A Pobreza Feliz

Madre Teresa de Calcuta caridade amor Caridade, a grande VirtudeQuem se empobrece de ambições inferiores, adquire a luz que nasce da sede da perfeição espiritual.

Quem se empobrece de orgulho, encontra a fonte oculta da humildade vitoriosa.

Quem se empobrece de exigências da vida física, recebe os tesouros inapreciáveis da alma.

Quem se empobrece de aflições inúteis, em torno das posses efêmeras da Terra, surpreende a riqueza da paz em si mesmo.

Quem se empobrece da vaidade, amealha as bençãos do serviço.

Quem se empobrece de ignorância, ilumina-se com a chama da sabedoria.

Não vale amontoar ilusões que nos enganam somente no transcurso de um dia.

Não vale sermos ricos de mentira, no dia de hoje, para sermos indigentes da verdade, no dia de amanhã.

Ser grande, à frente dos homens, é sempre fácil. A astúcia consegue semelhante fantasia sem qualquer obstáculo. Mas ser pequenino, diante das criaturas, para servirmos realmente aos interesses do Senhor, junto da Humanidade, é trabalho de raros.

Bem aventurada será sempre a pobreza que sabe se enriquecer de luz para a imortalidade, porque o rico ocioso da Terra é o indigente da Vida Mais Alta e o pobre esclarecido do mundo é o espírito enobrecido das Esferas Superiores, que será aproveitado na extensão da Obra de Deus.

Emmanuel pelo médium Chico Xavier
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Elementos e dos condensadores energéticos

foto: Gabriel Castro

foto: Gabriel Castro

ar, terra, fogo e água, álcool, ervas, fumaça, som; as guias; os pontos riscados; a pólvora; as oferendas; a água

Os elementos materiais não são indispensáveis e não devem se tornar bengala psicológica. As vibrações dos orixás respondem à invocação pela força mental. Obviamente essa resposta varia de indivíduo para indivíduo. Experiências sacerdotais de vidas passadas utilizando essas energias fazem parte do inconsciente dos médiuns magistas da atualidade. Temos de considerar que a aparelhagem fisiológica do médium, quando vibrada junto com os guias por meio da incorporação, fornece abundantes fluidos que serão movimentados para a caridade.

Por outro lado, sabemos que os elementos materiais são importantes condensadores energéticos. Na prática do terreiro, aprendemos que, em determinados atendimentos, se utilizássemos só a força mental, os trabalhos ficaram por demais prolongados e muito cansativos. Outro fato que reforça essa opinião é que somos naturalmente desconcentrados, ainda mais depois de duas a três horas de extenuantes passes e consultas, em que nos defrontamos com as mais inimagináveis mazelas humanas.

Elencaremos a seguir alguns condensadores energéticos e sua utilização no terreiro:

  • álcool/fogo: transmutação, assepsia e desintegração de trabalhos de feitiçaria que estão vibrando no Astral.
  • ervas: maceradas liberam prana (axé vegetal) pelo sumo das plantas; queimadas (fumo, defumação) dispersam seus princípios químicos no ambiente astro-etéreo-físico.
  • som: atração, concentração ou repulsão de certas energias.
  • guias: imantação da vibração do orixá para proteção e descarga do médium.
  • pontos riscados: campos de força magnéticos de atração, retenção e dispersão, usados junto com os pontos cantados.
  • pólvora: deslocamento do éter (ar) para desintegração de campos de forças muito densos.
  • oferendas: agradecimento e reposição de axé (na umbanda não fazemos oferendas para trocar).
  • água: imantação de uma maneira geral; descarga fluídica; meio condutor de fluidos que se quer fixar.

Devemos usar os elementos materiais com parcimônia e sabedoria, pois quando bem utilizados são valiosas ferramentas de apoio liberadoras de energias para os trabalhos de caridade, preservando o corpo mediúnico de maiores desgastes.

fonte: Umbanda Pé no Chão (Ramatis)

Orixás e outras Divindades

Olá meus irmãos, como sabemos, nosso mundo foi criado dentro de aspéctos de diversidade e sabedoria, o que nos é óbvio, uma vez que, a Criação é a própria confirmação de sabedoria infinita.

Povos e culturas variadas habitaram e habitam neste Orbe, muitos que não foram ou não são nativos daqui; ora, seria ingenuidade ou falta de senso, acreditar que somente um povo ou uma cultura, poderia explicar ou exemplificar a grandiosidade de sabedoria Divina.

Pois bem, para tentar dar assertividade ao nosso entendimento e, partindo da crença escolhida por mim, que é a Umbanda, vamos comparar nossas Divindades com as de outras culturas, isso, sem querer adotar qualquer forma de sincretismo, apenas mostrar que sabedoria Divina esta em toda a parte, mas seus desígnios são os mesmos. Eu os convido a mais uma viagem em busca do conhecimento Divino, boa leitura.( …Adriano D’Ogum..)

Oxalá e Oyá

Oxalá e Oiá formam o par energético da linha Cristalina ().

 Oxalá

Oxalá – O Trono Masculino da Fé

Oxalá, Apolo ou Febo, Hélios, Brahma, Suria, Varuna, Rá, Khnum, Baldur ou Balder, Brán, Anu, Nusku, Utu, Shemesh, Dagda, Inti, Kinich Ahau, Comentário.

Oxalá — Divindade de Umbanda é o Trono Masculino da Fé, irradia a fé o tempo todo de forma passiva, não forçando ninguém a vivenciá-la, universal, sustenta a todos que têm fé.

Fator magnetizador e congregador, está na base da criação, sem Fé não existe os outros atributos dos demais tronos e sem magnetismo nada existiria em nosso planeta. Este é o trono principal, regente de nosso planeta. As Divindades que representam esse trono costumam estar no topo do panteão ou serem identificadas com o Sol que a tudo sustém.

Elemento cristalino, representa a pureza, está em todos os lugares, religiosamente goza de posição de destaque, pois sem fé não há religião. Sua cor é o branco, que tem em si todas as cores. Tem como símbolo a pomba branca da paz e podemos ainda simbolizá-lo com a cruz da fé ou a estrela de cinco pontas, que desperta a magia da fé no ser humano. Seu ponto de força na natureza é qualquer lugar onde se possa sentir a paz do trono da fé, dando preferência muitas vezes a mirantes, campos abertos e bosques. Pedra: Quartzo cristalino.

Apolo ou Febo  — Divindade grega, filho de Zeus com Leto; é o Deus da Luz Solar, da música, artes e medicina. Senhor do Oráculo de Delfos. Divindade radiante, sempre moço e belo. Traz pureza, tranqüilidade e espiritualidade.
Hélios — Divindade grega, irmão de Éos; era o próprio sol, representado como um jovem com raios de luz saindo da cabeça. É considerado também aquele que ilumina e traz a iluminação, a Luz.

Brahma — É a primeira pessoa da trindade hindu (Brahma, Vishnu e Shiva). É o primeiro criado; criador, incriado, do Universo. Costuma se manifestar com quatro cabeças simbolizando os quatro vedas (“conhecimento”), livros sagrados para os hindus, quatro yugas (eras, ciclos de tempo e realidade pela qual passa a humanidade, atualmente estamos na Kali-yuga, a era da destruição), quatro castas (classes sociais hindu). Tendo quatro braços segura em cada uma das mãos uma “mala” (colar de oração hindu, simbolizando a tranqüilidade da mente), uma colher e ervas (simbolizando os rituais), o Kamandalu (pote com água, simbolizando a renúncia) e os vedas (simbolizando o conhecimento). A mão que segura o “mala” faz um sinal, “abhaya mudrá”, que representa o afastamento do medo. Aparece de olhos fechados em meditação o que demonstra suas qualidades de paz e harmonia. Sua consorte, Sarasvati, o Conhecimento, manifestou-se a partir dele. Dessa união surgiu toda a criação.

Suria — Divindade hindu, Deus Sol; é a alma suprema dos vedas e deve ser adorado por todos os que desejam a libertação da ignorância.
Varuna — Divindade hindu, provém da raiz verbal “vr” (“cobrir, circundar”), circunda o Universo e tem como atributo a soberania, através do Sol ele controla tudo, e desta maneira fez três mundos, habitando em todos eles: céu, terra e o espaço intermediário de ar onde o vento é sopro de varuna. Sua morada é o Zênite, mansão de mil portas, onde fica sentado e a tudo observa; à sua volta ficam seus informantes que inspecionam o mundo e não se deixam enganar. Seu poder é ilimitado assim como seu conhecimento; inspeciona todo o mundo, sendo senhor das leis morais. Varuna já foi um Deus Único e Celeste, perante a criação, com o tempo tornou-se Divindade das águas, rios e oceanos.

— Divindade egípcia; é o princípio da Luz, simbolizado pelo Sol; ele é mais do que o próprio. É ele quem penetra no disco solar e lhe confere a luz. Adorado como uma das maiores Divindades egípcias e muitas vezes associado ao nome do Ser Supremo para lhe conferir este status, como Atun-Rá ou Amon-Rá.

Khnum — Deus local do Alto Egito; era um Deus simbolizado com cabeça de carneiro. Tinha aspectos de criador, possuidor de um torno de oleiro, onde modelara o corpo de todos os homens.

Baldur ou Balder — “Distribuidor de todo o bem”. Divindade Nórdica, masculina, filho de Odim com a Deusa Mãe Frigg. Conhecido como Deus Sol, o todo radiante, de beleza incomparável. É conhecido como a deidade boa, pura e carismática. Deus pacífico. Conhecido ainda como “o bem-amado”, “o santo”, “o único sem pecado”. “Deus da bondade”, foi morto por obra de Loki. Frigga, sua mãe, pediu a todos, e a tudo, que jurassem não prejudicar o “deus radiante”, mas esqueceu-se do “frágil ramo de agárico”. Deste ramo, Loki fez um dardo e colocou na mão do cego Hoder, enquanto todos os deuses se divertiam tentando ferir Baldur com pedras e sem sucesso pelo juramento. Orientado por Loki, Hoder atira o dardo que mata Baldur. É dito que, quando um mundo novo e mais puro surgir, ele renascerá.

Brán — Divindade celta. “O abençoado”. Brán é muito cultuado no País de Gales; é considerado o Deus da profecia, das artes, dos líderes, da guerra, do Sol e da música.

Anu — Divindade sumeriana. O pai das Divindades, destronado por Enlil. É o próprio céu, Divindade do firmamento estrelado. O que reina na esfera superior. Adorado por sumérios, acádios e assírio-babilônicos, como sendo a divindade maior, por vezes visto como o Deus Supremo. Senhor dos anjos e dos demônios, de todas as potências inferiores e superiores. Adorado como deus em Uruk.
Nusku — Divindade sumeriana. Deus da luz, adorado ao lado do Deus da Lua em Harran e Neirab. Vizir de Anu e de Ellil. Tem como símbolo uma Lâmpada.

Utu — Divindade sumeriana. Deus Sol sumério. Traz o título de “meu sol” como “majestade”, como eram chamados os reis e deuses chefes de panteão.

Shemesh —  Divindade hebraica. Aparece com raios flamejantes saindo de seus ombros, saltando sobre montanhas com uma espada flamejante de serra nas mãos e tiara de fogo na cabeça, também simboliza o Sol. É a mesma divindade arábica Shams.
Dagda — Divindade celta que aparece como o grande pai de todos, chamado de “o bom deus”. O poder de dagda aparece como um sopro que torna os agraciados em grandes trovadores.

Inti — Divindade inca do Sol também chamado de “Servo de Viracocha”. Protetor da casa real onde o Imperador era chamado de “filho de Inti”. É o grande doador da vida e da luz, Divindade popular mais importante com seu culto estabelecido em vários templos.

Kinich Ahau — Divindade maia do Sol, muito ligado ao Deus Criador Itzamná.

Comentário: O Trono Masculino da Fé, Oxalá, é facilmente encontrado nas várias culturas, por ser comumente representado como o Sol ou como a divindade que participou da criação, pois é a base da mesma. Sem o sentido da Fé nada existe religiosamente e sem o fator magnetizador nada existe na criação, onde tudo se sustenta por vibração magnética. Logo se torna sempre uma Divindade importante e benevolente. Na Umbanda, foi sincretizado com Jesus Cristo, expoente máximo da fé Católica.

 Oyá

Oyá – O Trono Feminino da Fé

Logunan / Oyá-Tempo, Éos, Moiras, Andrômeda, Horas, Nornes, Rodjenice, Tara, Nut, Shait,  Arianhod, Aya, Tamar, Mora, Menat, Tanith, Nicnevin, Comentário.

Oyá-Tempo — Divindade de Umbanda, é o Trono Feminino da Fé, absorve a fé em desequilíbrio, de forma ativa, reconduzindo o ser a caminho de seu equilíbrio. Cósmica, pune quem dá mau uso ou se aproveita desta qualidade divina com más intenções.

Fator cristalizador e temporal é o próprio espaço-tempo onde tudo se manifesta. Lembrando que nossa relação de espaço-tempo depende totalmente da movimentação dos astros no espaço, da onde vêm conceitos como dia e noite juntamente com nosso senso cronológico. Dizemos que é uma divindade atemporal, pois é em si o próprio tempo não estando sujeita a ele, mas regendo seu sincronismo.
Elemento cristalino. Religiosamente goza de posição de destaque, pois rege a própria religiosidade no ser.

