra Ela. Magoava – se por sua alfange da morte, que é o princípio que a tudo destrói, para que então a mudança e a renovação aconteçam, ser tão temida e mal compreendida pelos homens.
Ele também deixou sua alfange aos pés de Iemanjá, e retirou seu manto escuro como a noite. Logo via – se o mais lindo dos Orixás, aquele que usa uma cobertura para não cegar os seus filhos com a imensa luz de amor e paz que irradia – se de todo seu ser. A luz que cura, a luz que pacifica, aquela que recolhe todas as almas que perderam – se na senda do Criador. Infelizmente os filhos de fé esquecem disso…

Derepente um trovão se ouviu e era Xangô com seu machado e sua coroa. Triste e desanimado também depositou suas vestes perante Iemanjá, disse que não aguentava mais a distorção de suas leis, e o não entendimento dos encarnados da vontade divina. Eles esquecem de quem deve paga e quem merece recebe…

Apos o acontecido de Xangô um vendaval soprou e com ele vinha Oxossí o senhor da mata, e muito abatido despiu-se e entregou sua flechas, disse que não aguentava mais ser referenciado como um Orixá da caça apenas, e sim queria ser lembrado como grande doutrinador, e caçador sim das almas insubmissas.

Mas o mais incrível estava por acontecer. Uma tempestade começou a desabar aumentando ainda mais o aspecto incrível e tenebroso daquela estranha noite. E todos os outros Orixás começaram a aparecer, para logo, começarem também a despir suas vestimentas sagradas, além de deixarem ao pé de Iemanjá suas armas e ferramentas simbólicas.
Faziam isso em respeito a Ogum, Omulu, Xangô e Oxossí. Quatro Orixás muito mal compreendidos pelos umbandistas. Faziam isso por si próprios.

 Iansã queria que as pessoas entendessem que seus ventos sagrados são o sopro de Zambi, que espalha as sementes de luz do seu amor. Oxum queria ser lembrada como a senhora do amor puro e não da sensualidade desordenada, Nanã queria ser lembrada como a senhora da renovação e não da morte como alguns pregam.

