Você conhece Apolônio De Tiana?

Olá irmãos, mais uma vez em viagem em busca do conhecimento Divino, deparei com algo que realmente me fez pensar…seria apenas a figura de Jesus a indicar e ensinar caminhos do bem, da evolução humana? Ora, sabemos que não, mas um nome apareceu, um nome que talvez ainda seja pouco conhecido, ou mesmo, que não tenha recebido o reconheimento devido de sua importância…Apolônio De Tiana, quem foi?

Pois bem irmãos mais uma vez eu os convido a viajar nesta busca, conhecer um pouco sobre ele, eu os convido a leitura.(…Adriano D’Ogum…)

APOLÔNIO DE TIANA

Apolônio praticamente é um desconhecido da maioria das pessoas, mesmo daquelas que têm uma boa formação religiosa. Aparentemente parece estranho que uma figura tão relevante não seja citado nos livros que versam sobre religião, somente aparecendo o seu nome em documentos secretos e em alguns poucos livros de ocultismo.

Quem foi e que é Apolônio? – Apolônio é uma misteriosa figura que “apareceu” neste ciclo de civilização no início da era cristã (no século I). Os documentos que falam Dele geralmente nunca mencionam a palavra nasceu e sim apareceu, isto porque Ele, quando esteve diretamente na terra, manifestava natureza divina. Entre os atributos desta natureza Ele apenas tinha um corpo aparente, se apresentava na terra com corpo etéreo, tal como o de Jesus.

Em muitos pontos, a vida de Apolônio se assemelha à de Jesus. Até mesmo a Sua vinda a terra foi anunciada pelo Espírito Santo. Alguns documentos antigos afirmam que Ele, certo dia, surgiu na terra sem ascendentes, mas também há documentos que dizem ser Ele filho de uma Virgem. O sobrenome Tiana é mesmo nome da cidade onde ele primeiro se apresentou na terra, que ficava na Capadócia.

Dotado de uma palavra fácil, eletrizante e convincente, logo depois se transformou num tribuno, ao mesmo tempo em que sua fama se popularizava, caminhando pelo resto do mundo dando um exemplo justo, bom e perfeito. Foi um espontâneo defensor dos injustiçados, capaz de praticar os mais arrojados e difíceis atos de bravura. Sua firmeza e energia de propósitos, mesmo diante do perigo, causavam a todos uma coragem estóica. “Ele fora um Deus em forma de Homem!”.

Apolônio viajou muito no tempo em que esteve na Terra, desde o Egito até a Mongólia, sempre sendo iniciado nas Ordens na qual Ele encontrava, não que  precisava ser iniciado pois Ele já é Um Iniciado, mas sim como O próprio disse para um sacerdote quando pediu para ser iniciado: “Bem sabes porque não queres iniciar-me. Se o dizes, revelá-lo-ei: o meu crime é justamente conhecer bem melhor do que tu o rito da iniciação. Vim pedir-te por um ato de modéstia, submissão e simplicidade, a fim de que passasses por mais sábio do que Eu. Apenas isto!”.

Logo depois que saiu da sua cidade natal Ele ficou conhecido como um neo-pitagórico. Em Nínive, na Babilônia, encontrou Damis, seu inseparável e fiel discípulo. De lá ambos foram para a terra dos encantos, a Índia, e, percorreram a Mongólia e o Tibet, até que atingiram as colinas do Himalaia. Lá Apolônio deixou Damis e partiu só para um mosteiro onde Ele tornou-se o “Senhor portador dos oito poderes da Yoga”, que era o mais alto Grau dos mosteiros daquela época, neste momento, dizem, uma áurea de Luz Lhe emergiu a cabeça de modo permanente. Depois voltou e se encontrou com Damis e voltaram para a Grécia, onde começou a fase mais intensa de curar doentes, desde do corpo a alma, paralíticos, cegos e até ressuscitar mortos, como aconteceu com uma moça em Roma.              

Uma das missões de Apolônio foi a de ensinar aos seguidores de Jesus o como manipular as leis da natureza. Alguns documentos dizem, e é verdade, que Apolônio fez milagres idênticos àqueles feitos por Jesus. O poder dele era tamanho que aonde chegava as guerras eram interrompidas e os exércitos enterravam as suas armas. Também pregava e para ouvi-Lo vinham pessoas de lugares distantes.

Apolônio, por sua vez, ensinou como usar as leis da natureza, explicou o como eram feitos os milagres Dele e de Jesus, preparou os primeiros cristãos para disporem dos meios de curas e de todos os outros que Jesus utilizou. Mostrou o poder das cores, mostrou que tudo na natureza é vibração, fez ver que existe uma polaridade (Já constante dos Princípios Herméticos) em tudo quanto há, que as coisas podem ser manipuladas pela luz, pelo som e coisas assim. Ensinou o valor das cores, portanto como usa-las nos templos para obtenção de estados especiais de consciência. Ensinou como usar a música, que tipo de música é adequado nas diferentes situações, e restabelecer os meios utilizados pelas ciências herméticas. Ensinou simbolismo, ensinou a linguagem simbólica por meio da qual uma pessoa pode entrar em sintonia com planos superiores, com mundos hiperfísicos. Ensinou como se processam as transmutações na natureza e como conseguir isso, como intervir no astral visando certos resultados. Disse do como captar o poder inerente a cada coisa, a cada cor, a cada forma. Ensinou o poder dos cristais e dos aromas e o como usa-los nos diferentes níveis. Assim estabeleceu formas de ampliação da consciência permitindo que as pessoas possam ter acesso a níveis superiores de consciência independentemente da interferência de forças espúrias. E também trouxe ensinamentos de morais o que atingia em cheio a maioria dos governantes dos locais onde Ele passou. Tendo o poder da profecia, Ele também profetizou alguns acontecimentos que logo ocorreram.

Sendo assim a conjura1, tentáculo do “poder” das trevas, praticamente arrasou o trabalho de Apolônio. Perseguiu inexoravelmente a pessoa e também toda a obra maravilhosa estabelecida por Ele.

