Musicoterapia III – A Música e Seus Efeitos no Indivíduo

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“Existem músicas e músicas, suaves e harmoniosas, estridentes e sincopadas. Comprovadamente, qualquer delas exerce profunda influência na formação da personalidade humana” – Gerson Gorski Damaceno

O compositor e prodigioso pianista Franz Liszt disse: “Considerai a arte, não como um meio de satisfazer ambições egoístas, ou de alcançar uma celebridade estéril, mas como uma forma que une e sustenta a humanidade”. Acompanhando o progresso da humanidade sempre esteve presente a ciência da arte musical um dos fatores de grande importância na formação da personalidade do individuo é a sua cultura musical.

Não apenas porque desperta a criatividade, mas porque enriquece e desenvolve as faculdades humanas de um modo geral. A música contribui e apela para o desenvolvimento da sensibilidade, inteligência, perseverança, amor, criatividade, memorização, vontade, auto-estima, autodisciplina, improvisação e muito mais… Proporcionando alegria ao compositor, ao executante e ao ouvinte. Por todas essas razões, a música é um fator cultural extremamente necessário para o ser humano. Gregos, árabes, hebreus, hindus, chineses e outros povos da antiguidade possuem inúmeros documentos referindo-se ao poder terapêutico da música. O mais típico exemplo desse fenômeno mencionado na Bíblia é o de Davi tocando harpa para acalmar o rei Saul, restaurando-lhe a paz, o declínio espiritual da música bem como a transformação da natureza e da mentalidade humana, são responsáveis pelos raros efeitos terapêuticos da música atual.

Certas músicas contemporâneas, não só como o Jazz e Rock podem provocar sério desequilíbrio no sistema nervoso. O uso extensivo de síncopes, ostinatos, polirítimos, dissonâncias, bem como o volume do som extremamente alto, concorrem gradualmente para o aparecimento de enfermidades graves no individuo, principalmente a perda da audição que é irrecuperável, o filosofo romano Boethius (480-524) disse: “A saúde é tão musical que a doença não é outra coisa senão uma dissonância, e essa dissonância pode ser  resolvida pela música”.

Inúmeras são as pessoas que têm experimentado os efeitos terapêuticos ouvindo música erudita, executando-a, simplesmente improvisando-a, ou compondo-a descontraidamente. A prática pessoal de algum instrumento ou canto contribuem para o equilíbrio físico, emocional, e mental da pessoa. Simples exercícios rítmicos, de relaxamento, canções bem melodiosas e execução descontraída das peças musicais exercem efeitos saudáveis sobre o sistema nervoso fazendo desaparecer tensões acumuladas durante o dia. Por outro lado, muitas vezes, usando um esforço demasiado na pratica instrumental ou vocal errônea, apresenta-se um alto desequilíbrio nervoso.

Quando se deseja praticar e apresentar peças que ainda não se está tecnicamente preparado,são perdidas muitas horas treinando, ficando assim frustrado com os resultados insatisfatórios que deixam de preencher as necessidades estéticas e psíquicas.

Toda essa problemática resulta num certo desequilíbrio físico e emocional, muitas vezes agravado por uma postura inadequada, respiração incorreta, tensão nervosa causando problema de coluna, cansaço, irritabilidade, distensão muscular, dores de cabeça, depressão, e profunda desmotivação no estudo musical.

Devemos estar sempre alerta a tais situações procurando escolher um repertorio adequado, quando e opta pelo estudo musical, respeitando as condições físicas, emocionais, e a personalidade de cada um. Relembrando que: “Pela música encontramos a maneira mais emocionante de recordar um passado triste ou alegre”. Diante disso necessitamos adaptar diferentes estratégias de ensino e repertório de acordo com as situações emocionais do executante. Deve-se evitar forçar ou causar tensões desnecessárias, pois, a música tem como objetivo trazer saúde, paz e harmonia para nossa vida, no ambiente em que vivemos e ao nosso mundo. Ao contrario, muita ruidosa música atual, prejudica a saúde e causa desequilíbrio total na vida do individuo e do seu mundo.

Pense e reflita, antes de escolher e ouvir o seu repertório musical…

4 respostas em “Musicoterapia III – A Música e Seus Efeitos no Indivíduo

    • Não necessariamente Mayra, em alguns casos são obtidos otimos resultados com algumas composições populares (Tom Jobim, por exemplo) e composições new age, algumas dessas compostas especificamente para uso terapeutico. A grande utilização de composições eruditas se dá pela perfeição com a qual são executas e compostas, dando segurança ao terapeuta e maiores chances de alcance ao objetivo a ser atingido no tratamento. Lembrando que como trata-se de um tratamento psicosomatico é necessária a aceitação e confiança do paciente pois só assim se faz possivel a utilização da musica como alternativa de tratamento.

      Espero ter colaborado, boa semana

      Arthur Sinnhofer

  1. Acredito que baseado nesses estudos antigos de várias civilizações podemos traçar um paralelo com a importância da música não só para a saúde , mas tb para manter a vibração durante os trabalhos espirituais no caso com os pontos cantados durante os toques de Umbanda , pois auxiliam não só na corrente como também no equilibrio do nosso próprio organismo (mente e corpo).

    E isso ou patinei!rs
    Abraços

    • Isso mesmo, a musica se faz presente em todas as situações da nossa existencia, algumas boas outras nem tanto, mas os efeitos dela são sentidos e assimilados por nós sempre e na maioria das vezes de forma incosciente. Dentro de um ritual religioso ela também tem a sua importancia, seja como mantras (orações cantadas), no caso da Umbanda, relaxamento, reflexão e outras mais em outras manifestações religiosas. O importante é termos consciencia dessa forma de manifestação artistica tão importante na história da existencia humana.

      Espero ter ajudado

      Arthur Sinnhofer

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