Pai Nosso

Pai Nosso

“Pai nosso,…”

Já neste início, Jesus lembra claramente dos laços que nos mantém ligados a Divindade. Ao ser interrogado no monte das oliveiras, durante o sermão da montanha sobre a forma certa de se orar. Ora, claro é que Jesus não quis, com isso, criar uma forma ou um modelo para oração que deveria ser seguido com uma cartilha. Prova disso temos quando, o próprio Jesus, aconselha a, quando orarmos, não nos assemelharmos aos hipócritas que se põe de pé e afetadamente oram aos homens e, ainda, para cuidarmos de não tornarmos nossa prece em um multiplicado de palavras que pouco dizem ao coração (1). Jesus, em sua sublime sabedoria e evolução, mostra ao povo da época, ainda muito preso aos ritos e as exteriorizações, que chegar ao Pai por pensamento é simples. Basta haver sinceridade nas palavras e amor ao chamá-lo de Pai.

“…que estás no céu.”

Sem a ideia do Deus presente, do Deus interno, as pessoas da época O imaginavam com uma visão antropomórfica, como um ser pontual que, do céu regia as leis do universo. Mais adiante, Jesus quebra esta distância nos aproximando, em sua prece, do Pai.

“Santificado seja o Teu nome.”

Jesus não veio destruir a lei. Ao contrário, veio cumpri-la até o último iota(2). Mais uma prova disto notamos neste trecho da sua prece quando fazemos a ligação com o segundo mandamento: “Não pronunciareis em vão o nome do Senhor, vosso Deus”(3). Jesus, cumprindo a lei, glorifica o nome do Senhor em uma expressão de humildade e servidão.

“Venha a nós o Teu reino.”

Como mencionado acima, Cristo com estas palavras, aproxima o Reino de Deus do povo. Mostra também que o Reino de Deus, do qual Jesus se proclama Rei, não se trata de uma nação na Terra, como pensavam alguns da época, mas sim do reino dos céus, que simboliza a vida espiritual que é, realmente, a real.

“Seja feita a Tua vontade, assim na Terra como no céu.”

Com estas palavras, Jesus rogava: cumpra-se na Terra as Tuas leis. Necessitamos ter a consciência de que nada acontece sem estar de acordo com as leis que regem o universo, que são, como disse Jesus, as vontades de Deus. A reencarnação e a lei de causa e efeito são exemplos muito demonstrativos do que o Mestre chamou de a vontade de Deus. Não se trata de uma vontade fútil, autoritária e mutável. Se trata de um conjunto de leis imutáveis e perfeitas funcionando segundo uma inteligência maior, em sua perfeita justiça e sabedoria. Ao elevar nosso pensamento a Deus, devemos ter a consciência de que tudo que pedirmos será realizado segundo nosso merecimento; cumprindo as lei irrevogáveis, imutáveis e perfeitas do Pai. Logo, segundo a vontade Dele(4).

“O pão nosso de cada dia nos dê hoje.”

O pão, como elemento sagrado, representa não só o alimento material mas o alimento espiritual, que podemos entender de várias formas. Assim como o alimento material nutre o organismo com a energia necessária para seu funcionamento, recebemos do Alto o alimento fluídico necessário para mantermos nosso psiquismo equilibrado, para permanecermos com nossos pés firmes no caminho do bem e mantermo-nos perseverantes frente as dificuldades do dia a dia.

“Perdoe as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.”

Com esta frase Jesus reafirma os ensinamentos que passava ao povo: “Quando vos apresentardes para orar, se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoai-lhe, a fim de que vosso Pai, que está nos céus, também vos perdoe os vossos pecados”(5). Como o povo da época tinha a idéia do Deus punidor e vingativo, atribuíam a Sua ira as conseqüências da lei de causa e efeito. Ensinando os homens a perdoar, Jesus ensina-os também a amenizar os sofrimentos futuros que virão como forma de purgar os erros presentes. Ensinava Ele o caminho do amor, menos penoso que o caminho da dor.

“Não nos deixe cair em tentação, mas sim, livra-nos do mal.”

Jesus tinha a consciência de que todo o mal que possa nos acontecer, e uma forma ou de outra é responsabilidade nossa. Desta forma, assim nos ensina como pedir o pão ao Pai, pedir forças para não nos deixarmos envolver pelas vicissitudes do mundo. Em nenhuma parte, durante a prece, Cristo nos exime de responsabilidades ou pede para nos livrarmos delas. Ao contrário, conhecedor destas dificuldades, nos ensina através da prece, do perdão da humildade e da adoração a Deus a mantermo-nos fortes para caminhar para frente e para cima em direção ao Pai nosso.

“Amém.”

Bibliografia

  • 1-Mateus, cap. VI, vv. 5-8.
  • 2-Mateus, cap. V, vv. 17,18.
  • 3-Êxodo, cap. XX, vv.5-15.
  • 4-Kardec, A. em O Livro dos Espíritos, cap. I.
  • 5-Marcos cap. XI, vv. 25,26.

Por Vitor Hugo Moreau (Publicado no Boletim GEAE Número 296 de 9 de junho de 1998)

A Justiça Divina

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O conceito de Céu e Inferno sofreu grandes modificações, já não se entende mais por ser Céu uma região onde a felicidade plena impera e o Inferno um lugar de atroz sofrimento. A cada nova existência aprendemos que a vida vai seguindo, triunfante, em todos os domínios. A matéria vai assumindo estágios diversos de fluidez e condensação.

Cada espírito permanece em determinado momento evolutivo sendo portanto o Céu o estado de alma que varia conforme a visão interior de cada um e o inferno traduzido por uma vida de provações extremadas e dolorosas, com a certeza absoluta de que há algo melhor, podendo-se concluir, que tanto a felicidade quanto a infelicidade após a desencarnação, é inerente ao grau de aperfeiçoamento moral de cada Espírito.

As dores e sofrimentos que cada um de nós experimenta são dores morais e estão diretamente relacionadas com os atos praticados. Nada, portanto, é gratuito. Tudo é conseqüência da Lei de Causa e Efeito. As imperfeições que não conseguimos corrigir na vida corporal refletem na alma e no espírito, sendo pois a felicidade um resultado imediato de nossa perfeição, isto é, nossa purificação do espírito.

Temos então a percepção clara de que a felicidade ou infelicidade depende de nosso grau evolutivo e das virtudes e progressos que alcançamos, que nos dão a possibilidade de adquirir o bem que nos falta, sendo de cada um o mérito de sua evolução. Não há uma única imperfeição que não acarrete uma funesta consequência para a alma, assim como não há sequer uma única qualidade, por menor que seja, que não seja fonte de uma satisfação.

Pode-se dizer portanto que a soma de penas é proporcional a soma de nossas imperfeições e a dos gozos referentes a somatória de nossas qualidades. O futuro é aberto a todas as criaturas. A elas é dado, através do livre arbítrio, a possibilidade de, despojando-se de todo o mal, adquirir o bem através de virtudes e progressos, sendo isto conseqüência da vontade própria e aberto a todas as criaturas.