Sua cor é o branco e o preto, que é a presença de todas as cores ou a ausência de todas (em seu aspecto de absorção e esgotamento da religiosidade desvirtuada e dos excessos cometidos em nome da fé). Simbolizada pela espiral do tempo, se manifesta em todos os locais, assim como Oxalá com o qual faz um par nesta linha da fé. Cor: Branco e preto ou fumê. Pedra: Quartzo fumê rutilado.

Éos — Divindade grega, conhecida entre os romanos como Aurora, filha de Hipérion com Teia. Irmã de Hélio (o Sol) e Selene (a Lua). Era sua tarefa abrir todas as manhãs os portões do céu para deixar sair a carruagem do Sol. Teve muitas uniões e muitos filhos, entre os quais podemos citar os Ventos e os Astros.

Moiras — Divindades gregas, conhecidas como Parcas entre os romanos. São três irmãs, responsáveis pelo tempo e por tecer os fios de nosso destino. Aparecem humanizadas como anciãs encantadas. Seus nomes são Lachesis, Cloto e Átropos. Filhas de Nyx, a Noite, são elas que tecem os fios de nossa vida e destino. Cloto, “a tecelã”, tecia o fio da vida; Lachesis, “a medidora”, media o comprimento certo de cada fio, e Átropos, “a inevitável”, o cortava com sua tesoura.

Andrômeda — Divindade grega das estrelas e planetas, vista como sendo a própria constelação que leva o seu nome.
Horas — Divindades gregas, originariamente a palavra Hora era utilizada para determinar as estações do ano que se dividia apenas em três, Primavera, Verão e Inverno. São filhas de Zeus e Têmis, Eunomia (a Boa Ordem), Dicéa (a Justiça) e Irene (a Paz). Quando surge o conceito de Outono e Solstício de Inverno, duas novas horas aparecem na mitologia, Carpo e Talate, guardiãs dos frutos e flores. Quando os gregos dividiram os dias em 12 partes iguais, os poetas identificaram 12 horas, chamadas “As 12 Irmãs”. Contando-se primavera, verão, outono e inverno as horas aparecem com idades diferentes, nesta ordem, da jovem e ingênua adolescente até a madura e sábia anciã.

Nornes — Divindades nórdicas do tempo e do destino se dividem em Urdhr, a avó anciã (passado), Verdanti, a mãe matrona (presente) e Skuld, a jovem (futuro).

Rodjenice — Divindades eslavas do destino, eram três mulheres que teciam os fios da vida assim como as parcas gregas e nornes nórdicas, eram oferecidas a elas as primeiras porções de comida das comemorações batismais, assim como a placenta do bebê, enterrada ao lado de uma árvore. Eram conhecidas por Rodjenice, Sudnice e Sudjenice ou Fatit, Ore e Urme.

Tara — Divindade hindu, regente do céu e das estrelas, senhora do tempo.

Nut — Divindade egípcia, Divindade do céu, seu corpo forma a abóboda celeste, aparece curvada como um arco sobre a Terra. Nut é o próprio céu, o espaço onde tudo acontece. Representada por uma vaca, também tem a função de recolher os mortos em seu império.
Shait — Divindade egípcia do destino, acompanhava toda a encarnação de cada um anotando seus vícios e virtudes. Ela é quem dava a sentença final após a alma passar pela balança de Maat.

Arianrhod — Divindade celta, guardiã da “roda de prata” que circunda as estrelas, símbolo do tempo e do carma. Deusa da reencarnação tem como símbolo a própria espiral do tempo.Divindade dos ancestrais celtas vive em sua própria dimensão com suas sacerdotisas. Decide o destino dos mortos levando-os para sua morada ou para a Lua.  Aparece no Mabinogion, uma coleção de relatos escritos entre o século XI e XIII d.C., como filha de Don e mãe dos gêmeos Lleu Llow Gyffes e Dylan.

Aya — Divindade babilônica, “Aurora”, esposa do deus-sol babilônico Shamash.
Tamar — Antiga Divindade russa, do tempo, que habitava no céu, de onde regia as estações do ano. Aparece como a virgem que viaja pelo céu montada em uma serpente dourada. Tamar é quem aprisionava o Senhor dos ventos no Verão para soltar no Inverno, para que trouxesse a neve.

Mora — Divindade eslava do tempo e do destino. Aparece como divindade branca e alta para dar a vida, e como negra, olhos de serpente e patas de cavalo para ceifar a vida.

Menat — Antiga Divindade árabe que teve seu culto abolido por Maomé e o Islã. Essa divindade representa a força do destino, senhora do tempo e da morte, aparece sob a forma de anciã.

Tanith — Divindade cartaginense, regente do céu. Aparece com asas tendo o Zodíaco a lhe envolver a cabeça. Usa um vestido repleto de estrelas trazendo em suas mãos o Sol e a Lua.

Nicnevin — Divindade escocesa que rodopia o céu durante a noite para conduzir as almas em sua passagem.

Comentário: O Trono Feminino da Fé, Oyá-Tempo, encontrado em várias culturas, nos mostra uma divindade que, não estando sujeita ao tempo, torna-se atemporal. Passa a regular tudo o que se refere a estações do ano e clima, também mostrando-se presente como o espaço onde tudo acontece, a abóbada celeste, pois a relação espaço-tempo também depende dela. Na Umbanda, pode ser sincretizada com Santa Clara, sempre evocada para resolver as questões relacionadas ao clima e ao tempo, pela maioria das pessoas.

Oxum e Oxumaré

Oxum e Oxumaré formam o par energético da linha Mineral (Amor).

 Oxum

Oxum – O Trono Feminino do Amor

Oxum, Afrodite, Vênus, Hebe, Concórdia, Carmenta, Juturna, Pax, Lakshmi,  Ísis, Ganga, Ranu Bai, Hator, Ísis, Bast, Freyja, Blodeuwedd, Allat, Ishkhara, Kwan Yin, Chang Um, Tsai Shen, Kwannon, Maile, Erzulie, Astarte, Xochiquetzal, Chu-Si Niu, Sammuramat, Branwen, Anahita, Erzulie Freda, Partaskeva, Caritas ou Graças, Branwen,

Oxum — Divindade de Umbanda, é o Trono Feminino do Amor, irradia o amor o tempo todo de forma passiva não forçando ninguém a vivenciá-lo, mas sustentando a todos que têm amor.

Fator agregador e conceptivo, traz a energia e o magnetismo, de Amor, que agrega e une desde os átomos e planetas até as pessoas. Também atua nas concepções através dessas uniões que se estabelecem a partir de suas qualidades.

Elemento mineral, rios e cachoeiras são seu ponto de força. Pode ser simbolizada ainda por um coração, a ela são feitos os pedidos para o amor em todos os sentidos. Também considerada Senhora do ouro, lembra que o verdadeiro ouro da espiritualidade é o Amor e que com ele se atrai toda a prosperidade, tanto na matéria como em espírito, esta é a chave da interpretação para essa sua relação com o ouro material. Cor: amarelo, rosa, azul-claro ou dourado. Pedra: quartzo rosa, pirita e ouro.

Afrodite — Divindade grega, conhecida como Vênus entre os romanos. O nome já explica sua origem “nascida da espuma”, é a grande Deusa do Amor, sua beleza era inigualável, casada com Hefaístos, teve casos com Ares, Hermes e Dionísio. Mãe de Eros e Príapo.

Hebe — Deusa grega da juventude, era responsável de servir o néctar e a Ambrósia, alimento dos deuses. A criada ideal dos deuses, quando Héracles ganhou a imortalidade, tornou-se sua esposa.

Concórdia — Divindade grega da reconciliação e da harmonia.

Carmenta — Divindade romana, padroeira dos partos e dos recém-nascidos. Recebia oferendas de arroz e pastéis, modelados na forma de genitálias femininas. Costumava-se pedir a ela que lhes dessem um parto tranqüilo.

Juturna — Divindade romana das fontes e águas sagradas, senhora das profecias.

Pax — Divindade romana da Paz.

Lakshmi — Divindade hindu do ouro, fortuna, prosperidade, beleza e Amor. Consorte de Vishnu. Muito popular na Índia, sendo considerada a mais próxima dos seres humanos. Quer o bem-estar de todos sem se preocupar com suas ações ou seu passado. Surgiu das águas cósmicas da eternidade. Traz riqueza material e espiritual.

Ganga — Divindade hindu que é o próprio rio Ganges ou aquelas dos seios aos quais o rio saiu.

Ranu Bai — Divindade hindu que com a água de todos os rios em seu jarro de ouro trazia a fertilidade às mulheres.

Hator — Divindade egípcia, “a casa de Hórus”, Senhora do céu e do horizonte (em dendera). Uma das Divindades que melhor representa o sentido do Amor.

Ísis — Divindade egípcia, uma das mais importantes Divindades do panteão egípcio. Também chamada de senhora dos mil nomes. Divindade de forte personalidade percorre os quatro cantos do globo, por Amor, atrás dos pedaços de seu marido, Osíris, assassinado pelo irmão Set. Tendo encontrado todas as partes (menos o falo que continuou desaparecido) do amado, ainda conseguiu unir-se a ele assim concebendo o filho Hórus. Com o tempo, Ísis teve seu culto muito difundido, passando assim a absorver as qualidades de outras Divindades femininas que deixavam de ser adoradas. Além de uma grande Divindade do amor, tornou-se também a Deusa Mãe, já absorvendo e manifestando qualidades do Trono Feminino da Geração, conhecido como Yemanjá. Cleópatra foi uma sacerdotisa de Ísis, colaborou muito para levar seu culto aos “quatro cantos do globo”, ela se autodenominava “A Nova Ísis”, vestindo-se de Ísis nos rituais públicos. Tendo se envolvido com Júlio César e Marco Antônio, teve facilidade em instituir o culto de Ísis em Roma. É dito que a Catedral de Notre Dame, na França, foi um dos templos de Ísis.

Bast — Divindade egípcia com cabeça de gata, Divindade solar aparece como o aspecto bom, doce e agradável do Sol, enquanto Sekmet rege os aspectos de purificação e destruição.Bast era adorada em Bubastis, trazia alegria e prazer estando ligada à dança, à música, à saúde e à cura.

Freyja — Divindade nórdica, feminina, uma das três esposas de Odin e mãe de Balder. Divindade do Amor e da Beleza. De seu nome deriva o nome da sexta-feira (Freitag, em alemão; Friday, em inglês). Freyja é o aspecto sensual desta divindade enquanto suas qualidades de Mãe ficam sob o nome de Frigga. Freyja foi amante de quase todas as Divindades masculinas, aparecia em um manto de plumas, não usando mais nada além de seu colar de Âmbar; todos ficavam embriagados por sua beleza e magia.

Blodeuwedd — Divindade celta, no seu aspecto de donzela, jovem, representa o amor, as flores e a primavera.

Allat — Divindade babilônica da cópula, das uniões, atua no campo do Amor ajudando as pessoas a conceberem a vida e os projetos.

Ishkhara — Deusa babilônica do amor, sacerdotisa de Ishtar.

Kwan Yin — Divindade chinesa do amor faz parte de um culto ancestral muito antigo, que se perde no tempo, também representa a paz, o perdão, a cura e a luz.

Chang Um — Divindade chinesa, protetora das parturientes e dos recém-nascidos, padroeira das mulheres.

Tsai Shen — Divindade japonesa da riqueza. Traz os símbolos de boa sorte como o sapo de três pernas, as moedas, a caixinha do tesouro com o espírito da fortuna, o morcego e os lingotes de ouro.

Kwannon — Divindade japonesa do amor, do perdão e da paz.

Maile — Divindade havaiana, é aquela que rege a Hula (dança sagrada), a alegria e a sedução. É ainda representada com a murta, trepadeira de flores muito cheirosas.

Erzulie — Divindade haitiana do amor e da sexualidade.

Astarte — Divindade canaanita, seu nome significa “o ventre”, de grande sensualidade, regia o amor, o desejo e a paixão. Usava o vermelho e o branco simbolizando o sangue menstrual e o sêmen.

Xochiquetzal — Divindade asteca, significa “flor preciosa”. Ela é a deusa das flores, do amor, criadora de toda a humanidade e intermediadora dos deuses.Foi mulher do deus Tlaloc, deus da chuva, mas acabou sendo raptada por Tezcatlipoca que a levou aos nove céus. Vivia em Tamoanchan na “Árvore Florida”, um verdadeiro paraíso. Teve vários nomes incluindo Ixquina e Tlaelquani.

Chu-Si Niu — Divindade tailandesa dos partos, recebia oferendas de flores em seus templos.

Sammuramat — Divindade assíria, Senhora do Amor, da fertilidade e sexualidade.

Branwen — Divindade escocesa do Amor, da sexualidade, da Lua e da noite. Chamada de “Seios Brancos” ou “Vaca Prateada”.

Anahita — Divindade persa do Amor, considerada uma das Divindades governantes do império. Considerada como o poder fertilizador da Lua e das águas. Senhora da concepção, purificava o sêmen e consagrava o ventre e seios da mulher. Aparecia como uma linda mulher vestida de dourado e ornada com peles, diademas e colares de ouro.

Erzulie Freda — Divindade haitiana do Amor, cultuada e oferendada nas cachoeiras.

