Ética Mediúnica

mediunidadeNa lida com os desencarnados, o médium necessita saber que está lidando com espíritos fora do corpo, homens sem o seu veículo físico de manifestação a quem a morte não santificou e nem alterou, de imediato, a natureza de seus pensamentos.

Entre encarnados e desencarnados deve se estabelecer uma parceria consciente com objetivos que transcendem todo e qualquer interesse material.

Os Espíritos, habitando as dimensões do Invisível, continuam interessados no progresso do planeta – não se trata apenas do propósito de cooperar com Jesus na evolução da Humanidade; trata-se igualmente de melhorar a psicosfera do orbe terrestre e as condições de vida nele existentes, posto que, com raras exceções, todos haverão de tomar o caminho da reencarnação.

Os médiuns afeitos ao serviço do Bem, estão trabalhando sobre a Terra para continuarem trabalhando no Mundo Espiritual, porquanto a vida de Além-Túmulo, para todos os homens, é a sequência natural do que estejam fazendo. Médiuns apenas com a aparência de devotamento, movidos por interesses estritamente pessoais, haverão de se decepcionar profundamente, quando a liberação do corpo de carne os colocar em confronto com a própria consciência.

Ser médium não é uma condição especial para a criatura encarnada, no entanto pode tornar-se pelo modo com que encare a tarefa que está sendo chamada a desempenhar – sem dúvida, trata-se para o homem de uma das melhores oportunidades de crescimento espiritual que a Lei está lhe conferindo, ao longo de suas múltiplas experiências reencarnatórias.

O médium, portanto, deveria encarar com maior responsabilidade o compromisso, lutando por um melhor aproveitamento do tempo.

Condição mediúnica desprezada assemelha-se ao talento enterrado da parábola de Jesus… Os que se revela indiferentes diante de seus dons medianímicos, sejam eles expressivos ou não, anularão em si mesmos excelente oportunidade de trabalho; quem faz questão de cultivar-se mediunicamente, estabelece importantes vínculos mentais dom a Espiritualidade, e a ideia de sua própria sobrevivência constantemente o influência em suas decisões.

Em ser médium, o médium só tem a lucrar, desde, é claro, que mão utilize as suas faculdades espirituais para a sua satisfação material – sim, porquanto existem medianeiros que subordinam os interesses da mediunidade que são eternos, aos de natureza temporária. Companheiros que, por desconhecerem a ética que impera na mediunidade, permitam uma companhia espiritual saudável por espíritos interesseiros e levianos.

A mediunidade, por assim dizer, é um terreno que será ocupado – no espaço psíquico do medianeiro – por espíritos que lhe reclamarão a posse para o Bem ou para o Mal.

A proteção espiritual destinada aos médiuns, na supervisão de suas atividades, atua com base na sinceridade dos seus propósitos; medianeiros que atraiam a influência dos espíritos ignorantes, não oferecerão sintonia aos que, por seu intermédio, desejam desenvolver um trabalho sério e de consequências benéficas para a Humanidade.

Sem o que chamaríamos de moral mediúnica, a mediunidade jamais será exercida de modo responsável.

Carlos Baccelli pelo Espírito Odilon Fernandes no livro “Conversando com os Médiuns”

A natureza de Deus

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Pode o homem compreender a natureza íntima de Deus?

“Não; falta-lhe para isso o sentido.”

A natureza íntima de Deus escapa aos sentidos humanos, em toda a sua trajetória evolutiva. Somente Deus se conhece. É o que não acontece conosco; nós não nos conhecemos. Os mistérios a desvendar são infinitos, em relação à Divindade. Na profundidade, ainda desconhecemos a própria matéria que nos serve de veículo e, portanto, estamos longe de conhecer o seu criador. Parar de estudar a Sua personalidade majestosa é desconhecer o valor do progresso, que sempre nos convida para avançar; porém, dar saltos incompatíveis com as nossas forças é quebrar a tônica da nossa capacidade.