Um a um, todos foram despindo – se e pensando quanto os filhos de Umbanda compreendiam erroneamente os Orixás.
Iemanjá, totalmente surpresa e sem reação, não sabia o que fazer. Foi quando uma irônica gargalhada cortou o ambiente. Era Exu. O controvertido Orixá das encruzilhadas, o mensageiro, o guardião, também chegava para a reunião, acompanhado de Pombagira, sua companheira eterna de jornada.
Mas os dois estavam muito diferentes de como normalmente apresentam – se. Andavam curvados, como que segurando um grande peso nas costas. Tinham na face, a expressão do cansaço. Mas, mesmo assim, gargalhavam muito. Eles nunca perdiam o senso de humor!
E os dois também repetiram aquilo que todos os Orixás foram fazer na casa de Iemanjá. Despiram – se de tudo. Exu e Pombagira, sem dúvida, eram os que mais razões tinham de ali estarem. Enúmeros eram os absurdos cometidos por encarnados em nome deles. Sem contar o preconceito, que o próprio umbandista ajudou a criar, dentro da sociedade, associando – o a figura do Diabo:
-Hahaha, lamentável essa situação, hahaha, lamentável! _ Exu chorava, mas Exu continuava a sorrir. Essa era a natureza desse querido Orixá.
Iemanjá estava desesperada! Estavam todos lá, pedindo a ela um conforto. Mas nem mesmo a encantadora Rainha do Mar sabia o que fazer:
Espere!_ pensou Iemanjá!_ Oxalá, Oxalá não está aqui! Ele com certeza saberá como resolver essa situação.
E logo Iemanjá colocou – se em oração, pedindo a presença daquele que é o Rei entre os Orixás. Oxalá apresentou – se na frente de todos. Trazia seu cajado que sustenta o mundo. Cravou ele na Terra, ao lado da espada de Ogum. Também despiu – se de sua roupa sagrada, pra igualar – se a todos, e sua voz ecoou pelos quatro cantos do Orun:
-Zambi manda uma mensagem a todos vocês meus irmãos queridos! Ele diz para que não desanimem, pois, se poucos realmente os compreendem, aqueles que assim o fazem, não medem esforços para disseminar essas verdades divinas. Fechem os olhos e vejam, que mesmo com muita tolice e bobagem relacionada e feita em nossos nomes, muita luz e amor também está sendo semeado, regado e colhido, por mãos de sérios e puros trabalhadores nesse às vezes triste, mas abençoado planeta Terra. Esses verdadeiros filhos de fé que lutam por uma Umbanda séria, sem os absurdos que por aí acontecem. Esses que muito além de “apenas” prestarem o socorro espiritual, plantam as sementes do amor dentro do coração de milhares de pessoas. Esses que passam por cima das dificuldades materiais, e das pressões espirituais, realizando um trabalho magnífico, atendendo milhares na matéria, mas também, milhões no astral, construindo verdadeiras “bases de luz” na crosta, onde a espiritualidade e religiosidade verdadeira irão manifestar-se. Esses que realmente nos compreendem e buscam – nos dentro do coração espiritual, pois é lá que o verdadeiro Orun reside e existe. Esses incríveis filhos de umbanda, que não colocam as responsabilidades da vida deles em nossas costas, mas sim, entendem que tudo depende exclusivamente deles mesmos. Esses fantásticos trabalhadores anônimos, soltos pelo Brasil, que honram e enchem a Umbanda de alegria, fazendo a filhinha mais nova de Olorum brilhar e sorrir…
Quando Oxalá calou – se os Orixás estavam mudados. Todos eles tinham suas esperanças recuperadas, realmente viram que se poucos os compreendiam, grande era o trabalho que estava sendo realizado, e talvez, daqui algum tempo, muitos outros juntariam – se nesse ideal. E aquilo alegrou – os tanto que todos começaram a assumir suas verdadeiras formas, que são de luzes fulgurantes e indescritíveis. E lá, do plano celeste, brilharam e derramaram – se em amor e compaixão pela humanidade.
Em Aruanda, os caboclos, pretos– velhos e crianças, o mesmo fizeram. Largaram tudo, também despiram – se e manifestaram sua essência de luz, sua humildade e sabedoria comungando a benção dos Orixás.
Na Terra, baianos, marinheiros, boiadeiros, ciganos e todos os povos de Umbanda, sorriam. Aquelas luzes que vinham lá do alto os saudavam e abençoavam seus abnegados e difíceis trabalhos. Uma alegria e bem – aventurança incríveis invadiram seus corações. Largaram as armas. Apenas sorriam e abraçavam – se. O alto os abençoava…
Mas, uma ação dos Orixás nunca fica limitada, pois é divina, alcançando assim, a tudo e a todos. E lá no baixo astral, aqueles guardiões e guardiãs da lei nas trevas também foram alcançados pelas luzes Deles, os Senhores do Alto. Largaram as armas, as capas, e lavaram suas sofridas almas com aquele banho de luz. Lavaram seus corações, magoados por tanta tolice dita e cometida em nome deles. Exus e Pombagiras, naquele dia foram tocados pelo amor dos Orixás, e com certeza, aquilo daria força para mais muitos milênios de lutas insaciáveis pela Luz.
Miríades de espíritos foram retirados do baixo – astral, e pela vibração dos Orixás puderam ser encaminhados novamente à senda que leva ao Criador. E na matéria toda a humanidade foi abençoada. Aos tolos que pensam que Orixás pertencem a uma única religião ou a um povo e tradição, um alerta. Os Orixás amam a humanidade inteira, e por todos olham carinhosamente.
Aquela noite que tinha tudo para ser uma das mais terríveis de todos os tempos, tornou – se benção na vida de todos. Do alto ao embaixo, da esquerda até a direita, as egrégoras de paz e luz deram as mãos e comungaram daquele presente celeste, vindo diretamente do Orun, a morada celestial dos Orixás.
Vocês, filhos de Umbanda, pensem bem! Não transformem a Umbanda em um campo de guerra, onde os Orixás são vistos como “armas” para vocês acertarem suas contas terrenas. Muito menos esqueçam do amor e compaixão, chaves de acesso ao mistério de qualquer um deles. Umbanda é simples, é puro sentimento, alegria e razão. Lembrem – se disso.
E quanto a todos aqueles, que lutam por uma Umbanda séria, esclarecida e verdadeira, independente da linha seguida, lembrem – se das palavras de Oxalá ditas linhas acima.
Não desanimem com aqueles que vos criticam, não fraquejem por aqueles que não tem olhos para ver o brilho da verdadeira espiritualidade.
Lembrem – se que vocês também inspiram e enchem os Orixás de alegria e esperança. A todos, que lutam pela Umbanda nessa Terra de Orixás, esse texto é dedicado. Honrem – los. Sejam luz, assim como Eles!