Partaskeva — Divindade eslava do amor e da sexualidade. Regente da água trazia fertilidade, bênçãos para as uniões matrimoniais e saúde.

Caritas ou Graças — Divindades doadoras do carisma e da graça. Para os romanos, eram aspectos de Vênus, chamadas de Vênia, ou Afrodite para os gregos.  Seus nomes eram Aglaia, a brilhante, Thaleia, a que traz flores, e Euphrosyne, a alegria do coração.

Branwen — Divindade galesa do amor, conhecida como a divindade do seio branco, seu nome significa “corvo branco”.

Comentário: O Trono Feminino do Amor, Oxum, torna-se um dos Tronos mais presentes nas culturas, facilmente identificado, sendo a Mãe do Amor Universal ou ainda a donzela que representa o despertar do amor e da beleza. Na Umbanda, sincretizada com Nossa Senhora da Concepção, Santa virginal e imaculada que representa o Amor em seu sentido mais puro.

 Oxumaré

Oxumaré – O Trono Masculino do Amor

Oxumaré, Eros, Kâma, Heindal, Angus Óg, Tamuz, Comentário.

Oxumaré — Divindade da Umbanda, é o Trono Masculino do Amor, absorve o amor em desequilíbrio de forma ativa reconduzindo o ser ao caminho do equilíbrio. Cósmico, pune quem dá mau uso ou se aproveita dessa qualidade divina com más intenções.Fator renovador, atua “reciclando”, renovando, a vida do ser. Divindade da alegria, nos ajuda também a sermos mais crianças, puros. Elemento cristalino-mineral muito presente nas cachoeiras. Sua cor é o colorido do arco-íris.

Faz par com Oxum, nesta linha do amor, onde numa cachoeira quando vemos suas águas caírem em queda, na luz do Sol, Oxumaré se faz presente no arco-íris que se forma do vapor d‘água, subindo até a cabeceira da cachoeira.
Ponto de força na cachoeira. Cor: todas as cores do arco-íris. Pedra: Fluorita.

Eros — Divindade grega, Cupido entre os romanos, filho de Afrodite e Ares, disparava flechas de amor, menino alado, uma corporificação do amor. Atormentava Deuses e humanos, com uma tocha que inflamava os desejos ou as flechas que insuflavam o Amor.
Kâma — Divindade hindu, Senhor do amor e do desejo, esposo de Rati (divindade da volúpia). Representado sob a figura de um adolescente, armado de arco e flechas. Considerado uma divindade muito antiga e que alguns mais tarde lhe deram características negativas.

Heindal — Divindade nórdica da luz, chamado de “Deus reluzente de dentes de ouro”, ele é o guardião da ponte do arco-íris.
Angus Óg — Divindade celta, filho de Boann com Dagda, adotado por Midir. Seu nome quer dizer “deus jovem”.  É a divindade do amor e da juventude. Como um cupido lançava beijos pelo ar que após atingir seu objetivo se transformavam em aves delicadas para alegrar a vida dos apaixonados.

Tamuz — Divindade babilônica da primavera, das flores, das plantas verdes e filhotes dos rebanhos.

Comentário: Trono Masculino do Amor, Oxumaré, não tão comum nas mitologias, parece-nos mais fácil relacionar a figura feminina com o sentido do amor. Geralmente as Divindades masculinas se voltam mais para os outros sentidos da vida, sendo a natureza masculina mais racional. Há ainda muito campo para o estudo e muitas Divindades a serem descritas como Trono Masculino do Amor. Na Umbanda, é sincretizado com São Bartolomeu, que aparece enrolado em uma cobra até a cintura, um dos símbolos de Oxumaré.

Oxóssi e Obá

Oxóssi e Obá formam o par energético da linha Vegetal (Conhecimento).

 Oxóssi

Oxóssi –  O Trono Masculino do Conhecimento

Oxossi, Asclépio, Thoth, Dionísio, Quíron, Fauno, Líber, Picumno, Thoth, Green Man/Cernunnos, Humbaba, Nabu, Ullr, Oghma.

Oxossi — Divindade da Umbanda, é o Trono Masculino do Conhecimento, irradia o conhecimento o tempo todo de forma passiva não forçando ninguém a vivenciá-lo, mas sustentando todos que buscam o conhecimento. Fator expansor que ajuda a expandir em todos os sentidos. Divindade masculina vegetal, é o grande caçador, aquele que vai buscar e trás o conhecimento, o grande comunicador, a divindade da expansão.

Mais do que um ponto de força, as matas são seu lar. Muitos são seus símbolos como o próprio vegetal e o “arco e flecha”. É evocado para a utilização do elemento vegetal e para a utilização do conhecimento bem como a comunicação. Elemento vegetal. Cor: verde. Pedra: quartzo verde.

Asclépio — Divindade grega do conhecimento, sabedoria e cura, filho de Apolo e pai das deusas da saúde, Iaso, Panacéia e Higia.

Dionísio — Divindade grega, o mais jovem e imortal filho de Zeus. Também conhecido como “Zagreu”, o Caçador, “Um jovem Deus da floresta”, divindade das uvas e videiras. Dionísio também é associado a Baco, Divindade romana, “o Rebento”, aparecendo também como divindade fálica da fertilidade. Foi como Baco que seu culto foi deturpado, surgem os “bacanais” em nome da divindade. Com o tempo foi perdendo o sentido vegetal e assumindo apenas suas qualidades fálicas e não raramente nos aspectos negativos ligados aos prazeres mais mundanos.

Quíron — Divindade grega, Centauro, metade homem e metade cavalo. Filho de Saturno tendo tomado a forma de um cavalo, com Fílira a oceânida, foi educado por Apolo e Artêmis. Destaca-se pela benevolência, por ser uma autoridade espiritual, excelente caçador, conhecedor das ervas, astronomia e professor dos grandes heróis gregos, entre eles Asclépio, Nestor, Anfiaráo, Peleu, Telamon, Meléagro, Teseu, Hipólito, Ulisses, Diomedes, Castor e Pólux, Jasão e Aquiles.

Fauno — Divindade romana, “aquele que favorece”, sobrinho de Saturno, era visto como um profeta, pai da agricultura, precursor do culto às Divindades. Está ligado às origens da civilização romana. Garantia fecundidade nos rebanhos e protegia os animais. Sua representação aproxima-se de Pã, como um homem pequeno, barbudo, usando uma coroa de folhas na cabeça.

Líber — Divindade latina da fecundação e plantação, mais tarde associado a Dionísio.

Picumno — Divindade latina da agricultura, também chamado de Sterquilinius por ter inventado a adubação da terra.

Thoth — Divindade egípcia do conhecimento, senhor da sabedoria e da palavra escrita. Patrono ainda da magia e das palavras de encantamento. Escriba divino e inventor dos hieróglifos e muitos também lhe atribuem a invenção do Tarô. É representado como um homem com cabeça de Íbis.

Green Man / Cernunnos — Divindade celta, guardião das árvores e florestas, protetor dos animais. Um de seus símbolos é o corno que, na cultura pagã, sempre foi um símbolo de força e poder da divindade.

Humbaba — Divindade babilônica, Guardião da floresta dos pinheiros, derrotado por Gilgamesh e Enkidu, ancestral das Górgonas gregas. Sua voz é chamada de arma de Abubu.

Nabu — Deus babilônico da escrita, sabedoria, linguagem e eloqüência, o padroeiro dos escribas (homens e mulheres). Filho de Marduk, tinha como esposa Nisaba, também deusa da escrita e dos escribas.  Como mensageiro dos deuses, ele podia ser comparado ao Hermes  grego. Um exemplo da  adoração dos babilônios pelo deus  é o nome do famoso imperador Nabucodonosor, que quer dizer literalmente “Nabu triunfa”.

Ullr — Divindade nórdica do arqueirismo e da caça. Sua arma é um arco longo feito de madeira de Teixo.  Filho de Thor e Sif, seu nome, “glorioso”, é parte de nomes de muitos lugares, e, além disso, é considerado um deus antigo que foi amplamente cultuado. Acredita-se que, em uma certa época, ele foi um dos mais altos deuses. É a única divindade cuja destreza no arco e flecha supera a de Vali, o sagrado vingador.

Oghma — Divindade celta, senhor de grande conhecimento, guerreiro e poeta. Criou um sistema de escrita mágica muito usado pelos druidas da Irlanda, o “Oghan”, que constitui um alfabeto mágico de 25 caracteres também utilizado como oráculo assim como as runas nórdicas e o Opelê Ifá ou o Jogo de Búzios africano.

Comentário: Trono Masculino do Conhecimento, Oxossi, mostra-se no elemento vegetal como aquele que se expande ou o caçador que vai buscar o conhecimento. São muitas as Divindades masculinas ligadas aos vegetais e ao conhecimento. Alguns tornam-se muito fálicos pela questão da fertilidade do solo igualmente evocada para esses tronos e é aí que precisamos entender onde começam aspectos de um trono e terminam o de outro. Algumas Divindades como Dionísio apresentam qualidades vegetais e fálicas ao mesmo tempo, o que pode demonstrar ser Ele um intermediário entre os dois tronos. Na Umbanda, é sincretizado com São Sebastião.

 Obá

Obá –  O Trono Feminino do Conhecimento

Obá, Sarasvati, Deméter, Artêmis, Chloris, Bona Dea, Fauna, Ops, Cibele, Minerva, Tari Pennu, Ki, Nisaba, Uttu, Zamiaz, Armait, Nummu, Erce, Zamyaz, Mati Syra Zemlja, Kait, Ma Emma, Zeme, Xcanil, Shekinah, Zaramama, Selu, Akwin, Uke-Mochi-no-Kami, Pachamama.

Obá — Divindade de Umbanda, é o Trono Feminino do Conhecimento, absorve o conhecimento em desequilíbrio de forma ativa reconduzindo o ser ao equilíbrio. Cósmica, pune quem dá mau uso ou se aproveita dessa qualidade divina com más intenções. Fator concentrador, ajuda aqueles que não têm um foco na vida tirando a dispersão ou a confusão mental.

Tem como elemento a terra úmida e fértil que dá sustentação ao vegetal, chegando a formar um par terra-vegetal com Oxossi, enquanto ele é a expansão do conhecimento, ela é o que dá a concentração e a base. Ajuda a manter firme os objetivos, o raciocínio e a determinação. Sua cor é o magenta terroso ou a combinação do verde com o marrom. Pedra: madeira fossilizada.

Sarasvati –  Divindade hindu, consorte (esposa) de Brahma que é a primeira pessoa da trindade hindu (Brahma, Vishnu, Shiva). É a Divindade do conhecimento, da sabedoria, das artes e da musica.

Deméter — Divindade grega, conhecida como Ceres entre os romanos, filha de Cronos e Réia, mãe de Perséfone, com seu irmão Zeus. Acredita-se que já era adorada como divindade principal em civilizações anteriores. Deusa das colheitas, lavoura e fertilidade do solo, ensinava a arar a terra e semear o trigo, criou a agricultura. É senhora dos ritos de mistérios em Elêusis.

Artêmis — Divindade grega, conhecida como Diana entre os romanos. Filha de Zeus e Leto, irmã de Apolo.  Divindade caçadora que com suas flechas prateadas evoca a natureza selvagem, vive na floresta e protege os animais.

Chloris — Divindade grega dos brotos e sementes, namorada de Zéfiro, Divindade do vento oeste.

Bona Dea — Divindade romana da terra e fertilidade. É a “Boa Deusa” que traz abundância em alimentos.

Fauna — Divindade romana dos bosques e campos, irmã de Fauno.

Ops — Divindade romana dos grãos, semeadura, plantios e colheitas.

Cibele — Divindade romana da terra “Magna Mater”, “A Grande Mãe Terra”, senhora da vegetação e fertilidade. Aparece como uma mulher madura, seios fartos, coroada de flores e espigas de milho, vestida em uma túnica multi colorida. O templo de Cibele, em Roma, existia onde atualmente se localiza a Basílica de São Pedro.

Minerva — Divindade romana e etrusca, seu nome deriva de “mente”. Regia a inteligência, criatividade, sabedoria e as habilidades domésticas. Protegia todos os que trabalhavam com atividades manuais e guiados pela “mente”.

Tari Pennu — Divindade hindu da terra, trazia fertilidade e fartura nas colheitas.

Ki — Deusa suméria da terra, mãe de Enlil, o deus dos ventos e do ar.

Nisaba — Divindade sumeriana das artes do escriba, consorte de Nabo; protetora das escolas, professores e estudantes. Seu símbolo é o cálamo, um tipo de junco duro, usado para escrever, colocado sobre o símbolo de altar. Ela também era considerada a deusa protetora da agricultura, da vegetação ordenada e da mágica.

Uttu — Divindade sumeriana da terra e das plantas, filha de Enki e Ninkurra.

Zamiaz — Divindade persa da terra, “o gênio da terra”, dos grãos e da fertilidade.

Armait — Divindade persa no panteão do Zoroastrismo, deusa da sabedoria e Senhora da Terra ou Deusa da Terra.

Nummu — Divindade sumeriana das plantas, filha de Enki.

Erce — Divindade eslava da terra, padroeira dos campos e plantações. Era oferendada despejando-se leite, mel, vinho e fubá nos campos e nos cantos da propriedade.