Apolônio sofreu perseguições terríveis culminando com varias condenações, como uma vez em que Ele foi preso e a julgamento e falou para Damis e Demetrio esperarem-No em tal dia e tal hora na praia e quando chegou o dia e a hora marcada Ele simplesmente apareceu na praia ao lado dos dois, e outra vez foi a de ser estraçalhado por uma matilha de cães ferozes, quando ia ser atacado pelos cães Ele simplesmente sumiu diante da vista de toda uma multidão. Tamanho fenômeno contribuiu ainda mais para fazer crescer o mito sobre a pessoa de Apolônio.

Depois da Sua partida, foi escrito um livro com Sua história e com grande parte dos Seus ensinamentos, apresentado em forma de um evangelho com oito capítulos. Os ensinamentos e o poder do evangelho de Apolônio era muito superior àqueles dos quatro evangelistas da época de Jesus, nele havia coisas que faziam tremer aqueles elementos da conjura que estavam se infiltração no cristianismo de então.

Após a condenação e desaparecimento a conjura ficara livre da presença direta de Apolônio, mas a Seu prestígio tornou-se logo lendário. Assim a conjura que já havia experimentado com relativo sucesso o método do despistamento no seio do cristianismo primitivo, logo passou a usa-lo entre os seguidores de Apolônio que, em sua quase totalidade, eram cristãos. No cristianismo primitivo a conjura se infiltrar e procurou destruir os autênticos ensinamentos de Jesus assumindo a direção das instituições em geral. No caso de Apolônio ela que já tinha muita influência dentro das comunidades cristãs com alguma facilidade pode usar com sucesso o método da falsificação. Assim sendo inundou o mundo de então com grande número de copias falsas dos ensinamentos de Apolônio. Isto funcionou eficazmente que até hoje só um “expert” em ocultismo é capaz de distinguir o que não é e o que é autêntico. Assim em séculos futuros Ele foi quase total e oficialmente esquecido e o Seu nome colocado na galeria dos mitos. Em todas as bibliotecas membros da conjura colocam obras falsas como sendo de Apolônio que mais tarde geraram suspeitas pelas incoerências nelas contidas. A incredulidade a respeito daquele Mestre em parte se deve àquele trabalho de despistamento e em parte à magnitude de tudo aquilo que Ele realizou e que o qualificou como uma figura lendária. Assim sendo quase tudo o que existe escrito sobre Apolônio, e sobre ensinamentos a Ele atribuídos, em grande número são falsos. Alguns documentos autênticos existem e são zelosamente guardados por algumas sociedades iniciáticas, e reservados aos iniciados nos Mistérios Maiores.

Por outro lado à influência de Apolônio foi de tamanha magnitude que o Cristianismo primitivo incorporou uma grande parcela dos ensinamentos que têm sido usados em aplicações práticas. Assim sendo, a maior parte do ritual e do simbolismo da Igreja Católica tem como ponto de origem Apolônio. Muitas pessoas indagam: De onde surgiram os símbolos e os vastos rituais incorporados à Igreja Católica se Jesus jamais publicamente usou qualquer um deles? Há quem diga que eles foram incorporados de práticas pagãs, mas isso só é verdade se, como tal for também incluída a doutrina de Apolônio que deu origem à quase totalidade dos ritos e símbolos do Catolicismo.

É de causar admiração que, mesmo havendo estado e até hoje atuantes no seio da igreja, os membros da conjura hajam deixado ficar os ritos e símbolos estabelecidos por Apolônio, desde que eles se constituíam poderosos meios de persuasão, de coesão e conseqüente manutenção da unidade religiosa. Eis duas explicações possíveis: Uma, que a conjura desconhecia todo o potencial do simbolismo e ritualística orientada por Apolônio assim não vendo neles mais que encenações, portanto algo sem perigo algum. Na verdade os próprios membros da conjura haviam apagado o conhecimento até mesmo para a maior parte daqueles que faziam parte do seu ciclo interno, conseqüentemente o potencial dos símbolos era algo desconhecido para eles. Segundo, julgando que afastado Apolônio os elementos mágicos incorporados aos ritos e símbolos serviria também aos seus intentos, pois manteria a coesão daquela estrutura que, de uma certa forma, ela já dominava.

Podemos dizer que ambas as afirmativas são verdadeiras, em parte a conjura desconhecendo o potencial ritualístico e simbólico deixou que eles continuassem presentes no cristianismo e, em parte ela sentiu que tudo aquilo era importante para a estruturação da religião num bloco coeso por ela administrado.

Em muitos momentos a conjura deturpou o ritual e o simbolismo, tirou coisas benéficas e as substituiu por coisas maléficas, entre os quais o uso do vinho, portanto do álcool, no ritual da missa.

Não é somente o ritual católico que se originou dos ensinamentos de Apolônio, praticamente a quase totalidade dos símbolos da magia, do hermetismo, do ocultismo, da gnosis e de muitas outras formas do o ocultismo em parte tem como origem Salomão, mas a quase totalidade deles provêm de Apolônio.

Publicamente pouco de autenticidade nas publicações que foram feitas sobre os ensinamentos atribuídos a Apolônio. Do Seu evangelho existe uma pequena parte que já foi publicado, o mais apenas algumas poucas doutrinas iniciáticas possuem e mesmo assim somente tem acesso a eles iniciados de grau elevado. O que chega às mãos dos profanos praticamente são aquelas obras preparadas especialmente pela conjura, obras apócrifas, portanto, sem quaisquer significados positivos. A um não iniciado é possível a aquisição de apenas um trabalho autêntico intitulado Nuctemeron, mas até mesmo dele existem também algumas edições falsas. O título do livro significa: “O Dia de Deus que Resplandece nas Trevas” (O Deus que está “aprisionado” em cada pessoa ainda envolvida em trevas. Isso equivale ao desabrochar da Centelha Cósmica em cada um, ao desenvolvimento da consciência clara do Mestre de Cada Um).