A ansiedade de conhecimento pode nos levar aos extremos, no entanto, o bom senso nos chama a atenção para a harmonia que deverá nos guiar em todas as sequências evolutivas. Basta, por enquanto, saber que Ele existe e aprender algo mais sobre Seus atributos, que o tempo, impulsionado pela nossa vontade, dar-nos-á ambiente favorável de sentirmos a Divindade em nós, o que já representa um grande avanço na esteira dos evos.

Se os homens ainda não se libertaram de muitos hábitos extravagantes e vícios perniciosos, como querer conhecer a natureza íntima de Deus? Cada vício é uma porta fechada em direção às belezas imortais da alma. Cada hábito inconveniente é uma tranca ajustada à porta, impedindo a inspiração superior de chegar ao coração humano.

Estamos muito apegados às coisas de criança, pela força do nosso tamanho evolutivo. A mente cresce no ritmo que as leis determinarem, sem com isso perturbar o andamento da ponderação. Não devemos entregar os nossos deveres a Deus. Ele está sempre presente pelos meios que acha conveniente; entretanto, a nossa parte temos de fazê-la, e, ainda mais, aprender a fazê-la bem. Enquanto permanecermos na ignorância, sofreremos as suas consequências. A justiça vibra em toda a criação como agente de Deus, acompanhada pela misericórdia do Seu amoroso coração, que bate dentro do infinito, no ritmo da Luz.

Quando nos faltam sentidos para conhecer alguma coisa a mais dos nossos conhecimentos, o que fazer? Toma-se necessário estudar na área em que nos compete agir, procurar aprimorar os conhecimentos já adquiridos, fortificar em nossas vidas todas as qualidades nobres que começaram a se despertar em nossos corações. O trabalho é imenso, a lavoura é grande, sem que saiamos do nosso próprio convívio íntimo. Esquecer esse labor, é perder os princípios da verdadeira sabedoria. Vamos ainda gastar milhões de anos para conhecermos o começo das lições eternas. Como avançar agora para áreas cujos registros os nossos sentidos não suportam?

Se a luz do Sol físico, para chegar à Terra, passa por muitas filtragens e se divide em raios incontáveis para nos beneficiar todos, o que dizer da luz do Sol espiritual? A razão nos diz que ela tem infinitas modificações para ajudar, servindo de estímulo a todas as vidas. Toda verdade é relativa ao ambiente a que deve chegar. Quem desconhece as leis naturais que vigoram no mínimo movimento dos átomos nos mundos que bailam nos espaços, não poderá conhecer essas mesmas leis que regulam a harmonia do seu próprio corpo, ou dos corpos que servem ao Espírito, para se expressar onde se encontra. Procuremos, pela meditação, entender quem nos governa e sejamos obedientes a essa força universal, que tudo se tornará sereno em nosso íntimo e ao nosso derredor.

Se queremos principiar o estudo da natureza íntima de Deus, é necessário termos a pureza de coração, que indica as primeiras letras dessa sabedoria do conhecimento de si mesmo. Os caminhos são infinitos, como infinitos são os nossos destinos ante o Todo Poderoso, que nos fez por Amor.

fonte: Filosofia Espirita – Volume I (Miramez)

Os florais e sua afinidade com os Orixás

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Como os florais podem ser ministrados para trabalhar a personalidade das criaturas, ou um momento específico de dificuldade em suas vidas, veremos a seguir o que ocorre quando são utilizados como terapia complementar nos indivíduos ligados às vibrações de:

Oxalá: Será trabalhada a paciência e o amor consigo próprios, em primeiro lugar, para que possam então estender essas virtudes ao próximo, além de procurar valorizar as amizades e manifestar sempre a gratidão. Assim, estarão sempre ligados à espiritualidade.

Ogum: Será trabalhada a vontade de vencer a si mesmos, e o poder da fé, para que os caminhos estejam sempre abertos.

Xangô: A ênfase será para a justiça do coração, que vibra dentro da Lei de Causa e Efeito, respeitando a Criação divina (equilíbrio cármico).