Zamyaz — Divindade persa da terra, chamada de “O Gênio da Terra”. Evocada para dar fertilidade e prosperidade.
Mati Syra Zemlja — Divindade “Mãe Terra” nos países eslavos. Ela que provinha tudo que chegava através da terra seu próprio ventre. Em nome dela eram feitos juramentos e promessas, pois a terra é a grande mãe de vida, força e poder.

Kait — Divindade hitita, guardiã das colheitas e padroeira da agricultura.

Ma Emma — Divindade estoniana, “Mãe Terra”, era oferendada com leite, manteiga e lã ao pé de árvores velhas ou sobre lages.

Zeme — Divindade lituânia, “Mãe Terra”, Mãe de Meza Mate, Mãe da Floresta e Veja Mate, Mãe do Vento.

Xcanil — Divindade da terra na Guatemala.

Shekinah — Divindade hebraica dos grãos e da colheita, que traz a fertilidade na terra.

Zaramama — Divindade peruana dos grãos, era oferendada e representada através das espigas de milho.

Selu — Divindade dos índios Seminole, na Flórida, senhora da agricultura. Ensinou seus filhos a fertilizarem a terra para que o milho pudesse crescer.

Akwin — Divindade da terra para os índios Mescalero Apache.

Uke-Mochi-no-Kami — Divindade japonesa da agricultura e alimentos. Mãe de Waka-Saname-no-Kame, divindade dos brotos de arroz. Juntas são as responsáveis pela fertilidade da terra e eram oferendadas com  arroz e brotos.

Pachamama — Divindade inca da terra, “A Mãe Terra”, Senhora das montanhas rochas e planícies. Era a encarregada de propiciar a fertilidade nos campos.

Comentários: Trono Feminino do Conhecimento, Obá, Divindade da terra que dá sustentação ao vegetal, uma Mãe da Terra. São muitas as Divindades femininas da Terra, evitei classificar aqui a Mãe Geia e Réia, Divindades gregas, entendendo que mitologicamente se mostram mais velhas que Obá, talvez mais próximas a Nanã Buroquê e, no caso de Geia, o próprio principio feminino do universo. Geia e Urano são praticamente uma versão ocidental do Yin e Yang, princípios feminino e masculino da criação representados no TAO Chinês.
Na Umbanda, Obá tem sido vista como Santa Joana D’Arc, embora pela história da santa podemos facilmente relacioná-la com Iansã e Oyá-tempo nos faz lembrar que Obá também é uma Divindade guerreira.

Xangô e Iansã

Xangô e Iansã formam o par energético das linhas Ígnea e Eólica (Justiça e Lei).

 Xangô

Xangô – O Trono Masculino da Justiça

Xangô, Zeus, Hórus, Agni, Shiva, Thor, Dagda, Adad, Hadad, Guerra, Ishum, Marduk, Ellil, Betoro Bromo, Al-ait, Bil ou Vil-kan, Taranis, Pan K’oan, Topan, Iahu, Tlaloc, Pachacámac.

Xangô — Divindade de Umbanda, manifestação do Trono Masculino da Justiça, irradia Justiça o tempo todo, de forma passiva não forçando ninguém a vivenciá-la, mas sustentando a todos que a buscam. Elemento fogo, presente nas montanhas e pedreiras. Senhor dos Trovões, Xangô é ainda simbolizado por uma balança (o equilíbrio da justiça) e o machado de dois cortes. Dentro ainda do simbolismo, podemos citar para Xangô a estrela de seis pontas, formada por dois triângulos, um que aponta ao alto e outro que aponta para baixo, simbolizando o equilíbrio do universo onde “o que está acima é como o que está abaixo”, citado também por Hermes Trimegistro em sua pedra de esmeralda. Cor: Vermelho ou Marrom. Pedra: Jaspe vermelho ou marrom, pedra do sol, olho de tigre, ágata de fogo.

Zeus — Filho de Réia e Cronos, era conhecido como Júpiter entre os romanos. Deus do raio e trovão, tornou-se a principal Divindade do panteão grego por ter destronado seu pai, Cronos, e o forçado a devolver seus irmãos, que haviam sido engolidos pelo mesmo. Saindo vitorioso na batalha entre os Deuses e os Titãs, dividiu o mundo em três partes, o Mar para Posseidon, a Terra para Hades e o Céu para si. No topo do monte Olimpo, ele controla tudo o que acontece na criação como Rei dos Deuses.

Hórus — Divindade egípcia, masculina, filho de Ísis e Osíris, nascido para fazer justiça à morte do pai, assassinado pelo irmão Set. Representado como um homem com cabeça de falcão.

Agni — Divindade masculina do Fogo, Agni é o próprio fogo purificador. É um dos mais antigos e venerados deuses hindus. Faz parte ainda de uma trimurti primitiva revelando um triplo aspecto do Fogo divino em suas manifestações: no céu, como sol (Surya); na atmosfera, o ar (Vayu), como o raio; na Terra, o Fogo Sagrado. Por muitos considerada uma trimurti (trindade) primitiva, anterior à atual (Brahma, Vishnu e Shiva).

Shiva — “ O auspicioso”, terceira pessoa na Trindade hindu (Brahma, Vishinu e Shiva) responsável pelo aspecto da destruição. Seu simbolismo não se atribui à morte e sim à purificação, à renovação ou à transformação. Existe uma forma de Shiva conhecida como “Nataraja”, em que Ele aparece dançando com uma roda de fogo à sua volta. É dito que de sua dança se dá o movimento do Universo aqui simbolizado pelo Círculo de fogo. Conhecido como Mahadeva (O Grande Deus). Shiva é o Senhor dos Yogues que alcançam a iluminação em um processo de transformação por meio das práticas do Yoga. Shiva é ainda possuidor dos exércitos dos “demônios”, consorte de Parvati e Pai de Ganesha “Senhor dos exércitos” de Shiva, seu pai.

Thor — Divindade nórdica, masculina, do trovão e da Justiça. Carrega seu martelo para fazer a justiça prevalecer sempre.

Dagda — Divindade celta, conhecido como o “Bom Deus” (dag, bom; dia, deus).

Adad — Divindade babilônica das tempestades, controlador de canais de irrigação e filho de Anu. Deus dos relâmpagos, da chuva e da fertilidade. No Épico de Gilgamesh, o deus dos ventos, trovões e tempestades.

Hadad — Divindade assíria. Tiglath-Pilesar I construiu um santuário para ele e Anu nacapital Ashur. Hadad é freqüentemente invocado em maldições, bem como em documentos especiais e privados, como figura de proteção e advertência para todos.

Gerra — Sumério Gibil, deus do fogo, assimilado com Erra e Nergal, filho de Anu e Anunitu.

Ishum — Deus do fogo e conselheiro de Erra. Assimilado com Hendursanga. Sábio ministro de Marduk no épico de Erra.

Marduk — Divindade babilônica, consorte de Zarpanitum. Protetor da agricultura, da justiça e do direito. Filho de Enki/Ea, pai de Nabu, criou ventos e tempestades como Zeus. Também lutou e venceu Tiamat para criar a ordem e o Universo. Personagem principal do mito da criação babilônica.

Ellil — Divindade sumeriana, o mais importante da geração mais nova dos deuses sumérios e acádios. Cultuado no apogeu da civilização sumeriana (3500 a 2050 a.C.), foi como Zeus.Seu templo se chamava “Morada da Montanha”.

Betoro Bromo — Divindade indonésia do fogo, cultuado na cratera do Monte Bromo, vulcão onde mora o deus.

Al-ait — Divindade fenícia do Fogo, nome considerado muito antigo e místico.

Bil ou Vil-kan — Caldeu, Deus do fogo e de vários metais e armas, um dos filhos de Anu.

Taranis — Divindade celta do Trovão, da raiz céltica taran, “Trovejar”.

Pan K’oan — Divindade chinesa que recebe as almas onde suas ações são investigadas e Pan k’oan julga como as almas devem ser punidas.

Topan — Divindade japonesa que personifica a tempestade e o trovão.

Iahu — Divindade dos madianitas e quenitas, conhecido também pelos arameus do norte da Síria, com a divindade das terríveis tempestades de deserto.

Tlaloc — Divindade asteca, Senhor do Raio, do trovão, da chuva e do relâmpago.

Pachacámac — Divindade inca do Fogo e filho do Deus Sol.

Comentários: Trono Masculino da Justiça, Xangô, sempre se mostra acima das Divindades locais, pois só assim mantém a imparcialidade, muitas vezes aparecendo como Rei entre os deuses. O raio e o trovão comumente aparecem como instrumento dessa divindade, já que impõem o respeito que é merecido à Justiça Divina. Na Umbanda, é sincretizado com São Jerônimo e Moisés, chegando a apresentar imagens que mostram São Jerônimo com as Tábuas da Lei de Moisés na mão.

 Iansã

Iansã – O Trono Feminino da Lei

Iansã, Themis, Atena, Astréia, Nike, Bellona, Justitia, Maat, Anat, Durga, Indrani, Valquírias, Maeve, Nehelenia, Irnini, Inanna, Andrasta, Mah, Daena, Anat, Rauni, Perkune Tete.

Iansã — Divindade de Umbanda, é o Trono Feminino da Lei, absorve o desequilíbrio na lei de forma ativa, reconduzindo o ser ao equilíbrio; cósmica, pune quem dá mau uso ou se aproveita dessa qualidade divina com más intenções.
Fator direcionador, ajuda a encaminhar as pessoas, mostrando-lhes o caminho certo a seguir. A mais guerreira de todos Orixás Femininos, atuando no sentido da Justiça junto de com Xangô, e na Lei com Ogum. Seu elemento é o ar que movimenta e sustenta o fogo, uma vez que Iansã é movimento o tempo todo. Pedra: Citrino. Ponto de força: Pedreiras. Sua cor é o amarelo.

Themis — Segunda esposa de Zeus, era uma titânide da Justiça e da ética, guardiã da balança. Conhecida por seus sábios e justos conselhos, chegou a ajudar Zeus quando esse se casou com Hera.

Atena — Divindade grega, nasce já toda armada e crescida da cabeça de Zeus, carregava uma lança e um escudo. De todas as Divindades gregas, Atena é uma das mais guerreiras.

Astréia — Divindade grega da justiça, vive no céu afastada da Terra pela maldade dos homens.

Nike — Divindade grega das vitórias equivalente à romana Victória.

Bellona — Divindade romana da Guerra, da estratégia e da soberania territorial, evocada para decidir táticas, estratégias e negociações.

Justitia — Divindade romana, chamada em todos os juramentos e promessas.

Maat — Divindade egípcia, feminina, da justiça e da verdade, com sua pluma, que costuma carregar na cabeça, mede o peso dos corações dos homens na balança de Anúbis, caso o coração seja mais leve que a pluma se trata de um nobre de espírito merecedor da luz caso contrário…  Maat era filha de Rá e esposa de Thoth.

Anat — Divindade egípcia da guerra, veste-se com a pele de pantera, segurando nas mãos um cetro e a cruz alada ou o escudo e a lança.
Durga — Divindade hindu, “Inacessível”, guerreira, costuma aparecer montada em um tigre empunhando sua espada com a qual venceu o “Demônio Vasuki”. Possui 12 ou 18 braços e em cada mão tem armas dadas pelos deuses. Ela é implacável contra os demônios, o que em nós representa principalmente nosso ego e ignorância.

Indrani — Divindade hindu, consorte de Indra, o deus da guerra, igualmente guerreira.

Valquírias — Divindades nórdicas guerreiras. Geurahod era a valquíria que decidia a vitória nos combates. Essas guerreiras eram conhecidas pela luminosidade de suas armaduras, assim também chamadas “luzes do norte”.

Maeve — Divindade celta, era uma das cinco filhas de Eochardh Feidhleach, rei de Connacht. Mulher de beleza “intoxicante” e “embriagante”, forte, guerreira e estrategista. O festival pagão de Mabon era comemorado em sua homenagem. Deusa da guerra muito similar a Morrigan, fez com que seu guerreiros experimentassem as dores do parto. É rainha de Connacht, traz o poder feminino e da terra. Famosa por sua beleza e possessão sexual, teve muitos amantes, em sua maioria oficiais de seu exército, o que assegurava a lealdade de suas tropas. Muitos homem lutavam com toda a sua garra nos campos de batalha por uma possibilidade de receber seus favores sexuais.Sempre aparecia cavalgando cavalos selvagens e vivia cercada de animais. Cabelos ruivos, sempre andava com a espada e o escudo.

Nehelenia — Divindade celta guardiã dos caminhos. Protegia viajantes e abria os portais de mundos desconhecidos, para o buscador, através dos sonhos, conduzindo a uma viagem de iniciação interior.

Irnini — Divindade sumeriana da guerra assimilada por Ishtar.

Inanna — Divindade sumeriana, Ishtar babilônica. Como Inanna foi a deusa de Uruk, a portadora das leis divinas. Divindade do Amor, da fertilidade e da guerra. Adorada por seu poder e força. Desposou o mortal pastor Dumuzi e o transfomou em rei de Uruk, o que tornou a terra fértil e próspera.

Andrasta — Divindade celta da Guerra, chamada de “A Invencível”.

Mah — Divindade da Guerra na Capadócia.

Daena — Divindade persa, guardiã da Justiça, protetora das mulheres e condutora das almas.