Na obra Nuctemeron os ensinamentos de Apolônio são distribuídos como em um relógio em 12 horas, ou degraus, e a cada hora corresponde uma instrução especial. Os ensinamentos daquela obra são apresentados em linguagem um tanto velada. São ensinamentos de altíssimo nível.

 

Primeira Hora:             “Os demônios entoam em conjunto louvores a Deus. Eles perdem a maldade e a ira.”   

 

Segunda Hora:              “Mediante a dualidade, os Peixes do zodíaco louvam a Deus. As serpentes ígneas enrolam-se em torno do caduceu e o relâmpago torna-se harmonioso.”

 

Terceira Hora:              “As serpentes do caduceu de Hermes se entrelaçam três vezes. Cérbero escancara sua tríplice goela e o fogo entoa louvores a Deus pelas três línguas do relâmpago.”

 

Quarta Hora:                 “Na quarta hora a alma regressa da visita aos túmulos. É o momento em que as quatro lanternas mágicas dos quatro cantos do círculo são acesas. É a hora dos encantamentos e das ilusões.”

 

Quinta Hora:                 “A voz das Grandes Águas entoa ao Deus das Esferas Celestiais.”

 

Sexta Hora:                   “O Espírito permanece impassível. Ele vê o monstro infernal vir ao Seu encontro e está sem medo.”

 

Sétima Hora:                 “Um fogo que dá vida a todos os seres animados, é dirigido pela vontade de homens puros. O Iniciado estende a mão e o sofrimento transforma-se em paz.”

 

Oitava Hora:                 “As estrelas conversam entre si. A alma dos sóis responde ao suspiro das flores. A corrente da harmonia faz todos os seres da natureza se harmonizarem entre si.”

 

Nona Hora:                    “O número que não deve ser revelado.”

 

Décima Hora:                “A chave do ciclo astronômico e do movimento circular da vida dos homens.”

 

Décima Primeira Hora: “As asas dos Gênios movimentam-se com um misterioso rumorejar. Eles voam de esfera a esfera e levam as Mensagens de Deus de mundo a mundo.”

 Décima Segunda Hora: “Aqui se realiza, pelo Fogo, a Obra da Luz Eterna.”

Fonte: Texto de:

 

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MAGO

Mágico é trabalhar com o invisível.
Mágico hoje, é ter respeito humano.
É receber a Mensagem do Cosmos, é usar a cor e o
cristal para curar e ver o destino nos astros.
É saber cuidar do corpo, da mente e do espírito.
É montar um ritual para a vida, conhecer o oculto,
harmonizar-se com os anjos e
 com os elementais e com
os demônios
É ser gente das estrelas amando a Terra.
É amar a todos e ser amado por todos.
Isso é a magia do ser.
E todos podem ser magos, mas nunca será mago o
desequilibrado e nem o que cultiva o desamor.
Não é mago o empresário que tem escravos em vez de
colaboradores.
Não é mago o governante corrupto,
nem o racista, nem o
que destrói a natureza, nem o repórter que dá palpite
sobre o que não conhece, nem o médico que busca a
riqueza pela medicina.
Mago é o cientista e o pesquisador de mente aberta,
que não tem medo de OUSAR.
Mago é o pacífico e o que é justo.
Mágico é curar com os cristais, com as cores, com as
plantas, com as flores ou só com as mãos.
É trabalhar com terapias alternativas.
É ter um contato com o Cosmos,
 manter es e contato e
saber fazer outros entrarem em contato.
Mago é o pesquisador que persegue
 a cura da doença.
Mago é o que consegue ver a sua própria realidade
antes de buscar descobrir os
 segredos da realidade das
estrelas.
Mágico é viver pela eternidade, mas conseguir receber
aqui mesmo os tesouros que as traças não comem.
Mágico é encontrar a alma gêmea
 e viver o amor eterno.

Magia é profetizar o apocalipse como a revelação de
cada um.
É a coragem de ser pioneiro, sonhar e trabalhar pela
utopia da Nova Era.
Mágico é descobrir, compreender

e aceitar que Deus é
um homem, uma mulher e o seu filho.
Magia é a iniciação.
É deixar de ser alienado e descobrir
que bem e mal não
existem.
É ter coragem de se olhar no espelho.
Mágico é o mistério dos OVNIs
 e os segredos dos Maias.
Mágico é o dinheiro honesto.
É lembrar-se de comprar dois pães em vez de um.
Mágico é proteger a criança.
É não ter medo de quebrar as algemas e ser LIVRE.
É o saber.
É a luz do conhecimento.
É o bom livro, a música e o incenso.
Mágicas são as artes.
Mágico é ajudar.
Ser mago não é só saber fazer de vez em quando um
ritual mágico.
É fazer do dia-a-dia um ritual de amor!
Ser mago é destruir os castelos
 de areia do equívoco e
da fantasia e ser o arquiteto da base sólida da casa
humilde da verdade.
Ser mago não é julgar, mas providenciar o espelho.
Os dogmas não são mágicos, querer que as pessoas
tenham fé cega não é magia.
Ser mago é mostrar o caminho
da certeza e a verdade de
cada um.
Mágica seria a religião sem regras, sem promessas e
sem ameaças.
Mago é o que tem poder para e não poder sobre.
Magia negra é pensar destrutivamente e não ter
respeito por tudo e por todos.
Magia grande é descobrir que o poder maior está no
sentimento humano.
Essa é a magia de ser
 
(autoria desconhecida…que pena! no entanto as palavras me são familiares….)  