O inferno está em toda parte , onde quer que haja almas sofredoras; e o céu está, também, na mesma proporção em toda parte onde há almas felizes. Deus faculta os meios de melhoria. Oferece em cada reencarnação um planejamento coerente, de amor e justiça, onde cada qual tem a chance de progredir. Como cada pena equivale às faltas cometidas nas existências pretéritas, devemos nos esforçar para aproveitar ao máximo as experiências adquiridas em cada existência. Sendo portanto a felicidade impessoal, o sofrimento existe em diferentes graus e gêneros, traduzindo as penalidades em três princípios:

  1. O sofrimento é inerente à imperfeição;
  2. Toda imperfeição traz consigo o próprio castigo com conseqüências naturais e inevitáveis, assim sendo a moléstia pune os excessos e da ociosidade nasce o tédio sem que haja necessidade de uma penalidade específica para cada falta do indivíduo.
  3. Podendo todo homem libertar-se das imperfeições pela própria vontade, pode, igualmente, anular os males consecutivos e assegurar futuras felicidades através de boas obras, de boas ações.

A justiça Divina dá “A cada um conforme a sua obra”, embasada que é no princípio da ação e da reação.

A Lei do Progresso dá a toda alma o direito , a possibilidade de adquirir os benefícios que lhe falta. O bem e o mal que fazemos dependem das qualidades que possuímos. A liberdade, sendo qualidade essencial da alma humana dá ao homem a responsabilidade da dignidade e da moralidade, sendo pois estas duas noções, liberdade e moralidade, inseparáveis.

Sabemos, entretanto, que há males que ocorrem na nossa vida em que não concorremos para que aconteçam, aí sim, vemos diretamente o efeito das coisas que praticamos em vidas anteriores. O que se nos parece injusto por nada termos concorrido para um mau efeito, nesta existência, não o é porque é reflexo de imperfeições da vida pretérita, tais como por exemplo, acidentes que não podemos impedir, os reveses da vida financeira, a perda de entes queridos, e até os nascimentos com enfermidades, que certamente não foram adquiridos nesta existência. O hoje é o conjunto de experiências vividas no passado e o amanhã é, igualmente, o resultado de nossas ações do hoje.

Deus nos dá a possibilidade da prática do bem e do mal. Deus nos dotou do livre arbítrio e dependendo do que fazemos temos a reação equivalente. Paralelamente a isto há o que chamamos de fatalidade que é o resultado das provas que escolhemos, enquanto espíritos, ao reencarnar, para sofrer esta ou aquela provação à nossa evolução. É portanto responsabilidade nossa, de cada um de nós, as nossas aflições, os nossos infortúnios.

Não resta a menor dúvida que ao construirmos o nosso hoje aliando o produto de nossas experiências ao crescente desejo de fazer o bem, de exercer as qualidades morais existentes em cada um de nós, com o intuito de evoluir, teremos, certamente, mais venturas, pois não há sofrimento sem causa e efeito assim como não há ação sem reação.

De que forma poderemos, então, na mesma existência, suavizar nossas faltas e nossas desventuras? Que precisaríamos fazer para seguir adiante evolutivamente e reparar, nesta mesma existência, faltas cometidas? Este é o caso em que o arrependimento, a expiação e a reparação, constituem as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta assim como suas conseqüências. O arrependimento, que é o reconhecimento verdadeiro, próprio do infrator, daquele que cometeu a falta, embora seja o primeiro passo para a reparação , amenizando a expiação, somente abre as portas da reparação e reabilitação. Só a reparação propriamente dita, entretanto, é que pode anular a causa. A reparação consiste em fazer o bem àqueles a quem havíamos feito o mal.

Quem não repara seus erros por má-vontade ou fraqueza, haverá de, em outra existência, conviver com as mesmas pessoas em condições voluntariamente escolhidas de modo a fazer-lhes o bem tanto quanto o mal que se tenha feito. A reparação de nossos erros, quando não é feita em uma existência, é levada a outra existência, só sendo efetivada com a aceitação cármica, pelo perdoado.

Após a expiação de erros passados, aí sim vem o resgate, que acontece sempre que praticamos o bem em compensação ao mal praticado, sendo humildes, quando fomos orgulhosos; caridosos quando fomos egoístas, úteis quando tivermos sido inúteis e assim sucessivamente.

Concluímos, portanto, que o perdão deve ser um ato contido de absoluto sentimento, puro, sem ostentação ou orgulho, sendo uma forma de reconciliação. Só assim ele aproveita o que nos ofendeu, sendo a generosidade do perdão um benefício àquele que perdoa.

Publicado no Boletim GEAE Número 313 de 6 de outubro de 1998 por Vera Meira Bestene

Reencarnação e Inteligência

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Foi divulgada em 24 de outubro de 2003, pela agência oficial Xinhua, a notícia do estudante tibetano, de 13 anos, que é capaz de recitar de cor o maior poema épico do mundo, de 10 milhões de palavras, que causou grande admiração , afinal, isto é um feito fantástico. Sitar Doje disse que memorizou o poema enquanto dormia. O poema conta a história do Rei Gesser e está dividida em 200 capítulos e foi transmitida oralmente de geração em geração, até sua publicação em tibetano em 2001. O poema já foi traduzido para o chinês, o inglês, o francês e o japonês e só pode ser totalmente recitado por 140 especialistas.1

Histórias como essa sempre aconteceram, quem é que não conhece a história do menino Mozart que sob o olhar de espanto da imperatriz Maria Tereza, da Áustria, que com apenas 6 anos de idade e com virtuosismo fazia brotar os acordes inspirados de suas sonatas, isso mesmo, Wolfgang Amadeus Mozart, um dos grandes gênios musicais de todos os tempos!

Não é apenas no Tibet ou na Áustria que acontecem fenômenos como esses, mas sim, em todo mundo, inclusive no Brasil que registrou em 1998, 3 milhões de superdotados, entre eles estão Cynthia Laus e Ricardo Tadeu Cabral de Soares.

A paulistana Cynthia Laus era uma dessas crianças que surpreendem os pais com perguntas desconcertantes e com apenas 4 anos de idade, começou a pintar, aos 8 anos de idade já estava expondo 29 obras, em uma conceituada galeria de arte de São Paulo.

Ricardo Tadeu Cabral de Soares começou a ler aos 3 anos de idade, escreveu um livro aos 9 e aos 11 desenvolveu um programa de computador que dava prognósticos de turfe com 90% de acerto. Com 12 anos de idade enquanto cursava a 8série do Primeiro Grau, ele foi o primeiro colocado no vestibular para Direito numa faculdade particular do Rio de Janeiro. Depois de uma batalha judicial o pai de Ricardo, o advogado e arquiteto José Paulo Soares, para conseguir uma liminar que permitisse ao garoto freqüentar a universidade à noite e a escola de manhã, deve de convencer o juiz de que o filho era superdotado.

Assim, em 1988, Ricardo virou o mais jovem universitário brasileiro. Quatro anos depois, entrou para o Livro Guiness dos Recordes como o mais jovem advogado do mundo. Aos 18, concluiu o mestrado em Direito na renomadíssima universidade norte-americana Harvard, uma das maiores concentrações de superdotados no planeta. E se tornou o mais jovem mestrando em Ciências Jurídicas nos 362 anos de história daquela universidade.