Anat — Divindade mesopotâmica da Guerra, da vida e da morte. Guerreira, virgem e mãe. Tendo se relacionado com muitos deuses, seu aspecto de virgem serve para lembrar que Anat é dona de sua sexualidade.

Rauni — Divindade finlandesa, senhora do trovão e esposa do deus do relâmpago.

Perkune Tete — Divindade eslava do trovão e do relâmpago.

Comentários: Trono Feminino da Lei, Iansã, assim como Ogum é facilmente identificada entre os povos guerreiros em culturas menos patriarcais quanto à nossa atual. Na Umbanda, é sincretizada com Santa Bárbara, santa dos raios e trovões que aparece empunhando uma espada.

Ogum e Egunitá

Ogum e Egunitá formam o par energético das linhas Eólica e Ígnea (Lei e Justiça).

 Ogum

Ogum – O Trono Masculino da Lei

Ogum, Ares, Indra, Vayu, Vishnu, Ganesha ou Ganapati, Kalki, Kartikeya ou Skanda, Twachtri, Odim, Lugh, Gushkin-bea, Panigara, Resheph, Zababa, Ninrud, Liu Pei, Kwan Kun, Maristin, Huitzilopochtli.

Ogum — Divindade de Umbanda, é o Trono Masculino da Lei, irradia a Lei o tempo todo de forma passiva não forçando ninguém a vivenciá-la, mas sustentando a todos que buscam a Lei. Fator ordenador, Ogum é a Lei de Deus em ação, na vida das pessoas, aquele que absorve a força de Ogum consegue enxergar tudo de um ponto de vista ordenador, assim é que os caminhos se abrem, pois o sujeito passa enxergar seus pontos falhos e essa postura transmite confiança ao próximo.

Elemento ar (que controla o fogo), presente nos caminhos. Sua cor é o azul-escuro ou vermelho. Ogum é quem abre os caminhos e vence as demandas. Vemos em seu simbolismo a espada e o elemento ferro. Ogum mexe muito com o emocional, é uma natureza impulsiva. Pedra: Quartzo azul, sodalita e hematita.

Ares — Divindade grega, Marte romano, filho de Zeus e de Hera, era a personificação do Deus da guerra, considerado o pai de diversos heróis; amante de Afrodite com a qual teve o filho Eros Hefaístos, marido de Afrodite, apanhou os amantes na cama com uma rede, tão forte que nem mesmo Ares pode romper. O temperamento de Ares chegava até a incomodar Zeus, por dedicar tanto de seu tempo à guerra.

Indra — Divindade hindu da guerra, “Chefe” ou “Senhor”, Rei dos Deuses, Senhor dos Céus, controlador do relâmpago, sua arma é o raio empunhado com a mão direita; governa o tempo e manda a chuva. É o patrono dos nobres militares.

Vayu — Divindade hindu do vento, do ar e do prana. Divide seu poder com Indra, “O Senhor do Céu” e “Rei dos Deuses”.

Vishnu — É a segunda pessoa da trindade hindu, responsável pela proteção, manutenção e preservação da criação. Da raiz “vis’ (“estar ativo”), a palavra Vishnu significa “aquele que tudo penetra” ou “aquele que tudo impregna”.Sua consorte é a divindade Laksmi, Senhora da beleza, do amor e da prosperidade.A partir de Vishnu surgem os avatares, encarnações divinas, com  a missão de restabelecer a ordem divina para a humanidade. É o grande mantenedor da Ordem no Universo.

Ganesha ou Ganapati — Divindade hindu, Senhor (“isa”) das hostes (“gana”) de seu pai Shiva ou “Senhor das multidões de Divindades inferiores a serviço de Shiva”. É o “Senhor dos Exércitos”. Ganesha é uma das Divindades mais populares na Índia. É o filho de Shiva e Parvati. Costuma aparecer na entrada de templos e casas, sendo reverenciado antes das cerimônias. Deus da Sabedoria e eliminador de obstáculos. Tem um dente quebrado, pois ele mesmo o quebrou para escrever os vedas (“conhecimento”, escrituras sagradas hindus). Aparece sempre ao seu lado um rato, como o desejo mantido sob controle. Seu auxílio é evocado ao começar novas empreitadas e no início dos livros.

Kalki — Divindade hindu, futura encarnação de Vishnu, guerreiro, vem montado em um cavalo branco e empunhando sua espada de fogo.

Kartikeya ou Skanda — Divindade hindu da guerra, filho de Shiva e irmão de Ganesha. Persegue os demônios em defesa do homem. Cavalga em um pavão, tem seis cabeças e 12 braços. Uma flecha, um raio e uma maçã.

Twachtri — Divindade hindu com qualidades de ferreiro, fabrica o raio e as armas de Indra.

Odim — Divindade nórdica, é o senhor do panteão e pai de Thor. Aparece como o maior de todos os guerreiros. Muito parecido com o Zeus grego, embora sejam Tronos de qualidades diferentes, pois um é Justiça e o outro, a Lei. Recebia no Valhalla, com banquetes, todos os grandes guerreiros.

Lugh — Divindade celta, guerreiro que mais habilidades possuía. Sempre montado em seu cavalo com sua lança mágica à mão.

Gushkin-bea — Deus patrono da metalurgia.

Panigara (Pap-nigin-gara) — Deus guerreiro, assimilado por Ninurta.

Resheph — Deus sírio da guerra, com cabeça de gazela.

Zababa — Divindade sumeriana, guerreiro. Aparece no Período Sumério Antigo e seu nome consta dos tempos pré-sargônidos. Foi um deus da cidade de Kish, um guerreiro posteriormente identificado com Ningirsu e Ninurta.

Ninrud — Deus guerreiro sumério, vencedor heróico de muitas vitórias, deus da agricultura e da fertilidade. Filho de Ellil. Assimilado com Ningirsu.

Liu Pei — Divindade chinesa que liderou um exército de voluntários para abafar uma rebelião e restaurar o império. Junto com Kuan Kung e Chang Fei, era adorado como Divindade da honra e do dever, os três são companheiros e guerreiros.

Kwan Kun — Divindade chinesa, é o guardião e protetor da divindade Kwan Yin, Senhor das artes marciais aparece com muitos atributos sempre muito bem armado.

Maristin — Divindade japonesa da guerra, em sua honra realiza-se anualmente um simulacro de combate.
Huitzilopochtli — Divindade asteca do Sol e da Guerra, era uma das Divindades favoritas.

Comentários: Trono Masculino da Lei, Ogum, apresenta-se como o senhor da guerra ancestralmente. São muitas as Divindades pagãs relacionadas ao fio da espada e à Lei Maior, o que nos fornece farto material para estudar essa natureza divina tão mal humanizada por nós. Na Umbanda, Ogum sincretiza com São Jorge Guerreiro.

 Egunitá
 

Egunitá – O Trono Feminino da Justiça

Egunitá, Héstia, Kali, Enyo, Sekmet, Brighid, Shapash, Lamashtu, Ponike, Pele, Si, Fuji, Sundy Mumy, Oynyena Maria, Ananta.

Egunitá — Divindade de Umbanda, é o Trono Feminino da Justiça, absorve o desequilíbrio na Justiça de forma ativa, reconduzindo o ser ao equilíbrio; cósmica, pune quem dá mau uso ou se aproveita dessa qualidade divina com más intenções. Fator purificador e energizador, divindade da purificação através do fogo. Também portadora de grande energia a transmite a quem dela precise.

Elemento fogo que absorve o ar. Assim como Iansã, ora faz par com Ogum (Lei) ora faz par com Xangô (Justiça). Também inflexível é implacável contra as injustiças e negativismos humanos. Mostrando-se assim grande protetora daqueles que a merecem. É Senhora da espada flamejante e tão racional quanto Xangô. Ponto de força, caminhos e pedreiras. Sua cor é o laranja. Pedra: ágata de fogo.

Héstia — Divindade grega, Vesta romana, muito antiga e adorada como deusa do lar. Está presente no fogo da lareira, que é o centro do lar, sem ela não havia nem a comida e nem o calor que nos aquece no frio, ela é o próprio fogo. Protegia a família e a ordem social, também evocada para dar os nomes às crianças.

Kali — Divindade hindu “negra” da destruição e purificação. Representa o elemento fogo, com sua língua roxa.
Não usa roupa e seu corpo é coberto pelos longos cabelos negros. Usa um colar de caveiras, tem quatro braços e leva em cada mão armas de destruição e uma cabeça sangrando. É a devoradora do tempo.

Enyo — Divindade da guerra em seu aspecto de “destruidora”, o que a remete a uma condição de Divindade da purificação.

Sekmet — Divindade egípcia (“a poderosa”), traz em si as qualidades de purificadora dos vícios e esgotadora daqueles caídos no mal. Representada por uma mulher com cabeça de leoa encimada pelo disco solar, representando o poder destruidor do Sol, é aquela que usa o coração com justiça e vence os inimigos.

Brighid — Divindade celta do fogo, seu nome significa “luminosa”. Filha de Dagda (o bom deus), tinha aspectos tríplices. Deusa da inspiração e poesia para os sacerdotes, protetora para os reis e guerreiros, senhora das técnicas para artesãos, pastores e agricultores. É também aquela que traz a energia, motivação e potência. Uma vida sem o calor de sua chama perde o sentido e torna-se insípida.

Shapash — Divindade babilônica, Deusa do sol, a forma feminina de Shamash, muitas vezes chamada de “a tocha dos deuses”.
Lamashtu — Divindade sumeriana, “A filha do céu”, deusa com cabeça de leão (assim como Sekmet) que possuía imenso poder destruidor e purificador.

Ponike — Divindade húngara do fogo.

Pele — Divindade havaiana guardiã do fogo, é padroeira do Havaí. É ainda a senhora das manifestações vulcânicas. Tem como morada o vulcão Kilauea.

Si — Divindade russa, solar, evocada para punir quem quebrava juramentos.

Fuji — Divindade japonesa do fogo vulcânico, padroeira do Japão. Habita no monte Fujiyama, o mais alto do Japão, ponto de contato entre o céu e a terra.

Sundy Mumy — Divindade eslava, “Mãe do Sol”, ela é quem aquecia o tempo e dava força a seu filho Sol.

Oynyena Maria — Divindade eslava do fogo, “Maria do Fogo”, companheira do Deus do Trovão.

Ananta — Divindade hindu, Senhora do fogo criador e da força vital feminina. Seu nome significa “o infinito”, aparece como uma grande serpente e em muito se assemelha a serpente do fogo Kundaline, para muitos também uma divindade feminina do fogo.

Comentários: O Trono Feminino da Justiça, Egunitá, sempre foi cultuada em várias culturas como podemos ver acima. A princípio não é um Orixá muito conhecido entre os Nagô-Yorubás, africanos, mas essencial para completar todo um panteão de Umbanda.  Sendo a mãe que purifica os males por meio de seu fogo, ou recorremos a Ela ou nos tornamos carentes de sua presença nos momentos em que só uma Mãe Ígnea pode nos ajudar. Na Umbanda, é sincretizada com Santa Brígida, a santa do fogo perpétuo associada a Brighid celta ou Santa Sara Kali,  padroeira dos ciganos que surge como “virgem negra” associada a Kali hindu.

Obaluayê e Nanã Buruquê

Obaluayê e Nanã Buruquê formam o par energético da linha Telúrica (Evolução).

 Obaluayê

Obaluayê – O Trono Masculino da Evolução

Obaluayê, Caronte, Osíris,  Rudra, Taliesin, Enki, Dumuzzi,  Ninazu, Mimir, Shou Lao, Gtsitemo.

Obaluayê — Divindade de Umbanda, é o Trono Masculino da Evolução, irradia Evolução o tempo todo de forma passiva, não forçando ninguém a vivenciá-la, mas sustentando a todos que buscam evoluir. Fator transmutador. Orixá Masculino que junto a Omolu reina no Cemitério, por ser o Senhor das Almas. Também muito evocado como Orixá da cura, já que é senhor das transformações e das passagens, tem facilidade de levar do estado doentio ao estado saudável. Elemento terra, presente no Mar e cemitério. Sua cor é o violeta ou branco e preto.

Obaluayê: “Rei das almas do Ayê”, “Senhor das almas”. É considerado um Orixá velho, ancião, coberto de palha da costa.

Caronte — Divindade grega, era o barqueiro velho e mal humorado que atravessava o rio Aqueronte, pelo qual todos os mortos tinham que passar para chegar ao mundo subterrâneo. Todos tinham que lhe pagar a viagem e, por isso, os gregos punham uma moeda na boca de seus mortos.

Osíris — Divindade egípcia, masculina, das mais cultuadas tendo vencido a morte e se tornando rei no mundo dos mortos é sempre evocado na passagem desse mundo para aquele. Os faraós quando mumificados eram vestidos de Osíris para contar com sua proteção.
Taliesin — Divindade celta, o Ancião senhor da sabedoria, da transmutação, da evolução e da magia.