Ervas no ritual de Umbanda

As ervas tem grande importãncia nos rituais de Umbanda, constituindo a maior parte dos elementos utilizados. Na Umbanda, utiliza-se Litúrgica e Ritualisticamente, as ervas de nossa flora, para amacís, imantações, banhos de descarga, etc… As plantas dos Orixás se dividem em 3 grupos primordiais: POSITIVAS, NEGATIVAS e NEUTRAS, e são assim catalogadas, conforme a fase lunar da colheita.
Positivas – deverão ser colhidas na fase crescente ou cheia
Neutras – deverão ser colhidas na fase nova
Negativas – deverão ser colhidas na fase minguante

 

Entretanto a sua polarização final vai sempre depender das seguintes condições explícitas

 

Vibração de quem vai usá-la

 

Vibração das demais ervas utilizadas

 

Vibração da intenção com que serão usadas

POSITIVAS: São ervas que, quando usadas, só positivam, não podendo ser intrinsecamente usadas para outro tipo de trabalho.

 

NEUTRAS: São todas as ervas que servem para, material ou espiritualmente, neutralizar o efeito de outras ervas, o efeito de doenças, assim como o efeito de vibrações negativas e/ou positivas.

 

NEGATIVAS: São ervas usadas explicitamente para negativar.

A erva é sempre positiva quando colhida nos dois primeiros dias da lunação respectiva, a dita erva torna-se neutra quando colhida nos 3o, 4o e 5o dias da lunação, e negativa quando colhida nos 6o e 7o dias da lunação. Diz-se Dia de Lunação, porque as ervas devem ser colhidas da 6hs às 18hs, portanto sob o efeito dos raios solares (apesar de regidas pelas fases da lua).

 

Jamais deve-se colher uma erva antes das 6hs ou depois das 18hs, como também, nunca se deve plantar qualquer erva no mesmo período.

As ervas devem ser usadas de três formas diferentes:

 

Para efeito medicinal

 

Para efeito Litúrgico

 

Para efeito Ritualístico

 

A) Para efeito medicinal, as ervas podem ser usadas como:

 

Como tratamento preventivo

 

Como tratamento normal da doença

 

Como abortivo rápido e definitivo da referida doença

I) Para uso preventivo, as plantas devem ser colhidas nos 1o e 2o dias da lunação respectiva.

II) Para uso no tratamento normal da doença, as plantas devem ser colhidas nos 3o, 4o e 5o dias da lunação respectiva.
III) Para uso como abortivo, as plantas devem ser colhidas sempre no 6o e 7o dias da lunação respectiva.

B) Para efeito litúrgico, as ervas podem ser usadas como:

 

Como imã, para atrair as vibrações do Orixá desejado.

 

Como neutralizante entre duas forças ou Orixás.

 

Como ação repulsiva ao Orixá não desejado.

I) Como imã, as ervas devem ser colhidas nos 1o, 2o e 3o dias da lunação respectiva.

 

II) Como neutralizante, as ervas devem ser colhidas nos 3o, 4o e 5o dias da lunação respectiva.

 

III) Para efeito repulsivo, as ervas devem ser colhidas nos 6o e 7o dias da lunação respectiva.

 

 C) Para efeito ritualístico, as ervas podem ser usadas como:

 

Como afirmação ou concordância de efeito Litúrgico.
Como equilíbrio entre as forças vibratórias implantadas durante a ação litúrgica.
Como discordância com as forças imantadas.

 

Entende-se por força imantada, toda a vibração atuante no Ser, mesmo que seja à revelia do mesmo.

I) Como confirmação, as ervas devem ser colhidas nos 1o e 2o dias da lunação respectiva.

 

II) Como equilíbrio, as ervas devem ser colhidas nos 3o, 4o e 5o dias da lunação respectivo.

 

III) Como discordância (descarga), as ervas devem ser colhidas nos 6o e 7o dias da lunação respectiva.

 

RELAÇÃO DAS ERVAS POR ORIXÁS

LINHA DE OXALÁ: Arruda, arnica, laranja-da-terra (folhas), hortelã, poejo, girassol, vassoura-branca, erva-de-oxalá, erva-cidreira, alecrim-do-campo, levante, alecrim miúdo, bambu (folhas), erva-quaresma

LINHA DAS SENHORAS: Lágrimas-de-Nossa-Senhora (folhas), mastruço, rosa branca (folhas), pariparoba, orirí-de-Oxum, erva-de-Santa-Luzia, espada-de-Santa-Bárbara, trevo (folhas), quina roxa, abóbora-d\”anta, vitória-régia, açucena, erva-de-Santa-Bárbara, malva-rosa, suma-roxa.

 

LINHA DE IBEJI: Amoreira (folhas), alfazema, salsaparrilha, manjericão, ipecacuanha, anil (folhas), capim-pé-de-galinha, arranha-gato.

 

LINHA DE XANGÔ: Limoeiro (folhas), erva-lírio, café (folhas), saião (folhas), erva-de-São-João, abre-caminho, quebra-mandinga, erva-de-Xangô, quebra-pedra, ruibarbo, louro, aperta-ruã, maria-nera, erva-moira, maria-preta, erva-de-bicho.

 

LINHA DE OGUM: Comigo-ninguém-pode, espada-de-ogum, lança-de-Ogum, flecha-de-Ogum, cinco-folhas, jurupitã (folhas), jurubeba (folhas), musgo (marinho), ipê (folhas), losna, romã (folhas), sabugueiro, erva-de-coelho.

 

LINHA DE OXÓSSI: Picão-do-mato, cipó-caboclo, barba-de-milho, mil-folhas, funcho, fava-de-quebranto, gervão-roxo, tamarindo (folhas), alecrim-do-mato, boldo, malvarisco, sete-sangrias, unha-de-vaca, azedinha, chapéu-de-couro, grama-barbante.

 

LINHA DAS ALMAS: Café (grão), guiné (erva-pipi), arruda (folhas), cambará, sete-folhas, aroeira (folhas), erva-grossa, vassoura-preta, cravo-de-defunto, mal com tudo, cipó-cabeludo.