Segundo o Livro Guiness dos Recordes, o maior poliglota da atualidade é o libanês naturalizado brasileiro Ziad Youssef Fazah que mora no Rio de Janeiro, que fala, por incrível que pareça, 58 idiomas. Aprendeu todos eles em apenas três anos, entre os 14 e os 17 anos de idade. Em sua lista, estão idiomas como o cambojano, o vietnamita, o tailandês, o javanês e o finlandês.2

Questões como essas levou o Codificador Espírita Allan Kardec, no livro “A Gênese” nas páginas 14 e 15, da 37ª edição da FEB, comentar com sapiência:

“Mas, o professor não ensina senão o que aprendeu: é um revelador de segunda ordem; o homem de gênio ensina o que descobriu por si mesmo: é o revelador primitivo; traz a luz que pouco a pouco se vulgariza. Que seria da Humanidade sem a revelação dos homens de gênio, que aparecem de tempos a tempos?

Mas, quem são esses homens de gênio? E, por que são homens de gênio? Donde vieram? Que é feito deles? Notemos que na sua maioria denotam, ao nascer, faculdades transcendentes e alguns conhecimentos inatos, que com pouco trabalho desenvolvem. Pertencem realmente à Humanidade, pois nascem, vivem e morrem como nós. Onde, porém, adquiriram esses conhecimentos que não puderam aprender durante a vida? Dir-se-á, com os materialistas, que o acaso lhes deu a matéria cerebral em maior quantidade e de melhor qualidade? Neste caso, não teriam mais mérito que um legume maior e mais saboroso do que outro.”3

Segundo os materialistas essa questão torna-se explicável pela “maior quantidade” e “melhor qualidade” de “matéria cerebral”, será mesmo?

“No embrião de três meses (o cérebro) pesa quatro gramas, chegando, no recém-nascido, a 350g. Na criança de um ano chega a 830g e, na de seis anos, a 1.250g. No adulto, o cérebro masculino (1.360g) é maior do que o feminino (1.230g). Isso não se traduz em nenhuma diferença de inteligência ou de qualquer tipo de capacidade mental. Entretanto, cérebros com peso inferior aos limites de 800g (mulher ) e 960g (homem) são incompatíveis com a inteligência normal.”4

Como explicar a diferença de 1.100 gramas nos cérebros de Lorde Byron (2.200 gramas) e Anatole France (1.100 gramas)?5

Se quantidade e qualidade de massa cerebral faz a diferença!!!

“Nos Estados Unidos, o cérebro de Albert Einstein ficou guardado num laboratório por ocasião de sua morte, em 1955. Depois de trinta anos de pesquisas, uma equipe de neurologistas da Universidade da Califórnia descobriu que ele possuía um tipo de células cerebrais – os oligodendrócitos, que ajudam no funcionamento dos neurônios – em número maior do que o encontrado em outros onze indivíduos menos dotados intelectualmente. Mas foi impossível determinar se essas células adicionais já nasceram com Einstein ou se surgiram como fruto de sua intensa atividade mental.”6

Não é com as mirabolâncias do reducionismo científico que explicaremos a vida em profundidade, mas sim, com a lógica da reencarnação. Kardec deixa isso claro e transparente em “A Gênese”:

“Dir-se-á, como certos espiritualistas, que Deus lhes deu uma alma mais favorecida que a do comum dos homens? Suposição igualmente ilógica, pois que tacharia Deus de parcial. A única solução racional do problema está na preexistência da alma e na pluralidade das vidas. O homem de gênio é um Espírito que tem vivido mais tempo; que, por conseguinte, adquiriu e progrediu mais do que aqueles que estão menos adiantados. Encarnando, traz o que sabe e, como sabe muito mais do que os outros e não precisa aprender, é chamado homem de gênio. Mas seu saber é fruto de um trabalho anterior e não resultado de um privilégio. Antes de renascer, era ele, pois, Espírito adiantado: reencarna para fazer que os outros aproveitem do que já sabe, ou para adquirir mais do que possui.

Os homens progridem incontestavelmente por si mesmos e pelos esforços da sua inteligência; mas, entregues às próprias forças, só muito lentamente progrediriam, se não fossem auxiliados por outros mais adiantados, como o estudante o é pelos professores. Todos os povos tiveram homens de gênio, surgidos em diversas épocas, para dar-lhes impulso e tirá-los da inércia.”7

Sem a reencarnação falta lógica a vida, com a reencarnação a vida tem sempre explicação!

por Bernardino da Silva Moreira
Bibliografia:
  • www.terra.com.br/notícias
  • Revista Superinteressante Especial/Gênios da ciência do século XX, Outubro de 1998, Edição 024, págs. 44 e 45, Brilhantes por natureza, Editora Abril
  • A Gênese, Allan Kardec, tradução de Guillon Ribeiro, 37ª edição, FEB, Cap. 1, Caráter da Revelação Espírita, item 5, págs. 14 e 15
  • Nova Enciclopédia Barsa, 2002, Volume 4, Cérebro, pág. 091
  • Revista Internacional de espiritismo, Ano LXXVII, N1, Fevereiro, 2002, O cérebro, a inteligência e o espírito, pág. 018
  • Revista Superinteressante Especial/Gênios da ciência do século XX, Outubro de 1998, Edição 024, pág. 27, De onde vêm as grandes idéias?, Editora Abril
  • A Gênese, Allan Kardec, tradução de Guillon Ribeiro, 37ª edição, FEB, Cap. 1, Caráter da Revelação Espírita, item 5, págs. 15
fonte: http://www.espirito.org.br

Omulu e Nanã no Evangelhos

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Omulu e Nanã Buruquê é a transformação, a necessidade de compreensão do carma, da regeneração e evolução. Representa o desconhecido e a morte, a terra para a qual voltam todos os corpos, a terra que não guarda apenas os componentes da vida, mas também o segredo do ciclo da vida, a transmutação.

Omulu conhece a dor da transformação, o desapego e a libertação do ego, para que haja compreensão do espírito imortal e livre, porque o espírito sopra aonde quer. A morte, não só no aspecto físico, mas a morte de crenças e valores arraigados que não servem mais e que acabam por enrijecer e estagnar a caminhada por medo de mudar, de conhecer a si mesmo.

0 (1)Nanã recolhe o espírito no momento do desencarne, logo após o corte do cordão de prata feito por Omulu, e o encaminha ao plano espiritual de forma amorosa e com a paciência de quem conhece as dores da alma e o receio de encontrar a si mesmo, respeitando a individualidade e o momento sagrado de cada um, no seu rito de passagem à outra dimensão.

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo (capítulo 4), Jesus disse a Nicodemus: “Em verdade, em verdade, digo-te que ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo”. “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é Espírito”. “Não te admires que eu tenha te dito que o espírito sopra aonde quer e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem ele, e nem para aonde vai: o mesmo se dá com o homem que é nascido do Espírito”. Nessa passagem, o Mestre nos esclarece que o homem é co-criador com Deus, gera o corpo carnal que vai abrigar o espírito que é de Deus, para que possa cumprir sua missão evolutiva na Terra. O corpo procede do corpo e o espírito independe deste.