Oxossi: A terapia trará equilíbrio quanto à prosperidade e o respeito pelo ser espiritual que todos somos. A saúde, a nutrição e o equilíbrio fisiológico dos indivíduos sob esta vibratória estarão garantidos.

Yemanjá: Despertará a Grande Mãe interior; o querer bem ao semelhante estará em perfeito equilíbrio, prevalecendo o sentido de união e progresso.

Oxum: O sentimento de doação, sem esperar retribuição, o desejo de servir, o equilíbrio emocional, bem como a fertilidade, e o bom gosto serão abundantes.

Iansã: Não faltará vontade e ação para as mudanças materiais: a higienização dos pensamentos, despertando a compreensão, a coragem, a lealdade e a franqueza, em perfeito equilíbrio. O raciocínio rápido, a comunicação, e conseqüentemente um certo charme estarão restabelecidos com o tratamento.

Omulu e Nanã: A compreensão do carma, libertando o velho para da lugar ao novo, a calma, a misericórdia, a generosidade são virtudes renovadas quando os florais atuam em afinidade com esta vibratória.

fonte: Umbanda pé no Chão – Ramatis (médium Norberto Peixoto)

Apelo de Amigo

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Não se deprecie.
Não diga que você não merece a bênção de Deus.
Atendamos à realidade. Se a Divina Providência não confiasse em você, não teria você em mãos tarefas importantes quanto estas:
uma criatura querida a proteger; alguém a instruir; uma casa a sustentar;
um doente para assistir; uma profissão a exercer; esse ou aquele encargo, mesmo dos mais simples;
algum ensinamento a compor; essa ou aquela atividade de auxílio aos semelhantes;
algum trato de terra a cultivar; determinada máquina para conduzir.
Se a Sabedoria da Vida nada esperasse de você não lhe teria doado tantos recursos, quais sejam:
a inteligência lúcida que auxilia a discernir o certo do errado;
a noção do bem e do mal; as janelas dos cinco sentidos; a capacidade mental cujas manifestações você pode aprimorar ao infinito, empregando o esforço próprio;
a visão do corpo e da alma com que você realiza prodígios de observação e de análise;
a palavra, que você é capaz de educar, e com a qual você encontra as maiores possibilidades de renovar o próprio destino;
a audição com que recolhe mensagens de todos os setores da existência tão só pelo registro de sons diferentes;
as mãos que lhe complementam os braços, expressando-se por antenas hábeis de serviço;
as faculdades genésicas que, iluminadas pelo amor e dirigidas pelo senso de responsabilidade, lhe conferem poderes incomparáveis de criatividade nos domínios do corpo e do espírito;
os pés que transportam você, atendendo-lhe a vontade.
Se você detém maiores áreas de ação ou usufrui vantagens mais amplas, no que se reporta aos encargos e benefícios aqui relacionados, então você já obteve significativas promoções nos quadros da vida.
Quanto a imperfeições ou deficiências que ainda nos marquem, convém assinalar que estamos em evolução na Terra, sem sermos espíritos perfeitos.
Reflitamos nisso e aceitemo-nos como somos, procurando melhorar-nos e, ao melhorar-nos, estaremos construindo o caminho certo para a Espiritualidade Maior.

André Luiz pelo médium Chico Xavier

A visão espiritual sobre o suicídio

“A vitória da vida não consiste tanto no ganhar suas batalhas, como em saber sofrer suas derrotas” ( P. C. Vasconcelos Jr. “In” – “Pensamentos”).

suicidio2O suicídio é um tema que ainda hoje divide opiniões mundo afora, seja no campo cientifico, filosófico ou religioso. Nosso artigo de hoje visa lançar luz sobre um tema inerente a todas as sociedades presentes no globo e nos acompanha a partir dos tempos mais remotos. Suicídio (do latim sui, “próprio”, e caedere, “matar”) é o ato intencional de matar a si mesmo. Sua causa mais comum é um transtorno mental e/ou psicológico que pode incluir depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, alcoolismo e abuso de drogas. Dificuldades financeiras e/ou emocionais também desempenham um fator significativo.