Oxalá

Urubatão da Guia ———— ——- Maracujá
Guaraci ———— ——— ——— — Girassol
Guarani ———— ——— ——— — Hortelã
Aymoré ———— ——— ——— — Louro
Tupi ———— ——— ——— ——– Arruda
Ubiratan ———— ——— ——— – Jasmim
Ubirajara ———— ——— ——— Erva- cidreira

Ogum

Ogum de Lei ———— ——— ——– Romã
Ogum Rompe-Mato ———— —— Samanbaia
Ogum Beira Mar ———— ——— — Jurubeba
Ogum de Malé ———— ——— —– Cinco Folhas
Ogum Megê ———— ——— ——– Macaé
Ogum Yara ———— ——— ——— Losna
Ogum Matinata ———— ——— — Tulipa

Oxossi

Arranca Toco ———— ——— —– Erva Doce
Cobra Coral ———— ——— ——- Parreira-do- mato
Tupynambá ———— ——— ——- Sabugueiro
Juremá ———— ——— ——— —- Erva-doce
Pena Branca ———— ——— —– Malvaísmo
Arruda ———— ——— ——— —– Malva-cheirosa
Araribóia ———— ——— ——— – Dracena

Xangô

Xangô kaô ———— ——— ——— Limão
Xangô Pedra Preta ———— —– Goiaba
Xango 7 Cachoeiras ———— — Erva-tostão
Xangô 7 Pedreiras ———— —— Abacate
Xangô Pedra Branca ———— — Lírio da cachoeira
Xangô 7 Montanhas ———— — Alecrim do mato
Xangô Agodô ———— ——— — Fedegoso

Yorimá

Pai Guiné ———— ——— ——— – Eucalipto
Pai Congo D´Aruanda ———— Sete-sangrias
Pai Arruda ———— ——— ——– Vassoura branca
Pai Tomé ———— ——— ——— – Alfavaca
Pai Benedito ———— ——— —- Trombeta
Pai Joaquim ———— ——— —– Guiné-pipiu
Vovó Maria Conga ———— —- Tamarindo

Yori

Tupãnzinho ———— ——— — Manjericão
Yariri ———— ——— ——— — Verbena
Ori ———— ——— ——— —— Capim-limão
Yari ———— ——— ——— —– Melão-de-São Caetano
Damião ———— ——— ——– Morango
Doum ———— ——— ——— – Amoreira
Cosme ———— ——— ——– Crisântemo

Yemanjá

Cabocla Yara ———— ——— — Panacéia
Cabocla Estrela do Mar ——— Pariparoba
Cabocla do Mar ———— ——– Picão-do-mato
Cabocla Indayá ———— ——– Manacá
Cabocla Yansã ———— ——— Folhas de violeta
Cabocla Nanã Burukum ——-Arruda fêma
Cabocla Oxum ———— ——— Quitoco

Estudos gerais para médiuns da corrente de trabalho Umbanda

Postado por Sacerdote de Umbanda Adriano D’Ogum

BATER CABEÇA

Antes de ser uma tradição, um rito (cerimônia) da Umbanda, é o primeiro e principal ato de humildade e resignação de um filho de fé.

Inicia-se o ritual batendo cabeça para o Peji/Conga, reverenciando aos Orixás e a Divina Trindade. Caso seja uma visita, o batimento de cabeça é opcional ou a convite do sacerdote da casa.

Durante o batimento de cabeça, pedimos a proteção aos nossos Orixás de cabeça (quando conhecidos), nosso Anjo da Guarda e Guias.

Em seguida, saúda-se o Atabaque, pedindo licença e proteção aos seus donos, saudamos o tambor, por este ser, um dos pontos da “firmeza” da Casa.

Saudamos a Tronqueira, sempre na direção da porta ou porteira, ou ao lado oposto do Peji/Conga.

Não batemos cabeça para Exu, mas, temos e devemos ter todo o respeito e carinho por nossos irmãos de sina e de destino, afinal eles são Orixás e Entidades igualmente aos “Santos”.

Para saudação a Exu, ajoelhamos com o joelho esquerdo e tocando com a mão esquerda o solo, reverenciamos aos Maiorais da Casa e Guardiões, pedindo licença e proteção para os trabalhos que irão se iniciar. Pedimos também, que essas Entidades possam nos resguardar de espíritos baixos (Quiumbas), afim de não atrapalharem o bom andamento da Gira.

Em algumas casas bate-se cabeça para a Chefe do Terreiro.  

 

SAUDAÇÃO (DAS ENTIDADES):

Quando incorporarmos, nossos Guias (entidades), eles devem proceder da mesma forma que os médiuns, obedecendo a hierarquia da Casa.

GUIAS (colares)  

Os colares usados na Umbanda são pólos de irradiação, pára-raios, defesa, patuás, bentinhos, terços ou qualquer nome que queira dar, conforme crença, região ou língua. Na Umbanda são usadas as guias (colares), as pulseiras, braçadeiras (contra-eguns), patuás e outros elementos que obedecem os seguintes preceitos.

Usa-se somente produtos naturais como : sementes, pedras, conchas, pedras preciosas e semi-preciosas (mesmo que lapidadas), cristais e outros. Jamais usa-se plástico ou outro produto artificial,usa-se metal apenas quando o Guia Espiritual ou Orixá pede. 

Podem ser usados peles, partes de animais (dentes, guizos, unhas, etc) sempre em harmonia com a Entidade a quem se oferta a guia.

As contas, sementes e outras peças devem formar múltiplos de 3, 7 ou 9.

Toda guia deve ser cruzada (benzida) pelo Sacerdote/Sacerdotiza e pelos Guias Espirituais Chefes de seu terreiro.

GUIA BRANCA : confeccionada de pequenas miçangas é usada pelo médium iniciante; é a chamada Guia de Anjo de Guarda.

GUIA BRANCA E OUTRA COLORIDA:  usada pelo médium, após seu Guia de frente ter mostrado a que Linha pertence.

GUIA DE CRISTAL COLORIDA: usada pelo médium após seu Guia de Frente ter riscado e cantado seu Ponto. ( a Entidade diz como e quais as cores que ele usa e o  Sacerdote/Sacerdotiza confecciona a Guia de acordo com as instruções da Entidade e das normas da Tenda).

GUIA DE CRISTAL TODA BRANCA: é a chamada Guia de Oxalá, usada por médiuns com Guia Identificado.