Já a “pluralidade das existências” e a “reencarnação” estão subentendidas no trecho “o espírito sopra aonde quer”. A reencarnação é uma forma de fortalecer os laços de família, em que muitas criaturas se reúnem pela afeição e semelhança das inclinações, para trabalhar juntas pelo mútuo adiantamento. Mas, na maioria das vezes, a parentela carnal necessita reajustar-se e voltar a amar, pois este é um elo frágil como a matéria e com o passar do tempo se extingue. Por isso, muitas pessoas se sentem estranhas no lar onde habitam, pois ali estão para ajudar umas às outras até que esses laços se rompam de forma natural. Isso ocorre porque contraíram débitos em outras existências, e terão de pagar ceitil por ceitil, trabalhando a compreensão, o reajuste e a aceitação das imperfeições próprias e alheias.

Conforme o grau evolutivo de cada espírito, há um lugar para viver entre uma encarnação e outra. Quanto mais evoluído o espírito, mais liberdade tem em estado de ventura e amor. Quanto mais comprometido, mais reencarnações, mais necessidade tem de superar as suas dificuldades e dores. Porém, Deus em Sua infinita bondade e amor, não abandona os Seus filhos e enviou-nos Seu anjo de amor, para nos ensinar sobre o reino dos céus, que não é deste mundo, e em Seu momento de maior dor rogou a Deus por nós: “Pai, perdoai-vos porque eles não sabem o que fazem!”.

A umbanda, em seu trabalho de amor e caridade, leva a palavra de conforto e esclarecimento aos que sofrem, e se espelha nesta parábola de Jesus: “E o semeador saiu a semear…”, não importando se o terreno ainda é árido, se existem espinhos, se os pássaros comem as sementes, pois pode ser que a semente caia em um solo fértil, no terreno daqueles que sabem que precisam trabalhar dentro de si a compaixão, a humildade e o amor pelo próximo. Os benfeitores espirituais vão estar sempre a disseminar o Evangelho de Jesus e a nos assistir e orientar, incansavelmente, em nossa jornada terrena.

Nossa profunda gratidão pela oportunidade que nos é dada de despertar a consciência para o servir e o aprendizado do amor, que ainda é pequeno em nós, porque para eles somos crianças espirituais em aprendizado.

fonte: Umbanda pé no Chão – Ramatis / O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec

A encarnação e a reencarnação

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Na coluna desta segunda-feira, aproveitaremos o espaço para transcrever um excelente artigo escrito por Antonio Paiva Rodrigues, trazendo a luz do conhecimento o tema da encarnação e reencarnação. Neste breve artigo esperamos esclarecer alguns pontos ainda obscuros a alguns companheiros de trabalho na seara espiritual, lembrando a todos que o estudo se faz necessário sempre, aliado as praticas caritativas e o trabalho espiritual, a fim de alinharmos o que nos é direcionado pelo plano espiritual superior.

“As flores, por mais belas que sejam um dia emurchecem e morrem… Mas o seu perfume permanece no ar e no olfato daqueles que o souberam guardar em frascos adequados. O corpo humano, por mais belo e cheio de vida que seja um dia envelhece e morre. Mas as virtudes do espírito, que dele se liberta, continuam vivam nos sentimentos daqueles que as souberam apreciar e preservar, no frasco do coração. Pensemos nisso”!

Quando o Espírito tem de encarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluídico, que mais não é do que uma expansão do seu perispírito  o liga ao gérmen que o atrai por uma força irresistível, desde o momento da concepção. Á medida que o gérmen se desenvolve, o laço se encurta. Sob a influência do princípio vito-material do gérmen, o perispírito  que possui certas propriedades da matéria, se une, molécula a molécula, ao corpo em formação, donde o poder dizer-se que o Espírito, por intermédio de seu perispírito  se enraíza, de certa maneira, nesse gérmen, como uma planta na terra.

Quando o gérmen chega ao seu pleno desenvolvimento, completa é a união; nasce então o ser para a vida exterior. A encarnação em outras palavras é o estado em que os Espíritos estão quando se revestem de um envoltório corporal. Diz-se: Espírito encarnado em oposição a espírito errante. Os Espíritos são errantes nos intervalos de suas diferentes encarnações. A encarnação pode ocorrer na Terra ou em outro mundo.

A palavra encarnar significa nascer em um corpo de carne; quando um espírito vai encarnar, aproxima-se de sua mãe, unindo-se ao novo ser que se forma desde o instante da concepção. Vai gradativamente envolvendo-se com o processo de crescimento do embrião, do feto, até que eclode para a vida biológica, corporal, no momento em que nasce pelo parto. Aí se diz que ele está encarnado, Às sucessivas encarnações de um Espírito, através de sua jornada evolutiva, dá-se o nome de reencarnação. O termo desencarnação tem sido utilizado para designar a saída definitiva do Espírito do corpo, ou morte física ou biológica. A palavra encarne o mesmo que encarnação. O termo em alusão também é muito usado no de desencarnação.

Como foi dito no início desta matéria para existir a encarnação é necessária à existência de espíritos e a causa principal da dúvida sobre a exigência dos espíritos é a ignorância da sua verdadeira natureza. Imaginam-se os Espíritos como seres à parte na criação, sem nenhuma prova de sua necessidade.

Muitas pessoas só conhecem os espíritos através de estórias fantasiosas que ouviram em criança, mais ou menos como as que conhecem a História pelos romances. Não procuram saber se essas estórias, desprovidas do pitoresco, podem revelar um fundo verdadeiro, ao lado do absurdo que as choca. Não se dão ao trabalho de quebrar a casca da noz para descobrir a amêndoa. Assim, rejeitam toda a estória, como fazem os religiosos que, chocados por alguns abusos, afastam-se da religião.

Seja qual for à idéia que se faça dos espíritos , a crença na sua existência decorre necessariamente do fato de haver um principio inteligente no Universo, além da matéria.

Uma palavra usada aqui de nome erraticidade, se faz necessário que se dê à sinonímia dela: Estado dos Espíritos errantes, ou erráticos, isto é, não encarnados, durante o intervalo de suas existências corpóreas.

Erraticidade do francês: (erraticité), estado dos espíritos errantes ou erráticos como está acima exposto, isto é, não encarnados, que vivem durante o intervalo de suas existências corpóreas. Kardec escreveu o seguinte sobre erraticidade: “Estado dos Espíritos errantes, isto é, não encarnados durante os intervalos de suas existências corporais. A erraticidade não é um sinal absoluto de inferioridade para os espíritos> Há espíritos errantes de todas as classes, salvo os da primeira Ordem ou Espíritos Puros ou Puros Espíritos, que não mais que encarnar para aproximar-se, não podem ser considerados errantes.

Exemplo de um Espírito Puro: Jesus Cristo. Os Espíritos errantes são felizes ou infelizes segundo o grau de sua purificação. É nesse estado que o Espírito, sem o véu material do corpo que vestia, percebe suas existências anteriores e os erros que o afastam da perfeição e da felicidade infinita. “É, então que escolhe novas provas, a fim de progredir mais rápido”. Sendo a Doutrina Espírita uma Ciência, uma filosofia e uma Religião quem quiser se aprofundar mais nos seus ensinamentos, terá que ler e aprender o que está implícito nas Obras Básicas. Não basta ler e aprender também é preciso compreender.