Mistério ou Fundamentos Divinos?

Queridos irmãos, quem já não se perguntou ou lhe foi perguntado, “ qual o nome do meu Guia, por que esse nome, qual a linha de trabalho?

Então tentamos adivinhar, apenas olhando suas palavras, seus gestos ou mesmo o identificamos apenas pela coroa do médium, o que muitas vezes nos traz mais dúvidas e, quando perguntamos, infelizmente muitas vezes ouvimos de alguns dirigentes a grande frase: “ filho, esse é o mistério da Umbanda” !

Felizmente para nós os aprendizes não precisamos mais nos contentar com esta frase de impacto, já que acreditamos que tudo tem explicação e que ela vem de pesquisa e estudo. Sendo assim, lançamos a nossa questão: A Umbanda é feita de mistérios ou de fundamentos Divinos?

Vejamos então uma das explicações.

A Umbanda, ainda que não evidencie isso à primeira vista, é uma religião muito rica em fundamentos Divinos. E, se isso acontece, é porque é nova, não foi codificada totalmente e não tínhamos um indicador seguro que nos auxiliasse na decodificação dos seus mistérios.

Atualmente, um século após sua fundação por Zélio Fernandino de Moraes e o senhor Caboclo das Sete Encruzilhadas, espíritos mensageiros têm transmitido-nos algumas chaves mestras que têm aberto vastos campos para decodificarmos seus mistérios e iniciarmos sua verdadeira codificação, tornando-a tão bem fundamentada que talvez, no futuro, outras religiões recorram a estas chaves para interpretarem seus próprios mistérios. Se não, vejamos:

  1. Na Umbanda, as linhas de trabalhos espirituais, formadas por espíritos incorporadores, têm nomes simbólicos.
  2. Os Guias incorporadores não se apresentam com outros nomes, e só se identificam por nomes simbólicos.
  3. Todos eles são magos consumados e têm na magia um poderoso recurso, ao qual recorrem para auxiliarem as pessoas que vão aos templos de Umbanda em busca de auxílio.
  4. Um medium umbandista recebe em seus trabalhos vários Guias espirituais cujas manifestações ou incorporações são tão características que só por elas já sabemos a qual linha pertence o espírito incorporado.
  5. As linhas são muito bem definidas e os espíritos pertencentes a uma linha falam com o mesmo sotaque, dançam e gesticulam mais ou menos iguais e realizam trabalhos mágicos com elementos definidos como deles e mais ou menos da mesma forma.
  6. Cada linha está ligada a alguns Orixás e podemos identificar nos seus nomes simbólicos a qual dos espíritos de uma mesma linha são ligados.
  7. Isto acontece tanto com as linhas da direita quanto com as da esquerda, todas regidas pelos sagrados Orixás.

Com isso, temos chaves importantes para avançarmos no estudo dos fundamentos da Umbanda Sagrada até chegarmos ao âmago do mistério dos seus nomes simbólicos. Mas para chegarmos ao âmago, antes temos que saber qual é o meio ou a diretriz que nos guiará nesta busca, já que temos linhas de Caboclos, Pretos-Velhos, Crianças, Baianos, Boiadeiros, Marinheiros, Exús, Pomba-giras, etc. E esta chave mestra são denominadas “Fatores de Deus”. Antes de falarmos sobre fatores ou sobre o que eles significam, precisamos abrir um pouco mais o leque de assuntos desse nosso comentário para fundamentarmos os mistérios da Umbanda Sagrada.