GUIA  ATRAVESSADA e/ou BRAJÁS:  é usada pelo médium que possui grau confirmado pelo Guia Chefe do terreiro, isso após ter passado pelos preceitos referentes ao cargo, no caso de Entidade de direita, atravessada  do pescoço ao lado direito da cintura, se de esquerda, do pescoço ao lado esquerdo da cintura.

GUIA e/ou BRAJÁS CONTENDO AS CORES DAS SETE LINHAS: são as chamadas guias de Sacerdote/Chefe de Terreiro, ela cruza do pescoço e peito do médium ao lado direto da cintura, somente sendo permitida aos médiuns iniciados e coroados como Sacerdotes.

OTÁ

Pedras recolhidas do ponto de força dos Orixás, que são consagradas aos mesmos, conforme a regência do terreiro. O Otá é utilizado como elemento de ligação entre o médium Sacerdote, o terreiro e as energias do respectivo Orixá. Após realizado o ritual pelo Caboclo Chefe do Terreiro, o médium Sacerdote seu Otá no Peji/Conga, conforme orientação do Guia Chefe, O Otá devem ser utilizados sempre que o médium sentir necessidade. Os médiuns da corrente também podem possuir seus Otás, conforme sua regência e devem ser consagrados e guardados conforme a orientação do Caboclo Chefe do terreiro.

 DEFUMAÇÃO  

O defumador é utilizado para a limpeza astral de ambientes e pessoas, devendo ser feito com carvão em brasas e ervas secas, sendo que estas de acordo com a intenção da defumação. A finalidade do carvão é atrair as vibrações negativas enquanto as ervas atrairão as vibrações positivas. O defumador também pode ser feito com incenso puro de boa qualidade.Usamos normalmente antes das giras ou sessões , para “literalmente” fazer uma limpeza na casa e na aura das pessoas, tornando assim o ambiente mais leve e harmonioso. A defumação, é o último dos rituais, para a higienização, tanto dos médiuns como da Casa.   

VELAS

Poderoso elemento mágico auxiliar nos trabalhos do Terreiro, a vela  representa o elemento fogo, e fortalece as vibrações coloridas das nossas Entidades.

Sempre que queremos entrar em contato com o mundo astral  (superior ou inferior), a vela é a principal chave de acesso  para isto.

Intimamente ligado a fé e a mentalização, o ato de acender uma vela ritualística ou religiosamente, deve ser feito com concentração e fé metalizando a finalidade que se quer. É o momento em que o médium faz uma “ponte mental”, entre o seu consciente e as forças Divinas,  pedindo ou agradecendo às Entidades, Seres ou Orixás, os quais  estiver afinizado.

Muitas pessoas acendem velas para os  Guias de forma automática e mecânica, sem nenhuma concentração. É preciso ter consciência do que se esta  fazendo, da grandeza e importância, pois a energia emitida pela mente, irá englobar a energia ígnea (do fogo) e, juntas viajarão no espaço para atender a razão da queima desta vela.

Sabemos que a vida gera calor e que a morte traz o frio. Sendo uma chama de vela cheia de calor, ela tem amplo sentido de vida, despertando nas pessoas a esperança a fé e o amor. Quem usar suas forças mentais com ajuda da “magia”das velas, no sentido de ajudar alguém, irá receber em troca uma energia positiva; mas, se inverter o fluxo de energia, ou seja, se o seu pensamento estiver negativado (pensamentos de ódio, vingança, etc…) e utilizá-la para prejudicar qualquer pessoa, o retorno será  infalível, alertando que as energias de retorno serão sempre maiores, pois voltarão com as energias de quem as recebeu.

A intenção de acendermos uma vela, gera uma energia mental no cérebro é esta energia que a entidade irá captar em seu campo vibratório. Assim, podemos dizer que: Nem sempre a quantidade está relacionada diretamente a qualidade, a diferença estará na fé e mentalização do médium. Desta forma, é inútil acreditar que podemos “comprar favores” de uma entidade, negociando com um valor maior de quantidade de velas….

É importante salientar, que sempre que acendermos uma vela em nossa casa devemos direcionar nosso pensamento à Entidade que irá  recebê-la, pois como elemento mágico, o fogo não direcionado, pode trazer prejuízos para o nosso lar. Devemos evitar acender velas em intenção de pessoas que não convivem em nosso ambiente doméstico, para esta finalidade, procure acender a vela no Peji/Congá.

ÁGUA

A água é com certeza um dos elementos mais poderosos e o mais utilizado nos diversos rituais, ela representa a fonte da vida e a purificação Utilizamos a água para todas as cerimônias de preparação de médiuns (amacis, banhos, quartinhas e etc), como também para a cerimônia anual de lavagem do Terreiro entre outras.

ATABAQUE NA UMBANDA

Os Atabaques são instrumentos de percussão, com aparência de um barril aberto nas duas extremidades com couro cobrindo uma delas, que na Umbanda são tocados com as mãos. São identificados como:

RUM (grave);

RUMPI (grave e agudo);

LE (agudo).

Para perfeita harmonia e vibração dos pontos cantados, um único Ogã não consegue fazer os contra tempos, repiques, arrebates e outros, sozinho, são necessários no mínimo três ogãs para executarem com harmonia e vibração os Pontos do Terreiro.

Como elemento de firmeza e sustentação na Umbanda, os Atabaques também precisam ser devidamente preparados para a finalidade a que se destinam, devendo passar por procedimentos e preceitos próprios, como a deitada(recolhimento), consagrações e oferendas respectivas aos seus Orixás e Guias da apadrinhamento, conforme orientação do Guia Chefe do terreiro, sendo aconselhável não serem tocados por médiuns não iniciados.

Uma vez consagrados os Atabaque não podem ser retirados do terreiro sem a devida preparação e preceitos necessários, que devem ser feitos pelo Sacerdote/Sacerdotiza e Ogã Alabe, conforme orientação do Guia Chefe do terreiro.