Enki — Divindade sumeriana, “O Senhor (En) da Deusa terra” ou ainda “O senhor da terra”, é filho da “velha mãe água” Namur. O deus mais antigo de origem suméria aparece também como assírio-babilônico como o deus da superfície terrestre. Deus da sabedoria e do renascer (purificação) pelas águas, o que acontecia nos rituais da “casa de batismo” ou de “lavagem”.Ele podia trazer os mortos à vida, pois dele era toda a fonte do conhecimento mágico da vida e da imortalidade. Foi chamado de Ea na Babilônia. Berossos, sacerdote babilônico tardio, 280 a.C., atribuía a Enki o nome de Oannes que pode ser comparado com o grego Iõanes, o latino Johannes, o hebraico Yohanan, João, daí chegamos a João Batista e a idéia do renascimento pela água.

Dumuzzi — “Filho fiel”, deus sumério, consorte de Inanna, irmão de Geshtin-anna, rei-pastor de Uruk, guardião do portal dos céus de Anu, junto com Gishzida, e pescador de Ku’ara. Passa metade do ano no Mundo Subterrâneo, depois da descida de Inanna e do acordo que fez com Ereshkigal. Nome pronunciado Du’uzi na Assíria; chamado Tammuzi, na Babilônia, e Adonis, na Grécia.

Ninazu — Divindade babilônica, Deus de Eshnunna. Templo chamado E-sikil e E-kurmah. Filho de Enlil e Ninlil, concebido durante a descida de Enlil e Ninlil ao Mundo Subterrâneo, pai de Ningishzida. Substituído por Tishpak como patrono de Eshnunna. Deus babilônico da cura, da mágica e dos encantamentos.

Mimir — Divindade nórdica, sábio enviado pelos Aesir aos Vanir para estabelecer uma trégua entre eles e que é morto pelos Vanir. Odin preserva a sua cabeça e coloca-a junto à fonte na base da raiz de Yggdrasill que mergulha em Jotunheim. A fonte fica conhecida como Fonte de Mimir de cujas águas Odin bebe para adquirir sabedoria. Como pagamento, ele dá um dos seus próprios olhos.

Shou Lao — Divindade chinesa, seu nome significa “estrela da vida longa”. Aparece como um velho calvo e sorridente, traz a longevidade, carregando um pêssego, símbolo da imortalidade e, às vezes, traz também uma cabaça, símbolo de prosperidade.
Gotsitemo — Divindade japonesa chamada para curar as moléstias.

Comentários: Trono Masculino da Evolução, Obaluayê, aparece sempre como o detentor da sabedoria, facilmente encontrada nos mais velhos que já passaram pelas experiências da vida. Sempre nos auxilia a fazer as passagens entre realidades durante nossa evolução. Na Umbanda, é sincretizado com São Lázaro. 

 Nanã Buruquê

Nanã Buruquê – O Trono Feminino da Evolução
 
Nanã Buruquê, Perséfone, Maia, Hécate, Shitala, Hell, Cerridwen, Belet-seri, Ereshkigal, Befana, Baba Yaga, Madder-akka, Cailleach.

Nanã Buruquê — Divindade de Umbanda, é o Trono Feminino da Evolução, absorve o que impede o ser de evoluir de forma natural. Cósmica, pune quem dá mau uso ou se aproveita dessa qualidade divina com más intenções. Fator decantador, ajuda a decantar nossos males e tudo o mais que atrasa nossa caminhada. Aparece como uma velha senhora, arquétipo da avó paciente e sábia. Elemento água. Ponto de força nos lagos. Sua cor é o lilás.

Perséfone — Divindade grega (seus movimentos refletiam as estações do ano). Casada com Hades, filha de Deméter, tornou-se rainha do mundo subterrâneo.

Maia — Divindade grega, Mãe de Hermes, avó de Pã, divindade de culto tão antigo que é considerada pré-helênica, anciã detentora de grande sabedoria e senhora da noite.

Hécate — Divindade grega, Senhora dos mortos e da noite, tinha o dom de proteger contra os maus espíritos; era cultuada e oferendada nas encruzilhadas.

Shitala — Divindade hindu feminina da varíola ligada, portanto, às doenças e à cura.

Hell — Divindade nórdica da região dos mortos. Aquela que reina sobre os abismos de Helheim e Niflheim. Antiga Deusa da terra. Aparecia com partes do corpo infectadas por doenças.

Cerridwen — Divindade celta, senhora da noite e da magia. Cerridwen traz o arquétipo da velha senhora detentora da sabedoria antiga, que possui o caldeirão mágico onde decanta suas poções.

Ereshkigal — Divindade sumeriana e babilônica, “Rainha da grande terra”, “Rainha da Terra”, avó de Inanna em alguns mitos e sua irmã em outros. É a esposa de Gugalana e mãe de Ninazu. Deusa dos mortos, do Mundo Subterrâneo. Muitos hinos são dedicados a ela.

Befana — Antiga Divindade da região itálica, representa a anciã que trazia presentes para as crianças e espantava os espíritos do  mal.

BabaYaga — Divindade eslava, anciã, enorme velha com cabelos desgrenhados. Aparecia com pés e bocó de ave. Construía sua casa com os ossos dos mortos. Viajava montada em um socador de grãos. Tinha modos impetuosos, selvagens e penetrantes. Destruidora do que é superficial, eterno.

Madder-akka — Divindade finlandesa, “a velha”. Mãe das deusas Juks-akka, Sar-akka, Uks-akka, padroeira dos partos e guardiã das almas das crianças até que elas estivessem prontas para encarnar.

Cailleach — Divindade celta, pouco conhecida, trazia as doenças, a velhice e a morte. É uma velha senhora ou velha bruxa. Guardiã do portal que leva aos períodos de escuridão do ano, é também Divindade evocada perante a morte e a transformação.

Comentários: Trono Feminino da Evolução, Nanã Buroquê, aparece para nós como uma avô, a velha senhora que tem a paciência e a sabedoria para nos ouvir. Na Umbanda, é sincretizada com Santa Ana.

Iemanjá e Omulú

Iemanjá e Omulú formam o par energético da linha Aquática (Geração ).

 Iemanjá

Iemanjá – O Trono Feminino da Geração
Iemanjá, Tétis,  Hera, Nereidas, Sereias Gregas, Parvati, Aditi, Danu, Moruadh, Mut, Aruru, Namur, Belet Ili, Nanshe, Frigga, Belat, Coatlicue, Yngona, mama Cocha, Moruadh, Mariamma, Marah, Derketo, Mari Ama, Ilmatar, Annawan, Bachue, Tiamat.

Iemanjá — Divindade de Umbanda, é o Trono Feminino da Geração, irradia geração o tempo todo de forma passiva não forçando ninguém a gerar ou criar, mas sustentando a todos que buscam “dar vida” e criar. Fator gerador ou “criacionista”. Elemento água, presente no Mar. Sua cor é o azul-claro. É a senhora da geração da criatividade. Podemos dizer que uma de suas qualidades mais marcante é a de mãe
Tétis — Divindade grega, forma com Oceano um casal de Titãs, filhos de Urano e Géia, são as primeiras Divindades Marinhas sendo a maioria dos outros “deuses” e “deusas” do mar seus descendentes. Logo Tétis a titãneida é a primeira das Mães do Mar, das águas primordiais.

Hera — Divindade grega, Juno romana, esposa mais ciumenta de Zeus, cujo casamento era o mais sagrado, que mostrava a importância da união. Deusa do casamento e do Parto. 

Nereidas — Divindades gregas, as nereidas são as filhas de Nereu com Dóris, a Oceânida. São 50 nereidas, todas Divindades marinhas. Freqüentemente aparecem cavalgando no dorso de monstros marinhos. Seus nomes são: Ploto, “a nadadora”; Eucrante, “a que traz a realização”; São, “asalvadora”; Anfitrine, esposa de Posseidon e uma das Divindades marinhas mais cultuadas; Eudora, “a dos bons presentes”; Tétis, traz qualidades muito parecidas com as de sua Avó, esposa de Oceano também chamada Tétis; Galena, “tempo calmo”; Glauce, “verde-mar”; Cimótoe, “ligeira como a onda”; Espeio, “a que mora em cavernas”; Toe, “a que se move depressa”; Halia, “a que mora no mar”; Passítea; Erato, “a que desperta o desejo” (nome também de uma das musas); Eunice, “a da vitória feliz”; Mélita; Eulimene, “a do bom porto”; Agave, “a nobre”; Doto, “a doadora”; Proto, “a primeira”; Ferusa, “a que traz”; Dinamene; Neséia, “a que mora nas ilhas”; Actéia, “a que mora nas costas”; Protomedéia, “a primeira soberana”; Dóris; Panopéia; Galatéia; Hipótoe, “ligeira como uma égua”; Hipônoe, “selvagem como uma égua”; Cimódoce, “a que recolhe as ondas”; Cimatóloge, “a que apazigua as ondas”; Cimo, “a deusa da onda”; Ione, “a deusa da praia”; Halimede, “a deusa marinha do bom conselho”; Glaucônoma, “a que mora no mar verde”; Pontoperéia, “a que viaja por mar”; Liágora; Evágora, “a eloqüente”; Laomedéia, “soberana do povo”; Polínoe, “a que dá razão”; Autônoe, “a que dá inspiração”; Lisianassa, “a senhora redentora”; Evarne; Psâmate, “a deusa da areia”; Menipe, “a égua corajosa”; Neso, “a deusa da ilha”; Eupompe, “ a da boa escolta”; Temisto, parecida com a grande Têmis; Prônoe, “a provida”; e Nemertes, “a veraz”.

Sereias Gregas — Divindades gregas, aparecem freqüentemente como filhas de Aquelóo, “Deus-rio”, filho de Oceano e Tétis. As sereias gregas trazem o dom para a música, no canto e também no manejo da lira e da flauta, o que traz semelhança com as musas gregas. Entre as sereias gregas estão Himeropa, “aquela cuja voz desperta o desejo”; Telxiepéia, “a encantadora”; Agláope, “a da voz gloriosa”; Pisínoe, “a sedutora”; Partênope, “a virginal”; Leucósia, “a deusa branca”; e Ligéia, “a da voz brilhante”.

Parvati — Divindade hindu, é a Mãe Divina em todos os aspectos, consorte de Shiva e mãe de Ganesha.

Aditi — Divindade hindu, Mãe dos deuses no Rig-veda (1500-1000 a.C.), “sustentáculo das criaturas”, “amplamente expandida”. Mãe do deus sol Mitra e do deus da verdade e ordem universal, Varuna; mãe também de Indra, o Rei dos deuses.

Danu — Divindade celta “Água do Céu”, a grande Mãe, os descendentes de Dana e seu consorte Bile (ou Beli) eram chamados de “Tuatha Dé Dannan” (os filhos da Deusa Dana). Do seu nome vem a origem do Rio Danúbio, onde primeiro surgiram as raízes da cultura celta.

Moruadh — Sereia celta, corpo de mulher e rabo de peixe, cabelos verdes, nariz vermelho e olhos de porca. Os pescadores lhes ofereciam conhaque para trazer boa sorte  no mar e para que ela não os prejudicasse também.

Mut — Divindade egípcia, “a mãe” em karnak.

Aruru — Divindade babilônica, um dos nomes da Grande Deusa Mãe na mitologia babilônica.

Namur — Divindade-mãe sumeriana, mãe de Enki e Ereshkigal. Deusa dos Mares, que criou o céu e a terra, e gerou várias Divindades quando a terra foi arrebatada ao céu.

Belet Ili — Divindade sumeriana, “Senhora de todos os deuses”,  Grande Deusa Mãe. Consorte de Enki. Divindade do útero e das formas. Ela criou inicialmente sete homens e sete mulheres, que com o tempo se tornaram a civilização conhecida.

Nanshe — Divindade Mãe sumeriana festejada com procissões de barcos nas quais eram depositadas suas oferendas a serem entregues ao Mar.

Frigga — Divindade nórdica, Grande mãe da maioria dos deuses, uma das três esposas de Odim, Frigga é o aspecto Mãe enquanto Freyja é o aspecto sensual, donzela.

Belat — Divindade caldéia, nome da esposa de Bel, é a “Mãe dos Grandes Deuses” e “Senhora da Cidade de Nipur”.

Coatlicue — Divindade asteca, Mãe de todas as outras Divindades. Usa uma saia de serpentes e é também senhora da vida e da morte. Também adorada como Mãe da Terra.

Yngona — Divindade dinamarquesa, é a grande Mãe.

Mama Cocha — Divindade inca que teve seu culto largamente difundido, sendo cultuada não apenas pelos incas, mas por muitas outras tribos e culturas. É a Mãe do Mar e Senhora dos peixes.

Moruadh — Divindade celta, sereia evocada pelos pescadores que lhe pediam para não rasgar suas redes e não afundar seus barcos. Tinha corpo de mulher, rabo de peixe, cabelos verdes, nariz vermelho e olhos de porca.

Mariamma — Divindade hindiana, Senhora do Mar e de tudo o mais que ele representa e traz de benefícios a nós.

Marah — Divindade caldéia, Senhora das águas salgadas, Mãe que vem do mar.

Derketo — Divindade assíria, aparece como sereia, senhora da Lua e da noite, protetora dos animais que habitam o mar.

Mari Ama — Divindade do mar escandinava.

Ilmatar — Divindade finlandesa da água, grande mãe criadora que está na origem de tudo.

Annawan — Divindade indonésia do Mar.

Bachue — Divindade colombiana dos índios Chibchas, seu nome quer dizer “grandes seios”, junto com seu filho criou a humanidade.