Voltemo-nos para a Bíblia Sagrada e nela vamos ler algo semelhante a isso:

  • “E no princípio havia o caos.”
  • “E Deus ordenou que do caos nascesse a luz, e a luz se fez.”
  • “E Deus ordenou tudo e tudo foi feito segundo suas determinações verbais e o “verbo divino”, realizados por sua excelência sagrada.”

Identificou-se nas determinações dadas por Deus a essência de suas funções ordenadoras e creacionistas. Assim explicado, o “verbo divino” é uma função e cada função é uma ação realizadora.

Mas, se assim é, tem que haver um meio através do qual o verbo realizador faça sua função creadora. E esse meio não pode ser algo comum mas sim extraordinário, divino mesmo, já que é através dele que Deus realiza. E se cada verbo é uma função criadora em si mesmo, e muitos são os verbos, então esse meio usado por Deus tem que ter em si o que cada verbo precisa para se realizar enquanto função divina criadora de ações concretizadoras do seu significado excelso.

Nós sabemos que a alusão ao verbo divino na Bíblia Sagrada não teve até agora uma explicação satisfatória pelos estudiosos dela e pelos seus mais renomados intérpretes, relegando-o apenas às falas ou pronunciamentos de Deus. Mas isto também se deve ao fato de seus intérpretes não terem atinado com a chave mestra que abre o mistério do “verbo divino” mas que agora, de posse da Umbanda Sagrada, explica-nos tudo, desde o caos bíblico ao big-bang dos astrônomos e desde o surgimento da matéria até o estado primordial da criação tão buscado atualmente pela física quântica. Sim, o verbo divino e seu meio de realizar suas ações tanto está na concretização da matéria quanto no mundo rarefeito da física quântica. E está desde a reprodução celular quanto na geração dos corpos celestes.

  • O verbo divino é a ação!
  • E o meio que ele usa para realizar-se enquanto ação, denominamos de fatores de Deus.

Por fatores, entendam as menores coisas ou partículas criadas por Deus e elas são vivas e são o meio do verbo divino realizar-se enquanto ação, já que cada fator é uma ação realizadora em si mesmo e faz o que o verbo que o identifica significa.

– Assim, se o verbo acelerar, significa agilizar o movimento de algo, o fator acelerador é o meio usado por Deus para acelerar o movimento ou o deslocamento do que criou e deve evoluir. E o mesmo acontece, ainda que em sentido contrário, com o verbo desacelerar e com o seu fator identificador que é o fator desacelerado.

– Já o verbo movimentar, cujo significado é dar movimento a algo, tem como meio de realizar-se enquanto ação o fator movimentador. O mesmo acontece com verbo paralisar, cuja função é oposta e que tem como meio de se realizar como ação o fator paralisador.

– E o verbo abrir tem como meio de se realizar como ação o fator abridor. Já o verbo fechar, cuja função é oposta ao verbo abrir, tem como meio de se realizar como ação o fator fechador.

– E o verbo trancar, cujo significado é o de prender, tem como meio de se realizar enquanto ação o fator trancador. E o verbo abrir, cujo significado é o de liberar, tem como meio de se realizar enquanto ação o fator abridor.

– E o verbo direcionar, cujo significado é dar rumo a algo, tem como meio de se realizar enquanto ação o fator direcionador. Já o verbo desviar, cujo significado é o de desviar do alvo, tem como meio de se realizar enquanto ação o fator desviador.

– E o verbo gerar, cujo significado é fazer nascer algo, tem como meio de se realizar enquanto ação realizadora o fator gerador. E o verbo esterilizar, cuja função é oposta, tem como meio para se realizar enquanto ação o fator esterilizador.