Pelo exposto, dá perfeitamente para entender o que seja encarnação, suas nuances e sua importância para toda a humanidade.

Enquanto a Terra sofre, Luta e não descansa e o Homem atribulado se exaspera, guardamos-te a presença e a vida na lembrança, Cantando o Teu Natal, perante a Nova Era. A Tua proteção que se foi e no tempo que avança. Cada hora contigo é nova primavera, em florações de fé e lauréis de esperança… “Glória a deus nas Alturas!…” Canto inesquecível!…És Tu, Mestre do Bem, que te abaixas de nível, Trazendo paz no amor aos tutelados Teus!… Natal!…Embora a dor e os prenúncios de guerra, Nós te amamos, Jesus, sobre as armas da terra, Procurando contigo a integração com Deus!…(Maria Dolores).

Resolvi inserir esta mensagem psicografada aproveitando a época Natalina que também ressalta e esclarece a encarnação de um Espírito Puro no Orbe Terrestre, este mundo de provas e expiações, pois além destas provas e expiações fomos criados “simples e ignorantes”, estamos aqui em busca da evolução através das encarnações ou reencarnações sucessivas.

Reencarnação tema muito discutido por outros irmãos de crenças, que não a aceitam e sim a ressurreição. A definição vem dirimir de uma vez todas as dúvidas existentes. É à volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo.

A ressurreição como frisa os que defendem se dá no mesmo corpo carnal, imaginem que já desencarnou a mais de 3000 anos, já virou pó, e esta afirmativa vem fortalecer o que disse o Pai maior: “Tu vieste de pó e ao pó tu voltarás”, e Jó uma figura bíblica afirma: “Nu nasci e nu voltarei”, Nicodemos disse a Jesus, mas Mestre como pode um velho como eu, entrar novamente no útero de minha mãe, sobre a assertiva de Cristo.

A doutrina da reencarnação, isto é, a que consiste em admitir para o espírito muitas existências sucessivas; é a única que corresponde a ideia que formamos da justiça de deus para com os homens que se acham em condição moral inferior ; a única que pode explicar o futuro e firmar as nossas esperanças, pois que nos oferece os meios de resgatarmos os nossos erros por novas provações. A razão no-la indica e os espíritos a ensinam.

A maioria das religiões admite a reencarnação desde os primórdios dos tempos, e no ano de 526 depois de Cristo no concílio de Nicéia em Constantinopla mudar para ressurreição através de uma votação fraudulenta, já que existem quatro pessoas para exercer o voto e no final o resultado foi três a dois, voto misterioso que a religião católica conseguiu por obra e graça do “Espírito Santo”.

A reencarnação é a esperança de todas as mães, cujos filhos se transviaram no mundo. Amiga de todos os que aspiram a elevar-se espiritualmente. Mestra dos que erram, por permitir-lhes que retornem, como criancinhas, aos mesmos lares que um dia atormentaram e destruíram.

Um grande cientista de renome internacional afirma: Que não é religioso e que sua família é, mas foi através da física quântica que descobriu que Deus existe e a reencarnação também. Um cientista americano Yan Stevenson, há mais de trinta anos se dedica ao estudo da reencarnação, e já confirmou cientificamente mais de três mil casos. O Doutor Bryan Weiss através de uma sessão de Telepatia com a senhorita Bernadete, confirmou que a reencarnação existe, pois passava ele por momentos difíceis, e esta moça sem o conhecê-lo, em estado de transe, contou todo o acontecido com ele, à perda de um filho menor de quatro anos de idade, que tinha vindo a terra apenas para completar sua destinação.

Outros fatos merecem destaques, mas irei ficar por cá, já que não quero entrar em detalhes mais íntimos, para não ofender ninguém, visto que a missão do Espírito é outra: “Fora da Caridade não há salvação”.

Mistérios Fundamentos Divinos II

Meus Irmãos,

A cada trabalho realizado nos são mostrados novos ensinamentos, os quais, nosso Mehi, profundo conhecedor dos ensinamentos Divinos, nos revela aquilo que Ele mesmo chama de “Ciência Divina”, sim, ciência…há ciência nos ensinamentos espirituais!!!

Como Ele sempre nos mostra, tudo pode estar a distância de uma reflexão, de uma leitura ou mesmo de uma concentração mental, a expansão de nossa mente para alcançar aquilo que existe longe de nossos olhos e ouvidos. Pois bem meus irmãos, se queremos alcançar esta expansão, que tal conhecer novos conceitos, que aparentemente podem ser alheios a nossa condição de Umbandistas, mas que no entanto, fazem parte dos fundamentos do conhecimento Divino? Eu os convido a leitura.

MISTÉRIO OU FUNDAMENTOS – II

Um Deus único e superior

Deus é um ENTE indefinível, primitivo, conceituado pela mente que admite. Definir Deus é dar-lhe atributos antopomórticos. Em nossa humanidade dividida encontramos: Os “Teistas”, que aceitam Deus e estão distribuídos em:

Esotéricamente, Deus é um “ENTE CÓSMICO”, que em sua atividade se exterioriza sob três aspectos distintos, que são harmônicos e simultâneos.

É o fenômeno da “Unidade na Trindade, e a Trindade na Unidade”, que se desdobra nos “Sete Espíritos Governantes Cósmicos”e que são os Sete Òrìxàs Maiores, os Sete Mundos.

A Umbanda e Monoteísta, admitindo Deus Uno e Trino, e sua conseqüência Septenária e, somente Ele é passível de adoração, por abstração, sem representação, nem mesmo por símbolos.

PLURALIDADE DOS MUNDOS

A doutrina da pluralidade dos mundos é, atualmente, de caráter quase universal. Todavia, nem sempre foi assim, pois muitas das filosofias e religiões, que ainda hoje existem, afirmavam a sua unidade, cujo centro seria a nossa “acanhada” Terra. Com a evolução do entendimento filosófico e as conquistas da ciência, os conceitos também progrediram e, hoje, nas elites pensantes do planeta, discute-se a habilidade de seres em outros mundos físicos, os seus aspectos e os seus graus de inteligência. A Umbanda, nitidamente evolutiva, para ser redundante, conclama com a “ciência acadêmica”a pluralidade física dos mundos – mundos da forma – e, com a ciência esotérica aceita a sua pluralidade hiper e infra-física. Quanto a forma, a ciência atual costuma classificar os Cosmos, em “quatro ordens de universos”:

  1. O de primeira ordem, que é o constituído pelo nosso “Sistema Solar”, ou por sistema análogos em outras estrelas que não o “Sol”e, em cada galáxia (com seus planetas, satélites, cometas, asteróides, meteoritos e poeiras);
  2. O universo de segunda ordem, é aquele de cada galáxia semelhante a nossa Via Láctea. É, pois, constituído por miríades de estrelas e suas coortes de astros;
  3. O de terceira ordem, é o dos cúmulos de galáxias ou hipergaláxias;
  4. O universo de quarta ordem, é formado pelos cúmulos do hipergaláxias. Assim. O Cosmos é o conjunto de universos, implicando na noção de “Cosmos Finito”como já o afirmava “Finstein”e, para acentuar a noção compreenda-se sua expansibilidade.