Antigamente, em Atenas, uma pessoa que havia cometido suicídio (sem a aprovação do Estado) era negada às honras de um funeral normal; a pessoa era enterrada sozinha, na periferia da cidade, sem lápide ou inscrição. Um decreto-lei criminal emitido por Luís XIV de França em 1670 era muito mais grave em sua punição: o corpo do morto era atirado pelas ruas, virado para baixo, depois pendurado ou jogado em uma pilha de lixo, enquanto que todos os seus bens eram confiscados. Em contrapartida, os soldados da Roma antiga e do Japão Feudal que haviam sido derrotados nas guerras eram obrigados a cometerem suicídio.

Modernamente, em algumas jurisdições, um ato incompleto ou ato de suicídio é considerada um crime. Mais comumente, um membro do grupo sobrevivente que ajudou na tentativa de suicídio enfrentará acusações criminais. No Brasil, se a ajuda for direcionada para um menor, a pena é aplicada em seu duplo e não considerada como homicídio. Na Itália e no Canadá, a instigação ao suicídio a outrem também é uma ofensa criminal. Em Singapura, que presta assistência no suicídio de uma pessoa com deficiência mental, esta é uma ofensa capital. Na Índia, o suicídio, a cumplicidade de um menor ou uma pessoa com problemas mentais podem resultar em um prazo máximo de prisão de 1 ano com uma possível multa.

A visão sociológica do suicídio é, segundo Durkheim, “todo o caso de morte que resulta, direta ou indiretamente, de um ato, positivo ou negativo, executado pela própria vítima, e que ela sabia que deveria produzir esse resultado”. Conforme o sociólogo, cada sociedade está predisposta a fornecer um contingente determinado de mortes voluntárias, e o que interessa à sociologia sobre o suicídio é a análise de todo o processo social, dos fatores sociais que agem não sobre os indivíduos isolados, mas sobre o grupo, sobre o conjunto da sociedade. Cada sociedade possui, a cada momento da sua história, uma atitude definida em relação ao suicídio.

Como objetivo dessa coluna é tratar questões ligadas a espiritualidade  transcrevemos abaixo ótimo artigo de Domério de Oliveira, originalmente publicado no Jornal Verdade e Luz Nº 165 Outubro de 1999, onde trata do tema com elucidadora clareza.

O suicídio é o resultado do nosso desequilíbrio espiritual. Quando o cidadão perde o controle das suas forças psíquicas, torna-se alvo das trevas, ( dos maus espíritos), e acaba caindo no tremendo calabouço do suicídio. Há pessoas que chegam às portas do suicídio levadas pela ignorância das leis naturais da causa e do efeito. Algumas pessoas cometem o suicídio, quando tangidas por doenças incuráveis ou quando atingem idade avançada. Não querem ser pesadas para as suas famílias e nem passarem por muitos sofrimentos. Essas pessoas não estão bem conscientes do aspecto espiritual de suas ações. Ignorando a Lei Maior da Vida Eterna, acham que podem estancar os achaques da velhice e que também podem interromper os seus sofrimentos, saindo desta existência, pelas portas trágicas do suicídio. Entretanto, meus amigos, ninguém pode exercer o papel de Deus. Ele nos dá a vida, aqui no planeta Terra e sabe, muito bem, o momento de nos transferir para o Plano Maior. Essas pessoas devem saber que o nosso Espírito ao ingressar no corpo mais denso, por si mesmo, escolheu as experiências cármicas para o seu burilamento íntimo. Nestas circunstâncias, durante nossas lutas, nossas provas e expiações, no planeta que nos acolheu, temos que batalhar até o fim, até à última gota de nossas forças. Temos que lutar até o fim, valendo-nos de todos os recursos para nossa sobrevivência. Só mesmo Deus, nosso Criador, pode fixar o momento da nossa partida. Sabemos que todas as vezes que ocorre o suicídio, o Espírito deverá retornar para reaprender aquela experiência interrompida, ou seja, precisará voltar em outra existência e passar de novo pela mesma provação ou algo similar. A provação pode não ser tão extremada como a que experimentou na existência anterior, porque parte dela já foi vivenciada, entretanto, o Espírito precisará resgatar, até o último ceitil, as provas que se lhe antolham e que foram ocasionadas pelo suicídio. As leis da ação e da reação funcionam como um sistema de pesos e medidas. A situação, assim, fica bem mais complicada, porque o suicídio nada resolve, pelo contrário, é circunstância tremendamente agravante. Meus amigos, a morte física não resolve os problemas que se ligam às nossas responsabilidades. Nossos problemas de ordem sentimental, de ordem social ou de quais quer naturezas, por certo, temos que resolvê-los e saná-los, aqui e agora, à luz da mais santa paciência e do trabalho incansável. Não tentemos fugir dos problemas porque eles nos seguem, como a sombra segue o nosso próprio corpo.