Comentários: Trono Feminino da Geração, Iemanjá, Divindade muito adorada e de fácil localização, pois se não aparece relacionada ao mar aparece como a Grande Mãe. Na Umbanda, quase não há sincretismo de Iemanjá, sendo sua imagem como Orixá de Umbanda muito conhecida. Pode ser sincretizada com Nossa Senhora dos Navegantes, aquela que protege os que vão ao mar.

 Omulu

Omolu – O Trono Masculino da Geração

Omolu, Hades, Yama, Anúbis, Arawn, Iwaldi, Tung-Yueh Ta-ti (Tong Yue Dadi), Mictlantecuhtli, Ah puch.

Omolu — Divindade de Umbanda, é o Trono Masculino da Geração, absorve a geração desequilibrada de forma ativa, paralisando o ser propenso a criar em desequilíbrio; cósmico, pune quem dá mau uso ou se aproveita dessa qualidade divina invertendo seu valor e levando a morte no lugar do nascimento da geração. Fator paralizador, ajuda a cessar ações negativas.Elemento terra que estabiliza, presente nos cemitérios e no mar. Sua cor é o roxo ou as três juntas: branco, vermelho e preto. Orixá Masculino que reina no Cemitério junto com Obaluayê. Senhor da Morte

Hades — Divindade grega, Plutão romano, “O Invisível”, filho de Cronos e Réia, Deus dos mortos que morava no mundo subterrâneo casou-se com Perséfone, filha de Deméter. Possui ainda um cão de três cabeças chamado Cérbero, que desempenha a função de guardião do mundo subterrâneo, ficando no portão, evitando que os vivos entrassem e assustando os mortos que chegavam.

Yama — Divindade hindu masculina da morte, no Ramayana se passa por cachorro salvando Rama da morte.

Anúbis — Divindade egípcia masculina da Morte, considerado ainda o grande juiz dos mortos..

Arawn — Divindade Celta da Morte, aparece sempre acompanhado de lobos brancos.

Iwaldi — Divindade escandinava, “O anão da Morte”, esconde a vida no fundo do Oceano.

Tung-Yueh Ta-ti (Tong Yue Dadi) — Divindade Chinesa do sagrado monte Tai Shan e dirigente do Mundo Subterrâneo. É ele quem calcula, em um ábaco, o tempo de vida que cada um tem aqui na Terra. Senhor da morte, é responsável pelo desencarne.

Mictlantecuhtli — Divindade asteca, “Deus da Morte”, Senhor de Mictlán o reino silencioso e escuro dos mortos.

Ah puch — Divindade maia da morte, senhor do reino dos mortos.

Comentários: Trono Masculino da Geração, Omolu, aparece como uma Divindade pouco compreendida em seu mistério pelo temor que todos têm da morte, por não entenderem ser ela tão natural quanto o nascimento. Na Umbanda, é sincretizado com São Roque ou São Bento. 

 (Fonte: texto de Alexandre Cumino)

Um pouco sobre os Essénios

JESUS E OS ESSÉNIOS

     Os Essénios eram um povo humilde, de grande conhecimento, originário do Egipto, que formavam um grupo de Judeus que abandonaram as cidades e rumaram para o deserto, passando a viver às margens do Mar Morto. Foram uma das três principais seitas religiosas da Palestina (Saduceus, Fariséus e Essénios) e acreditava-se que Jesus foi membro do grupo do norte que se concentrava ao redor do Monte Carmelo,como de resto o tinha sido seu primo João Baptista.

     Um dos seus redutos era Nazaré e por isso eram conhecidos também por “os Nazarenos”, tal como Jesus, e seus membros vestiam-se de branco, fazendo uma vida simples, de isolamento, de entrega a Deus, e seguiam uma dieta estritamente vegetariana.

      Existe mesmo um Manuscrito encontrado nos arquivos do Vaticano em 1923, pelo húngaro Edmond Szekely que obteve permissão para pesquisar os arquivos secretos à procura de livros que teriam influenciado São Francisco de Assis, que confirmam este facto. Szekely vagueou pelos mais de 40 quilómetros de estantes com pergaminhos e papiros milenares e manuscritos originais de muitos santos e apóstolos condenados a permanecer escondidos para sempre. De todas as raridades viu uma obra que lhe chamou a atenção. Era o Evangelho Essênio da Paz. O livro teria sido escrito pelo apóstolo João e narrava passagens desconhecidas na Bíblia sobre a vida de Jesus Cristo. Ele traduziu o texto e o publicou em quatro volumes. A Igreja sentindo-se traida  pelo pesquisador, excomungou-o.  

        Mas foi em 1880 que o reverendo inglês Gideon Ouseley achou um manuscrito chamado O “Evangelho dos Doze Santos”  num monastério budista na índia, escrito em aramaico – a língua que Jesus falava – que teria sido levado para o Oriente por essênios refugiados. Nessa versão desconhecida do Novo Testamento se revela mesmo um Jesus que defendia a reencarnação e era vegetariano, pois condenava o próprio morticínio dos animais dizendo no capítulo 21 o seguinte“Vim para abolir as festas sangrentas e os sacrifícios, e se não cessais de sacrificar e comer carne e sangue dos animais, a ira de Deus não terminará de persegui-los, como também perseguiu a vossos antepassados no deserto, que se dedicaram a comer carne e que foram eliminados por epidemias e pestes.”  

No capitulo 38 diz ainda“Na verdade eu vos digo que aqueles que partilham dos benefícios obtidos praticando actos contra uma das criaturas de Deus não podem ser íntegros, nem podem aqueles cujas mãos estejam manchadas de sangue, ou cujas bocas estejam contaminadas pela carne…”

     Mais se afirma nesse Evangelho que: “as aves se reuniam ao seu redor e lhes davam as boas-vindas com seu canto e outras criaturas vivas se postavam aos seus pés e ele (Jesus) as alimentava com suas mãos’…

     Talvez todo este conhecimento tenha chegado a Francisco de Assis e o tenha inspirado na sua vida, pois que amava todas as criaturas, tratando todos os animais por irmãos, e também era vegetariano.

    Os essênios acreditavam na santidade e unidade da vida e muitas passagens do Evangelho essênico referem-se à doutrina de amor incondicional a Deus, à Humanidade e a todos os seres da Criação.  

     Vale a pena ler também o capitulo 90 do mesmo “Evangelhos dos Doze Santos”, onde Jesus fala sobre o que é a Verdade. 

     Por fim, em 1970 um ‘pesquisador’ inglês, de nome John Allegro,  pretendia desmistificar a existência de Jesus dizendo que não passava tudo de uma invenção ou alucinação colectiva causada pela ingestão de cogumelos. As suas afirmações estapafurdias cairam no ridículo e muitos cientistas até o censuraram, pois já haviam provas irrefutáveis sobre a existência de Jesus que o historiador romano Flávio Josefo referia em seus escritos, e mais ainda os Manuscritos encontrados em 1947 nas cavernas de Qumram, próximas do Mar Morto, onde estavam escondidos dentro de jarros de barro, falando da vida Jesus Cristo. Foi de resto o maior achado arqueológico da história da Humanidade sobre aspectos bíblicos que se desconheciam ou estavam omissos até hoje. 

    Na foto abaixo se vê o local onde foram encontrados acidentalmente os Manuscritos por um pastor beduino, chamado Muhammad Dib, da tribo dos Tamirés, que saiu à procura de uma cabra desgarrada que tinha desaparecido do seu rebanho e se perdera entre as rochas. Não foi por acaso naturalmente. Ele foi atraido ao local daquele modo e descobriu uma caverna onde começaria todo o achado do grande  ‘tesouro’ mantido ali por mais de dois milénios até ser descoberto a meio do século XX.

       Por fim, o Papa actual Bento XVI estabeleceu no dia 5-4-2007 uma relação entre Jesus e os Essênios, na sua homilia na “Missa da Santa Ceia” realizada na basílica romana de S. João de Latrão, referindo-se aos manuscritos de Qumran.  

 

  

(Referência: Rui Palmela)   

     

AS PROFECIAS MAIAS E O ANO 2012

AS PROFECIAS MAIAS E O ANO 2012

No mês de Julho de 2006, telescópios e supercomputadores revelaram que o nosso Sistema Solar se encontra no cruzamento entre duas galáxias e se alinhará com o centro da Via Láctea em 2012 – quando receberá o fluxo máximo de energia das formações de plasma luminoso por onde transita actualmente. Esse acontecimento cósmico, jamais sonhado pelos astrônomos contemporâneos, foi calculado pelos antigos astrônomos do Egipto e da América Central, de que se destacava o povo Maia.

Com base em suas observações os Maias previram que a partir da data inicial de sua civilização, desde o 4° Ahua, 8° Cumku, isto é 3.113 a.C., totalizará 5.125 anos no futuro, ou seja ao ano de 2012 d.C., quando o sol ao receber um forte raio sincronizado proveniente do centro da galáxia, mudará sua polaridade e produzirá uma gigantesca labareda radiante. 

Coincidência ou não, o facto é que nossos astrónomos verificam grande actividade na superfície solar nos últimos anos, podendo intensificar-se extraordinariamente durante o ano 2012, havendo mesmo previsões de  graves acontecimentos na Terra por causa disso, com a possibilidade de grandes avarias e ‘apagões’ nas centrais eléctricas radares e satélites de telecomunicações, com possivel aumento da actividade sismica em várias partes do mundo, muitos profetizando o seu fim em 21-12-2012, data em que termina a contagem do tempo do Calendário Maia.

Porém, Carlos Barrios, sacerdote cerimonial e guia espiritual maia do clã da Águia, iniciou recentemente uma investigação com seu irmão Gerardo, tendo entrevistado cerca de 600 anciãos  a respeito da famigerada data  e descobriu que existem várias interpretações conflitantes dos hieróglifos, petroglifos, dos livros sagrados de ‘Chilam Balam’ e de vários textos antigos. Carlos disse mesmo que muita gente pode estar contribuíndo para gerar pânico e confusão que só serve a escuridão e afirma o seguinte:

 

“Os Antropologistas visitam os locais do templo e lêm as inscrições e inventam histórias sobre os Maias, mas eles não lêm os símbolos corretamente. É apenas sua imaginação. Outras pessoas escrevem sobre a profecia em nome dos Maias e dizem que o mundo vai acabar em dezembro de 2012. Os anciãos maias estão bravos com isto. O mundo não vai acabar. Ele será transformado.”

“Nós não estamos mais no Mundo do Quarto Sol, mas ainda não estamos no Mundo do Quinto Sol. Este é o tempo no meio, o tempo da transição. Enquanto atravessamos a transição há uma colossal convergência global de destruição ambiental, caos social, guerra, e contínuas mudanças na Terra. A humanidade irá continuar, mas de um modo diferente. As estruturas materiais mudarão. A partir disto nós teremos a oportunidade de sermos mais humanos. Nós estamos vivendo na mais importante era dos calendários e profecias Maia. Todas as profecias do mundo, todas as tradições estão convergindo agora. Não há tempo para jogos. O ideal desta era é Acção.”

Carlos continua: “Os indígenas têm os calendários e sabem como interpretá-los precisamente – não os outros. Os Calendários Maias compreendem o tempo, estações, e ciclos que se provou vasto e sofisticado. Os Maias entendem os 17 diferentes calendários como o Tzolk’inou Cholq’ij, alguns deles registrando o tempo acuradamente durante um período de mais de dez milhões de anos”.

“Estas palavras não são minhas mas de nossos ancestrais. Tudo foi predito pelos ciclos matemáticos dos calendários maias – tudo irá mudar. Os guardiões do dia Maia, vêm a data de 21 de Dezembro 2012 como um Renascimento, o começo do Mundo do Quinto Sol. Será o início de uma Nova Era resultando do significado pelo meridiano solar cruzando o equador galáctico e a Terra se alinhando com o centro da galáxia.”

No nascer do sol de 21 de Dezembro de 2012, pela primeira vez em 26.000 anos, o Sol se erguerá em uma conjunção com a intersecção da Via Láctea e o plano da Elíptica. A cruz cósmica é considerada uma incorporação da Arvore Sagrada, a Árvore da Vida, uma árvore lembrada em todas as tradições espirituais do mundo.

Alguns observadores dizem que este alinhamento com o coração da galáxia em 2012 irá abrir um canal para a energia cósmica fluir através da Terra, limpando-a e a todos que habitam sobre ela, elevando tudo para um nível mais alto de vibração. Este processo já começou. A mudança está se acelerando agora e continuara a acelerar.  Se as pessoas da Terra puderem chegar até esta data de 2012 sem terem destruído muito a Terra, nós iremos nos levantar para um Novo Mundo de mais alto nível. Mas para chegar lá nós temos que transformar forças poderosas que estão bloqueando o Caminho.”

“Esta data especifica no calendário Maia, indica o Solstício de Inverno no ano de 2012, não marca o fim do mundo. Muitas pessoas escrevem sobre o calendário maia de forma sensacionalista, mas nada sabem. Aqueles que sabem são os Anciões indígenas a quem foi confiado manter a tradição”.

Carlos diz ainda: “A economia é agora uma ficção. Os primeiros cinco anos da transição de Agosto de 1987 até Agosto de 1992 foi o início da destruição do mundo material. Nós avançamos dez anos mais profundamente na fase da transição agora, e muitas das assim chamadas forças da estabilidade financeira são de fato ocas. Os bancos são fracos. Este é um momento delicado para eles. Eles podem quebrar globalmente e as pessoas estão prestando agora mais atenção a isso.”