O Cosmos, na pluralidade dos mundos, é “Finito” e está em “Expansão no Espaço” através do “Tempo”. A Umbanda entende a pluralidade dos mundos, partindo da compreensão de “Deus como o Absoluto”, por existir, independentemente de qualquer condição, sem atributos, nem limites.

  1. Primeiro plano Cósmico: No entanto, partindo do conceito de “Espaço Total”, conjunto de mundos e, de “Tempo Total”, por correspondência e abstração, depreende-se uma relação, “Um Ente Deus”.
  2. Segundo plano Cósmico: A Divindade Cósmica, passando pela Trindade se desdobra em “Sete Universos”.
  3. Terceiro plano Cósmico: Cada um destes Sete Universos, com sua Divindade Regente trina, também é septenária, formando, por sua vez, Sete Universos.
  4. Quarto plano Cósmico: Estes universos, com seu Regente Divino, se desdobram em sete universos de quarta ordem, como os denomina a ciência acadêmica, na “Unidade e na Trindade”.
  5. Quinto plano Cósmico: Segue-se, a condensação dos universos de quarta ordem, em sete universos de terceira ordem.
  6. Sexto plano Cósmico: Cada um dos sete universos de terceira ordem se desdobram, depois do Uno-Tríplice, em outros sete universos de segunda ordem.
  7. Sétimo plano Cósmico: Os universos de segunda ordem, transformam-se, na decida para a matéria, em sete universos de primeira ordem, ou sistemas solares que são os de maior densidade e de maior extensão.

Estamos na presença do nosso Universo! O sistema Solar, com sua cadeia de planetas, que esotéricamente são sete, considerando-se o satélite da Terra, a Lua, como tal e, formando, assim, “Sete Planos”, que são:

  1. Mahaparanirvánico, Adi ou Mundo de Deus;
  2. Paranirvánico, Anupadaka ou Mundo dos Espíritos Virgens;
  3. Nirvánico ou Atímico ou Mundo do Espírito Divino;
  4. Buddhico, Intucional ou Mundo do Espírito da Vida;
  5. Mental, dos Pensamentos;
  6. Astral, dos Desejos, Emocional;
  7. Físico, Material.

O primeiro plano, o ADI, é o da Atividade Divina. O segundo e o Terceiro. São os campos da evolução Hiper-Humana, enquanto que Mental, Astral e o Físico, são evolução humana e os mais conhecidos pelas religiões e filosofias antigas. Assim, o Plano Mental corresponde ao Céu ou Paraíso de certas religiões Cristãs, para os muçulmanos e judeus; aos Campos Elíseos dos Gregos, e ao Devacam dos Hindus. Nota-se que estes planos, não são como prateleiras, um em cima do outro, mas também “Interpenetrantes”, cuja penetração é do mais evoluído ao menos evoluído, do primeiro ao sétimo e todos formados por matéria universal, que se gradua de mais densa a menos densa. Sendo a menos densa, a do primeiro plano e, devido a interpenetração dos planos, que se dá a Deus, o atributo de “Onipresença”.

OS CORPOS DO HOMEM – ESPÍRITO

A constituição do ENTE HUMANO, depende do plano de observação em que se coloque o estudioso e, por isso, o Homem poderá ter um, dois, três sete e até dez corpos distintos ou veículos.

  1. O Homem Uno
  • Materialistas: Ao contemplar o Homem, com os sentidos ou com instrumentos que o amplie, de imediato, ressalta, através de suas particularidades físicas e fisiológicas, como sendo este, constituído de matéria do Mundo Físico, e aqueles, que assim se situam, são os que militam na Escola Materialista e afirmam que o Homem é Uno, apenas composto de elementos químicos, que ao se combinarem formam o seu Corpo Físico e, portanto, o homem seria: “Uno. Somente Matéria, com um só corpo: O Corpo Físico. Nota-se: Hoje, não se fala em termos de matéria, e sim, em energia, campos energéticos e níveis de energia. Entretanto, esta Escola mantém, ainda, a sua denominação, talves por tradição.
  • Espiritualistas Unilateralistas: Os pertencentes a esta Escola Filosófica, com muito poucos adeptos, dizem que o homem é matéria somente na “aparência”, mas, que de fato, o que há é um erro de observação ou falta de apuramento de nossos sentidos físicos e que, na verdade, o Homem é Somente Espírito. Esta corrente, que é espiritualista, difere apenas da materialista, por troca dos termos, ou seja, onde se diz matéria, se diz espírito, e nunca na essência do conceito e, portanto, o Homem seria:

Uno e, Somente Espírito, com um só corpo: O Espírito

  1. O homem Dual

Algumas correntes espiritualistas, como a dos Católicos e Protestantes, aceitam o Homem como constituído de um “Corpo Físico” onde habita, e um “Corpo Espiritual, o Espírito”, pertencente a um “Mundo Espiritual, o hiper-físico e, portanto, o Homem seria “DUAL”, formado por dois corpos:

ESPÍRITO – MATÉRIA – CORPO FÍSICO

  1. O HOMEM TRINO
  2. O Homem Heptenário
  3. O Homem Decenário

O ESPÍRITO

Todas as correntes de pensamentos, a não ser as materialistas, são acordes, que no Homem há um “Espírito”. A Umbanda segue a recíproca de Hermes – “Como em baixo assim é em cima”, – “Assim como é o “Microcosmos é o Macrocosmos”. A Gênese ( primeiro, v.26) diz: “O Homem foi feito à imagem e semelhança” de seu Criador. Embora seja uma afirmativa pretensiosa, o termo semelhança deixa uma distância incomensurável, podendo ser aceito com restrição e, então, como Deus, o Homem Trino em sua atividade, e Septenárioem seu Universo. OHomem é uma “Consciência Encarnada”em um Universo Mutável( os seus corpos mortais), onde se manifesta trinamente como: “Vontade – Amor – Inteligência”. A Umbanda aceita o “Espírito Uno e Trino”em seu Universo Septenáriona pluralidade dos Corpos do Homem.