OGÃ  NA UMBANDA

Aquele que fornece a devida sustentação aos trabalhos da Casa, juntamente com o Sacerdote/Sacerdotiza e demais Entidades, aquele que toca no couro com amor, respeito e responsabilidade.

O Ogã precisa ter uma preparação, pois ele também é um médium, além de ser uma  de suas obrigações saber todos os Pontos do terreiro, os Ogãs são observados e avaliados pelo Sacerdote que será orientado pelo Guia Chefe do terreiro, sobre qual deles deverá  passar por uma feitura específica, para sua consagração ao cargo de Ogã Alabe, aquele que será o responsável pela “curimba”. Na Umbanda, o Ogã Alabe pode ser um médium incorporante, desde que haja outro Ogã que possa manter o toque, também podendo auxiliar o Sacerdote/Sacerdotiza na condução da Gira se for necessário. Vale esclarecer que sendo o Ogã Alabe incorporante, o mesmo deve passar por todos os preceitos e procedimentos como um médium normal da corrente. 

A Curimba será formada da seguinte forma:

– RUM deve ser tocado pelo Ogã Alabe, sendo dele a iniciativa do toque e arrebates;

– RUMPI deve ser tocado pelo Ogã mais antigo e não feito Alabe, sustenta a base do toque acompanhando os arrebates;

– LE deve ser tocado pelos demais Ogãs, sustentam a base do toque.

De acordo com a necessidade e condições do terreiro, a “curimba’ pode ser formada com dois Atabaques, sendo um RUMPI e um LE, contudo, seguindo as mesmas orientações. 

PONTOS  CANTADOS

Cânticos ou chamados dos Orixás, verdadeiros mantras que são utilizados nas giras de Umbanda, funcionam como elo de ligação entre os médiuns e o Plano Astral. Os pontos trazem em suas letras fundamentos, ordens do Astral, chaves das Entidades, comandos etc. É de extrema importância,que todos os médiuns conheçam todos os pontos cantados no terreiro e que sejam  entoados no ritmo e na melodia apropriada, pois quando desafinados, causam mal estar  e desarmonizam a gira.

O médium que brinca, permanece desatento ou deixa de entoar os pontos durante a gira, está acarretando para si mesmo sérios problemas de comunicação com o Plano Astral e com suas Entidades, da mesma forma quebrando a vibração da corrente, além do que, denota sinal de desrespeito.

PEMBA

A Pemba (verdadeira), é um giz branco, feita a partir de matéria prima chamada “cauim”, um calcário, parecido com o gesso, esse cauim é moído e adicionado também ao pó de algumas sementes e ervas sagradas. Depois de misturados e peneirados, é feito uma “papa” onde se dará o formato aproximado de um “quibe”, e colocado para secar. Ela pode ser preparada no terreiro ou pode ser comprada pronta, branca ou colorida.  A Pemba tem a finalidade de riscar  Pontos de segurança,  confirmação,  e muitos outros trabalhos que necessitem de forma escrita no solo ou em objetos. 

PONTOS RISCADOS

Um Ponto Riscado é o conjunto de símbolos escritos com a  Pemba,  e representam simbolos e selos magísticos utilizados pelas Entidades, quer para identificação ou abertura de portais com os quais trabalham. Estes Pontos são escritos de formas variadas e com cores específicas dependendo dos trabalhos para os quais se destinam.

O Ponto Riscado, na maioria das vezes é feito pela Entidade, contudo, pode ser feito pelo médium, desde que este esteja preparado e iniciado para tal, o que necessita de empenho do médium para o perfeito conhecimento da escrita e das dimensões que deseja atingir. Não obstante, não é raro encontrarmos médiuns (ou sacerdotes), que não conhecem a verdadeira magia e significado destes pontos, usando e abusando, sem terem noção do que estão manipulando, vale salientar, que esta prática traz riscos com proporções desconhecidas, já que inadvertidamente podem ser abertos portais dimensionais, que sem o devido selo/chave de fechamento, permanecerão abertos trazendo toda sorte de energias para nosso plano.

 PUNHAIS FACAS E PONTEIROS

Os ponteiros têm diversas aplicações dentro de um ritual, mas o  mais  utilizado é de direcionador de energia. É  como se fosse um fio terra para algumas cargas ou então como captor de energias movimentadas em determinados locais.
 Normalmente é utilizado pela Entidade para confirmar o ponto, de identificação, ou ponto de segurança. Usa-se ainda como elemento mágico, neste caso, somente o médium preparado e iniciado nos conhecimentos pode utilizá-lo para fins magísticos, pois são grandes condensadores de energias.

Facas e punhais, são utilizados pelas Entidades de forma magística, no caso da faca, cortar energias negativas ou negativadas, segmentar forças, sendo que os punhais como são perfurantes e sem corte, usa-se para penetrar e dissipar energias estagnadas, também podem ser utilizados como ponteiros. Da mesma forma que o ponteiro, o manejo de facas e punhais por médiuns necessita de conhecimento, preparação e iniciação.

ARO DE COBRE

Círculo de cobre usado magisticamente pelas Entidades e médiuns iniciados, para descarregar ou imantar energias, sendo usado diretamente no consulente ou como perímetro de escritas magísticas (pontos riscados).

 ADJÁ                   

 Objeto parecido com um  sino (badalo) que pode possuir de 1 a 3 bocas. Sua função é quebrar campos magnéticos, é muito utilizado na incorporação de Orixás, principalmente quando estão saudando o Peji/Conga, também  Facilita o entrosamento entre médium e Guia.

CHARUTOS, CACHIMBOS E CIGARROS

 Geralmente quando as Entidades estão em terra (incorporados), usam charutos, cigarros ou cachimbos em seus procedimentos. Vale a pena observar, que eles na verdade não fumam (não tragam a fumaça) como faria um usuário, apenas enchem a boca com a fumaça e a expelem sobre o consulente ou para o ar. O fumo age como uma defumação direcionada, atingindo diretamente o local afetado pelas energias nocivas. Sendo a folha de fumo, um vegetal, acumula fluido, vibrações e magnetismo solar, lunar, telúrico (terrestre) e astral. Quando queimado, libera estas energias, somadas as vibrações e mentalizações da Entidade , que irão desagregar e “limpar” a aura do consulente.   