Sim, doe-nos o coração, quando, em trabalhos mediúnicos, temos a oportunidade de constatar a situação de penúria e de angústia dos irmãos que se suicidaram. Abre-se uma exceção para os irmãos que cometeram o suicídio tangidos por doenças mentais ou por desequilíbrios bioquímicos. Aludidas pessoas estariam com sua capacidade de decidir comprometida. Então, quando passam para o outro lado, acordam em uma espécie de abrigo onde recebem o auxílio de que precisam para o restabelecimento. Entretanto, não deixam de responder pela gravidade da falta cometida.

E podemos aduzir mais que a natureza de uma Alma a leva a crescer e a aprender. Por isso mesmo, trazemos, para a nossa existência terrena, determinadas situações que precisamos superar ou para as quais precisamos buscar o equilíbrio. Se nos déssemos conta de que, no plano terreno, é normal vivenciarmos algum tipo de sofrimento, seja físico, mental ou emocional e de que o suicídio não eliminaria essa condição, acreditamos que haveria menos casos de pessoas tirando suas próprias existências. Precisamos nos conscientizar sobre o erro do suicídio e sempre acentuar a responsabilidade que temos de viver plenamente, porque a Vida, em síntese, é uma só, e as existências, neste plano-terra, são os degraus que devemos escalar. Se quebrarmos algum degrau, por certo, teremos que descer de novo e reconstruí-lo. A queda, em qualquer circunstância, é sempre mais dolorosa.

Lembremo-nos sempre e procuremos vivenciar, “ab imo corde”, os valiosos ensinamentos do Eminente Guerreiro-Filósofo Napoleão Bonaparte, (1769 usque 1821):

“Tão valente é aquele que sofre corajosamente as dores da alma como o que se mantém firme diante da metralha de uma bateria. Entregar-se à dor, sem resistir, matar-se e eximir-se à mesma dor, é abandonar o campo de batalha antes de ter vencido”.

Tratamento espiritual, conhecimento velado ou revelado?

Há muito se pergunta se as ações de tratamentos espirituais de saúde, são exclusivas de uma inteligência puramente espiritual desconhecida ou existem elementos de caráter científico ou culturais envolvidos.

Sabe-se que, em muito, os tratamentos podem ser explicados através de estudos das varias culturas, isto, porque podemos perceber que os Guias espirituais, muitas vezes utilizam elementos e procedimentos, os quais são encontrados ou citados em culturas variadas, se não idênticas, com grande semelhança.

Tomemos como exemplo inicial a meditação, usada amplamente pelas culturas orientais, com enfoque na cultura Hindu, que utiliza a meditação não somente para busca de elevação espiritual, mas também como terapia, para as mais variadas situações de saúde; mas onde encontramos similaridades entre meditação e espiritualidade e suas ações de tratamentos de saúde?