  1. IMORTALIDADE
  2. MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO
  3. A REENCARNAÇÃO

PLURALIDADE DAS ENTIDADES ESPIRITUAIS

É conceito firmado em quase todas as Religiões, a existência de Entidades Espirituais, umas acima e outras abaixo, da escala evolutiva do Homem. Há nessa cadeia, Entidades Sublimes, pelas suas perfeições, que formam uma verdadeira Hierarquia Espiritual, que cuidam e guiam a evolução de “Entes” em estágios inferiores aos seus. Para nosso estudo, entende-se como ‘Entidades Espiritual”, todo o “Ente”que não mais possua seu Corpo Físico, ou que nunca o teve. Classifica-las, ordena-las, é tarefa muito difícil por sua complexidade, porém, como cunho didático, salvo melhor, é satisfatória a que segue:

  • ENTIDADES ESPIRITUAL HUMANA COM ÊGO-“EGUM”
  • ENTIDADE HUMANA SEM ÊGO
  1. SOMBRAS: Compreenda-se por “sombras”, as entidades espirituais, não mais animadas pelo Êgo Superior, mas, que por falta de libertação, o seu Êgo inferior não foi absorvido totalmente, ficando, pois, este “Ente Hiper-Físico” vitalizado, apenas, por seu reflexo. Estes Entes Espirituais não tem consciência de si mesmo como “Personalidade”, pois, na sua inteligência limitada, “supõem-se ser o indivíduo de que fez parte, transitoriamente, como um de seus corpos”. A duração de uma “Sombra”, como entidade independente, vária com a intensidade do Espírito Inferior do indivíduo que o animava, mas vai diminuindo, lentamente, em sua atividade inteligente até reduzir-se a atos instintivos. Prestam-se, estas “Sombras”, para as mistificações freqüentesem reuniões Espíritas, bem como, por suas tendências más já que lhes restam só o Corpo Emocional, por serem Entidades do Astral, para operações de “Magia Negras”.
  2. INVÓLUCROS OU CASCÕES: O invólucro é um cadáver do plano que pertence. É o que resta, no plano, daquilo que foi veículo do Espírito, em sua fase última de desintegração, ou melhor, quando os estão abandonando as últimas partículas do plano imediatamente superior e, quase sempre, “é o que resta do que foi uma “Sombra”. Mas, o Cascão, ao contrário da Sombra, não tem consciência e inteligência de qualquer espécie, vagueiam, por assim dizer, em correntes no plano que pertencem . Acontece, porém, que quando entram no campo de atração de um “médium”, reproduzem as expressões e até mesmo a letra daquele que serviu como um dos seus corpos. Mas, são atos automáticos, que devido a qualquer excitação, tendem a repetir, mecanicamente, os movimentos habituais. Às vezes, achamos inteligência nos “Cascões”, que de fato a tem, mas, não sí próprio, como poderia parecer à primeira vista e, sim, provenientes do “médium” que o aciona ou das Entidades com Êgo Superior, que lhes emprestam a inteligência, por momentos. Os invólucros podem ser vitalizados, quer por pensamentos humanos, quer por Entidades Espirituais. Em geral, esta vitalização visa o mal, pois são de fácil manejo e servem como ação na Magia do Vood e do Obeah . No entanto, sua vitalização pode ser para o bem, quando utilizada como roupagem de Entidades Espirituais Superiores. A sua conservação, principalmente, no plano Astral, feita artificialmente, é Lícita, quando para fins benéficos, mas, requer conhecimentos de “Umbanda Esotérica”.
  3. CORPO ETÉREO OU VITAL: Como o “Cascão”, também é um cadáver, porém, pertencente a parte Etérea do plano Físico. Difere do “invólucro”, por não vaguear daqui para ali, e sim, por manter-se a pouca distância do Corpo Físico em decomposição – É o fantasma dos cemitérios. Está categoria, também, é desprovida, completamente, de inteligência e de consciência. A sua utilização é uma das formas mais “Horríveis na Magia Negra”.
  4. ESSÊNCIA ELEMENTAL: É massa que permanece nos planos evolutivos e que pertencente a nossa evolução, reage aos pensamentos humanos. Existe uma outra espécie de “Essência Elemental”, em Umbanda, se faz através de cerimonial mágico, por “Entidade Espiritual” evocada para tal, ou pelo “Mago”.
  5. ESPÍRITO GRUPO: Os minerais, as plantas e os animais não tem espíritos individualizados e, sim, coletivos cuja sede é o plano “Mental”. Estes Entes, pouco a pouco ganham a sua individualidade. Basta observar o grau de evolução que separa um animal selvagem de um doméstico.
  6. ESPÍRITOS DA NATUREZA – ELEMENTARES: São Entidades Espirituais que muito diferem das demais, pois nunca foram, nem são, nem hão de ser membros de uma humanidade como a nossa, por terem evolução completamente diversa . Somos apenas companheiros evolutivos no mesmo planeta Terra. Estas Entidades são mais evolutivas que a “Essência Elemental”, mas guardam entre si, a sua classificação primária, que é septenária, como tudo no Cosmos. Classificam-se em “Sete Classes” que ocupam os mesmos “Sete Estados” coesivos da “Matéria”, e que são: Os Espíritos da Terra; Os Espíritos d’Água; Os Espíritos do Ar; Os Espíritos do Fogo; Os Espíritos dos três Estados Etéreos. São Entidades Astrais e algumas Etéreas, com inteligência, que habitam e funcionam em cada um desses meios . O Umbandista pode e sabe utilizar os seus “Serviços”, mas com parcimônia e muito conhecimento de causa. Nota: Como aviso de prudência, não se deve evocar tais Entidades, através de promessas, em troca de algo material, ou, ainda, o que é pior, utilizando influência que lhes obriguem “Obediência”. Muita “Calma e Conhecimento” no trato com “Elementares”.
  7. Orixá ( Òrìsà): É o “Deva” do Hindu, o Anjo Ocidental. É a classe de Entidades Espirituais de Maior Evolução que tem contato com a Terra . Apesar de sua relação conosco, não estão confinados nos seus limites, porque o conjunto dos Sete Universos que constituem a nossa cadeia planetária, é o campo evolutivo daqueles de maior elevação. Nunca encarnaram como nós, e o processo evolutivo é bem diverso do nosso . Foram uma grande hierarquia espiritual, desde os que militam no plano físico ( etéreo), astral e mental do nosso planeta, até os grandes Orixás Cósmicos, regentes de Universo . E, então, estaremos na presença do “Único Orixá – Olorun”. Entretanto, embora pertençam a uma cadeia evolutiva mais elevada que a da Humanidade, não quer dizer que não haja Orixás menos evoluídos que certos Entes Humanos.
  8. ENTIDADES ESPIRITUAIS ARTIFICIAIS: Consideram-se como Entidades Espirituais Artificiais, aquelas produzidas pelos pensamentos humanos. A mais levada ação de pensar, faz com que a Essência Elemental se agite . No entanto, se o pensamento é mais intenso a Essência Elemental ganha forma que dependerá do tipo de pensamento emitido, e a sua duração, da intensidade do pensamento.

Claro está que o pensamento inconsciente, aquele sem rumo certo, já produz pequenas vagas e minúsculas formas, naturalmente no plano que afine. Entretanto, quando o pensamento é dirigido, repetido muitas vezes, estas “formas corpo”, podem ser alimentadas pelo seu “Criador”, e mesmo aumentadas, já que são produtos de pensamentos conscientes.

As vezes, formam verdadeiras correntes nos planos onde foram criadas e denominam-se “Noures” ( termo de Ubaldi).

Ao conjunto de pensamentos de um recinto, é o que se denomina EGRÉGORA.

Por vezes, um espírito de natureza, um elementar, os anima agindo como um Ente Inteligente. As ondas de pensamentos, a forma pensamento ou forma vitalizada por elementar e a Egrégora, são utilizadas na Umbanda seguidamente.