– E o verbo magnetizar, cujo significado e função é dar magnetismo a algo, tem como meio para se realizar enquanto ação o fator magnetizador. Já o verbo desmagnetizar, cuja função e significado são opostos, tem como meio para se realizar enquanto ação o fator desmagnetizador.

– E o verbo cortar, cujo significado e função é partir algo, tem como meio para se realizar enquanto ação o fator cortador. Já o verbo unir, cujo significado e função é juntar algo, tem como meio para se realizar enquanto ação o fator unidor.

Muitos são os verbos e cada um é em si a ação que significa e muitos são os meios existentes no que denominamos por fatores de Deus. Aqui, neste comentário, já citamos os verbos:

– Acelerar e Desacelerar; – Movimentar e Paralisar; – Abrir e Fechar; – Trancar e Abrir; – Direcionar e Desviar; – Gerar e Esterilizar; – Magnetizar e Desmagnetizar; – Cortar e Unir.

São poucos verbos se comparados aos muitos que existem, mas são suficientes para os nossos propósitos.

Tomemos como exemplo o verbo trancar e o fator trancador e vamos transporta-los para uma linha de trabalhos espirituais e mágicos de Umbanda, a dos Exus trancadores, onde temos estes nomes simbólicos:

  • Exu Tranca-Ruas, ligados a Ogum.
  • Exu Tranca-tudo, ligados a Oxalá.
  • Exu Tranca-giras, ligados a Oyá.
  • Exu Sete Trancas, ligados a Obaluayê.
  • Exu Tranca Fogo, ligados a Xangô.
  • Exu Tranca Rios, ligados a Oxum.
  • Exu Tranca Raios, ligados a Yansã.
  • Exu Tranca Matas, ligados a Oxossi.

Se o verbo trancar significa prender, e se o fator trancador é o meio pelo qual ele se realiza enquanto ação, então todo Exu que tenha em seu nome simbólico a palavra tranca é um gerador desse fator e que, quando o irradia tranca algo, certo? E se tomarmos o verbo abrir e o fator abridor, temos uma linha de trabalhos espirituais e mágicos de Umbanda, a dos Exus abridores, onde temos estes nomes simbólicos:

  • Exu abre tudo – ligado a Oxalá.
  • Exu abre caminhos – ligado a Ogum.
  • Exu abre portas – ligado a Obaluayê.
  • Exu abre matas – ligado a Oxossi.
  • Exu abre tempo – ligado a Oyá.

E se tomarmos o verbo romper, aqui não citado, e o fator através do qual sua ação se realiza, temos estas linhas de trabalhos espirituais e mágicos:

  • Ogum rompe tudo – ligado a Oxalá.
  • Ogum rompe matas – ligado a Oxossi.
  • Ogum rompe nuvens – ligado a Yansã.
  • Ogum rompe solo – ligado a Omulú.
  • Ogum rompe águas – ligado a Yemanjá.
  • Ogum rompe ferro – ligado a Ogum.

E temos linhas de Caboclos e de Exus com estes mesmos nomes:

  • Caboclos e Exus rompe tudo.
  • Caboclos e Exus rompe matas.
  • Caboclos e Exus rompe nuvens.
  • Caboclos e Exus rompe solo.
  • Caboclos e Exus rompe águas.
  • Caboclos e Exus rompe ferro.

Muitos são os verbos e cada um tem um meio ou fator através do qual se realiza enquanto ação. Por isto, afirmamos que a Umbanda é riquíssima em fundamentos e não precisa recorrer aos fundamentos de outras religiões para explicar suas práticas ou os nomes simbólicos dados aos Orixás, que são as divindades realizadoras do verbo divino ou as suas linhas de trabalhos espirituais e mágicos, que são manifestadores espirituais dos mistérios do verbo divino. Se atinarem bem para a riqueza contida no simbolismo da Umbanda Sagrada, poderão dispensar até as interpretações antigas herdadas do culto ancestral aos Orixás praticado em solo africano, porque Deus, ao criar uma religião, dota-a de seus próprios fundamentos divinos e espera que seus adeptos os descubram e os aplique a sua Doutrina e práticas, aperfeiçoando sua concepção do divino existente nos seus mistérios.