Antes porém, tentemos identificar a espiritualidade e a meditação, para tal citamos uma das várias explicações:

A Espiritualidade é uma dimensão da pessoa humana que traduz, segundo diversas religiões e confissões religiosas, o modo de viver característico de um crente que busca alcançar a plenitude da sua relação com o transcendental. Cada uma das referidas religiões comporta uma dimensão específica a esta descrição geral, mas, em todos os casos, se pode dizer que a “espiritualidade” «traduz uma dimensão do homem, enquanto é visto como ser naturalmente religioso, que constitui, de modo temático ou implícito, a sua mais profunda essência e aspiração».( Wikipédia)

A Meditação,(do latin meditare), significa voltar-se para o centro, no sentido de desligar-se do mundo exterior e de entregar-se à contemplação ou reflexão (PINNA, 2008). Em sânscrito, é chamada de dhyāna, conhecida por ch’an na tradição chinesa e zen na tradição japonesa (SUZUKI, 2007). Segundo o dicionário Houaiss (2010), meditação é um ato ou efeito de meditar e de pensar com grande concentração de espírito; é uma prática de concentração mental que se propõe a levar, através de uma sucessão de estádios, à liberação espiritual dos laços do mundo material. A meditação é um método que objetiva o autoconhecimento e a manutenção do equilíbrio do ser em sua multidimensionalidade (física, mental/emocional, interpessoal e espiritual), e pode ser comparada a uma prece mental feita para alcançar a transcendência e a iluminação (MERTON, 1960). Possui raízes orientais descritas em textos hindus e taoistas entre 1500 e 300 a.C., mas sua origem exata diverge entre a comunidade científica e especula-se que a prática de meditação seja datada por volta de 5.000 a 8.000 anos (OSPINA e cols., 2007; CHIESA e cols., 2010).

Pois bem, sabemos que no processo de desenvolvimento mediúnico, um dos quesitos básicos para o trabalho espiritual é a dedicação no aprendizado em, reformular o íntimo humano, controlar sua condição psíquica e alta concentração mental, desta forma, atingindo a ligação com os planos superiores, o que não foge ao princípio para a prática da meditação, onde ambas são controlados pelo sétimo Chakra ou Chakra Coronário, que tem relação com a glândula pineal, e faz conexão direta com a espiritualidade, com o ego superior, governando as expressões superiores do ser humano, “a meditação e a espiritualidade”.

Já sabiam os Yogues que a meditação é a experiência da espiritualidade direta, sem conexão, entre o yogue e Deuse, sendo a meditação a experiência da espiritualidade e esta última, a busca da plenitude transcendental, onde e de que maneira elas podem ajudar nosso corpo físico?

A resposta nos vem quando identificamos que cada vez mais a meditação está deixando de ser exclusividade de Ashrams* e mosteiros para se tornar uma importante aliada na melhoria da qualidade de vida e desenvolvimento espiritual dos ocidentais. Também, que ela atua de forma ativa na saúde do corpo de quem a pratica, melhorando a auto-estima, a criatividade, a percepção, a concentração, controla a ansiedade e mantém o equilíbrio emocional reduzindo, inclusive, os níveis de depressão e melhora sensível na condição de saúde orgânica.

Tais efeitos também são encontrados quando pessoas assistidas em tratamentos espirituais, recebem a aplicação de passes realizados pelos Guias espirituais, bem como por médiuns desenvolvidos, contudo, os experimentando de forma passiva.

 

Podemos citar também, a particular semelhança em outro processo ligado ao bem estar e ao tratamento, pessoal ou de outrem, a exemplo do estudo oriental da reflexologia, que surgiu na China há mais de 5000 anos, dentro de um contexto único de busca do equilíbrio integral, “holístico”, onde foram identificados nos pés e mãos, pontos referentes a órgãos e regiões do corpo humano, bem como Chakras os quais são utilizados como correspondentes para vários tratamentos, que podem ser com uso de equipamentos, agulhas de acupuntura ou pressionados pelos dedos ou mãos do aplicador, isto, com a intensão de harmonizar, equilibrar, desbloquear energias e etc.

Mas em que se assemelha a atividade espiritual, aos processos utilizados pelos Guias espirituais?