É de bom alvitre, para com os Espíritos da Natureza, o “Profundo Conhecimento de Parte do Umbandista”, no seu manejo, para evitar males muito comuns provocados por neófitos e imitadores de rituais.

Assim, a Umbanda, esotéricamente, é a Egrégora do Planeta. É, pois, “O CONJUNTO DOS PENSAMENTOS EMITIDOS PELA HUMANIDADE ATRAVÉS DO TEMPO”.

AS LINHAS DE UMBANDA

O estudo das Linhas de Umbanda,é deveras complexo e extremamente importante para a “CONSOLIDAÇÃO DA UMBANDA”, e não dogmatização, pois a Umbanda não tem “Dogmas”e sim “Fundamentos Evolutivos”. Alguém já disse : “A UMBANDA MUITO SE DÁ OU TUDO SE LHE TIRA”. Eis, pois, a primeira dificuldade que parte de sua origem universal ou brasileira. A segunda, prende-se ao seu trino aspecto de filosofia, ciência e religião e a concordância destes aspectos na unidade de LINHAS. Desde logo, devemos preterir aqueles que formulam arranjos hipotéticos fora da razão, da lógica e do conhecimento. Destas premissas, brota a compreensão que haverá muitas “Linhas”que vão depender de seu apoio conceitual, tomados em conjunto ou separadamente. Desta forma, nascem as chamadas “LINHAS PRÁTICAS DEVOCIONAIS, DE CABÔCLOS, AFRICANAS, DE SANTO CATÓLICO, DE ORIXÁ, MITOLÓGICAS OU HISTÓRICO- MITOLÓGICOS, ESOTÉRICAS ORIENTAIS OU OCIDENTAIS, DE “QUIMBANDA”, etc…

  • LINHAS PRÁTICAS OU DEVOCIONAIS

Quando se situa a Umbanda como, religião independente de suas origens, ressalta ao observador, seu sincretismo e suas fazes ecléticas. Assim, a Umbanda seria formada por fragmentos de cultos religiosos, onde, aqui e ali há a predominância deste ou aquele, por formação ou escolha eclética. Estas “Linhas”são constituídas, por agrupamentos de regras ditadas por “Chefe de Cultos” ou por “Entidades Espirituais” responsáveis por eles. Daí, haver tantas “Linhas” quantas forem as idealizações ou necessidades, ambientais das reuniões. As “Linhas Práticas Devocionais” são livres. Cada Chefe, possivelmente cria a sua “Linha”. Nelas podem ser enquadradas as de “Caboclos”, as de “Africanismo” ou de “Pretos Velhos”, as de “Santos Católicos”, as de “Orixás”e, assim, nada mais são do que “Sistemas de Trabalhos”. Sobre estas modalidades de reuniões, nada há a criticar. Somente, somos de parecer que não constituem “LINHAS DE UMBANDA”. São “SISTEMAS DE TRABALHO”. Cada um realiza dentro seu “RITMO”, de, “PROCESSO ESPIRITUAL”, ou na dependência da “COLETIVIDADE” que comanda ou pertence, sua maneira de trabalho.

  • LINHAS HISTÓRICO – MITOLÓGICAS

A filosofia da história, a história, a “Cosmogonia”e a comparação dos “Mitos dos Povos”, trazem novas concepção de agregamento que vão constituir as “LINHAS DE UMBANDA HISTÓRICO-MITOLÓGICAS”. Enquanto que as “LINHAS PRÁTICAS” ou “DEVOCIONAIS” são formuladas sem regras fixas e variáveis no tempo, as “LINHAS HISTÓRICO-MITOLÓGICAS” tem método distinto, pois seguem a conjuntos de conjuntos de conceitos universais em comparação lógica. Estas, naturalmente entram em choque com as primeiras, pois e de probabilidade mínima coincidirem: “vontade de acertar com cronologia histórica e crônica mitológica”.

  • LINHAS DE QUIMBANDA

Na estrutura interna, a quimbanda e a umbanda são muito parecidas, sendo que a quimbanda conservou o aspecto mais original da religião africana e voltou-se mais para os mitos de terror dos folclores pagão e ameríndio. A quimbanda também não procurou adaptar-se à mitologia do catolicismo, como o Candomblé.A natureza específica da quimbanda é muito ambígua, pois há casos de prática de quimbanda em terreiros de umbanda, por pequenos grupos.

Os quimbandeiros têm como ponto principal de seu culto a invocação de Exus que na Quimbanda são considerados espíritos das trevas, uns já em estado de evolução, e outros, denominados quiumbas, espíritos atrasadíssimos e que por isso também são chamados obsessores.

  • LINHAS ESOTÉRICAS

As Linhas Esotéricas, ou mais precisamente, Linhas Esotérica Oriental, têm por base a constituição planetária: Sol, Mercúrio. Vênus, Júpiter, Marte, Saturno e Lua, onde estes planetas não são “Santos”, “Entidades” ou “Orixás”, ou não foram classificados como tais. Senão vejamos:

  1. Não há matéria sem Espírito que a anime;
  2. A Filosofia Oriental afirma a existência de “Raios”de personalidades encarnantes, os “Temperamentos”;
  3. A Cabala dos Hebreus nos ensina que os planetas representam as forças físicas de seus “Anjos”, e que os “Sete Planetas”são símbolos hieroglíficos de nossas afeições.

Portanto, se pode estabelecer uma correspondência “Básica entre Orixá, Planeta e Raios”- Temperamentos.

O Búzio dá o Orixá.

A Astrologia dá o Ascendente.

O Esoterismo Oriental dá o Raio.

Será uma mesma cousa? Quem sabe o “Prisma”é o mesmo e vamos cores diversas da mesma “Luz Branca”.

  • LINHA MÁGICA

A Umbanda também é magia, por isso, melhor seria dizer “Linha Mágica de Umbanda”, linhas traçadas pelo raciocínio, através do Saber que é a “Magia da Ciência”, com os recursos da “Metafísica”, da “Tradição”, da “História”, das “Mitologias dos Povos”e das “Cosmogonias Religiosas”, e que se originam do “Uno”, “Olorun”, na sua restrição astrológica. Como Hermes : “Assim como é em cima é em baixo”. Como Olorun é Uno, Trino e Septenário, assim, também, o nosso Universo, o Sistema Solar é Uno, Trino e Septenário. OBATALÁ, o Orixá-Deus, é o Uno do nosso Sistema, cujo domínio é de todos os planos com permanência no primeiro, o “Ádico”o “Plano Divino”, e constitui-se nos aspectos: Oxalá – Xangô – Oxum, que por desdobramento, chegam até nós, por formação no Septenário constituindo os “Sete Orixás Criadores”, pertencentes aos Planos Nirvánico e Búdico, e que são, “As Sete Linhas Mágicas da Umbanda”: OXALÁ – OXUM – XANGÔ – OXOSSI – OGUM –  IBEJI – YEMANJA, que formam no “Plano Mental Superior”, o “Casual”, as “Doze Hierarquias Criadoras”, até chegarem aos “Planos Astral e Físico- Etéreo”, onde se passam os fatos comuns da umbanda.