 BEBIDA ALCOÓLICA OU NÃO

Da mesma forma que o cigarro,  a bebida alcoólica é utilizada pela Entidade, de forma a retirar de sua composição química, elementos que juntos de outros utilizados ou mesmo a própria mentalização da Entidade, provocam um processo alquímico, que atuará diretamente no consulente ou ambiente a ser limpo ou “desinfetado”. Há que se esclarecer, que a bebida alcoólica não é um elemento absoluto para a realização de trabalhos das Entidades, que fazem uso das mesmas com moderação.

O álcool, tem emprego sério na Umbanda,  a linha de esquerda principalmente, e a linha intermediária, são os que mais fazem uso da bebida alcoólica.  Estas  linhas utilizam muito de energias etéricas, extraídas da matéria (ex.:alimentos, álcool, etc…), para manipulação de sua magias,que servem como “combustível” ou “alimento”, sendo estas bebidas uma grande fonte desta energia.

Estas linhas, estão mais próximas às vibrações da Terra (faixas vibratórias), onde ainda necessitam destas energias, retiradas da matéria para realizar seus trabalhos e magias. O álcool também é usado p/ limpar/descarregar pontos de Pemba ou pólvora.

Com relação a bebidas não alcoólicas, seu uso segue o mesmo princípio, sendo que, se houver desequilíbrio por parte do médium, não haverá grandes efeitos nocivos a sua saúde.

OFERENDAS, DESPACHOS e OBRIGAÇÕES

As Oferendas são rituais feitos pelos médiuns aos Orixás e Entidades, com a finalidade de agradar, agradecer, efetuar pedidos de caráter religioso, de saúde e etc, dentro do que é estabelecido pela Lei e Justiça Divina. Elas podem ser feitas de varias formas, sempre utilizando elementos de força e energia do Orixá ou Entidade oferendada e podem ser tipos de pratos de comida, frutas, velas, vestimenta e outros objetos respectivos aos oferendados. As Oferendas tem caráter voluntário e podem ser feitas sempre que o médium sentir vontade, podendo ser feita para vários Orixás e Entidades ao mesmo tempo, respeitando o tempo de preparação  e arriamento e devem ser preparadas e entregues pelo próprio médium nos respectivos pontos de força dos Orixás e Entidades.

Com relação aos Despachos, estes são feitos geralmente com a intenção de limpeza, quebra de demanda, quebra de feitiços e ações de mesmo caráter. Os Despachos não seguem uma linha específica de elementos, já que as Entidades utilizam de seus conhecimentos para resolver as questões, podendo orientar o que deve ser introduzido, como e onde ser entregue. Vale esclarecer, que os Despachos são feitos por Entidades de esquerda, com o auxílio do Sacerdote/Sacerdotiza, sendo aconselhável que sempre ao fazer um Despacho, Oferendar sua Entidade Guardiã de esquerda como forma de agradecimento.

Quanto as Obrigações, como o nome já diz, tem caráter obrigatório e são rituais necessários nas consagrações dos médiuns ou quando são indicados pelo Guia Chefe do Terreiro ou Orixás e Entidades da coroa do próprio médium, por um motivo específico, podem ser Oferendas que utilizam os elementos de força e energia dos Orixás e Entidades, sendo preparados e entregues da mesma maneira que as Oferendas voluntarias., sendo assim, as Obrigações também podem ser Despachos.

A oferenda, talvez seja uma das maneiras mais primitivas do homem, de se encontrar com seus deuses, contudo, há de se esclarecer que na oferenda, a pessoa não assume um “compromisso cármico” (dívida); mas, no despacho, se houver um sentido de agressão e não de defesa, é certo que ele aumentará seus débitos com os Senhores do Destino.

 PÓLVORA / FUNDANGA

Sua utilização deve ser feita com cuidado e por médium preparado e iniciado, amparado pela Entidade que solicitou e dirige o trabalho, já que existe o risco de que não surte efeito esperado e também o risco de queimaduras ao consulente e ao próprio médium. De modo geral a Pólvora e disposta em circulo riscado no chão, grande o suficiente para que caiba o consulente em seu interior e possa ser ativada pelo médium de forma segura.

Ao ser queimada ou mesmo explodida, provoca-se um grande deslocamento de ar, repercutindo imediatamente no corpo áurico (aura) do consulente, desagregando todas energias negativas, miasmas e literalmente “queimando” larvas astrais que possam estar presas ao corpo espiritual da pessoa atendida. Em alguns casos, diante da necessidade, a Entidade responsável pode inserir outros elementos na queima como por exemplo o enxofre. É aconselhável que este é um procedimento, seja assistido somente por médiuns iniciados, uma vez que já estão com seus Guardiões definidos e atuantes.    

BANHOS DE DESCARGA / DESCARREGO

Desde épocas remotas é conhecida a forma mágica das plantas e ervas medicinais. Daí os banhos serem considerados veículos de purificação do corpo e da mente, incluindo-se no processo de mediunidade dentro dos centros e terreiros de Umbanda.

O banho de descarga é um descarregamento dos fluídos pesados de uma pessoa.

O banho de descarga mais usado é feito com ervas positivas, variando de acordo com os fluídos negativos acumulados que uma pessoa está carregando, e de acordo com os orixás que a pessoa traz em sua cabeça.
O banho de descarga com ervas deve ser tomado após o banho rotineiro, de preferência com sabão da costa, sabão neutro ou sabão de coco.
Um banho de descarga não deve ser jogado brutalmente pelo corpo e sim suavemente, com o pensamento voltado para as falanges que vibram naquelas ervas ali contidas.

Os banhos de ervas, são classificados normalmente em três tipos: Banho de Descarga, Banho de Ritual e o Banho de Iniciados.