Vejamos então, dentre os vários procedimentos usados pelos Guias um deles nos chama atenção:

O Estalar de Dedos:

Porque as entidades estalam os dedos? Esta é uma das coisas que vemos e geralmente não nos perguntamos, talvez por parecer algo de importância mínima, mas esse ato encerra alguns detalhes esotéricos de grande importância.

Como já foi dito nossas mãos possuem terminais nervosos que se comunicam com cada um dos chakras de nosso corpo, onde foram identificados:

(Trecho acima: Revista Umbanda nº 3 – Editora Escala)

 

Vejamos o que diz Ramatís sobre esta questão:

Ramatís afirma:” A verdade é que vossas mãos, como vossos pés, possuem terminais nervosos, que se comunicam com cada um dos gânglios e plexos nervosos do corpo físico e com os chacras do complexo etérico-astral, como demonstramos a seguir:

1. dedo polegar – chacra esplênico (região do baço);

2. indicador – cardíaco (coração);

3. médio – coronário (alto da cabeça);

4. anular – genésico ou básico (base da coluna);

5. mínimo – laríngeo (garganta);

6. na região quase central da mão, chacra do plexo solar (estômago);

7. próximo ao Monte de Vênus (região mais carnuda logo abaixo do polegar) – chacra frontal (testa).

Essas terminações nervosas das palmas das mãos são há muito conhecidas da Quiromancia e das filosofias orientais. 

O estalo dos dedos se dá sobre o Monte de Vênus e dentre as inúmeras funções conhecidas disso, está a retomada de rotação e frequência do corpo astral, “compensando-o” em relação às vibrações do duplo etérico, aumentando a exsudação 1 (liberação, doação) de energia animal – ectoplasma – pela aceleração dos chacras. Com isso se descarregam densas energias áuricas negativas, além do estabelecimento de certas condições psíquicas ativadoras de faculdades propiciatórias à magia e à intercessão no Plano Astral. São fundamentadas nas condensações do fluido cósmico universal, imprescindíveis para a dinâmica apométrica, e muito potencializadas pela sincronicidade entre o estalar de dedos e as contagens pausadas de pulsos magnéticos”

Continua Ramatís: “Já quando bateis palmas, sendo vossas mão pólos eletromagnéticos, a esquerda (-) e a direita (+), quando as duas mãos ou pólos se tocam é como se formassem um curto-circuito, saíndo faíscas etéricas de vossas palmas. Quando os pretos velhos em suas manifestações batem palmas, durante os atendimentos de Apometria, é como se essas faíscas fossem “detonadores” de verdadeiras “bombas” ectoplásmicas que desmancham as construções astrais, laboratórios e amuletos dos magos negros.

“Apômetras” e Umbandistas, uni-vos. Continuai estalando os dedos e  batendo palmas, sabedores do que estais fazendo, despreocupados, conscientes e seguros de que as críticas se perderão como pólen ao vento.”

Face ao exposto e, lembrando que estas colocações se dão a partir do entendimento deste que as expõe, sem prejuízo de entendimentos diversos, não podemos deixar de lado a grande importância destas observações na prática para o bem estar e evolução do Homem, onde, como descrito acima, o ocidente esta comprovando o que o oriente já ensinava há milênios, da mesma forma que os Guias Espirituais nos trazem experiências de conhecimentos ancestrais, assim, eu os convido a pesquisar.

“A nossa mente é um microcosmo, é uma área infinita, é uma lavoura de proporções indescritíveis. E tudo nos é dado para cultivar esse campo sem limites. Se quiserdes experimentar começai hoje mesmo.”
(Miramez – Livro: Horizontes de Mente – página 75)

Adriano D’Ogum

 

Notas de referência:

1- KALYAMA, Acharya, Yoga: repensando a tradição

São Paulo; IBRASA, 2003 p.66-67

2- SIVANANDA, Swami: A ciênciado pranayama.

São Paulo; Ed. Pensamento p.15

3- Revista Super-interessante; janeiro de 2001

4-Wikipédia;

5- Revista Umbanda nº 3 – Editora Escala