“O Polo Norte e o Sul estão ambos mudando também. O nível da água nos oceanos irá aumentar pelos degelos (isso a própria ciência o confirma) mas ao mesmo tempo a terra no oceano, especialmente perto de Cuba, irá se levantar”…

Carlos conta uma historia sobre as cerimonias de ano novo mais recentes dos Maias na Guatemala. Ele disse que um respeitado ancião, Mam, que vive numa solitária caverna na montanha, viajou para Chichicastenango para falar com as pessoas presentes. O ancião entregou uma mensagem simples direta chamando os seres humanos para se unirem no suporte de vida e da luz. “Agora cada pessoa e grupo está seguindo seu próprio caminho”. O ancião da montanha disse que há Esperança se as pessoas da luz puderem se unir de alguma forma…

 “Nós vivemos em um mundo de polaridades – positivo e negativo, dia e noite, homem e mulher. Luz e escuridão precisam uma da outra. Elas são uma balança. Porém agora o lado escuro está mais forte e muito certo do que eles querem. Eles têm suas visões e suas prioridades claramente seguras, e também sua hierarquia. Eles estão trabalhando de muitas formas para que nós não sejamos capazes de nos conectar com a espiral do Quinto Mundo em 2012”.

“No lado da luz todos pensam que são os mais importantes, que são a chave… Existe uma diversidade de culturas e opiniões, então há competição, difusão, e não um foco único. Por isso o lado sombrio trabalha para bloquear a unidade através da negação e do materialismo. Também trabalha para destruir aqueles que estão trabalhando com a luz para elevar a Terra a um nível mais alto. Eles são a energia do Quarto mundo em declínio, o materialismo. Eles não querem que isso mude. Eles não querem a Unidade. Eles querem ficar neste nível, e temem o próximo nível”.

“O poder do Quarto Mundo não pode ser sobrepujado, ele é muito forte. O lado escuro só pode ser transformado quando confrontado com simplicidade e abertura do coração. É isto que conduz à unidade, o conceito chave para o Mundo do Quinto Sol”.

Carlos disse ainda que a Era emergente do “Quinto Sol” referido no Calendário Maia, irá chamar a atenção para um elemento muito negligenciado: o ÉTER, pois os outros quatro Elementos (terra, ar, água e fogo) dominaram várias épocas e vai chegar agora o tempo do 5º Elemento.

O dicionário define Éter como uma “substância hipotética que supostamente ocupa todo o espaço, postulada para explicar a propagação da radiação electromagnética através do espaço.” Talvez ele pudesse ser definido como o “espaço entre o espaço”. Eu sugeriria que ele pode ser manifestado como o alinhamento de partículas carregadas de nosso sistema solar (Sol), e nossa galáxia (Via Láctea) surgem. O elemento Éter representa a energia espiritual.

“O elemento do Quinto Sol é celestial. Dentro do contexto do Éter pode haver a junção das polaridades. Não mais escuridão ou luz nas pessoas, mas uma unidade elevada. O reino da escuridão não está interessado nisto. Eles estão organizados para bloquear essa unidade. Eles buscam desestabilizar a Terra e seu ambiente para que nós não fiquemos prontos para o alinhamento em 2012″…

“Nós precisamos trabalhar juntos pela paz, e equilibrar com o outro lado. Nós precisamos tomar conta da Terra que nos alimenta e nos abriga. Nós devemos colocar inteiramente nossa mente e nosso coração para perseguir a unidade e unidade agora, para confrontar o outro lado e preservar a vida.”

“Nós estamos perturbados – não podemos brincar mais. Nosso planeta pode ser renovado ou devastado. Agora é o momento de despertar e tomar uma atitude. Todos são necessários. Você não estão aqui por acaso. Todos que estão aqui agora têm um propósito importante. Este é um momento difícil mas especial. Temos a oportunidade de crescimento, mas temos que estar pronto para este momento na historia.”

Carlos acrescenta: “As mudanças profetizadas irão acontecer, mas nossas atitudes e ações determinam quão duras ou leves elas serão. Nós precisamos agir, fazer mudanças, e eleger pessoas para nos representar que entendem e que tomarão ações politicas para respeitar a Terra.”

Meditação e práticas espirituais são boas, mas também acção. É muito importante ser claro sobre quem você é, e também sobre sua relação com a Terra. Se desenvolva de acordo com sua própria tradição e o chamado de seu coração. Mas se lembre de respeitar as diferenças, e lutar pela unidade. Coma sabiamente – muitas comidas estão corruptas de formas sutis ou grosseiras. Dê atenção ao que você coloca dentro do seu corpo. Aprenda a preservar comida, e a conservar energia. Aprenda boas técnicas de respiração. Seja claro. Siga uma tradição com grandes raízes. Não importa qual tradição, seu coração lhe dirá, mas tem que ter grandes raízes.”

Nós vivemos em um mundo de energia. Uma tarefa importante neste momento é aprender a sentir ou ver a energia de todas as pessoas e todas as coisas – pessoas, plantas, animais. Isto se torna cada vez mais importante enquanto nos aproximamos do Mundo do Quinto Sol, pois ele esta associado ao elemento ‘éter’ – o reino onde a energia vive e tece. Vá aos lugares sagrados da Terra e reze por paz, e tenha respeito pela Terra que nos dá comida, roupa, e abrigo. Nós precisamos reativar a energia destes lugares sagrados. Este é o nosso trabalho.”

“Uma técnica de oração simples mas eficaz é acender velas brancas. Pense em um momento na paz. Diga sua intenção para a chama e mande a luz dela para os lideres que têm o poder de fazer guerra ou paz.”

Este é um momento importante e crucial para a humanidade e para a Terra. Cada pessoa é importante.

“Os anciões abriram as portas para que outras raças possam vir para o mundo Maia para receberem a tradição. Os Maias há muito apreciam e respeitam que existem outras raças, culturas, tradições e sistemas espirituais. Eles sabem que o destino do mundo Maia é relacionado ao destino do mundo todo.”

“A maior sabedoria está na simplicidade, amor, respeito, tolerância, gratidão, perdão. Não é complexo ou elaborado. O conhecimento real é gratuito. Está codificado no seu DNA. Tudo o que você precisa está dentro de você. Grandes Mestres e professores disseram isso desde o inicio.

 “Encontre o seu coração e você encontrará seu caminho”…

 

referência http://www.novaera-alvorecer 

MAGO

Mágico é trabalhar com o invisível.
Mágico hoje, é ter respeito humano.
É receber a Mensagem do Cosmos, é usar a cor e o
cristal para curar e ver o destino nos astros.
É saber cuidar do corpo, da mente e do espírito.
É montar um ritual para a vida, conhecer o oculto,
harmonizar-se com os anjos e
 com os elementais e com
os demônios
É ser gente das estrelas amando a Terra.
É amar a todos e ser amado por todos.
Isso é a magia do ser.
E todos podem ser magos, mas nunca será mago o
desequilibrado e nem o que cultiva o desamor.
Não é mago o empresário que tem escravos em vez de
colaboradores.
Não é mago o governante corrupto,
nem o racista, nem o
que destrói a natureza, nem o repórter que dá palpite
sobre o que não conhece, nem o médico que busca a
riqueza pela medicina.
Mago é o cientista e o pesquisador de mente aberta,
que não tem medo de OUSAR.
Mago é o pacífico e o que é justo.
Mágico é curar com os cristais, com as cores, com as
plantas, com as flores ou só com as mãos.
É trabalhar com terapias alternativas.
É ter um contato com o Cosmos,
 manter es e contato e
saber fazer outros entrarem em contato.
Mago é o pesquisador que persegue
 a cura da doença.
Mago é o que consegue ver a sua própria realidade
antes de buscar descobrir os
 segredos da realidade das
estrelas.
Mágico é viver pela eternidade, mas conseguir receber
aqui mesmo os tesouros que as traças não comem.
Mágico é encontrar a alma gêmea
 e viver o amor eterno.

Magia é profetizar o apocalipse como a revelação de
cada um.
É a coragem de ser pioneiro, sonhar e trabalhar pela
utopia da Nova Era.
Mágico é descobrir, compreender

e aceitar que Deus é
um homem, uma mulher e o seu filho.
Magia é a iniciação.
É deixar de ser alienado e descobrir
que bem e mal não
existem.
É ter coragem de se olhar no espelho.
Mágico é o mistério dos OVNIs
 e os segredos dos Maias.
Mágico é o dinheiro honesto.
É lembrar-se de comprar dois pães em vez de um.
Mágico é proteger a criança.
É não ter medo de quebrar as algemas e ser LIVRE.
É o saber.
É a luz do conhecimento.
É o bom livro, a música e o incenso.
Mágicas são as artes.
Mágico é ajudar.
Ser mago não é só saber fazer de vez em quando um
ritual mágico.
É fazer do dia-a-dia um ritual de amor!
Ser mago é destruir os castelos
 de areia do equívoco e
da fantasia e ser o arquiteto da base sólida da casa
humilde da verdade.
Ser mago não é julgar, mas providenciar o espelho.
Os dogmas não são mágicos, querer que as pessoas
tenham fé cega não é magia.
Ser mago é mostrar o caminho
da certeza e a verdade de
cada um.
Mágica seria a religião sem regras, sem promessas e
sem ameaças.
Mago é o que tem poder para e não poder sobre.
Magia negra é pensar destrutivamente e não ter
respeito por tudo e por todos.
Magia grande é descobrir que o poder maior está no
sentimento humano.
Essa é a magia de ser
 
(autoria desconhecida…que pena! no entanto as palavras me são familiares….)  

Transformação Íntima

Tendências viciosas como impulsos para a virtude procedem, sim, do Espírito, agente determinante do comportamento humano.

Não podendo a organização celular definir estados psicológicos e emocionais, estes obedecem às impressões espirituais de que se encharcam, exteriorizando-se como fatores propelentes para uma ou outra atitude.

Destituída de espontaneidade, exceto dos fenômenos que lhe são inerentes, graças aos automatismos atávicos, a matéria orgânica é resultado das aquisições eternas do Espírito que dela se veste para as experiências da evolução.

A hereditariedade vigente nos mapas dos genes e dos cromossomos encarrega-se de transmitir inúmeros caracteres morfológicos, fisiológicos, sem exercer preponderância fundamental nos arcabouços psicológicos e morais, que pertencem ao ser espiritual, modelador das necessidades inerentes ao progresso e fomentador dos recursos que se lhe fazem indispensáveis a esse processo de crescimento a que se destina.

Descartar-se o valor dos implementos espirituais nos fenômenos comportamentais do homem, é uma tentativa de reduzi-lo a um amontoado de tecidos frágeis que o acaso organiza e desmantela ao próprio talante.

A vida pessoal escreve nas experiências de cada ser as diretrizes para as suas conquistas futuras.

Vícios e delitos ignóbeis, virtudes sacrificiais e abnegação, pertencem à alma que os externa nos momentos hábeis conforme o seu estágio evolutivo.

*

Vicente de Paulo e Francisco de Sales, fascinados pelo amor aos infelizes, liberaram as altas forças que lhes jaziam inatas, a serviço da caridade e da dedicação sem limite.

Ana Nery e Eunice Weaver, sensibilizadas pelo sofrimento humano, esqueceram-se de si mesmas e dedicaram-se, a primeira, aos combatentes feridos, e a segunda, à salvação dos filhos sadios dos hansenianos.

Eichmann e inúmeros carrascos nazistas acariciavam, comovidos, os filhinhos, após enviarem, cada dia, milhares de outras crianças e adultos aos fornos crematórios em inúmeros lugares dos países subjugados.

Tamerlão incendiava as cidades conquistadas, após degolar os sobreviventes, para depois dormir tranqüilo ao lado daqueles a quem amava.

Homens e mulheres virtuosos, sempre revelaram o alto grau de amor que lhes jazia em latência, da mesma forma que sicários e criminosos sanguissedentos deixaram transparecer a crueldade assassina desde os primeiros anos de infância…

As exceções demonstram o poder da vontade, que é manifestação do Espírito, quando acionada, propelindo para uma ou para outra atitude.

*

O hábito vicioso arraigado remanesce, impondo de uma para outra reencarnação suas características, assim impelindo o homem para manter a sua continuidade.

Da mesma forma, os salutares esforços no bem e na virtude ressumam dos refolhos da alma, e conduzem vitoriosos aos labores de edificação.

Toda ação atual, portanto, tem as suas matrizes em outras que as precedem, impressas nos arquivos profundos do ser.

*

Estás, na Terra, com a finalidade de abrir sepulturas para os vícios e dar asas às virtudes.

Substituindo o mau pelo bom hábito, o equivocado pelo correto labor, corrigirás a inclinação moral negativa, criando condicionamentos sadios que se apresentarão como virtudes a felicitar-te a vida.

Teus vícios de hoje, transforma-os, no teu mundo íntimo, em virtudes para amanhã ao teu alcance desde agora.

Libera-te pois, com esforço e valor moral, do mau gênio que permanece dominador, das paixões perturbadoras que te inquietam, e renova-te para o bem, pelo bem que flui do Eterno Bem.

* * *

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Vigilância.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
1a edição. Salvador, BA: LEAL, 1987.